História Gone Home - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Jessica, Taeyeon, Tiffany
Tags Gerensic, Snsd, Taeny
Exibições 172
Palavras 6.287
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HELLOOOOOOOU LIROU FRIENDIXXX!! <3

Tô atrasada, eu sei...

Mas para compensar o capítulo é enorme!!!

Vamos lá: Primeiramente, se você chegou até aqui então lhe devo o meu muito obrigada!

Me diverti bastante com vocês e espero que vocês tenham se divertido comigo. E espero que tenham aproveitado tanto de Gone Home quanto eu! Sério, foi uma das melhores experiências que eu já tive enquanto autora de fanfics. Muito obrigada MESMO!

Eu escrevi o capítulo quase que inteiro hoje, então me perdoem se tiver muitos erros de digitação.

Só quero deixar bem claro que vocês são os melhores leitores que eu podia desejar!

Espero que aproveitem o último capítulo e que gostem do final!

Uma boa leitura!

PS: Vou avisar no meu perfil do SS quando postar uma nova fanfic, então se quiser é só me adicionar que eu aceito todo mundo! <3

Capítulo 14 - Final.


A moça andava apressada pelos corredores frios em meio a tarde extremamente chuvosa. Trajava roupas quentes e de sair, tendo em mãos outra leva de roupas. Como sabia o caminho de cor e salteado, não levava uma lamparina consigo, ia apenas a se guiar com a ajuda de algumas tochas. Sentia-se como uma verdadeira traidora incapaz de deixar que o remorso a parasse. Era o horário perfeito para fazer o que quer que fosse, pois os pais estavam muito ocupados com o evento que estava a ter no centro da cidade e que por sorte era longe do enorme casarão. A jovem pegou a chave para abrir a enorme porta e empurrá-la com grande dificuldade. As coisas que ouvira na noite anterior ainda lhe faziam refletir sobre a sua inútil existência.

Foram anos vendo a sua irmã caçula estar dentro de uma enorme gaiola como um animal.

Anos que passou a soltando quando ninguém estava em casa.

Anos que passou a brincar por aqueles corredores frios e assustadores.

Anos que Sooyeon não conseguira ajudar em praticamente nada sua irmã caçula.

E aquilo estava errado, sempre esteve! E após ouvir o Pai conversar com a vizinha que iria dar um fim na Coisa, fora onde a garota decidira que finalmente iria agir. Estava no auge dos seus quinze anos e não se importava mais pensar que era errado roubar os próprios pais. Já fazia isso há anos e somente esperava uma oportunidade perfeita fugir junto com Soojung. E entre sua melhor amiga e sua família, era nítida a escolha e a preferência pela irmã.

Ao adentrar o “quarto” de Soojung, notou-a lhe fitar com a testa franzida. Não dera explicações rápidas, limitou-se a sorrir e mostrar a chave. Não era preciso dizer-lhe o que ouvira na noite anterior, ao menos não por agora.

– Vista-se! – O tom de voz da mais velha fora suave, entregando-lhe as roupas e virando-se de costas para que a irmã pudesse se trocar sem se sentir envergonhada.

– Por que estou vestindo as suas roupas, Sooyeon? – Soojung indagara desconfiada, mas ainda sim fazendo o que lhe fora pedido.

– Porque hoje vamos fazer um passeio. – A castanha dera um leve sorriso mesmo que a outra não o pudesse ver.

– Pa... Passeio? – Soojung piscou em confusão e tocou-lhe o ombro após se vestir com as roupas da irmã.

– Não pergunte, apenas me siga. – Sooyeon puxou-lhe a mão e andou apressada pelos extensos corredores.

Ela não se lembrava nem onde e quando começou a roubar os próprios pais, mas sempre teve em mente que este dia chegaria. E que quando chegasse, ela tinha de estar preparada. Não eram lá grandes furtos, apenas pegava o quanto sabia que podia pegar sem que ninguém desconfiasse de si. Lembrava-se vez ou outra da primeira vez que adentrou o escritório do Pai sem que este estivesse. Tinha dez anos e estava sozinha em casa. Era a deixa perfeita para que a pequena puxasse um punhado de dinheiro de dentro do cofre e depois o escondesse atrás do armário.

Quem desconfiaria da única e amada filha?

Nem mesmo Kim Seong era capaz disso.

– Sooyeon... – Soojung piscou em confusão quando chegaram até a enorme escada. Olhava para ver se conseguia enxergar o fim e acabara por engolir em seco. – O que está acontecendo? Aonde vamos?

– Vamos... – Colocou as duas mãos nos ombros da caçula, dando-lhe um sorriso reconfortante. – Embora. – A garota arregalara os olhos com os dizeres alheios, ficando nitidamente nervosa.

– E-embora? Ele... Ele sabe? – A garota indagara rapidamente e a menor negou com a cabeça.

– Deixe as perguntas para quando estivermos em um ônibus clandestino, certo? – Sooyeon arrumou os cabelos da irmã em um rabo de cavalo.

