História Good Boy? - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~Cyaneo

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Rap Monster
Tags !kink, Babyboy, Cárcere, Crazy, Daddy, Daddy Kink, Goodboy, Jin, Jinnie, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Máfia, Namjin, Namjoon, Porno, Rap Monster, Rapmonster, Sadomasoquismo, Shounen Ai, Venda, Yaoi
Visualizações 132
Palavras 3.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Ecchi, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hoyy~~

Fazem uns 87 anos e meio né, nasidakdastyftyg~~

Porra, 4 meses é muito tempo, não têm nem desculpa que a gente possa dar que pode ser plausível, kkkk (cada k são 3m de lágrimas). Acontece que eu nem sei o que dizer, Amora me ajuda ç-ç. Rolou muita coisa, (sério, muita coisa), mas não, nós não brigamos, nem paramos de nos falar, nem de escrever, só que passaram 4 fucking meses sem percebermos. Não desistimos da histórias, amamos a gb de todo o coração, e vocês nos apoiam muito, então, de verdade, sentimos muito pela demora e-e'.

Acontece que eu parei de prometer as coisas, e finalmente passei a cumprir. Fizemos listinhas de histórias, e prioridades de postagens, então, agora as carruagens estão andando. Espero que consigamos atingir nossas metas desta vez, então, não desistam de nozes, onegai shimasu~~

Sei que temos uns leitores fofos que releram algumas vezes, e queria dizer que vocês são uns amores por fazerem isso. Sinceramente, assustamos ao ver a quantidade de views que tivemos por capítulo. Realmente, vocês são os melhores, mesmo conosco não sendo nada pontuais.

Então, desta vez, caprichamos.

E temos alguém novo na parada! Dois alguéns na verdade!

Um, foi uma junção de taras que nós tivemos, - não perguntem quais -, e outro, alguém deliciosamente conhecido por nós. Façam suas apostas, quem será!? No próximo capítulo falaremos o nome, e adicionaremos nos personagens sim? (é pra rolar suspense).

A Amora tá revisando nesse momento, então, já vou postar~~

Boa Leitura, Obrigada, e até lá em baixo~~

Capítulo 5 - Rude


Fanfic / Fanfiction Good Boy? - Capítulo 5 - Rude

Meu grito havia se extinguido, porém minha garganta ainda queimava. Queria correr, chorar de pavor mas meu corpo paralisou e, naquele momento, eu era incapaz de desviar os olhos da cena.

O homem de cabelos grisalhos que contrastavam com o rosto jovial sentado bem à minha frente, agora possuía um buraco no meio da testa que permitia que seus fluídos corporais vazassem lentamente. O sangue viscoso escorria por sua face, pingando no prato onde ele se alimentava instantes antes.

Por quê?

Eu não conseguia compreender... O que fiz de tão mau para merecer o inferno?

A risada estridente do dito líder cortou meus tímpanos que ainda zuniam pelo estrondo do disparo anterior. E, um a um, os demais convidados da reunião começaram a acompanhá-lo — talvez para tentar passar a mensagem de que estavam do mesmo lado ou por terem medo de levar um tiro também —, gerando uma sinfonia de gargalhadas sádicas sobrepostas. Namjoon era o único que não ria, junto a mim, que lutava para engolir o asco que subia à garganta.

— Seus filhos da puta! — Gritou o líder de repente, atirando a taça de vinho contra o corpo sem vida, fazendo-a se partir e seu conteúdo respingar em meu rosto. — Eu vou arrancar a porra das entranhas de quem acha que pode me enganar com as minhas próprias mãos!

O silêncio se instalou no local e pude ver com a visão periférica o reflexo prateado da adaga que o líder, tomado pela ira, puxara de sua cintura. Estavam todos armados, era óbvio, porém ninguém ousou fazer qualquer movimento enquanto ouviam seus passos pesados rodeando a mesa. Não eram loucos o bastante para provocá-lo.

— Esses policiais do caralho — Apontou o morto com sua adaga. — acham que são mais espertos que eu! Eu! Eu que sempre descubro esses desgraçados!

