História Good Night - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Novela, Romance, Violencia, Yaoi
Exibições 12
Palavras 1.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hallo,pessoas!
Como estão ?
Estou aqui com mais um capítulo fresquinho para vocês ^^.
Espero vocês nas notas finas,e quem sabe nos comentários *sorriso*!
Boa leitura!

Capítulo 3 - Troca de favores.


  —As pessoas vão pensar que é um sequestro relâmpago,se você continuar com essa coisa apontada para mim.-disse guiando o carro,um BMW negro discreto (que lhe pertencia),pelas ruas de Kings,na periferia de Nova York.
  —O vidro é fumê.-respondeu indiferente.Os olhos escuros atentos e desconfiados.
  —Que foi?-espreitou-o.-Não me olhe como se eu já tivesse sequestrado alguém.É crime hediondo.-sorriu de canto.-Não quero morrer nem tão cedo.E não é como se eu fosse pular do carro para escapar,então abaixa isso,Amorzinho.
  —Se eu fosse você, tomaria cuidado com o que fala.-ameaçou,pondo a arma dentro de um bolso da jaqueta.Estava à paisana para não desconfiarem de sua profissão.Pois em um lugar como aquele,qualquer policial viraria uma peneira.Não se exponha,essa era uma boa conduta.
  —Ja,ja!!!(Sim,sim!!!)-revidou,bem humorado em alemão.Irritar Dylan poderia ser um bom hobby.Fitou-o,e piscou.Dylan bufou,talvez pensando em alojar uma bala em sua têmpora.
  —Quais são as chances do seu amiguinho desembuchar?-interpelou,após um longo tempo em silêncio.O moreno puxando conversa?Essa era nova.Lembrava-se do momento em que o delegado,Sam Armstrong da FBI,lhe contara sobre a sua próxima...missão. Ele esmurraria o homenzinho do cabelo untuoso se pudesse,recusaria o caso se pudesse.Mas era um policial diplomata,que não se curvaria a qualquer injustiça. Que responderia a qualquer chamado.E disse com todas as letras que o colocaria novamente no presídio para nunca mais sair,nem que fosse a última coisa que fizesse na vida.
  Sim.Ele era um homem altivo.Orgulhoso. Atraente.
  —Ele vai falar.-replicou convicto.-Está vendo ali?-apontou.-Foi naquele beco que o levaram.É um bom ponto.-afirmou para o vento.Dylan não prestava atenção.Ou era um ótimo ator. Dimas daria tudo para saber o que se passava em sua cabeça bonita ,que observava a paisagem pobre passar pela janela.Se perguntasse não diria."Cala a boca e dirige!",era algo que ele falaria.Ou que Tommy Lee,o guarda mal humorado e de mal com a vida,diria.A cornisse era uma doença que o afetava bastante (ele resmungava muito,e alto,pelos corredores).Dimas pensou que se tivesse um par desses também ficaria assim,talvez fosse pesado.Mas ele não se envolvia afetivamente com alguém há tempos,possivelmente nem se importaria.Me traiu?Ótimo!Vou te dar um par também, mais bonito e lustroso!Vai ser uma foda e tanto!É,ele diria algo assim.
  Não soube explicar bem o porquê,mas ficou triste e abatido.Às vezes ficava assim sem justificativa.
  Inconscientemente retirou uma das mãos do volante e elevou até o peito,apertando o objeto retangular preso à uma correntinha sob a roupa,com força.Aquilo lhe trouxe um pouco de paz.Era como uma droga.Sentiu Dylan o olhar de esguelha.Dimas decidiu que assim como ele não queria conversar.
  O BMW parou estacionado em um ponto estratégico perto de um galpão de aparência descuidada,já fazia horas que aguardavam pacientes.Bem,nem tão pacientes.
  —Tem certeza que não quer uma rapidinha ali atrás?-sugeriu,não obtendo respostas.O moreno encarava o nada.-OK,então.Fica para a próxima...