– Por que estamos fugindo? – O tom de voz mostrava sua aflição. – Por que... Por que você está me ajudando? – Rira pela respiração e balançando a cabeça em negação. – Isso não tem lógica... Vamos acabar sendo pegas, isso vai ser péssimo! Por que você se importa tanto com isso?

– Porque eu sou a sua irmã mais velha e eu não vou deixar NADA de pior te acontecer! Consegui uma boa quantia de dinheiro e o deixei do lado da lareira. – Os olhos sempre tão calmos mostravam uma frieza absurda. – Nem que para isso eu tenha que morrer, mas eu vou te tirar dessa casa! Nem que seja a última coisa que eu faça, Soojung! Então se ponha a subir esta escada, vou logo atrás de você!

E mesmo que receosamente, Soojung o fizera. Se Sooyeon dizia, então ela acreditava. Estranhava aquela decisão acontecer de uma hora para a outra, mas nunca exatamente cobrou uma ajuda para fugir. Sabia que uma garota daquela idade nada poderia vir a fazer por si, mas somente a tentativa lhe dava uma sensação estranha, algo que nunca nem em seus melhores sonhos Soojung sentira.

Uma sensação de esperança estava a surgir.

Por não tomar sol devidamente, Soojung não tinha a formação dos ossos com a força que deveria ter. Depois de muito subir, a moça já parava algumas vezes no meio do caminho para respirar e tentar descansar. Vez ou outra até tentava olhar para baixo, mas Sooyeon lhe gritava para não o fazer. Sabia que a mesma tentava lhe poupar de ter medo da altura. Mas não podia impedir o inevitável. Em um certo ponto da escada, bem na metade... Soojung acabara por soltar as mãos e a se desequilibrar. A queda estava por acontecer, a garota sentira um arrepio na espinha e um medo lhe percorrer o corpo todo, porém fora ao começar a cair que sua voz parecia ter sumido por completo. Parecia. Fechou os olhos com tanta força que somente os abriu quando percebeu que havia parado de cair. Arregalou seus olhos com surpresa ao ver Sooyeon usar toda a força que tinha e até a que não tinha para lhe segurar o corpo todo com um só braço. Os olhares se cruzaram e fora somente naquele momento, após tantos anos brincando e comendo doces escondidas que a mais nova percebeu o tamanho do amor de sua irmã por si.

– Peguei você... – Sooyeon sussurrou com a voz baixa e trêmula, fazendo ainda mais força para subi-la e novamente colocá-la na escada. Estavam na mesma altura e a garota lhe abraçava com um dos braços, esperando até que Soojung conseguisse tomar impulso para voltar a subir. – Estamos quase lá, você consegue! – Exclamara convicta.

E então tornaram a subir a interminável escada, tendo um ritmo mais lento devido o medo de Soojung de novamente perder as forças. As duas irmãs sentiram gotas caírem bem de leve em suas cabeças, tendo a mais nova a olhar desnorteada para a irmã. Sooyeon sutilmente lhe explicou que a casa estava com problemas no encanamento e que era para a caçula tomar mais cuidado com os degraus. O problema mesmo... É que de tão preocupada que a irmã fosse cair, a mais velha não tomou os devidos cuidados com a própria segurança. Conseguira evitar que Soojung escorregasse na escada que estava muito escorregadia, mas se esquecera que também estava subindo pela mesma parte. E eis que no meio de sua tentativa de passar sem problemas por aquela parte, eis que a garota acabara por se segurar em uma parte que estava prestes a ceder.

E cedera.

Sooyeon não podia fazer nada por si e nem mesmo Soojung algo para ajudar-lhe. O grito em horror da mais velha fora proferido no momento em que não conseguira se segurar em nada, acabando por cair de costas. A mais nova olhou para baixo rapidamente, observando a irmã perder-se com a escuridão. E a última coisa que vira de Sooyeon fora a expressão de seu rosto. Os olhos bem arregalados e a boca entreaberta.

– SOOYEON! – Soojung gritou com toda a força de seus pulmões, ouvindo um enorme barulho de algo batendo contra o chão. Algo... Ou alguém.

Descera rapidamente, ignorando a dor que sentia por forçar seus braços e pernas a trabalharem tão arduamente. Ela tinha de estar viva. Tinha! Seus olhos marejaram quando finalmente começava a se aproximar do chão, finalmente avistando sua irmã e melhor amiga. Não tinha ideia dos danos que uma queda como aquela poderia causar. Observou-a ter os braços abertos e os olhos fechados. Saía sangue dos dois cantos de sua boca e de seu nariz. Estava pálida, muito pálida! A mais nova ao alcançar o chão literalmente jogou-se ao chão ao lado da irmã, segurando-a pelos ombros e balançando-a bem de leve.

– Sooyeon! Acorde! – Soojung não tinha vergonha alguma de chorar. Não podia e nem queria acreditar que sua irmã e a única pessoa que realmente se importava com ela... – Acorda... P-por favor! – Implorou-lhe com a voz embargada. O desespero tomou conta de si quando percebeu abaixo da irmã formava-se uma poça de sangue e que se espalhava sem que a garota pudesse impedir. – N-não morra, por favor... – Acariciou o rosto da mais velha, deitando-se ao seu lado e em um de seus braços esticados. Abraçou-a pela cintura, estando muito trêmula. – Você é... – A voz se tornava cada vez mais baixa e a caçula ia perdendo suas forças e resquícios de esperança. – Tudo o que eu tenho.

