História Good Night - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Novela, Romance, Violencia, Yaoi
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Palavras 1.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hallo,Konnichwa,Hi,Oi!Estou aqui novamente,meus doces!!!
Boa leitura!

Capítulo 4 - Corra e atire.


  —Estou fazendo um trabalho, vou ganhar muito com isso.-começou devagar.-E,você, Titto,vai me dizer o que sabe,porque você me deve. E eu quero receber agora.
  Em uma pose triunfal,apoiado na bengala com os olhos de rubi da caveira brilhando sinistramente,o loiro esperou Titto respondê-lo.
  —Eu vou contar.Mas se...
  —Não vai dar nada para você.-afirmou.
  —Você sabe o por que do Anderson,vir para um lugar como esse?Sem ofensas.-Dylan interpelou,sentando-se no sofá,o corpo curvado ligeiramente para frente com os cotovelos apoiado nas coxas,os dedos entrelaçados, e os fios caindo sobre o rosto.
  Digno de um interrogador de Hollywood.
  O tatuado bebeu uma grande quantidade de vodca,limpando o canto da boca,desgostoso,falou:
  —Ele veio receber.
  —Receber?
  —Não é porque um homem usa um paletó,gravata,perfume francês e outras idiotices,que ele é honesto.
  —É,eu sou a prova disso!-o loiro brincou,pegando uma latinha de cerveja,indo se sentar ao lado de Dylan.-Deixe-me adivinhar.-pediu.-O cara tinha envolvimento com o tráfico de drogas?-ergueu a latinha até os lábios.
  —Nada de bebidas no horário de serviço.-repreendeu-o tirando-lhe a bebida das mãos ,pondo-a na mesinha de centro.
  —Verdammter Schweinehund!(Maldito cachorro porco!)-xingou-o,infantilmente.
  —Continuando.-elevou a voz.-O bom Anderson,-ironizou,balançando a garrafa.-,tinha investimentos com negócios do Abacate.
  Dylan tentou ao máximo permanecer neutro com a revelação, foi o que Dimas observou,quando os pulmões se dilataram demasiadamente e expandiram o peito,elevando os ombros.
  —Quem é esse tal de Abacate?
  Apesar da pergunta ser para Titto,Dimas respondeu:
  —O principal "comercializador" de LSD do país.-Dylan encarou-o quase surpreendido com a informação.-Que foi?Kings é um nome com um significado muito expressivo.Todo mundo aqui é especializado em alguma área.
  —Me surpreende você não saber disso,Nathaniel.-desconfiou.
  —Não faço parte desse ramo.Trabalho sob encomenda.Do contrário não estaria na companhia desse aí.-indicou Dimas com os olhos.
  Foi uma reação rápida e inteligente com um fundo de verdade.Porém...
  —O que você quer dizer com isso,hein,amor?- indagou,ofendido.
  —O que você entendeu.-disse grosseiro.-Não vou continuar te ameaçando, mas você sabe o que vai acontecer caso me chame assim mais uma vez.
  —Se você me machucar,vai ter que cuidar de mim depois.-deitou-se no sofá,descansando as pernas sobre Dylan.-Então,fica à vontade.Amor.
  A última palavra foi o gatilho para o moreno puxar a pistola da jaqueta e disparar em direção  à cabeça do loiro.Não houve tempo de reação. Titto olhou estático para tudo,engasgando com a vodca.
  —CARALHO!-exclamou.
  Dimas tocou a extremidade superior da orelha direita ensanguentada, fitando os dedos sujos.O tiro pegou de raspão na cabeça,no entanto,foi suficiente para empapar os fios loiros,agora de um lado dourado e do outro vermelho.
  —Você realmente não brinca em serviço.-riu,puxando a garrafa de vodca das mãos de Titto e despejando sobre o ferimento,soltando vários palavrões em alemão.
  —Você não ouve os próprios conselhos,hein,Prinz?-gracejou,o tatuado.
  Dimas não respondeu.Sangue escorria compulsivamente sobre seu rosto.Ótimo,agora morreria de hemorragia. Manco e hemorrágico!
  —Como posso encontrar o Abacate?-continuou,sem se importar com os últimos acontecimentos.
  —Não pode.
  —Como assim?
  —Policiais o mataram na Filadélfia no início de fevereiro.Ele era negro.-explicou.-Nem deram chances dele falar,olharam e atiraram,mesmo com a filha e a esposa do lado.
  Dimas se levantou e foi até a suíte,revirando tudo até encontrar uma toalha limpa para para estancar o ferimento.Aos poucos a toalha se tingiu de outra cor,mas o sangramento,enfim,parou.Contudo,se sentia tonto.Descansou o corpo na cama bagunçada, ouvindo ao longe os outros dois conversando.
  —E ele não comentou nada em relação ao Anderson?
  —Nada de muito relevante...-parou bruscamente se recordando de algo.-Se bem que...
