História Gone girl - Capítulo 46


Escrita por: ~

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Categorias Bella Hadid, Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Bella Hadid, Chaz Somers, Chris Beadles, Criminal, Justin Bieber, Ryan Butler
Exibições 521
Palavras 2.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem, nao se esqueça de comentar o que achou!
Este capitulo é sobre quando a Cece fugiu dos pais dela, explicando tudo.

Capítulo 46 - Gods and monsters


Cece p.o.v

Flashback on:

Estava em meu quarto, me vestindo. Eu e Justin iríamos fazer uma entrega de drogas, e ele viria me buscar em alguns minutos.
  Vesti um cropped vermelho e uma calça preta, calçando saltos pretos.
   Desci as escadas, que davam até a sala, mas parei, prestando atenção na conversa dos meus pais.
  -As coisas não estão bem, Edward. A gangue daquele cara está acabando com a nossa.
  Parei, evitando fazer qualquer barulho, me escondendo na beira da escada. Meus pais conversavam na sala.

-Eu sei, Celia, mas o que podemos fazer? Ele tem mais poder do que nós.

-Nós precisamos de dinheiro, para comprar novos carregamentos de drogas. E eu acho que sei como podemos conseguir este dinheiro.

Meu pai deu uma risada alta sarcástica. Acho que puxei algumas coisas dele, mas não muitas.

-Você virou mágica por acaso?

Celia bufou, ela sempre se irrita com o deboche dele. E com o meu.

Talvez por este motivo ela nunca tenha me tratado bem.

Ou por que ela é uma megera.

-Não, idiota! Aquele homem milionário que estava no baile de gala se ofereceu para pagar pela Cece.

Um silêncio foi feito, enquanto eu sentia uma faísca de indignação dentro de mim.

Ela queria me vender?

Coitada.

-Ela é nossa filha, Celia. Você que vendê-la?

-Ela terá uma vida boa, e o dinheiro será muito útil.

Mais alguns minutos de silêncio foram feitos.

-Você conhece a Cece. Ela vai te matar se você ousar cogitar esta ideia na frente dela.

Maravilha. Meu pai também tinha aceitado.

-Ela não saberá de nada.

Subi até meu quarto de maneira mais silenciosa possível, fechando a porta atrás de mim.

Pela primeira vez em muitos anos, eu queria chorar.

A última vez que eu chorei foi quando quebrei o braço, com oito anos.

Depois jurei que nunca mais choraria, por que achava que chorar era coisa de menininha.

 E eu tinha construído uma muralha na minha volta.

Eu tinha me tornado uma mulher forte e independente. Mas senti tudo vir à tona.

Meus próprios pais queriam me vender, me queriam longe.

O que sobrava para mim?

Segurei as lágrimas, fazendo o que eu sempre fiz.

Transformei elas em raiva.

Como quando tinha oito anos, e bati no garoto que tinha caído em cima de mim, me fazendo quebrar o braço.

Você não pode ser mulherzinha, meu pai disse.

Eu precisava de Justin, precisava abraçá-lo. Droga, isso ia contra toda minha ideologia. Não se apegue, não precise de ninguém.

Eu fugiria hoje.

Peguei meu celular, mas parei. Eu não podia arrasta-lo para esta merda. Eu me foderia sozinha.

Mandei uma mensagem cancelando com Justin, dizendo para ele ir sozinho, e tranquei a porta do meu quarto.

Juntei algumas roupas e dinheiro e coloquei em uma bolsa. Encontrei minha arma dourada na gaveta das meias, a carreguei e coloquei na bolsa também. Eu não sabia para onde iria, mas não ficaria ali mais nenhum segundo.
  ...

Esperei mais algumas horas, até meus pais irem dormir, e então sai lentamente do meu quarto, apenas com minha bolsa.

Sai a pé pelo portão, andando até um ponto de ônibus que ficava algumas ruas abaixo da nossa.

A ideia de nunca mais ver Justin era insuportável. Eu odiava admitir que gostava dele mesmo, mas sempre soube, no fundo, que essa é a verdade.

Logo o ônibus chegou, e eu entrei, separando meu dinheiro pra pagar a passagem.

Eu não sabia o que fazer, pela primeira vez na minha vida.

Todos que eu conhecia eram da gangue dos meus pais, então não podia pedir ajuda para ninguém.

Eu iria para o centro da cidade, ver o que conseguiria. Quem sabe arrumo um emprego em um restaurante ou café, ou qualquer coisa do tipo.
  ...

Me sentei em um beco escuro, apoiando minhas costas na parede.

Eu estava a quatro dias vagando pela cidade, e não tinha encontrado nenhum trabalho.
  Tudo por que eu não podia dar minha documentação, por que meus pais saberiam onde eu estava.

E também, eu não tinha nenhum experiência com qualquer tipo de trabalho.