Senti uma mão agarrar os fios loiros de meu cabelo, puxando com força e obrigando meu pescoço a pender para trás. Arqueei, tanto pelo espanto quanto pela dor, sentindo o corpo do homem se curvar para ficar na altura dos que permaneciam sentados.

— Mas vocês não me trairiam, não é? — Seu tom de voz mudara para um... quase que carinhoso, como se estivesse pedindo para não o fazerem. Porém o sorriso repleto de malícia que exibia mostrava que estava desafiando-os. — Você me trairia, Jinnie? — Perguntou, rente ao meu ouvido, pressionado a lâmina contra meu pescoço.

— Chang — Namjoon brandou, rapidamente agarrando com força o pulso do homem que segurava a adaga. — Solte-o.

A atitude não parecia o bastante para deixá-lo intimidado, contudo, mesmo assim o líder se afastou enquanto dava de ombros.

— Se você não gosta de dividir seus brinquedos, Joon, não os deixe no meu caminho. — O ouvi bufar no mesmo instante em que ele segurou em meu braço, erguendo meu corpo com facilidade. — E eu só não vou matá-lo porque confio em você. Ouviram? — Falou mais alto, dirigindo-se aos demais. — O único que nunca me trairia! Kim Namjoon é o único em quem confio!

E o líder da organização seguiu ofendendo a todos enquanto seu fiel seguidor me puxava para fora do salão. Este que seria capaz de matar um ser humano caso mandasse e provavelmente acataria quaisquer de suas ordens.

Assassino. Kim Namjoon não passava de um assassino.

— Você o matou... — sussurrei, incrédulo, quando as portas duplas que nos separavam do jantar se fecharam; a frase parecendo rasgar minha garganta, trazendo-me mais lágrimas aos olhos. — E ele ia me matar.

— Heechang perde a cabeça às vezes, mas isso estava longe de acontecer. — Sua voz não transmitia qualquer tipo de emoção.

— Eu quero ir embora. — Solucei, tentando ao máximo não encarar seu rosto. — É-é muita coisa para lidar… Aquele cara me assusta! — Meu nariz queimava, formigava, doía com a vontade de chorar. — E COMO VOCÊ CONSEGUIU MATÁ-LO DESTA FORMA!? — Levantei o tom de voz consigo. — Você realmente é humano!?

— Cale a porra da boca. — Pousou os dígitos em sua têmpora, num ato pensativo, olhando pela varanda.

— Heh, acho que não. — Ri sem força.

— Quem você pensa que é? — Virou-se para mim, observando minhas orbes fixamente. — Se esqueceu que aqui sequer é seu país!? — Enroscou o indicador em meu cabelo, com firmeza em seus dizeres. — Vou ter de lembrá-lo?

Com apenas sua aproximação, toda minha coragem abandonou-me o corpo, e a vontade crescente de fugir invadia minha mente. Toda a dignidade, transformou-se em covardia em milésimos de segundo, ao ouvir o Kim me solicitar por mais educação. Apesar de calmo, eu sabia de seu estresse corriqueiro, e como sua veia saltava em dor na lateral da cabeça, junto ao penteado bem feito.

— Você é um monstro.

Sussurrei, encolhendo-me ao sentir sua silhueta um pouco mais alta em comparação a minha, curvar o longo braço direito com maestria, movendo a mão para cortar-me o rosto em um tapa.

Eu senti medo, perante minha ousadia.

Arrependi-me quase que imediatamente, arregalando os olhos durante seu rápido movimento. Contudo, antes que conseguisse desfigurar meu rosto com seu ato, foi interrompido antes de me atingir, sendo segurado com força pelo pulso. Nervoso, junto a mim, voltamos o olhar para baixo, vendo, um forte e muitíssimo bem revestido corpo, com um sorriso aberto e olhar furioso.

— Você realmente pretende quebrar em pedaços, essa bela obra de arte, Joon? — Suspirou. — Controle melhor sua raiva. Peças assim são, além de raras, caríssimas. — Deslizou o toque de Namjoon, para mim, segurando minha mão. — Acompanhem-me até o meu escritório, Senhores. —  Curvou-se, mostrando o caminho em seguida.