E Soojung nada poderia vir a fazer por sua irmã. Já era tarde demais para Sooyeon...

--

 

Jessica lentamente abrira seus olhos, estando eles marejados e a moça sentir uma grande fraqueza em seu corpo. Seus braços estavam abertos e sua vista era privilegiada. A respiração estava ofegante e a boca entreaberta. Encontrava-se deitada sobre o chão, no exato lugar onde Sooyeon perdera a vida. Fitava a enorme escada, deixando algumas lágrimas escorrerem pelo seu belo e jovem rosto. Daquela vez havia sido diferente... Não tinha visto por fora. Estava dentro do corpo, era a protagonista. O coração estava acelerado, Jessica ainda tremia por conta do medo de altura.

Nunca tivera medo de altura.

Ao menos até aquele momento...

Levantou-se lentamente e olhou ao redor. A duvida a consumia e o medo só aumentava. O que teria realmente acontecido com Soojung? Limpou as lágrimas e respirou fundo, tentando manter a calma que não tinha para o momento. Fora colocada em frente a escada, só não tinha certeza se havia ganho uma chance para subir e fugir, quiçá na cabeça louca de Kim Seong a ideia soava que Jessica nem mesmo iria embora...

Ou voltar.

Ainda não havia soltado Tiffany e não fazia ideia de onde a mesma poderia estar, se existia ou não um poço das almas.

Mas exatamente como em sua vida passada, a moça não recuou e não pegou o caminho mais fácil para se salvar.

Limpou suas lágrimas e erguera o queixo, semicerrando seus punhos e retornando aos corredores escuros. O problema é que novamente perdera sua lanterna... E ao contrário de como agiu nas memórias de sua vida passada, Jessica ainda tinha grande receio. Passou as mãos nos bolso e achou o walk talk, suspirando em alívio. Pegou-o e quando estava pronta para ligar, eis que reparou que a bateria havia sumido.

– Ótimo! – Exclamara ironicamente e voltando a andar.

Ao menos o molho de chaves ainda estava consigo. Andava quieta pelos corredores, vez ou outra tateando as paredes tentando achar algo que fora despercebido antes. Pensava bastante sobre as coisas analisadas no andar de baixo. Se tinha energia... Então Jessica poderia facilmente por fogo naquele local. Quando avistou a primeira porta, notou uma certa claridade pela fresta. Teria de arriscar. Demorou pelo menos dois minutos tentando achar a chave certa, mas não pensou em recuar em momento algum. Abrira a porta, notando um sistema estranho de monitoramento. Rira pela respiração.

– Então é por isso que você estava sempre em todo e qualquer lugar. – Fechou a porta e trancou a porta, indo até a cadeira velha e suja, sentando-se ali mesmo e aproximando-se da mesa. – Tudo bem... Se você morou aqui em baixo durante anos e atualmente seria muito, muito velho para conseguir me carregar assim... – Jessica semicerrou os olhos. – Então onde está o seu corpo? – Fora passando as imagens da câmera, notando que o computador usado pelo Senhor era tão velho que a loira nem mesmo entendia como aquilo ainda funcionava. Parou a imagem em uma biblioteca muito velha, notando algo no fundo da imagem que lhe fizera arrepiar. Algo muito parecido a um caixão. – Você pode invadir memórias, salas... A privacidade. – Piscou em confusão. – Mas não pode invadir sonhos. – Dissera ao processar que de fato não conseguiu invadir o sonho que Jessica tivera com Tiffany e Soojung, mesmo que tivesse ouvido-o no sonho com a primeira. Levantou-se com os olhos semicerrados. E tentando entender se aquele cômodo era naquele andar ou no seguinte.

Saiu da sala e daquela vez não se importou em trancá-la. Parou no meio do caminho, lembrando-se que jamais encontrou outro fantasma na casa além do próprio Kim Seong e de Soojung. O alcance das almas era pequeno comparado a irmã e ao Pai. O que significava que o quer que os prendia ao local estava naquele mesmo andar.

O corredor que Jessica seguiu anteriormente tinha fim e não chegou a saber exatamente como chegava no mesmo. Tinha de achar as escadas e então seguir o corredor da esquerda, pois fora o caminho que não seguiu. Aquele local era quase como um labirinto! Era deveras fácil se perder por ali, não fazia ideia de como Sooyeon, no caso ela mesma, conseguira memorizar tão perfeitamente a saída. Ouvira alguns cochichos e então parou de andar.

Será que a menina Jung já morreu?

Ele pegou ela, isso está claro!

– Ei! – Jessica exclamara em alto bom tom. – Quero falar com vocês!

O silêncio prevaleceu por alguns instantes.

Qual é o seu nome?

– Onde fica o local que ele aprisionou vocês?

O POÇO DAS ALMAS!