Consegui tomar banho em um albergue nesses dias, e precisei usar minha arma para não ser estuprada ou roubada mais vezes do que conseguiria contar.

Minhas pernas doíam, e eu estava exausta. Nunca fui do tipo que desiste ou se queixa das coisas, mas eu não aguentava mais a situação.

Eu precisava andar por todos os lados com meu capuz preto deixando apenas meus olhos de fora, para evitar ser reconhecida.

Meus planos eram trabalhar e juntar dinheiro para sair da cidade, mas estava sendo impossível.

-Ei, você! -Uma garota loira gritou, entrando no beco.

-O que você quer? Eu tenho uma arma e não tenho medo de usá-la. 

A garota se aproximou, rindo. Ela usava um vestido vermelho extremamente curto e decotado. Poderia chutar a profissão dela.

-Te vi vagando por aqui algumas vezes. Está perdida? -Ela perguntou.

-Não. Na verdade, eu estou é fodida.

Ela riu alto, se aproximando mais.

-Posso te ajudar com isso, te apresentar para meu chefe.

-Seu cafetão, você quer dizer?

-Isso mesmo.

Fechei meus olhos, pensando sobre a possibilidade. Quais opções eu tinha? Eu só precisava de dinheiro para dar o fora desta cidade maldita e recomeçar minha vida, talvez em outra gangue.

-Me leve até ele.

Ela fez um sinal com a mão, para que eu seguisse, e eu fiz exatamente isto.

-Meu nome é Zara, aliás. E o seu... 

-Cece.

Andamos alguns metros, saindo do beco e indo para uma grande rua. Um tipo de depósito, com grandes portas de metal, ficava no final.

Zara entrou lá, e eu a segui. O lugar era mal iluminado, e não possuía nenhuma mobília ou declaração, apenas uma mesa de madeira grande com algumas cadeiras.

-Essa é a garota, chefe.

Um velho gordo e alto me encarou, se levantando. Seu corpo era coberto por tatuagens, e ele usava grandes correntes de ouro. Um típico mafioso, eu reconheceria um a quilômetros de distância.

-Eu conheço você, garota. -Ele falou, e eu gelei. -Cece Hills.

Engoli em seco.

-O que você está fazendo nas ruas?

Ele indicou uma cadeira vazia, e Zara saiu do local, nos deixando sozinhos.

O analisei. Provavelmente eu não poderia confiar nele, então precisaria me mentir. Se eu disser que fugi por que meus pais queriam me vender, ele saberia que eu sou valiosa, e pediria uma recompensa por mim.

-Meus pais me expulsaram de casa por que eu estava namorando um cara de outra gangue.

Ele riu, se inclinando para trás.

-Você pode ser útil. Fique de pé.

Minha vontade de negar e acertar um soco em seu nariz era enorme, mas eu precisava daquilo.

O obedeci, e ele se levantou, dando a volta por mim, analisando cada parte do meu corpo.

-Você começa amanhã. Zara irá te ensinar tudo.
  ...

O clube de strip tease fica na parte de frente daquele galpão, e é um dos melhores na cidade.

As garotas se revezam entre fazer as danças e andar pela multidão, oferecendo programas, e revezam também entre o dia que trabalharão com os programas e danças, ou como garçonetes e no bar, servindo drinks.

Hoje eu começaria dançando, e fazendo programas. No próximo dia eu seria garçonete.

Eu vestia uma lingerie vermelha, enquanto me preparava em um tipo de camarim onde todas as garotas da dança se arrumavam.

Pelo barulho, podia dizer que estava lotado.

Zara e Georgia foram até uma mesa de vidro, que ficava no centro, entre algumas araras de roupas e caixas de maquiagem, colocando um pó branco sobre a mesa, organizando em fileiras.

Uma fileira para cada uma.

Me aproximei delas, cheirando uma das linhas. Essa seria a única maneira de eu aguentar o que estava prestes a fazer.

-Vocês têm mais? -Perguntei, e Georgia riu, jogando um pacote médio com o pó branco em cima da mesa.
  ...

Quando estava na hora de subir no palco, eu estava completamente louca.

O efeito da cocaína, da maconha e do álcool se misturavam em meu cérebro, e eu me sentia radiante.

Eu queria subir lá e provar para todos o quão sexy eu podia ser. Justin não parava de vir a minha cabeça, mas eu afastava o pensamento com todas minhas forças. 

Logo as luzes se acenderam, e Marie, a garota que ia dançar comigo, me puxou pelo braço.

Ri alto, subindo a pequena escada que dava para o palco da boate.

Minha visão estava distorcida e eu estava tonta, então apenas segui Marie.

Ela andou até um poste de pole dance, e eu me posicionei no que estava ao lado dela.

