História Gone girl - Capítulo 45


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bella Hadid, Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Bella Hadid, Chaz Somers, Chris Beadles, Criminal, Justin Bieber, Ryan Butler
Exibições 562
Palavras 1.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 45 - Past


Flashback on:

 -Cece, você acha que isso vai funcionar?

Ela bufou, parecendo irritada, tirando deus óculos de sol, e apagando seu cigarro.

 -É claro que vai. Você pensa que eu sou idiota?

Respirei fundo, tentando me acalmar. Ela estacionou a camionete preta em frente à mansão em que nossos pais moram, em uma cidade um pouco afastada de Londres.

 Cece tem uma gangue aqui, em Londres, com suas amigas. Ela disse que elas têm tido alguns problemas com uns novos caras da região, um tal de John, mas por enquanto estava tudo bem.

Insisti muito nesse mês que estou morando com ela para que ela me contasse por que tinha ido embora da casa de nossos pais, largando a gangue deles, e Justin, mas eu não tinha conseguido nem uma palavra sequer. 
    Por mais que ela agisse como se fosse de ferro, tenho certeza que alguma coisa nessa história toda machucava ela, e muito.
   -Faça exatamente o que combinamos. -Ela falou, e eu sai do carro.

Andei da maneira mais segura que  consegui, me equilibrando nos enormes saltos pretos de Cece.
  Parei na frente dos portões dourados, observando a casa antes de apertar no interfone.
  Era bem parecida com a de Cece, mas parecia um pouco menor.

Grandes pinheiros se estendiam por vários metros, formando quase uma floresta. Um caminho de pedras levava até uma casa antiga, de pedras, com cerca de três andares.
  Imaginei como teria sido crescer ali, se tudo não tivesse acontecido. Eu e Cece correndo pelas árvores, brincando. 

Talvez ela não tivesse se tornado a pessoa que ela é, e talvez eu estivesse feliz neste momento.

 Ou talvez tudo tivesse sido pior.

 Apertei o botão, respirando fundo.

-Quem é? -Um porteiro mau humorada atendeu.

-Quero falar com Celia e Edward Hills. -Falei o nome de meus pais, sentindo o nervosismo aumentar dentro de mim.

 -Quem é você?

-Dakota Hills, a filha deles.

 O homem riu, parecendo debochado.

-Olha, garota... Eu trabalho aqui á dez anos, e a única filha que eles tiveram se chamava Cece... E ela foi embora a muito tempo, e nunca mais deu as caras por aqui.

-Chame eles, e eles irão te confirmar. -Falei, obrigando minha voz a sair confiante, apesar de minhas mãos tremerem.

 -Se você estiver mentindo ou brincando, eu chamarei os seguranças e você não vai gostar nada do que irá acontecer.

Ele desligou o telefone, e eu bufei. Olhei para trás, e Cece dava ré lentamente para a rua ao lado, onde ela se encontraria com o resto das pessoas.
   Depois de cerca de cinco minutos, que pareceram horas, o portão foi aberto. Olhei em volta, não vendo ninguém.
  Logo o homem que tinha falado comigo apareceu, saindo da pequena sala que ficava ao lado do portão.

-Os senhores querem te ver. -Ele indicou o caminho de pedras com a mão, e eu o agradeci.

Andei rapidamente, querendo acabar logo com isso. Eu teria minha vingança, e Cece a dela. 

Ela seguiria sua vida, e eu daria um jeito na minha. Apesar de não ter a mínima ideia de como.

 Logo cheguei na frente da enorme casa. Quando ia bater na porta, a mesma foi aberta.

Uma mulher alta, magra e elegante me olhava. Ela estava vestida formalmente, como se estivesse a caminho de uma reunião de negócios.
  Seus cabelos eram pretos, exatamente como os meus, e estavam cortados elegantemente na altura dos ombros.

 Seus olhos eram iguais aos meus.