  —Que o quê?
  —O Abacate vinha comentando ,que o Anderson algumas semanas antes de ser levado,estava insistente querendo que ele levantasse uma grana alta.Provavelmente queria dar o fora do país,'pra ir para o estrangeiro.
  —Então no dia em que ele veio aqui ,foi sequestrado.-pensou em voz alta.-E ele chegou a pegar o dinheiro?
  —Sim.Mas quando o pegaram no beco,deixaram a maleta para trás.
  Dimas havia visto fotografias em preto-e-branco de câmeras de segurança do momento em que o ex-Senador entrou no beco.O loiro instantaneamente reconheceu o lugar,que era muito frequentado por homens sujos ,que nem mesmo ele tinha estômago para aguentar.Provavelmente por conhecer a fama do beco,Anderson marcou o encontro ali,pensando que ninguém ousaria ir até lá.Mas por que não mandou alguém em seu lugar sabendo dos ricos que corria?Será que não tinha em quem confiar?O sequestrador não se importava com o dinheiro disponível.E logo após o ocorrido,dias depois,Abacate foi assassinado por policiais .Será que sabia de alguma coisa ?Foi queima de arquivo?E por que os policiais fariam isso?Ou não eram policiais?
  Coisas como essas começaram a povoar a cabeça mutilada,piorando a tontura.Fechou os olhos fortemente em uma tentativa de aplacar a dor nauseante.
  —Anda.Está na hora de irmos.-o moreno o chamou.
  —Já terminou?-firmou-se com a ajuda da bengala,ainda pressionando o ferimento com a toalha.
  —Já disse tudo o que eu sabia,esfarrapado!
  —Você deveria ser comediante,Titto!Adoraria te ver morrer de fome!-ironizou,acompanhando Dylan através da escadinha,se esforçando à cada passo.
   Quando se viram no galpão, boa parte da carga já havia sido transportada.E o expediente acabado.Para eles aquilo era uma profissão como qualquer outra.
  Atravessaram o pátio de desmanche e estavam,enfim,do lado de fora,Titto permaneceu entre os portões abertos.
  —Valeu!- se despediu.- Vê se cuida dessa cabeça,'rapá!
  A dupla se distanciou, com um loiro resmungando.
  —Prinz,nossa dívida 'tá quitada,'né?
  —Está!
  —Então,boa sorte!-rindo fechou os portões.
  Dimas estranhando olhou sobre os ombros,avistando cinco homens mal vestidos vindo na direção deles.O menor apertou o paço.
  —Quem são esses?-indagou,atento aos movimentos alheios.
  —Bem,nem todo mundo me deve ou vai com a minha cara.
  —Entendi.-parou no meio da rua.-Pega o carro enquanto eu enrolo aqui.Eu sozinho e você nesse estado não vamos aguentar cinco bombadões armados.
  Dimas marchou até o carro,lembrando amargamente que estavam naquela situação por culpa de Dylan.
  .Primeiro:O deixou temporariamente manco.
  .Segundo:Não lhe deu uma arma.
  .Terceiro:Lhe fez perder a metade do sangue do corpo.
  Mas se dissesse isso a ele o deixaria em desvantagem moral.OK,esquece.
  Alcançou o carro negro em que vieram com dificuldade,e o ligou.
  Acelerou.
  Nesse momento Dylan estava atrás de uma velha carcaça de caminhão incendiada,se protegendo dos tiros,e de vez ou outra revidando.Porém,como o outro grupo estava em maior número,alguns deles avançavam devagar enquanto se protegiam.
  Utilizando o freio de motor,o loiro reduziu a velocidade do veículo para aproximadamente 30 km/h,engatando a segunda marcha ,pisou na embreagem puxando o freio de mão sem travá-lo,com a outra mão virou o volante delicadamente no sentido oposto ao que estava.As rodas traseiras travaram respondendo as instruções das rodas dianteiras,e o carro entrou em um giro de 180 graus,no ponto dos 140 graus,Dimas corrigiu o volante e soltou o frio de mão completando 180 graus.
  Se debruçou sobre o banco do carona abrindo a porta,Dylan se jogou dentro do carro.O menor engatou a primeira marcha e seguiu em alta velocidade,com o policial atirando loucamente ao seu lado.
  —Sorte sua que sou um perito em rally.


Notas Finais


Gente,quase perdi o capítulo todo faltando um parágrafo para terminar!Quase pari um ET O.O .

A manobra utilizada pelo Didi foi um HAND BREKE TURN (meio-cavalo-de-pau).Iniciei e não terminei uma história sobre um reality show envolvendo corridas e tal,com o Didi e o Dyh.Desta forma resolvi usar parte dela aqui.
Tirei as informações do forum.oktaneclub.com.

Obrigada por lerem!
Beijão e até o próximo capítulo!!!!!!!!! ♥.♥


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