– Isso mesmo! Onde é que fica? – Jessica não olhou para trás para conferir. Se não ouço, então sozinha estou. Pensou

Não vamos ajudar uma Zé Ninguém curiosa!

Garotinha Audaciosa! Veio apenas nos iludir!

Diga-nos o seu nome!

IMEDIATAMENTE!

– O meu nome é... – Jessica respirou fundo, erguendo o queixo e fechando os seus olhos. Respirou fundo e tomou a devida coragem. – Sooyeon. Kim Sooyeon. – O silêncio prevaleceu após os dizeres, nem mesmo os cochichos continuaram. Lentamente a sala se iluminou, e na frente de Jessica aparecera alguém. Era um homem alto, a imagem parecia trêmula e o rosto nitidamente desconfigurado. Estava encostado na parede e se limitou apenas a esticar o braço apontando o fim do corredor. E com a aparição do primeiro, eis que surgiu o segundo... O terceiro... Vários! Enchiam o corredor e sempre apontando na mesma direção. Lentamente Jessica começara a andar, observando que se tratavam de homens, mulheres... De idades variadas! Crianças, adolescentes, adultos e até idosos. Todos tinham os rostos desconfigurados. Jessica fora andando pelo enorme corredor, até achar a última das almas soltas. E esta não estava no mesmo estado que os outros.

Encontrava-se em frente a porta e lhe fitava com grande seriedade. Quando a loira se aproximou, eis que a jovem estendera a sua mão. Jessica fitou da mão até o rosto de Tiffany, acanhadamente segurando em sua mão e deixando sua irmã caçula abrir a porta e lhe apresentar o tal do poço. Era uma sala enorme e continua um poço bem no meio. As energias em volta do mesmo deixavam a jovem Jung a tremer na base. Estava cheio de correntes e fechaduras muito antigas em volta. Era algo mais moral do que realmente físico. Era espiritual... Era como...

– Um ritual. – Tiffany dissera ao seu lado, fitando-a pelo canto dos olhos. – Você precisa abrir as fechaduras.

– As chaves... – Jessica virou para fitá-la.

– Então no mesmo molho de chaves que está no seu bolso. – A garota dera-lhe um sorriso leve.

– Tiffany, você sabia sobre este local?

– Sim.

– E por que não me contou sobre ele no sonho ou quando acordei aqui no subsolo? – Jessica parecia incrédula, enquanto a caçula naturalmente lhe dera um tapinha no ombro.

– E qual seria a graça se você não descobrir por si só? – A pergunta da mais nova fizera Jessica ficar calada momentaneamente.

– Você... Fica comigo enquanto eu abro? – A loira indagara receosamente, vendo-a assentir. Os espíritos juntos fecharam a porta, dando uma leve sensação de segurança para a loira.

E quieta a moça começara a abrir fechadura por fechadura. Sentindo uma sensação de grande alívio a cada vez que o fazia. Cada fechadura tinha um nome e uma data. Vez ou outra fitava Tiffany e notava a irmã observar todo o processo silenciosamente. A cada fechadura fechada tinha a esperança de achar a que libertaria sua irmã caçula. E inclusive... Se lembrava de suas palavras. Já não restava mais muito tempo. Teria de acelerar o processo. Abrira uma por uma, até chegar a última e notar o poço já estar bem mais fraco. Porém... Olhou ao lado e percebeu que Tiffany ainda estava ali. Notou que a fechadura não tinha nem um nome e nem uma data.

– É... Você? Certo? – Jessica esperou-a se levantar e andar até o seu lado, abaixando o olhar para o poço.

– Eu não sei...

– É você ou a...

– Talvez seja a Soojung. Eu não tenho certeza... – Tiffany dera de ombros. – Você vai ter que abrir para descobrir. E vai ficar a seu critério se vais continuar a procurar pela outra após terminar com o poço. – Explicou sutilmente e segurou a mão da irmã. – O que você pretende fazer, Jessie?

– Procurar pela outra, soltá-la e tacar fogo nessa porcaria de mansão. – Jessica respondera naturalmente e notou-a rir divertidamente.

– Não é tão simples quanto parece. – A morena fitou-a calmamente. – Ele não vai te deixar sair sem lhe arrancar nada, Jessica.

– O que você está querendo dizer com isso, Tiffany? – Piscou em confusão.

– Ele é a casa.

– Ohh...

– Então eventualmente ele vai lhe fazer decidir entre sair viva ou soltar a que ficar.

– Isso não vai acontecer! – Jessica exclamara severamente. – Tiffany... Prometa-me algo. – Encaixou a última chave na fechadura, notando a irmã lhe fitar curiosamente. – Você não vai descer aqui quando acordar. Vais pegar a sua namoradinha meio-metro e vai dar o fora. Me entendeu? E vai arrastar a Seohyun junto.

– Como você... – Tiffany nem tivera tempo de indagar como ela sabia de quem era a fechadura, pois a mais velha girou-a no mesmo instante, vendo a irmã ser sugada para cima. O poço se escureceu, mostrando nitidamente que nenhuma outra alma ali ficara. A loira erguera o olhar para o fundo da sala, notando um par de olhos vermelhos a lhe fitarem.