— Chang… —  Pela visão panorâmica, pude ver o Kim ranger os dentes, mesmo que preocupado. — Ele não precisa…

Animado, parecia completamente diferente de instantes atrás. Como alguém poderia mudar drasticamente de personalidade num período tão curto de tempo?

— Estar conosco? — Riu abertamente. — É claro que precisa. Kim Seokjin é meu convidado especial esta noite. — Mesmo que mais baixo, ele ainda possuía um forte agarro em minha mão, levando-me mais como um prisioneiro fugitivo.

Em poucas passadas, levou-nos da pouco iluminada varanda de sua residência, até seu largo escritório, que apesar de amplo, era chique e aconchegante. Estantes abarrotadas de livros, cortinas fofas e pesadas, móveis de madeira, e novamente, portas duplas medonhas. Mordomos aprumaram-se ao verem seu chefe, curvando-se ao abrirem o ambiente para nossa visão.

— Por favor, Jinnie, sente-se, sente-se! — Bateu a palma da canhota sobre o estofado da elegante cadeira, mandando seus servos sumirem de sua vista, ao sentar-se em sua própria cadeira fofa.

— Heechang… — Engoliu em seco o moreno que me acompanhava, sentando-se sobre a ponta da mesa de quem parecia ser seu chefe. — Isso não está certo…

— Cale a boca. — O loiro bradou, dobrando a manga da camisa larga, batendo as unhas sobre o relógio dourado. — Há semanas que não estamos indo bem, não preciso que me lembre disto. Huh, como pode o tráfico de armas não ir bem na porra da Coréia do Norte!? — gritou irritado, colocando os cotovelos sobre a mesa.

— Ir naquele maldito leilão nos deixou mais vulneráveis. A polícia está atrás de nós, mais especificamente, de você. — Roeu os lábios o Kim, tentando não perder a calma por ter sido chamado a atenção na minha frente.

— Eu tenho mais um exército daqueles imbecis na minha sala de jantar, não estou preocupado com quem a polícia está querendo prender. — Retirou o blazer aveludado, dobrando-o, e largando-o sobre a mesa. — Sabe disso… Sabe muito bem!

E por mais um longo tempo, eu observei-os conversarem sobre assuntos banais, esforçando-me para entender o dialeto que passaram a usar, tentando manter em segredo informações privilegiadas. Minha cabeça doía, e teria sido muito melhor ter virado aquela taça de vinho durante o jantar; antes embriagado do que ameaçado.

—  Temos notícias melhores agora… Namjoon-ah. —  Heechang voltou seu olhar e boa aparência para mim, que estava sentado à sua frente. — Que bela peça você me conseguiu desta vez! — Levantou-se de seu lugar, dando a volta na mesa, seguido do Kim, alarmado.

— Ele não é… — Começou.

—  Jinnie… Quero que faça parte da minha coleção. — Pediu, iniciando uma leve massagem sobre meus ombros tensos, que ficaram ainda piores diante de seu toque. Com o torso todo arrepiado, fechei meus olhos ao ouvi-lo falar. — Eu posso te tratar muito melhor, do que este aí tem feito. — Deu uma risada audível, fazendo minha cabeça doer.

Sua respiração tomou meu pescoço, arrepiando de medo todo meu torso. Ele enroscou seus dedos em meu cabelo, puxando levemente, me fazendo prender toda a respiração. Seu toque gélido aprumou-se em meu pescoço, prensando devagar, descendo para dentro do terno que eu trajava tão bem. Heechang pousou os dedos sobre a coleira antes posta por Namjoon, que constrangia-me, transformando meu ser em um objeto disputado.

— Hmn, com uma pele tão macia, o que nós poderíamos fazer juntos? — Disse ao pé do meu ouvido, segurando com força minha mandíbula, fazendo-me arfar por ar. Abri vagarosamente as pálpebras, tentando desesperadamente procurar pelo olhar do Kim.

— Choi Heechang! — Ladrou, assim que este se aproximou o suficiente para passar os braços ao redor do meu pescoço, para desatar a coleira, e selar meus lábios.

