História Good Habits (and bad) - Capítulo 2


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Categorias Originais
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Palavras 1.003
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Good Habits (and bad) é a forma como nossos bons e maus hábitos afetam as pessoas ao nosso redor. Então, talvez mais tarde eu poste mais um capítulo.

Capítulo 2 - Fraqueza


As mãos de Marcelo estavam na barra da camiseta da namorada, enquanto os dois se beijavam apressadamente. Ela estava abrindo o cinto de Marcelo. Ele já estava excitado, algo extremamente incomum para ele. Os dois estavam sem fôlego, o corpo deles pedindo por isto, mas a mente gritando que era um erro. 

Eles sabiam que depois disso teriam que ter "A Conversa", uma coisa que Marcelo evitava desde que tinha contado sobre seu mau hábito, ou melhor, seu vício.

Quando a camiseta de Sofia é tirada e o cinto de Marcelo aberto, a porta se abre e um gritinho é escutado.

— Ai, meu deus! Que nojo, Marcelo! Por que não vai fazer isso na casa do caralho?

Marcelo se afasta da namorada que está bem decepcionada e encara a irmã.

— Primeiro, olha o vocabulário. Segundo, quando você se pega com a Lua e tenho que ouvir estalos de beijo a noite toda, eu não reclamo. - Ele falava em tom de humor mas ao mesmo tempo, no fundo, ele estava falando sério.

— Mas tipo, vocês dois estavam acasalando. - Clara fala com o rosto vermelho enquanto acena para Sofia que procura sua camiseta no quarto.

— Marcelo, vou pegar uma camiseta sua, onde você enfiou a minha? No seu cú? - Sofia não estava brava mas usava esse tipo de vocabulário normalmente.

— Meu deus, todos nessa casa engoliram um dicionário de palavrões? - Ele reclamava, odiava palavrões e esse era um mau hábito de Sofia e Clara.

Ele caminhou até sua prateleira para ver seus cactos, enquanto fechou seu cinto. Clara entrou com sua garota de cabelos azuis no quarto. Lua estava extremamente vermelha, ela não sabia que Marcelo ouvia elas se beijando de noite.

— Marcelo, o que você vai fazer depois? - A namorada perguntava agora já devidamente vestida.

— Eu não sei, papai não vem para casa hoje.

— Você quer ir para meu apartamento "acasalar"? - Sofia fala em meio a risos olhando para Clara.

— Não sei. - O garoto dos cabelos castanhos estava com um tom de tristeza na sua voz e encarava seus cactos na esperança de conseguir segurar o choro. Ele estava pensando na "A Conversa" de novo, isso o lembrava o quão nojento ele era e o fazia querer morrer.

— Ei, bigodudo, vamos lá. Ânimo! - A namorada falava enquanto abraçava ele por trás e o balançava. 

Os dois tinham uma diferença de tamanho enorme e isso ficava aparente quando se abraçavam.

— Eu não sei, talvez eu vá lá de noite. Preciso pensar um pouco.

— Pensar no que?

— Naquilo.

Sofia parou de balançar Marcelo, ela sabia o que era "Aquilo" e sabia o quanto o afetava.

— Tudo bem. Que horas você vai lá? - Ela pergunta recuperando o ânimo e apoiando a cabeça nas costas do menino.

— Se eu aparecer de madrugada promete não me bater? - O menino dos olhos azuis tinha recuperado o ânimo e falava em tom de brincadeira.

— Só se for para acasalar. Caso contrário você dorme no sofá.

Ela acabou saindo do quarto enquanto mandava beijinhos no ar para Marcelo que ria daquilo.

Lua estava acompanhando toda a conversa, ela não sabia o que era "Aquilo" e não sabia por que fazia tanto efeito em Marcelo. Depois que ele saísse, ela com certeza perguntaria para Clara.

O corpo de Marcelo tinha começado a esquentar e ele sentia a necessidade "Daquilo".

— Então meninas, vocês podem acasalar a vontade, eu irei sair rápido, qualquer coisa me liguem.

Marcelo estava tremendo e suas mãos estavam suadas. Colocando a mão no bolso checou que tinha algumas notas. O suficiente para um maço de cigarros. - Pensou. Ele podia descer pelo elevador mas os poucos minutos que ficaria naquele cubículo iriam fazê-lo surtar, decidiu as escadas.

Afinal, 16 andares de escada não era grande coisa?

Quando os pés de Marcelo tocaram o chão do térreo, seus pulmões queimavam e agora ele corria. Enquanto corria tentava planejar uma rota até o bar mais perto da sua casa. Seus pensamentos estavam confusos, seu corpo suado, ele queria uma coisa. Ele só ficava assim quando precisava de sua droga, pornografia infantil.

Marcelo não era um molestador, ele era apenas um pedófilo não infrator. Ele supria seus impulsos sexuais com pornografia. Ele não conseguia fazer mal nenhum a criança nenhuma. Ele tinha criado um hábito, trocar uma droga por outra. Fumava quando sentia vontade de consumir pornografia.

Quando seus pensamentos foram para crianças e seus corpos pequenos nus, ele parou de correr. Parou ao lado de uma árvore e em meio a lágrimas, ele começou a vomitar. Ele vomitava de nojo de si mesmo. Talvez tenha vomitado tudo que tinha comido a vida toda e quando parou, pegou o celular do bolso e com a respiração ofegante, os olhos cheios de lágrima e o gosto horrível na boca, discou o número da sua namorada.

— Olá. - A voz dele denunciava que ele tinha acabado de vomitar e estava chorando.

— Marcelo, o que houve?

— E-e-eu quis, v-você sabe o que é, n-n-né?

— Onde você está? Por que voltou a gaguejar?

Sofia sabia que Marcelo não gaguejava com ela, era algo que ele nunca fez perto dela, apenas perto de pessoas que ele não conhecia.

— E-eu estou na frente do r-r-restaurante japonês, n-n-na quadra do meu prédio. P-p-por favor, m-me ajuda.

— Marcelo, respira. Eu não vou te buscar, vai para casa, toma um banho e me espera que eu estou indo para lá.

— P-p-por favor.

— Não. Não, Marcelo.

— E-e-eu a-amo você.

Sofia não queria ver seu namorado em estado deplorável, ela não ia ter forças para isso, ela ia desmoronar. Agora ela descia pelo elevador do seu prédio e preparava seus pulmões para correr até o prédio de Marcelo.

Marcelo se arrastava lentamente para casa. Quando chegou na portaria encontrou Sofia ofegante e ela começou a chorar quando o viu.

Ele estava com sua camiseta branca suja de vômito. No canto da sua boca um pouco de sangue, a calça preta estava suja de vômito também, o cabelo castanho pingando suor e seus olhos molhados e vermelhos.

Toda sua fraqueza estava ali exposta para qualquer ver.


Notas Finais


Tirem suas próprias conclusões.


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