 

--

 

As duas mulheres carregavam a garota desacordada pela pequena rua. Tivera de parar ao lado da casa da velha senhora já falecida, tendo a deixarem a jovem Tiffany desacordada com a cabeça deitada no colo de Taeyeon. Olhavam assustadas para a casa. A negatividade havia chego a um ponto que nenhuma das duas mais aguentava ficar por ali. Quando deixaram de ouvir o Farmacêutico rodear o andar de cima, decidiram que aquela era a hora de retirar Tiffany da casa.

– Não podemos ir mais do que isso! – Taeyeon exclamara desesperada. – Mais do que isso pode matá-la! Se nem mesmo o Farmacêutico consegue ir muito longe, então significa que ela também não tem esse alcance!

– Então o que vamos fazer? Jessica já não responde há muito tempo! – Seohyun andava de uma lado para o outro, passando as mãos pelos cabelos.

E nenhuma das duas tivera tempo de falar alguma coisa, pois notaram um raio sair da casa e vir na direção das mesmas. Ambas só tiveram mesmo o tempo de fechar os olhos e de tentar se proteger. E Taeyeon ainda tinha a tarefa dupla, pois estava com a namorada desacordada no colo. O enorme flash de luz ocorreu bem no lugar em que estavam.

Tiffany abrira os olhos e gritara alto, erguendo o torso e acabando por cair novamente em seguida. Respirava ofegante e tremia bastante. Olhava assustada para as duas mulheres, de uma para a outra e parecia ficar cada vez mais tensa e menos pálida. Parou o olhar em Taeyeon, notando os olhos da baixinha marejarem nos mesmo instante e a mesma a lhe tocar o rosto com muito carinho. Esticou a mão e lhe segurou o ombro, tendo os olhos fechados por alguns segundos.

– Ela... Conseguiu. – Seohyun sussurrou baixinho para si mesma e olhou novamente para a casa.

– Você é muito chorona, TaeTae... – Tiffany sorriu fraco e notou-a rir em meio as lágrimas que caíam feito cascata de seu rosto.

– Sua bobona! – A baixinha exclamara com um enorme biquinho. – Eu achei...

– Achou que ela não fosse conseguir? – A morena indagara ainda um tanto quanto ofegante. Sentira a mais velha lhe fazer sentar, trazendo-a para si e lhe abraçando fortemente.

– Não importa mais. Você está aqui... Então tudo vai ficar bem. – Beijou-lhe a testa com uma certa demora e sofreguidão. Tiffany lhe segurou o rosto com as duas mãos e lhe fitou fixamente antes de finalmente selar os seus lábios com os da mais velha. Ambas tinham os olhos fechados e pareciam estar desligadas do mundo real e ligadas entre si.

Tão ligadas que nem mesmo perceberam Seohyun andando de volta para a casa a passos fortes e ligeiros...

 

--

 

– Você é esperta. – O homem saiu das sombras, dando um sorriso maldoso para a jovem. – Como sabia que aquela era a fechadura da Tiffany? – Apoiou-se no poço apagado.

– Isso é fácil, meu caro. – Jessica pendera a cabeça para o lado. – A sua pessoa odeia a Soojung o suficiente para que deixasse a mesma com companhia.

– Garota esperta... – Rira divertidamente.

– Se você sabia onde eu estava e o que eu estava fazendo... Por que não me parou? – Jessica indagara friamente ao mesmo.

– Porque... – Erguera-se novamente, segurando um livro muito velho e que a capa estava em uma língua desconhecida pela moça. – A única alma que eu quero está bem aqui e agora comigo. Basta pegá-la para mim. – E quando Kim Seong fora abrindo o livro, eis que Jessica pisou forte nas várias fechaduras jogadas ao chão, fazendo com que uma pulasse. A loira a pegou no mesmo instante. Era muito velho e parecia cortante. A jovem apontou-a e a levou para bem próximo ao seu pescoço.

– A porta. – O tom de voz da moça era sério, assim como o olhar. – Abra a porta. – O Farmacêutico olhou da fechadura para a moça e a fitou incrédulo.

– Você não faria isso... – Sussurrou surpreso.

– Não me subestime. – Jessica dissera com tanta calma que até mesmo se surpreendera. – Abra a porta ou vai ter que esperar a próxima ou as próximas vidas, velhote. – Sorriu de canto.

– Se você pisar naquela escada...

– Vai fazer o quê? Vai me puxar para baixo ou vai plantar algum tipo de goteira pra novamente deixá-la escorregadia? – Jessica definitivamente não sabia não ser audaciosa em momentos críticos. A porta fora aberta e o homem lhe fitou mortalmente. A moça não dera chances, pois saíra correndo na primeira oportunidade que tivera. Tinha de escolher e aquilo não era fácil. Ou tentaria achar a biblioteca subterrânea ou corria de volta para o “quarto” de Soojung. Optou pela biblioteca, mesmo sem saber onde ela estava.