— O que me diz, Jinnie? —  Questionou, sendo agarrado pela camisa larga por cima, com força o suficiente para ser sufocado. O moreno o levantou no ar, gritando consigo em alto e bom som, na linguagem que eu desconhecia.

Constrangido e temeroso, me levantei as pressas, sem olhar para trás, empurrando as portas pesadas para sair daquele lugar horrível.

Eles vão se matar.

Minha mente turbilhava, pensando no que aconteceria a seguir, já que não estaria lá para ver. Não tinha estômago para nenhuma outra morte durante aquela noite, e ver logo ele morrer, seria insano. Como atacar alguém, numa casa regida por seus próprios guardas, e não esperar morrer!?

Encontrei as escadarias altas facilmente, mas sem saber para onde ir, meu consciente dizia para apenas fugir. Seria a única oportunidade que teria, e se fosse pego, com certeza, jamais me deixariam ver a luz do dia novamente.

Apressado, desci pelos lances rapidamente, com o peito batendo forte. A rua mal iluminada daria minha saída pela casa, então, sem olhar para trás, não havia pensado duas vezes. Um grito alto dos guardas que sempre me escoltavam chamou minha atenção, fazendo-me dar passos em falso pelo asfalto, tentando não comemorar a liberdade antes da hora.

— Cuidado! —  Um deles gritou, no topo da escadaria, antes que eu conseguisse atravessar.

Uma forte luz cortou meu campo de visão, queimando minha pupila, e paralisando meu corpo no meio da rua. Em alta velocidade, um carro cantou pneus pela ré mal dada, buzinando, enchendo meus ouvidos com aquele barulho irritante. Em cheio, atingiu meu corpo, rodopiando por ali, fazendo com que caísse em meio a pista.

Sujando as roupas bonitas que vestia e tinha o interesse em devolvê-las, tudo se escureceu, com gritos de homens, que podia sentir estarem ao redor de mim. A garganta pausada, e os olhos mesclado em lágrimas, meu corpo se estagnou numa posição, e por mais que tentasse movê-lo, era inútil.

Doía como num inferno.

[...]

Arfei, puxando o ar ao acordar com toda a força que possuía.

Com a visão turva e trêmula, o vento gélido batia em meu rosto, atingindo-o com rudeza. Tentei encolher o corpo pelo frio, tapando a face com o antebraço, mas fracassando ao sentir o membro latejar. Utilizando o outro braço para segurá-lo, outra dor percorreu-me a espinha, rogando minha voz em um gemido contorcido. Ao tentar entender o que sentia, meu cérebro registrou como todos meus músculos doíam intensamente, fazendo uma veia saltar ao lado de minha cabeça.

Clareando a visão, todo meu braço direito gritava para que o mantivesse imóvel, que contrastava com meu toque, doendo ainda mais. A ponte de meu nariz coçava, desenvolvendo a toda dor sentida em lágrimas que seriam incessantes. Remexi-me desconfortável, tendo um agarro forte sobre minhas costelas, para que não me desequilibrasse. Observando melhor, funguei, tentando enxergar quem me carregava.

De preto, com o topete bem penteado, a pele bem bronzeada e uma beleza feroz, ele contorcia os lábios em desgosto, depurando o olhar para frente. O monstro andava rapidamente, a largas passadas, torneado de seguranças ao seu redor. Não sabia onde estávamos indo, e, com medo de cair, segurei devagar em seu pescoço, com o braço canhoto, à contragosto, vendo-o sorrir aos poucos.

— Veja no que se meteu. — Disse baixo, sem baixar o olhar. — Não se mova, você fodeu o jantar sendo atropelado. Precisará de assistência médica. — Solucei, sentindo frio. — E olha que, quem eu tinha pretensão de levar para o hospital, era o Chang, não você, Jinnie.

Droga.

Eu me sentia fraco, estúpido e covarde.

Quando tive finalmente a oportunidade de fugir, topei de frente com um carro. E lá estava eu, me agarrando ao pescoço de quem tornara minha vida um inferno ainda maior. A coleirinha de “Good Boy”, tilintava ao balançarmos, trazendo todo o constrangimento e ódio à tona, por ser apenas uma propriedade.

