História Good Habits (and bad) - Capítulo 1


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Categorias Originais
Exibições 8
Palavras 958
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hello, isto é uma história apenas para descontrair, talvez eu atualize todo dia, talvez não. Os capítulos terão entre 700 e 900 palavras. A cada capítulo vocês vão conhecer mais Marcelo e quais são seus good habits (and bad).

Capítulo 1 - Starbucks


 

— Talvez essa sensação de segurança seja momentânea. Talvez os planos que eu e ela fazemos antes de dormir, eles vão se transformar em pesadelos. Sabe, alguns me chamam de pessimista, na verdade, eu tô sendo realista, não estou sendo?

— Marcelo, as coisas não são bem assim.

Marcelo está indo a mais de um ano no psicólogo e em todas as consultas eles sempre voltam para o mesmo assunto. São sempre as mesmas perguntas, sempre as mesmas respostas. Ele quer dar um basta nisso, não aguenta mais essa repetição.

— Então como são? - A voz dele ecoava pelo ambiente, ele tinha começado a gritar como sempre fazia quando era contrariado. Ele era calmo mas quando alguém ia contra o que dizia, Marcelo lentamente se transformava num monstro. Algumas vezes ele surtava após gritar um monte, seu corpo suava e suas mãos tremiam.

— Eu acho que por hoje já está bom.

A psicóloga estava pronta para se levantar, quando num impulso Marcelo se levanta e grita:

— Você acha que vai resolver algo assim? Eu venho aqui à procura de alguma ajuda e você só piora tudo. Quando você vai fazer algo para me ajudar? Quando? Me responda. Nesse um ano você apenas piorou tudo.

— As coisas não vou melhorar sozinhas, você precisa fazer algo e você sabe disso, mas você sempre culpa todos ao seu redor. Você é covarde.

A psicóloga tinha terminado de falar e estava vermelha, ela tinha gritado e o garoto de 1.80 de altura estava todo encolhido contra a parede. Ele estava com medo, nunca tinha visto ela assim antes.

— Eu acho melhor você procurar outro psicólogo. Está acabado. - Ela tinha se recuperado e agora escrevia algo em um papel. - Entregue esse papel para a recepcionista - ela estendeu uma ficha para Marcelo. - E não precisa mais vim aqui. Se quiser pode conversar com ela, talvez ela te indique alguém melhor que eu.

— Desculpe. - O jovem sussurou antes de sair pela porta. Ele sabia que dessa vez tinha exagerado e que isso iria piorar as coisas.

As coisas estavam piorando mais e mais. Ela era a quinta psicóloga desde que ele resolveu pedir ajuda. 

Como pedido, entregou a ficha na recepção, assinou alguns papéis e pronto. Tudo acabado.

Invés de ir embora, se sentou na sala de espera e lá ficou.

— Você precisa de alguma ajuda, senhor Hazel? - A recepcionista resolveu perguntar após alguns minutos.

— Não. Eu já estou indo embora.

O local tinha diversos cactos espalhados, ele amava cactos.

No fundo ele queria sair dali e chorar, porém Marcelo não tinha nenhum local para ir.

Ele checa o celular, tinha algumas mensagens de Sofia.

[22/04 3:57 PM] Sofia: Ei, depois do psicólogo você quer ir em algum Starbucks?

[22/04 3:58 PM] Sofia: Você pode levar a Clara

[22/04 3:58 PM] Sofia: Será que ela está com alguma namoradinha?

[22/04 4:00 PM] Sofia: De qualquer forma, beijos

[22/04 4:05 PM] Sofia: Eu te amo.

Não fazia dez minutos que a última mensagem tinha sido enviada, ele resolve responder apenas com: "Quero sim, que tal às 7? Sobre a Clara, eu vou ver com ela. Também amo você."

Marcelo namora com Sofia há mais ou menos um anos e meio. Ela é 3 anos mais velha, está na faculdade de letras e trabalha de recepcionista na clínica do pai.

Sofia é uma garota esforçada, enquanto Marcelo apenas se afunda mais e mais na sua própria dor e solidão.

Quando está perto do horário da psicóloga sair do consultório ele resolve ir para a casa. Acaba deixando um bilhete com a recepcionista, no bilhete apenas se encontrava a palavra "desculpa" numa letra tremida.

Ele estava a menos de uma quadra de distância de casa e então resolve ir andando. Como tinha alguns trocados no bolso, talvez fossem o suficiente para comprar mais um cacto. Marcelo para na floricultura ao lado de seu prédio e fica alguns minutos decidindo qual o melhor cacto. Acaba pegando um pequeno e com poucos espinhos.

Desta vez dá sorte de não encontrar nenhum vizinho no elevador. Os últimos acontecimentos naquele elevador tinham sido bem constrangedores.

O elevador tinha parado, a porta se abriu e ele respirou de alívio ao ver que não tinha ninguém. Caminhou até o apartamento 18B e entrou.

— Clara, cheguei. Você quer ir no Starbucks comigo e a Sofi? - Ele grita logo ao entrar no apartamento.

— Um instante, Mar.

Marcelo tinha ganhado o apelido de Mar, ele amava praia e amava água, por que não o chamar de Mar? A cor azul do oceano também combinava com seus olhos.
 

— A Lua está aqui em casa? Ela pode ir junto.

Lua era a namoradinha da irmã de Marcelo, por mais que Clara negasse que elas tinham algo, era bem aparente que as duas eram mais do que amigas.

Marcelo não se incomodava com a homossexualidade da irmã e ela não se incomodava com a pansexualidade de seu irmão mais velho.

Marcelo entrou no quarto da irmã, ela estava deitada na cama. Clara encarava o teto, provavelmente estava triste. Ele caminhou até uma prateleira que guardava alguns livros e seus cactos e colocou seu novo cacto lá. Ele e a irmã dividiam o mesmo quarto.

— Por que a Lua não veio hoje? - Marcelo perguntou ao sentir falta da menina dos cabelos azuis.

— Ela está com problemas.

— Quais tipos de problemas, Clarinha?

— Problemas dos pesados. Drogas.

— Nossa. Sabe que não pode contar pro papai isso, né?

— Eu sei.

Marcelo agora tentava achar o melhor lugar para colocar seu novo cacto.

— Você quer ir no Starbucks comigo e a Sofi?

— Eu não...

Antes de terminar a frase, Marcelo a interrompe:

— Que bom que você quer, agora me diga, acha que o cacto ficou bom aqui nesse lugar?


Notas Finais


até depois.


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