História Good Girl, Bad Habits - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jikook, Namjin, Revelaçoes, Romance, Threesome
Visualizações 34
Palavras 2.166
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


06 AM.
Eu finalmente consegui voltar pra vocês.
Eu passei a madrugada escrevendo... então se tiver algum erro ortográfico peço encarecidamente que me perdoem... prometo revisar e editar quando tiver tempo.
Boa leitura <3

Capítulo 4 - Truth.


—Tá aberta! — Gritei ao ouvir o som da campainha ecoar pelo apartamento, Soo tinha avisado que Akira e Jimin estavam subindo. 

 

Estava na cozinha separando alguns snacks para comermos enquanto conversávamos. 

 

—SAYUU-SSI! — Akira veio correndo em disparada e pulando em minhas costas. Girei a mesma com certa dificuldade, rimos da situação que eu me encontrava e então voltei a me concentrar nos tira-gostos. —Vou te ajudar, unnie. 

 

—Puddin? — Jimin adentrou o cômodo, ele estava risonho e seu pescoço estava com mais que apenas marcas causadas por mim. Aposto que Jeon Jungkook é o causador de ambas as coisas. —Como você fica gostosa nesses jeans! 

 

—E você está radiante. — Ele me abraçou por trás e o vi de soslaio deixando duas garrafas grande de vinho no balcão. —Tinto? Suave? — O mesmo apenas concordou com a cabeça esboçando um sorriso. —Você realmente me conhece. 

 

—Aigo! Isso é quase um insulto. Está mais que claro para todos que eu te conheço melhor do que você, my precious. — Park Jimin sorria enquanto pegava três taças grandes no balcão.  

 

 

 

                              [...]

 

 

 

Depois de contar sobre o tempo que passei com Yoongi, antes do mesmo ter que voltar para casa afim de resolver alguns problemas com seu sócio, estávamos no tapete da sala, sentados sobre nossos pés enquanto bebericávamos o vinho tinto que Jimin trouxera e beliscávamos salgadinhos aleatórios. 

 

—Unnie? — Min Akira passava os dedos na borda de sua taça, todos já estávamos com o tom avermelhado em nossas bochechas causado pelos  primeiros dois litros de álcool. 

 

—Sim? 

 

—Como você está? — Akira rolava os olhos vezes para seus dedos, vezes para suas coxas. 

 

—Oh. Estou bem. — Sorri amarelo. Tomei um longo gole seguido de um último trago. Apaguei o cigarro antes presente em meus dedos e também comecei a brincar com a taça de vidro. 

 

—Quero dizer, de verdade. Como você está com tudo isso? — A mais nova mal me olhava, era como se não quisesse ver como eu reagiria a tal pergunta. 

 

Jimin, que estava sentado a minha frente e ao lado direito de Akira, pousou sua mão pesada sobre minha coxa, como se dissesse que estava tudo bem não estar bem.

 

—Bom, você quer saber sobre Min Aiko, certo? — Akira agora mantinha seus olhos vidrados nos meus, a menina apenas concordou com a cabeça e então eu continuei. 

 

—Não sinto raiva dele ou magoa, sinto apenas um grande e bonito nada. — Soltei uma risada nervosa. —Min Aikoo foi uma maravilhosa e essencial companhia nos três primeiros meses, um real cavalheiro, a cada dia me impressionava mais e mais. — Voltei a bebericar o líquido de cor escura e alto teor alcoólico. —Nos meses seguintes foi apenas uma companhia, sentia que estava com ele apenas por estar. Não sentia frio na espinha ou borboletas no estômago, não sentia aquela saudade ou ao menos vontade de vê-lo mais de uma, duas vezes na semana. 

 

Os dois estavam vidrados apenas em mim, mal piscavam, mas eu não os condeno. É a primeira vez que converso tão abertamente sobre meus sentimentos. 

 

Sinto que as palavras estavam fluindo de maneira natural, era como se eu precisasse esclarecer as coisas. 