Eu preferia morrer.

Preferia ter morrido a passar por tudo isso.

Namjoon suspirou, parecendo cansado de me ouvir chorar.

— Não fuja mais de mim.

— Não vou ter mais a oportunidade mesmo… —  concluí fraco, entre soluços baixos.

— Eu irei te encontrar. Aonde for, se fugir, irei te achar. — Olhou-me sério, onde me encolhi, enquanto seu polegar acariciava meu braço provavelmente quebrado.

Só pude engolir em seco, ocupando a mente com o pensamento de cair em desgraça. Talvez me matasse, mesmo não tendo coragem para tal. Não teria escapatória, e sua voz amedrontava até mesmo minha alma. Ele tinha o mundo em mãos, e eu seria sua propriedade, sendo contra ou à favor.

Mas por que eu?

Vi o mordomo de cabelos alaranjados curvar-se ao seu mestre, abrindo as portas da mansão. Feliz ou triste, doente ou saudável, na riqueza ou na miséria, estaria trancafiado naquele lugar, que apesar de belo, era medonho. Arrepiei-me com a dor do braço sendo ainda mais destrutiva e, querendo gritar, remoí os lábios, tensionando os ombros doloridos. Com poucos passos à frente, o ambiente antes iluminado pelo luar, passou aos lustres gigantescos da sala imensa. Pareciam até ser medievais ao meu ver, já que sombras ricocheteavam sobre o chão carpetado, fazendo me sentir pavor.

Sem saber se seria punido por ter tentado fugir, ou simplesmente ser esquecido por mais longos e tortuosos dias, dentro do quarto, grunhi, anestesiado com o latejar do braço. Namjoon poderia me deixar sentindo todas aquelas dores, poderia me medicar demais, ou até mesmo, medicar de menos.

Ele poderia me matar se quisesse.

O que eu ficaria na dúvida, se seria uma punição ou um favor.

As portas atrás de nós se fecharam com um estrondo, que na minha cabeça, soava mais como uma espécie de bombardeio. Meus sentidos já não apurados, e visão comprometida faziam o mal estar ser pior e mais intenso, podendo sentir até minhas roupas pregando ao corpo, pelo suor que me percorria pela dor proporcionada. Gemendo, larguei seu pescoço, perdendo todo apoio que tinha, estando frágil o suficiente para um desmaio.  

Solucei fraco, pedindo por água, ajuda, qualquer coisa que pudessem me oferecer.

Sem ver o que acontecia ao redor, prensei as pálpebras, apertando-as o máximo que pude, não diferenciando mais, suor de lágrimas. Estava rouco, sedento e necessitado de cuidados. Nenhum discernimento havia sido concedido à mim naquele momento, então, com o restante de força que possuía, apertei com os dedos o dorso de quem me carregava. Ele parecia ter se apressado, porém, ainda continuava lento.

Subimos alguns poucos degraus, que em minha memória eram muitos para que houvessem subido tão rapidamente, o que me confundia. A dor de cabeça misturava tudo, tentando ministrar controle das dores, das latejações, das lembranças, do acúmulo de sangue, do arrependimento e todo o resto que havia esquecido.

Senti meu corpo clamar por ajuda, parecendo que cada poro expelia sangue, pedindo socorro. Era dilacerante, me atravessava, e me impossibilitava de gritar, de externar o quão intenso era meu sofrimento.

Quando tornei a abrir os olhos, não haviam acendido as luzes, e sim, aceso algumas velas para que pudesse enxergar. Assustei-me, ao topar com o olhar feroz que me encarava, sem expressão. O moreno continuava retorcendo os lábios em fúria, de punhos semicerrados, plantando em mente um “o que diabos eu vou fazer contigo”.

Sem esperança, apoiei as mãos na superfície em que estava, sentindo-a afundar comigo pelo esforço para baixo. Meu ombro repuxou, num pedido surdo para que não me movesse mais, e só me repousasse por um bom tempo.

— Fique deitado. — Disse duramente, de pé, ainda me fitando.