 

--

*AVISO DA TIA ANA: Flashback, viu?*

 

As luzes da casa estavam apagadas, tendo o casal a adentrá-la sem muita pressa. A tarde de trabalho no evento da Igreja fora muito cheia, então estavam nitidamente cansados. O homem fora até o segundo andar chamar a filha e avisá-la que tinham chego e que trouxera a janta. A mulher se direcionou a sala e a jovem sentada de costas para si. Estava reta e os cabelos levemente bagunçados. Em um primeiro momento estranhou, pois a televisão estava desligada e a garota brincava com as duas mãos. Quase como se estivesse esperando pelo pior ou por um sinal.

– Sooyeon? – Indagou-lhe calmamente e retirando o casaco. – Está tudo bem, querida? – Aproximou-se rapidamente ao notar o sangue nas costas da moça quando esta se levantou. Lentamente a menina se virou, deixando a mulher chocada. – Oh.

– Oi. – Soojung engolira em seco, apertando as mãos nervosamente. Era assustadoramente parecida com a filha daquela mulher.

– Quem... Quem é você? – A mulher fechou a porta rapidamente, encostando-se a porta. – Você é tão... Parecida com a Sooyeon.

– Meu nome é... É Cois- – Parou de falar no meio do caminho. Travou quando iria falar daquele apelido idiota que recebera do Farmacêutico. “Seu nome não pode ser Coisa!” podia ouvir nitidamente a voz da irmã ecoar por sua mente. “Mamãe diz que quando tratamos alguém como “Coisa” é algo muito desdenhoso e sem o mínimo de educação. Seu nome não pode ser Coisa!” – Soojung. – As lágrimas escorriam pelo belo e pálido rosto. – Meu nome é Soojung. – Estava trêmula, abaixando o olhar em meio ao desconforto que sentira. – E eu tenho que te contar uma coisa, Senhora Seonyeong. – Tomou a devida coragem para contar tudo o que estava preso em sua garganta.

 

--

 

A loira adentrou a biblioteca após certo custo para achá-la. Ligava a luz com desespero, respirando ofegante e passando as mãos pelo rosto suado. Correr tanto já estava lhe deixando exausta, mesmo que ainda tivesse muito a fazer. Notou tudo estar muito sujo de poeira e que com várias teias de aranhas. Mas o que lhe assustava mais era o fato de ter um caixão no fundo da sala. Se Soojung era a garota que estava no túmulo de Sooyeon, a Senhora Kim estava em seu próprio túmulo, e a própria Sooyeon estava em um altar dentro da jaula que serviu de quarto de Soojung durante anos... Então aquele só podia ser Kim Seong. Semicerrou seus punhos, e tampando o rosto. Não estava nem mesmo ligando mais para a higiene naquele momento e o fato de que podia ter alguma aranha perigosa ali.

Não.

Apenas tinha de o fazer. Algo que levava consigo para emergências e que provavelmente lhe seria útil para o momento. Tentou se limpar e fizera uma careta. O caixão não estava lacrado. O abrira somente para ter certeza, mas a careta se tornou ainda pior. Já não havia mais corpo e somente os ossos. Porém... O fato do caixão estava dentro de uma biblioteca ainda maior e mais antiga que a que tinha na casa dava a certeza absoluta a Jessica. Aquele era o caixão e o corpo do falecido Kim Seong. Começara a ouvir aquela mesma música de sempre logo atrás de si.

Só que nem isso impediria Jessica de ligar o isqueiro de marca e o largá-lo dentro do caixão. A explosão fizera a moça voar longe e bater com as costas em uma das enormes estantes. Gritou alto e sentindo muita dor. Do caixão saíram chamas esverdeadas muito fortes. Levantou-se com dificuldade e saíra para fora da sala. Só havia um único lugar que Jessica acreditava em que estava a última das fechaduras. E era para lá que a moça iria.

 

--

 

– Atire. – A voz fria do homem ecoou pela sala, deixando a esposa e a filha bastarda ainda mais alarmadas.

O que acontecera não fora nada bom! Soojung falou a verdade sobre si e o que acontecera com Sooyeon, deixando uma mãe desolada e que fora atrás de seu marido para confrontrá-lo. E naquele exato momento Kim Seong segurava sua esposa pelo braço e a forçava a apontar uma arma para a jovem Soojung.

– Eu. Mandei. Você. ATIRAR! – Gritou enraivecido quando a mulher negou com a cabeça.

– Ela é só uma criança! – Seonyeong exclamara em resposta, estando trêmula e a ter várias lágrimas a cair pelo seu rosto.

– Ela matou a nossa filha! ELA MATOU A SOOYEON! – O surto daquele homem chegava a ser gritante. Ele não agia por si, ou se agia estava apenas a deixar a máscara de bom moço cair. – A sua criança está morta e a culpa é toda dessa Coisa!

– O único culpado... É você! – Retrucou assustada e negando com a cabeça. Não iria atirar. Soojung não tivera culpa. Era apenas uma criança injustiçada pela vida. – Você é um monstro...

– Se você não vai fazer... Então sou eu quem vai. – A tonalidade se tornou absurdamente sombria. A única realmente que a jovem Soojung pudera ter fora fechar os olhos com força e se preparar para o pior.

O barulho do tiro fora ensurdecedor.