 

Não para eles.

 

Mas para mim.

 

Parecia que, por estar dizendo em voz alta tudo fazia mais sentido na minha cabeça.

 

—Creio que estávamos empolgados no início, eu estava focada demais em minha carreira e ele foi minha válvula de escape, mas com o tempo... com o tempo tudo foi se tornando deveras clichê. Estou a um mês ou mais querendo conversar com o mesmo, sobre nós. — Ao pausar para reorganizar meus pensamentos a minha cabeça foi maltratada pela imagem de seu rosto machucado e de SoMin tomando seus lábios. —Eu não sou de empurrar nada com a barriga, e, ao estar com ele apenas pela companhia me fez rever os motivos plausíveis da nossa relação. 

 

Respirei um pouco mais fundo do que pretendia, sentindo o ar preencher meus pulmões cansados. Olhei para Jimin, quem me encarava com um sorriso ladino preso em seus lábios. Logo em seguida voltando minha atenção para a pequena Min a minha frente cujo os olhos lacrimejavam. 

 

—Aigo, espero que essas lágrimas sejam de alegria. — Levei a garrafa até a minha taça a enchendo mais um pouco, seguindo para de Jimin e por ultimo a de Akira. —Eu estou bem, me sinto leve. Não se preocupe, ok? 

 

—Eu não quero que isso nos afaste. Normalmente estão ao meu lado apenas por status... Por ser tão próxima do Aiko... — A menina dos longos cabelos azuis levou a taça até os lábios tomando alguns goles grotescos do líquido ali presente. 

 

—Não precisa chorar, saeng. — Sorri com sua doçura e inocência. —Jiminnie e eu estaremos com você independente do seu primo ser um embuste. 

 

Todos gargalhamos enquanto estávamos tomando o último gole da segunda garrafa de vinho. 

 

—Então, Park Jimin. —Limpei a garganta. —Posso te indicar um ótimo corretivo para manchas rochas? 

 

—Aigo, Sayuu-ssi. E eu lá quero esconder essa obra de arte que Jeon Jungkook fez em meu pescoço? — Ele sorria orgulhoso ao mencionar o nome do moreno.

 

—Você é mesmo único. — Akira falava pausadamente enquanto retomava o ar depois de dar umas audíveis gargalhadas. —Oh, combina com o rosado do seu cabelo! 

 

—Não é que combina mesmo? — Olhava incrédula para o pescoço maltratado do homem a minha frente.

 

—Oh, isso é porque vocês não viram minhas costas! — Em segundos o mesmo estava de pé tirando o moletom para que apreciássemos os arranhões em formato de coração em suas costas desnudas. 

 

—Vocês são mesmo uns canibais. — Eu disse rindo. —Combinou com o tom da sua pele, você é realmente um deus Park Jimin. 

 

—Autógrafos somente no final da apresentação, meninas. —Ele se sentou novamente sobre os pés enquanto sorria fazendo com que seus olhos fechassem. 

 

—Você é, de fato, único. —Eu completei.

 

 

 

                              [...]

 

 

 

Acordei com o som do meu despertador. Passei a mão pela cama ainda de olhos fechados afim de encontrar o mesmo e silencia-lo por mais míseros cinco minutos. 

 

A tentativa de aproveitar mais um pouco do meu macio edredom e da minha amada cama foi falha, pois meu celular novamente tocou, mas dessa vez Body (Mino) se fez presente no lugar. 

 

Esse toque é de um contato em especial.

 

—Que saco. — Atendi a ligação ainda sonolenta praguejando mentalmente qualquer que seja o motivo que Aiko tenha para me ligar as 8h AM em ponto. —Pois não? — Disse indiferente.

 

O ouvi pigarreando do outro lado da ligação. 

 

—Bom dia, Sayuu-ssi. Dormiu bem? —Min Aiko realmente não sabe quando parar. 

