História Good Habits (and bad) - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 4
Palavras 1.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


hello.

Capítulo 3 - George


A água escorria pelos largos ombros de Marcelo, ele estava nu embaixo do chuveiro, seus cabelos molhados caídos nos olhos e seus ossos destacados. Eles mostravam que ele estava magro demais isso devido a má alimentação que estava mantendo nos últimos dias.

Sofia observava o namorado todo encolhido, as lágrimas dele escorriam mas logo se escondiam no meio da água. Quando ela o achou na frente do prédio em situações piores do que agora, ela não soube da onde tirou forças para o trazer para casa e fazer ele tomar um banho.

Naquele momento nenhum dos dois tinha coragem para falar nada.

Marcelo desligou o chuveiro, se enrolou na toalha e vestiu uma roupa qualquer.

— O que está acontecendo? - Questionou Sofia ao ver o namorado devidamente vestido.

— Eu não sei, Sofi.

— Você não sabe ou não quer saber?

— Os dois.

— O que vamos fazer, Sofia? - Ele a questionou. Na sua cabeça não tinha nenhuma solução para todo aquele problema.

— O que for preciso.

A namorada de Marcelo era compressível com ele e os problemas dele mas ela era a favor de tomar qualquer providência para ele não se tornar um criminoso ou fazer mal a alguma criança.

— Você quer ir para minha casa? Sabe, deixar as meninas a sós.

— Eu quero ficar aqui, você quer ficar comigo?

— Eu sei que por as meninas estarem em casa você não vai fazer porra nenhuma mas mesmo assim, eu vou ficar.

Marcelo e Sofia saem do banheiro, ao passar pela cozinha Marcelo enche um copo de água e o leva pro quarto.

— Olá, meninas. - Ele fala ao entrar e logo vai em direção do seus cactos. Dividiu a água do copo um pouco em cada pote como costumava fazer uma vez na semana.

— Lua, o que está acontecendo? - Marcelo pergunta sem tirar a atenção de seus cactos.

— Eu acho que eu devia estar fazendo essa pergunta. - A menina sussurra.

— O que está acontecendo? - Marcelo fala alto agora, quase gritando.

A menina do piercing na sombrancelha se abraçava a Clara. Marcelo era uma pessoa calma na maior parte do tempo, falava pausado e baixo. Quando o menino magro e alto se exaltava todos sentiam medo.

— Eu me envolvi com uns caras e uns remédios para insônia.

— Fale a verdade, Lua! - Marcelo continuava gritando.

— Eu estou falando. Você não é nem meu cunhado então não te devo satisfações.

— Eu sou o irmão mais velho, e quando o senhor Hazel não está aqui...

— Cala a boca, Marcelo. - Gritou Clara o atingindo com um travesseiro.

A cena estava engraçada e constrangedora. Sofia já estava preparada para o namorado surtar e ela ter que segurar ele. Mas Marcelo não surtou. Apenas arrumou seus cactos e saiu do quarto.

— Sofia, você vai fazer algo? - Clara a questionava.

— Eu não sei.

Fazia alguns minutos que Marcelo tinha saído e nenhuma das três meninas tinha falado algo sobre o sumiço do rapaz.

Elas jogavam conversa fora e faziam fofocas sobre a vizinhança. Naquele momento Sofia se perdeu e foi quando ela conseguiu se achar, ali, no meio de futilidades, com a cabeça longe de problemas.

Marcelo estava no elevador olhando seu reflexo, ele tinha algumas notas no bolso, o suficiente para um cacto e algo para comer. Ele era viciado em colecionar cactos.

Tinha então chegado no térreo e o porteiro ainda estava receoso do que tinha acontecido mais cedo. Marcelo tinha vomitado toda a portaria enquanto chorava e gritava de dor.

Sem jeito ele acena para o porteiro e fala um "Desculpe me" meio enrolado.

O rapaz não sabia qual floricultura estaria aberto no fim de tarde de sábado e então decidiu pegar o metrô. Numa estação qualquer ele desceu e caminhou, o celular estava desligado.

Ele começa a andar pelas ruas e encontra algumas floriculturas e olhar alguns cactos. Após caminhar bastante e ver o céu começar a escurecer, ele para numa floricultura, pede o preço de um cacto um pouco grande e o compra.

Quando decide que vai atravessar a rua, um pequeno corpo se enrosca em suas pernas o fazendo quase cair. O garoto dos olhos azuis olha para baixo e vê um gato de pêlo alaranjado ali parado.

— O que foi rapaz? - Marcelo pergunta para o gato.

Como de costume o gato apenas o responde com um miado.

— Você tem dono? - Ao fazer a pergunta começa então a olhar ao redor e ninguém parece se importar com aquele gatinho.

Acaba se abaixando e o pegando no colo. Uma mão segurava o seu mais novo cacto e na outra o gato.

— Você tem cara de se chamar George. - Marcelo falava recebendo em troca uma lambida do bicho.

Ele sabia que de metrô não poderia voltar e então resolve ir caminhando, não era muito longe logo assim estava tudo ok.

Como tinha sobrado alguns reais, resolve parar para comprar ração para o bichano. Enquanto o alimentava na calçada mesmo, pegou seu celular e ligou para Sofia.

— Eu estou bem, Sofia. - Falou e logo em seguida desligou.

Como o gato tinha parado de comer, o pega no colo novamente e segue o caminho.

Após minutos de caminhada já estava de noite mas eles também já estavam em casa. Marcelo tinha entrado no elevador e tentava apertar os botões. Quando conseguiu e a porta se fechou, o gato foi solto.

— Sabe por que você tem cara de George? Me lembra o George dos Beatles. Eu amo Beatles. Queria que você fosse mais do que um gato e entendesse.

Quando Marcelo chegou em casa foi questionado sobre o gato e o cacto mas ele apenas disse que precisava de algo para o destrair.

Já tinha colocado seu novo cacto na prateleira habitual e agora arrumava um cantinho no seu quarto para colocar a comida e a água de George. Ele sabia que mais tarde precisaria de uma caixinha de areia para o bichano fazer suas necessidades.

Marcelo estava deitado na sua cama, sozinho e no escuro do quarto.

Estava a sós consigo, não precisava temer nada e nem mentir. Ele podia ser verdadeiramente ele naquele momento.


Notas Finais


Marcelo e sua obsessão por cactos.


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