— Preciso de remédios para dor.... — Solucei, baixo o bastante para que nem eu pudesse ouvir. — Por favor…

— Você está febril. — Pousou a palma em minha testa, vendo meu peito subir e descer com dificuldade de respiração, tanto pela aflição, quanto pelo arfar exagerado. — As cortinas vão ficar abertas esta noite, mas imagino que ainda sim, você não vai conseguir fugir. — Sua risada não era maldosa, nem cínica, mas abafada e cansada. — Sem remédios esta noite.

Meus olhos marejaram, instantaneamente.

Ele parecia não ter um pingo de humanidade.

— Hunn, e-eu não me lembro de ter pedido qualquer coisa à você, Namjoon-ah… — Apelei, puxando as pernas em reverência, abaixando o pescoço. — Por favor!

— Vamos esperar o médico chegar amanhã de manhã, sim? Auto-medicação não irá te ajudar. — Puxou-me com delicadeza, pelo queixo, me encarando aos prantos. — Acho que é a primeira vez que me chama pelo nome. — Sorriu, limpando meus olhos. — Isso me agradou.

— Dói… — Arfei.

— É, eu sei que dói. — Concluiu, se abaixando. — Boa noite, Jinnie. — Prendi o choro dentro da garganta, soluçando alto, quando seus lábios tocaram gentilmente minha testa.

Ao vê-lo sair, dando as costas para mim, dei um grito surdo, abafado, passando as unhas sobre o rosto. Sôfrego, ainda com o corpo sobre as pernas, puxei com o braço bom, a correntinha presa ao meu pescoço, mas independente do meu esforço, ela não saía. Arrepiei-me por inteiro, sentindo ódio, e chorando por isso.

Era desolador.

O descontrole se avassalou sobre meu corpo, e ao estar prestes ao topar com a loucura, a porta antes fechada pelo moreno, se abriu, revelando o mordomo engomado, de cabelos alaranjados, que me encarava solidário. Em suas mãos, pude ver com os olhos marejados, uma taça com água e tabloides de remédios.

— Ei, se acalme. — Fechou a porta de volta, encarando o corredor antes de se aproximar. — Só não faça barulho, sim?

Com suas feições suaves, ele se sentou ao meu lado na cama, encostando as costas sobre a cabeceira. Sorrindo, suas maçãs do rosto se abriram, me entregando a taça d’água, e abrindo as cartelas de medicamento, abrindo a palma com cuidado.

Aquilo poderia ser qualquer coisa. Drogas, veneno, ou coisa pior.

Contudo, meu desespero era maior, e sua expressão era tão leve, que fazia qualquer desconfiança que tinha, desaparecer.

Ele me auxiliou ao encostar as costas também, utilizando alguns travesseiros para espalmar e descansar meu braço. Preocupado, passou a mão sobre minha testa, usando de um lenço retirado de seu bolso para limpar o suor de minha testa e medir a febre.

Em meio ao inferno, um anjo.

— Foram maus bocados, não é? — Puxou meu pescoço para seu ombro, cuidadosamente. — Sim, eu sei que foram. Mas não conte para ninguém, ouviu? Se nos pegarem, se ele nos pegar… — Riu baixo, tremendo o corpo em brincadeira.

Seus dedos longos usaram de maestria para acariciar meus cabelos, devagar. Seu calor havia me acalmado, e com pouco tempo, a dor dilacerante foi diminuída, se tornando pouco mais suportável. As luzes foram se apagando pelo vento que passava da janela, deixando o ambiente mais escuro e confortável.

Como uma esperança inalcançável, ele havia aparecido, tornando as trevas menos assustadoras.

— Vai ficar tudo bem, Seokjin… — Assoprou. — Vai ficar tudo bem...

 


Notas Finais


E?

Eu tô bem nervouser, já faz um bom tempo que não postamos, socorro.

O que acharam? Conta, conta, conta, não desistam de nós, contem, contem, contem, sim? Estamos ansiosas, real oficial (dólar, libra, won, yen aaaaaaa). Não mordo, só as vezes, sim?

Foi um prazer escrever para vocês <33

Xoxo, Jinro (não vou alterar mais o nome, prometo)~~


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