E tudo o que se pudera ouvir após isso foi o impacto do corpo no chão.

– E isso tudo... – A voz de Seong pudera ser ouvida. – É culpa sua. – Soojung abrira os olhos, mas manteve a cabeça baixa. Podia ver a Senhora Kim caída sem vida no chão.

 

--

 

– Isso está muito estranho, Jessica está demorando muito para voltar! – Tiffany exclamara preocupada em frente a casa.

– Ela falou para todas nós ficarmos aqui fora, então ninguém entra! – Taeyeon dissera seriamente para ambas as mulheres, tendo ambas a bufarem.

– Mas eu tenho condições de ajudá-la! – Seohyun era a mais indignada das três.

– Você nem ao menos sabe onde fica essa entrada secreta! – Taeyeon retrucou friamente e então ambas notaram Tiffany ajeitar os tênis. – Fany-ah... Ela nos mandou não adentrar.

– Que se dane o que ela disse! – Tiffany jogou os braços para o alto e rira, e quando as duas mulheres voltaram a discutir, eis que a Jung caçula correra para dentro da casa e desobedecendo sua irmã.

– TIFFANY! – Taeyeon fora segurada por Seohyun.

 

--

 

A moça ia se arrastando pelo corredor a dentro, notando as chamas saírem daquela sala para o mesmo corredor. E entre elas, saía Kim Seong que parecia ainda mais deteriorado. Arrependera-se no mesmo instante! Havia colocado um fogo que se espalhava muito rapidamente e que parecia interminável, assim como ativou a pior das raivas em seu pior inimigo. Jessica fizera força para voltar a correr, dirigindo-se ao “quarto” de Soojung. Não era tão longe quanto achou que fosse. Apenas tivera de descer as escadas e aproveitou-se do fato da porta estar aberta. Chegou manca, ofegante e com muita dor no corpo todo. Retirou trêmula a última chave do molho de chaves, apoiando-se no altar de Sooyeon com grande dificuldade. Observou Kim Seong parado rente a porta e erguendo o seu livro já aberto.

– Como você fez... Isso? – Jessica indagara na tentativa de ganhar um pouco de tempo para processar tudo e conseguir formular um plano de fuga.

– Um mágico nunca conta os seus segredos. – O homem rira desdenhoso. – Você já brincou o que não devia, Sooyeon. Você conseguiu me irritar, mocinha.

– Qual é! – A loira exclamara com um leve sorriso. – Eu não vou ficar aqui presa a eternidade toda com você? Por que guardar esse segredo? Eu já estou na porta da morte... – Tivera de fazer muita força para conseguir exclamar a última palavra. – Pa... Papai.

– Dentro daquela biblioteca havia livros que ensinavam rituais para... A imortalidade. – O Farmacêutico adentrou a sala com um sorriso convencido. – E para o aprisionamento de almas também.

– E porque você fez aquilo com os outros moradores?

– Não foram apenas os outros moradores, várias pessoas irritantes da cidade também mereceram a morte e o roubo de suas almas. – Dissera na maior naturalidade do mundo. – E você... Minha cara e desobediente filha... É a próxima. – E com os dizeres do homem, Jessica empurrou com força o corpo de Sooyeon para fora do altar, fazendo-o gritar enfurecido. A loira puxou a chave e a encaixou dentro da última fechadura, mas não conseguira girá-la.

Sentira algo muito, muito quente um pouco acima de sua cintura. Seong empurrava com muita força o marcador de aço nas costas da moça, fazendo-a gritar muito, muito alto! O choro era sofrido e a dor tão extensa que deixava Jessica anestesiada. Com as últimas forças a loirinha conseguira girar a chave, caindo por completo cima da fechadura após retirá-la. Sentia o cheiro de algo muito queimado e sabia que era ela mesma. Notou uma forte rajada sair de dentro daquele altar e empurrá-lo para fora do enorme quarto. Jessica tentou se levantar trêmula, tendo a respiração ofegante e evitar passar as mãos nas costas. Tentou ficar de pé e voltara a se arrastar para sair da sala. Encostou-se no vão da porta e notou Farmacêutico se levantar no fundo do corredor de onde vinha o fogo. E naquele altura do campeonato o fogo já havia chego perto da saída. Notou uma parede logo a sua frente quebrar em partes, notando que se tratava de outra passagem para que a moça fosse se arrastando. Adentrou-a com certa dificuldade, quase como se sentisse que fosse arrastada. Engatinhou com grande dificuldade, ouvindo um grito em ódio logo atrás de si. Era uma passagem muito pequena para um homem daquele tamanho adentrá-la...

E Jessica estava com dificuldade para se locomover. Sentia-se muito frágil e a dor em suas costas era enlouquecedora. Primeiro a pancada contra a estante e depois o marcador de aço a queimando... Seria estranho pensar que talvez realmente não saísse viva dali? Sentia seus olhos pesarem, mas tinha de ser forte. Era muito trágico. Saiu do buraco e percebeu que estava no corredor da escada. Rira pela respiração e levantou-se ainda muito manca e se arrastando. Alcançou as escadas e percebeu que lentamente o fogo se aproximava até aquele ponto também. “Ele é casa”, lembrou-se de Tiffany dizendo. Quiçá... Fosse mesmo. Subira com grande dificuldade, tentando não perder a consciência e nem mesmo escorregar naquele ponto. Já havia inalado bastante fumaça e sentia-se tonta por conta disso.