 

—Bom dia. Sim, eu dormi bem. Como posso ajudá-lo? — Minha voz estava um pouco rouca e sentia minha garganta seca. 

 

—Creio eu que precisamos conversar, senti sua falta no jantar dos Kim domingo. 

 

—Sentiu? Que dó. — Ri da minha própria indiferença. —Bom, eu já disse. Minha agenda está cheia, assim que abrir uma vaga agendo um almoço. 

 

—Você tem fotos para fazer, não é? Coleção nova tá chegando. Ouvi o Sr. SeokJin comentar por alto domingo. 

 

—Sim.  — Essa foi a minha deixa para pigarrear. —Tenho alguns photoshoots para elaborar, se me der licença... 

 

—Tudo bem. Tenha um ótimo dia, Sayuu-ssi. Boa sorte nas fotos! 

 

—Agradeço. —Finalizei a chamada apertando forte o celular contra meu peito. 

 

Não via problema algum em marcar um almoço com Aiko, mas ao mesmo tempo ainda sentia um pouco de repulsa ao pensar.

 

Logo após me arrumar, segui para o estúdio. Como de costume parei na cafeteria em frente ao prédio e um rapaz ruivo de semblante conhecido me atendeu.

 

—Bom dia, um café-..

 

—Com creme? Pra viagem? — O rapaz me interrompeu tirando uma risada minha pelo clichê. Desde o início do estúdio eu venho pedido a mesma coisa. 

 

—Isso. Com creme. Pra viagem. — Sorri sem graça. 

 

—Sayuu, certo? 

 

—Sim. 

 

Depois de exato um minuto esperando o ruivo voltou com café e o porta copos de papelão. 

 

—Senhorita Sayuu, com bastante creme. — O rapaz sorria com vontade, como se gostasse realmente de servir cafés. 

 

—Obrigada, tenha um bom dia. — Respondi já me virando. 

 

—A senhorita também. — Ele respondeu antes de atender o próximo cliente. 

 

Almoçar com Matsuri era a coisa mais importante que tinha pra fazer hoje, fora isso, minha manhã se resumiu em checar se todos os aparelhos de iluminação estão no estúdio, as câmeras, o figurino e me comunicar com as modelos do photoshoot de amanhã. Jimin é quem vai me auxiliar nesse ensaio, então todas as coisas chatas e burocráticas eu deixei para o mesmo. 

 

 

31/05/16 - 11:56:08: Gwon Matsuri:

Bom dia, Sayuu-ssi. Tudo certo? 

 

 

 

31/05/16 - 11:57:45: Kim Sayuu: 

Bom dia, tudo certo. Nos encontramos na portaria em 5 minutos? 

 

 

 

31/05/16 - 11:58:00: Gwon Matsuri:

Ok!

 

 

 

                               [...]

 

 

—Admito que fiquei curiosa quando você disse que queria conversar comigo. — Eu falei sem olhar diretamente pra ela enquanto passava os olhos no cardápio, Matsuri disse que em forma de agradecimento eu poderia escolher o que quiser pra comer. 

 

—Eu nem sei direito por onde começar, tudo ainda está muito confuso pra mim. — Sua voz saiu um pouco trêmula no início da frase, mas depois se estabilizou. 

 

—Que tal o início? — Sugeri um tanto risonha afim de quebrar o gelo.

 

A voz do garçom perguntando sobre nossas escolhas fez com que eu voltasse toda a minha atenção no mesmo. 

 

—Eu vou querer o de sempre. — Ela falou e piscou para o menino, que sorriu e anotou alguma coisa no bloco de notas que estava em suas mãos. 

 

—Eu vou querer o mesmo que ela. — Disse desviando o olhar do menino de cabelos cacheados. 

 

O rapaz fez uma pequena reverência e então se distanciou. 

 

—Bom.. — Limpei a garganta. — O início seria? 