-Finalmente você se entregou, querida Dakota.

Tive uma imensa vontade de pular no pescoço dela. Ela estava praticamente zombando da morte de Ryan, e de ter desgraçado minha vida.

 Me aguentei, mantendo uma expressão facial neutra.

Logo um homem apareceu atrás dela. Seus cabelos eram grisalhos, e seus olhos azuis.

 -Dakota... Você está enorme.

Encarei os dois, sem saber o que falar. Eu tinha vontade de matá-los agora mesmo, mas isto não daria certo. Nunca.

-Entre. Falaremos de negócios, filha. -Celia disse, abrindo passagem para que eu entrasse na casa.

 O interior era um tanto assustador, arriscaria dizer.

 Me sentei em um sofá de couro, e os dois se serviram de uma bebida alaranjada, se sentando na minha frente.

-Você pode entrar para a nossa gangue, mas antes precisamos de algumas coisas. Iremos chantagear o que restou da ganguezinha do seu irmão, matá-los, e então iremos para os Estados Unidos.

A vontade de estrangular os dois aumentou ainda mais.

 -Nós vamos dominar a América e Londres, Dakota.

Engoli em seco, sentindo nojo. Como eles podiam ser meus pais? Como você podia ficar anos sem ver sua filha e tratá-la com a frieza que eles estão me tratando?

 Me surpreendo de Cece não ser pior do que ela já é.

-Preciso ir no banheiro.

Me levantei rapidamente, sem esperar uma resposta dos dois.

Entrei na primeira porta que vi, pegando meu celular com pressa. Deu um toque para Cece.

Eu preciso terminar com isso logo.

Esperei mais alguns minutos, e então deixei toda minha raiva sair de dentro de mim.

Andei de maneira confiante até eles, escutando o barulho de meus saltos batendo no assoalho.

Parei na frente dos dois, que me encaravam.

-Meu nome nunca vai ser Dakota. Meu nome é Catherine. Apesar de eu não ter orgulho dos meus pais adotivos, eles me deram a melhor coisa que eu podia ter pedido. Meu irmão, Ryan. E vocês... Vocês o mataram.

Escutei o barulho da porta sendo estourada.

Eles se levantaram, parecendo apavorados.

 Cece apareceu na sala, seguida de Georgia, Zara e Marie. Vários comparsas da gangue delas também estavam, cerca de trinta deles, na verdade.

 Cece deu uma risada alta.

-Amarrem eles.

Logo três homens vieram até os dois, que tentaram correr. Me afastei, indo ao lado de Cece.

Os dois foram amarrados em duas cadeiras da sala de jantar.

-Se você quiser sair, você pode ir agora.

Marie sussurrou, só para que eu ouvisse.

 -Eu não vou a lugar nenhum.

 Cece deu um passo à frente, se virando em direção aos comparsas. 

-Vocês podem sair, rapazes. Vigiem todas as saídas, garantam que todos os guardas já estejam mortos. -Ela ordenou.

Os diversos homens andaram para fora da casa, deixando apenas nos cinco na sala.
  Cece se aproximou de Celia e Edward, que se mantinham calados, apesar de tentarem se soltar das cordas.

-É tão bom ver vocês, papais. -Ela disse, encarando os dois.

-Nos solte logo, Cece. Você pode até voltar para nossa gangue, ter tudo de volta. Vamos acabar com essa palhaçada. Agora, com Dakota, podemos conquistar os Estados Unidos.
  Cece deu uma risada alta,  se abaixando na frente de Celia.

-Você está brincando comigo? Olhe para mim. -Ela disse calmante, segurando Celia pela bochecha, obrigando a mesma a encara-lá. -Eu tenho a maior gangue de Londres, caso você não saiba. Vocês tentaram foder comigo, e eu fodi com vocês.

-Nós sabemos muito bem o que você teve que fazer para chegar aonde você está, Cece.