  Começou a batucar os dedos no volante.
  —Pára!mandou,irritado.
  —Olha,você não quer deixar o rádio ligado,não quer transar,não quer ouvir meu batuque.-contou nos dedos,com o corpo virado para o outro.-O que você quer que eu faça?
  —Fecha a matraca!
  —Não estou a fim.-endireitou-se no banco,para logo debruçar-se sobre o volante.Parecida uma criança mimada.
   Estudou uma pequena pomba marrom que sobrevoava um poste,ela voou em círculos até pousar sobre o mesmo,o pescoço inquieto.Insatisfeita,a pombinha resolveu agitar as asas,encarando o asfalto.Tinha restos de comida podre na calçada (esse era o primeiro mundo,os EUA!).A pombinha saiu de seu poste,e foi em busca de alimento.Dimas a acompanhava com os olhos.Em instantes uma revoada de pombos apareceu e se juntou a pombinha marrom.Que foi,aparentemente,expulsa do banquete.
  —Eu quero uma arma...-pediu com a cabeça apoiada no volante.
  —Não vou te dar arma nenhuma.
  —Eu quero uma arma.
  —Não!
  —Mas eu quero uma arma!
  —Quantas vezes eu preciso falar?!
  —Eu quero uma arma...
  —Você não vai ter porra de arma nenhuma!-esbravejou,fechando os punhos.
  Dimas dobrou-se de rir.
  —Foi tão fácil.-murmurou,sem folego.
  —O quê?-indagou a contra gosto.Ele apesar de tudo era curioso.
  —Irritar você,amor.-aconchegou-se devagar no estofado,fechando os olhos.
  —Só a sua presença já me irrita.E não me chame assim!
  —Não posso.É inevitável.-riu.
  —Hunf.
  —Mas,sério,cara.E se der algum imprevisto?Vou precisar de uma arma.
  —Não vai.
  —Cara,eu estou mancando!-ressaltou.
  —Azar o seu.-retrucou.
  —Você é um chato,amor!
  —Não me chame disso,já avisei!-respondeu irado.Ele realmente não gostava do apelido.Dimas estava preparado para continuar a discussão,quando um carro de luxo de cor vermelha estacionou no portão do galpão.
  —Já era hora!-comemorou,apanhando um blazer e uma bengala,com uma caveira dourada no cume e o corpo de madeira negra,sofisticada,no banco de trás.- Vamos,Nathaniel!-chamou-o pelo nome falso.
  Saíram do automóvel sendo logo notados pelo grupo de homens mal encarados.
  —Sabia que você fica com uma cara de mau com esse cabelo solto?Foi uma boa.-comentou,apoiando-se na bengala.
  —Fala menos e anda mais!-bateu a porta do carro,começando a andar com as mãos nos bolsos da jeans escura.
  —Que mau humor,Nath!-implicou.
  —O QUE É QUE ' 'TÁ FAZENDO AQUI,VIADO?-gritou Titto,um homem de porte musculoso,alto,tatuado,careca,e com piercings incontáveis no rosto.Uns trinta e poucos anos.Saindo do automóvel de onde estava.
  —Agora eu tenho que dar explicações da minha vida para você,é?-indagou,com uma sobrancelha arqueada.Ele sorria,dando um soco no ombro do outro.
  —Não 'tá mais aqui quem falou!-brincou pondo as mãos na frente do peito em sinal de rendição.-Mas me falaram que você foi preso.
  —Falam demais!-justificou.-Titto,esse aqui é o Nathaniel.-apresentou o homem quieto às suas costas.
  —E aí,chefia?!
  Dylan apenas assentiu,analisando-o discretamente.
  —Que fechado.-concluiu Titto.
  —Verdade.-concordou.-Sabe aquele favor que eu te fiz?
  —Querendo o troco?-respondeu com outra pergunta.
  —Exato.-confirmou com o sotaque alemão forte.
  —Então vamos entrar.-abriu o portão.-E vocês,-fitou o grupo de capangas ao seu lado.- circulando.
  Dito e feito.Os homens entraram no carro e se foram sem dar um pio.