Fiz os movimentos que tinha aprendido mais cedo, girando, enquanto escutava os homens urrando e gritando.

Dinheiro batia nas minhas coxas, e me lembrei das garotas falando que boa parte do que eu conseguisse ficava comigo.

Andei até Marie, dando um beijo de língua lento nela. Os homens gritaram mais ainda.

Me separei dela, dando uma risadinha e a encarando. Uma mão dela deslizou por dentro da minha calcinha, me fazendo gemer alto.

Ela riu.

Olhei para a multidão. Era difícil ver os rostos através de todos flashes de luz, além de minha visão estar completamente distorcida.

Lambi os lábios, me afastando de Marie, me aproximando da borda do palco.

Uma música começou, e eu fiquei louca.

É minha música preferida.

In a land of gods and monsters i was an angel

Living in the garden of evil

(Em uma terra de deuses e monstros eu era um anjo, vivendo no jardim do mal)

 Screwed up, scared, doing anything that i needed

(Estragada, assustada, fazendo qualquer coisa que precisasse)

Desci até o chão, vendo Marie se aproximar de mim. Suas mãos percorreram todo meu corpo, e eu a encarei. 

Shining like a fiery beacon

You got that medicine i need

Fame, liquor, love 

Give it to me slowly

(Brilhando como um farol de fogo. Você tem a medicina que eu preciso. Fama, licor, amor, me dê isso devagar)

Em um movimento rápido, abri seu sutiã.

Passei as mãos pelos seus dois seios. Cada vez mais dinheiro se acumulava aos nossos pés, e eu estava disposta a ir muito longe para ter mais dele.

Put your hands on my waist, do it softly

Me and god we don't get along, so now i sing

(Coloque suas mãos na minha cintura, faça isso suavemente. Eu e deus não nos damos bem, então agora eu canto)

Continuei com as mãos nos seios dela, e me virei, encarando o público.

-É disso que vocês gostam? -Gritei, e eles berraram em aprovação.

Me inclinei sobre Marie, sugando um de seus seios. As mãos dela foram até meus cabelos, que ela puxou com força.

Suguei com força, massageando o outro, e então parei. Me ajoelhei na sua frente, e puxei sua calcinha.

Ela se afastou, agora totalmente nua, indo até o pole dance, fazendo alguns movimentos. Tirei meu sutiã, e ouvi ainda mais gritos do público.

Andei até a borda do palco, me ajoelhando, enquanto homens me tocavam e colocavam dinheiro na minha calcinha.

Fechei meus olhos, prestando atenção na música, e ficando cada vez mais excitada.
   Voltei para o poste, fazendo mais alguns movimentos.

Logo a música parou, e os homens fizeram sons de reprovação.

Sai do palco, com uma mão na cintura de Marie, rindo.

As meninas no camarim aplaudiram, nos abraçando.

-Nunca vi jogarem tanto dinheiro no palco! -Georgia gritou.

Ela e Zara se preparavam para dançar.

Vesti uma lingerie preta, pois agora eu iria circular pela boate, para achar clientes.

Peguei um baseado na mesa, o acendendo e começando a fumar. Eu precisava ficar mais chapada ainda.
   Quando terminei, as meninas já tinham subido no palco. Virei alguns shots de vodca, saindo do camarim e indo para a boate.

Uma música diferente tocava agora, e minha cabeça girava. Os rostos passavam voando pela minha visão.

-Você! -Um cara falou, quando me aproximei de um grupo de homens. -Meu chefe quer você.

-Que assim seja. -Falei, rindo.

Ele andou pela multidão, indo até alguns sofás mais isolados.

Um cara que não aparentava ser muito velho, eu chutaria uns trinta anos, estava sentado fumando um charuto. Algumas outras garotas estavam sentadas em volta dele.

Quando me viu, fez sinal para que eu me aproximasse.

Parei na frente dele, que me encarou.

-Venho aqui a dois anos e nunca vi ninguém que chegue bem perto de você.

O rosto dele estava meio embaralhado na minha visão, mas podia julgar que ele era bem bonito.

-Então o que você está esperando para me foder? -Eu disse, fazendo ele rir.

-Nada mesmo. Venha comigo.

Ele se levantou, se dirigindo até uma longa escada que dava para os quartos onde os programas eram feitos.

Entramos em uma quarto luxuoso, que eu julgava ser o melhor dali.

-Tire sua roupa. -Ele ordenou, e eu obedeci.
  -Você tem cocaína? -Perguntei, meio irracionalmente.

-Só vou te dar por que você parece muito boa mesmo.

Ele tirou um saquinho com o pó branco do bolso da calça, enquanto se despia.

Arrumei algumas fileiras, cheirando três de uma vez só.
 
  


Notas Finais


Queria muito saber o que vocês acharam deste capítulo, especificamente.
Beijos❤️


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