Ela ficou em silêncio por alguns segundos, e logo acertou um tapa estalado no rosto de Celia, fazendo a mesma virar o rosto com força.

Cece se levantou.

-Vocês venderam a própria filha. Vocês não têm nem um pingo de dignidade.

Senti um choque me atingir. Então foi isso que aconteceu?

-Você é igualzinha a nós.
  Cece riu, andando até ele, o encarando. Edward parecia ter uma personalidade forte, mas eu duvido que alguém ganhe de Cece neste quesito.

-Eu não tenho nada a ver com vocês. Nada, entenderam? Se um dia eu tiver, eu faço questão de me matar.
  Cece se afastou, vindo até o meu lado. Ela me entregou uma arma.

-Você quer fazer isto? -Perguntou.

Neguei com a cabeça, devolvendo a mesma para ela.

Ela riu.

-Sobra mais para mim.  

Sem esperar mais nenhum segundo, Cece apontou a arma para a cabeça de Celia, disparando, logo depois fazendo o mesmo com Edward. Fechei meus olhos com força.

-Vamos. -Georgia disse, me puxando pelo braço.
    Flashback off:

Justin me olhava, parecendo chocado.

-Vocês mataram seus pais?

Concordei com a cabeça. Eu não me arrependia nem um pouco disso.

-Eles mereciam.

Justin respirou fundo, passando as mãos pelos cabelos e se apoiando sobre o sofá.

Deus, ele é tão lindo.

Afastei qualquer lembrança ou pensamento da minha mente. Eu não posso fazer isto comigo.

-Eu sinto muito por tudo, Catherine. De verdade. Eu fiz uma merda enorme... -Ele se levantou, vindo até mim.

 -Bieber...

-Você precisa me escutar, porra! Eu te procurei por quatro anos. Eu sei que eu fui um merda, mas eu mereço pelo menos isso!

Concordei com a cabeça, e ele se acalmou, continuando na minha frente.

-Como você conseguiu achar a Cece?

Fiquei um tanto nervosa, pois não sabia como ele reagiria.

-Tessie é amiga da Cece, Justin.

Ele gelou, arregalando os olhos.

-Aquela vadia...

-Não! Você precisa me prometer que não vai fazer nada para a Tessie.

Ele me encarou, parecendo indignado, mas logo concordou lentamente com a cabeça.

 -Escuta, Cathe... Ainda te chamam assim?

-Sim, exceto Cece. Ela me chama de Dakota para me provocar.

Ele riu.

-Típico dela.

O encarei, seria. Meu deus, como eu tinha sentido falta daquela risada.

Apesar de toda a dor e sofrimento que eu passei quando Ryan morreu e eu descobri tudo sobre Justin, não teve um dia em que eu não senti falta dele.

E a dor vinha com cada memória. Saber que ele tinha me traído desta forma horrível, que ele tinha me usado. Eu nunca soube, de verdade, se algum dia ele me amou.

Ele se levantou, se sentando ao meu lado, passando as mãos em meu rosto.

Gelei, mas não o impedi. 

-Eu sei que eu fodi tudo, mas eu tive medo. Quando eu comecei a gostar de você, eu pensei que você nunca me perdoaria se eu contasse da Cece. Eu fiquei com medo de te perder.

Eu tive vontade de abraçá-lo e beija-lo, mas eu não poderia.

Qualquer coisa que nos tínhamos acabou. Quanto mais rápido ele for embora daqui, melhor.

Me levantei, o empurrando para longe.

Ele se levantou também, e ficamos cara a cara. Seus olhos percorriam cada detalhe do meu rosto, como se analisando as mudanças com os anos, enquanto eu me esforçava para manter os meus na ponta do seu nariz.

Se eu ousasse olhar para aqueles olhos cor de mel, seria impossível dizer se eu resistiria.
   Escutei a porta ser aberta, e dei um pulo, me afastando mais ainda de Justin.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Beijos


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...