  Adentraram o pátio que circundava o galpão,por todos os lados via-se peças de carros e outros veículos prestes a ter o mesmo destino.Roubar,desmontar e vender.Eram os três passos do desmanche.
  Entraram no galpão que armazenava quilos e quilos de maconha,que eram carregados para caminhões de pequeno porte.A maior parte da mercadoria vinha do Colorado,onde a droga era legalizada,e da América Latina,para logo ser distribuída pelo resto do país e ser exportada para a Europa.Dimas notou Dylan ficar inquieto.O loiro torceu para que ele não tivesse um surto,e anunciasse:É a polícia!Todo mundo com as mãos para cima!E em seguida fosse metralhado.Por sorte ,Titto os guiou através das montanhas de maconha até uma portinhola,que levava a uma escadaria no subterrâneo,os tirando dali.
  Dimas descia a escada estreita e pouco iluminada com dificuldade, se apoiando nas paredes para não se estatelar no chão.A perna ferida ainda fisgava de vez ou outra quando tentava se apoiar sobre ela.
  —E o que aconteceu com essa perna aí,Prinz?Você ' todo ferrado.-interrogou dando espaço para Dimas ultrapassá-lo.
  —Tiro.-explicou simplório.-Nunca aborreça o Nathaniel,ele tem uma mira e tanto.-avisou.
  —Bom saber.-perscrutou Dylan quando o mesmo passou ao seu lado.
   Se viram em uma espécie de escritório/bar/suíte.O lugar era abafado e sem janelas.No lado do escritório havia uma mesa de ferro com alguns papéis, um computador e máquinas de contar dinheiro.Tinha também um sofá desgastado e uma poltrona,uma mesinha de centro os separava.Em outra extremidade havia um bar improvisado,um balcão com copos e taças,e uma grande variedade de bebidas,uma geladeira estava próxima.E a suíte,o lado mais rico do lugar,uma cama de casal desarrumada com um espelho no teto,uma TV de alta escala,uma hidromassagem, dentre outros objetos que não valem à pena serem ditos.Ele usava aquele lugar para uso íntimo seu,era visível que não morava ali.
  —Querem alguma coisa para beber?-perguntou,indo até o bar.
  —Eu quer...
  —Não!-Dylan o interrompeu.-Vamos direto ao que interessa.
  —E o que vocês querem?-voltou com uma garrafa de vodca,se jogando na poltrona.Dimas se sentou no sofá,emburrado.
  —Saber se você tem alguma informação sobre o ex-Senador Arthur Anderson,de Nova York. Sequestrado em 27 de janeiro deste ano.-foi direto ao ponto,olhando-o nos olhos.
  Dimas se ergueu com a ajuda da bengala,e foi até a geladeira.Procurou e não tinha nada para comer.Só álcool.Esse cara não tinha mais fígado,concluiu.
  —Cara,não tem nada para mastigar,não?
  Silêncio.Titto estava com o semblante fechado,fitando Dylan como se fosse uma barata ou algo do tipo.OK,a coisa azedou.
  —No que vocês dois estão metidos?-cuspiu no chão.-Prinz,se tiver polícia metida no meio,eu vou te encher de bala,merda!
  O loiro estalou a língua.Já esperava por algo assim.Ele estreitou os olhos azuis,entrando no modo negócios.
  —Estou fazendo um trabalho,vou ganhar muito com isso.-começou devagar.-E,você,Titto,vai me dizer o que sabe,porque você me deve.E eu quero receber agora.


Notas Finais


Qualquer semelhança com alguma personagem desta história com a realidade é mera coincidência,kkkkkkkkkk.

Será que Dylan irá continuar apenas ameaçando o Didi?

Titto irá falar?

Todas essas perguntas podem ser respondidas ainda hoje no próximo capítulo (se minhas costas pararem de doer.)!

O que acharam?Espero por suas opiniões e sujestões!

Beijos e até o próximo!

Auf Wiedersehen! (Até logo!)


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