Jessica ponderava se iria conseguir correr para fora ou se era melhor tentar se jogar da janela da sala. Se é que conseguiria chegar até o topo da enorme escada... Porém, chegou a conclusão que aquilo não aconteceria no momento em que sentira algo muito forte lhe puxar a perna. Fechou os olhos e até tentou se segurar.

Mas ela sabia que era o fim.

Ouvira um grito alto no fundo da escada, abrindo seus olhos novamente e vendo que o fogo subia, mas o que quer havia lhe puxado tinha caído por ali mesmo. Franzira o cenho e levantou o rosto assustada, notando que estava quase no topo e que alguém lhe segurava com grande firmeza.

– Peguei você... – Soojung sussurrou para a loira, que lhe fitava com os olhos arregalados. Aquela mesma frase fora a qual usara em sua vida anterior após segurar a irmã. A loira fechou os olhos devido a dor e os reabriu. E quando o fizera... Já não era mais Soojung e sim Tiffany a lhe segurar com grande dificuldade.

– ANDA! – A mais nova gritou desesperada, ajudando a irmã a terminar de subir. E assim seguiu com Tiffany puxando-a para fora da passagem secreta e ajudando a irmã a apoiar em si. O fogo se espalhou rapidamente quando finalmente subiu para a parte de madeira da casa, tendo a mais nova a acelerar o passo e praticamente carregar a irmã para fora. Ambas saíram pela porta do saguão, pulando para fora da varanda e acabando por caírem longe após uma enorme explosão dentro do velho casarão. Muitas coisas que podiam inflamar e que o foram. Jessica olhava para a casa com um grande medo, tendo seus olhos ainda a estarem marejados.

– Soojung... – Sussurrou baixinho e fechando os olhos com força. Ambas as irmãs foram arrastadas para se afastarem da casa por seus devidos pares. Seohyun abraçara Jessica com força, causando um grito na mesma por conta do ferimento em suas costas.

– Calma! – Exclamara a Gerente e já retirando o celular do bolso.

E quanto mais a casa ia caindo... Mais Jessica sentia alívio.

--

Quatro anos depois.

 

A mulher andava calmamente pelo extenso cemitério com um buquê de flores em uma das mãos e a segurar a mãozinha da filha com a outra. Recebera uma carona da esposa e se encaminhava para um túmulo em especial. Era um aniversário terrível para a sua família, mas que sempre deveria ser lembrado. Ao menos para aquela mulher em especial. Parou na frente do belo e encantado túmulo. Não haviam flores, apenas ela se lembrava. Os anos passaram e as dificuldades foram diminuindo, assim como a dor que aquela jovem sentia em seu coração. Tudo o que passou dentro daquela casa jamais fora esquecido, assim como uma pessoa em especial. Abaixou-se para colocar o buquê em cima túmulo, lendo com calmaria o nome e a mensagem.

Soojung Kim

“Os heróis são aqueles que tornam magnífica uma vida que já não podem suportar.”

– Quem é ela, Mamãe? – Indagara a pequena menina de apenas três anos. Tinha um lindo biquinho curioso.

– Ela é... – Um sorriso doce tomou os lábios da loira. – A pessoa mais forte que eu já conheci. – Jessica passou a mão nos cabelinhos acastanhados da menina.

– Ohhh! – A menina sorrira largo e fitou o túmulo. – Pensei que a Mamãe Seohyun fosse a pessoa mais forte... – A menina pendera a cabeça para trás, rindo traquinamente quando a mãe lhe semicerrou os olhos com um leve biquinho. Jessica dera quase um pulo quando sentira alguém lhe abraçar os ombros ofegante. A pequena rira divertidamente da careta que a mãe fez.

– Atrasada, mas eu cheguei! – Tiffany dissera e se abanou com a mão. Levou também um buquê de flores até o túmulo e em seguida levou as mãos até a própria cintura.

– Deixe-me adivinhar... A meio-metro da Taeyeon te atrasou porque esqueceu as chaves quando vocês já tinham descido para o estacionamento. – Jessica rolou os olhos e notou a irmã dar de ombros.

– Exatamente! – Tiffany lhe puxou pela mão e notou a sobrinha brincar em volta do túmulo de Soojung. – Você não acha... Que isso é meio mórbido? Todo ano a mesma coisa, Jessie... Talvez fosse legal você só mandar as flores e contar a verdade pra ela. – Apontou para a menina com o queixo.

– E qual será a graça se ela não descobrir por si só? – Jessica tinha um sorriso divertido nos lábios, deixando a irmã incrédula por ainda se lembrar daquela frase. A loira se virou para a filha e dissera no tom mais doce do mundo. – Krystal, vamos? 


Notas Finais


ATÉ A PRÓXIMA AVENTURA, AMIGUINHOS!! Foi uma honra tê-los como leitores! <3


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