 

—Primeiro, eu quero agradecer mais uma vez pela força. Foi a primeira vez que alguma coisa do tipo aconteceu comigo e eu fiquei extremamente aliviada de ter encontrado você lá. — Matsuri enrolava uma mecha de seu cabelo com o dedo indicador enquanto falava olhando na minha direção, mas não seus olhos não estavam focados em mim.

 

—Oh, tudo bem. Não foi incomodo algum. — Sorri. 

 

—Quando você disse que não seria um problema me levar pra casa, pois o aniversariante tinha te deixado sozinha tudo fez sentido na minha cabeça, mas achei melhor conversarmos melhor pessoalmente. — Seu semblante estava pesado, aparentava estar cansada. 

 

—Ainda não consegui entender onde você quer chegar com isso. — Fui o mais sincera que pude. 

 

—Oh. — Ela soltou uma risada nervosa e em seguida sua expressão mudou. Seus olhos estavam como se pertencessem a um felino, não a uma adolescente. —Então eu serei o mais clara que conseguir, tudo bem? 

 

—Tudo bem. Seja direta. — Sorri afim de deixá-la mais confortável. 

 

—Você e Min Aiko estavam saindo, certo? — Pude vê-la travar o maxilar. 

 

—Sim, saímos por alguns meses. Cinco meses, mais ou menos. — Dei de ombros.

 

—Meses? 5 MESES?— Ela bateu a mão na mesa como se não conseguisse mais se controlar. 

 

—Matsuri, por favor. Seja direta! Você está suando, estou ficando assustada.

 

—Min Aiko... — Ela pausou sua fala por alguns segundos e algumas lágrimas rolaram por seu pálido rosto. —Min Aiko é o homem mais velho pelo qual eu estou apaixonada. 

 

Sua voz agora estava trêmula e as lágrimas ainda escorriam por seu rosto. Levei alguns segundos para passar tudo na minha cabeça, ele é realmente sem limites. Respirei fundo e desejei loucamente um cigarro de filtro vermelho. 

 

—Nojento. — Eu disse quase sem voz ao lembrar da cena deplorável que Matsuri me descrevera quando nos encontramos perto das bebidas. Aiko é SoMin na cama. —Eu sinto muito por você estar sofrendo por alguém como ele. 

 

Levei minha mão até a sua por cima da mesa e segurei a mesma, queria conforta-la. Eu me via em Matsuri. 17 anos, "apaixonada" por um filho da puta e desolada. Flashes do meu passado se fizeram presente em minha mente, pisquei os olhos algumas vezes tentando afastar toda aquela escuridão. 

 

—Você não merece sofrer desse jeito, sei que nada que eu falar vai te consolar, não importa se eu usar as palavras mais bonitas e reconfortantes porque apenas você tem o poder de controlar suas emoções. Mas digo por experiência própria que isso não vale a pena, toda essa dor é passageira. Min Aiko é apenas desapegado e sei que ele não faz isso por mal, não me entenda mal, não estou de maneira alguma o defendendo... apenas estou tentando fazer com que você entenda que infelizmente a maioria das pessoas são assim. 

 

—Você não está sofrendo? — Seus olhos vermelhos com toda certeza ficarão marcados em mim.

 

A menina mantinha seus vermelhos olhos fixos em nossas mãos entrelaçadas sobre a mesa enquanto ainda fungava um pouco. Tentava ser transparente ao máximo, sorri ao pensar em Yoongi e em seu sorriso, fechei os olhos por menos de cinco segundos e pude sentir a pressão de seus lábios contra os meus. Senti meu coração acelerar e mal conseguia controlar as palavras que saiam da minha boca de forma natural. 

 

—Na verdade, não. É claro que estou irritada e chateada, mas meu coração sempre pertenceu a outra pessoa. E bom, sempre vai pertencer. 

 


Notas Finais


O próximo capítulo tem tanta água pra rolar......... fiquem ligadinhos!
Espero que tenham gostado, obrigada a você que leu! <3


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