História Good Times - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama
Exibições 3
Palavras 1.845
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OOOOLAAA
Antes de começar a história leia esta nota que é EXTREMAMENTE importante. Esta pessoa que vos fala tem uma certa dificuldade em escrever descrições físicas de uma pessoa no meio da história então eu vou escrever aqui mesmo. Para vocês entenderem melhor a história leiam as descrições abaixo:

_Personagens Decorrentes_

- Ally Morgans: loira num tom quase ruivo, mas nem tanto, olhos cinza e pele clara. Ela é vegetariana, mas come comida japonesa e por causa disso a chamam de vegana falsificada. É praticamente impossível não gostar dela, pois é gentil e animada á primeira vista, mas quando conhece a melhor ela vira o cão.
Gosta: desenhar, ler e cantar.
Odeia: pessoas falsas.

- Nicholas Park: cabelos e olhos pretos, pele quase albina e lábios rosados. Por causa de um trauma que teve no ano anterior (2012), ele prometeu nunca mais vai amar alguém. Ele é um emo gótico vampiro trevoso que sabe sorrir.
Gosta: comer, dormir, jogar videogame, dançar, comer, cantar, brigar com as irmãs, comer, nunca sair de casa, comer, comer, comer, eu já disse comer?
Odeia: cães e quando roubam sua comida.

- Marcos Fernandes: olhos e cabelos cacheados castanhos, usa aparelho e tem pele parda. Ele não é um ser muito normal não. Perto das pessoas ele é um entranho que todo mundo gosta, mas perto dos amigos íntimos vira o diabo em pessoa. É o melhor amigo de Nicholas e é muito ciumento em relação á ele.
Gosta: desenhar, dançar e fazer parkour.
Odeia: quando não respeitam seus amigos.

- Isabela Sherp: Cabelos lisos e castanhos, olhos pretos e pele clara média. Adora usar maquiagem e é bem vaidosa. Ela é parcialmente educada e grossa ao mesmo tempo. Ela pode te amar em um momento e no outro te odiar da maneira mais horrível possível.
Gosta: se maquiar e ler.
Odeia: pessoas que fazem coisas para tirar a paciência dela (e olhe que há infinitas maneiras de fazer isso com ela).

- Shion Takahashi: japonesa de pele clara, olhos e cabelos pretos. Ela é baixinha e extremamente animada. Ela é louca muito anormal, mas é isso que todos gostam dela. Além do português, ela fala japonês e inglês.
Gosta: ginástica artística e agir da forma mais anormal possível.
Odeia: quando reclamam de seu jeito de ser e quando fazem algo de ruim para seus amigos.

- Charles Martim: topete, cabelos pretos, olhos castanhos, usa óculos e pele com uma cor meio branca e meio cinza (se você entender, meus parabéns). É um garoto que tá foda-se pra vida, mas também se preocupa em escolher as coisas certas.
Gosta: dançar e jogar videogame.
Odeia: pessoas intrometidas.

_Personagens que apareceram poucas vezes ou nunca mais_

Otávio: cabelos loiros, olhos verdes, pele clara e vermelha por conta das espinhas.

João: careca, negro e 28489 metros de altura.

Amélia: cabelos longos e pretos, pele parda e olhos pretos.

Capítulo 1 - Vizinha nova


Nicholas

Eu definitivamente odeio cães. Por quê? Bem, se você tivesse uma praga de pincher que tem dentes de aço que rasgam uma coleira de ferro e foge pela terceira vez seguida, talvez você me entenda. E quem são os felicitados que irão atrás da demônia que a família chama de Molly? Exatamente, eu e minhas irmãs!

Ficamos horas procurando aquela desgraça e depois de muita discussão decidimos nos separar. Elas foram procurar nas lojas e eu fui ver se ela voltou para a nossa rua. Eu quase voltei para casa, mas vi uma pessoa pegando a cadela. Meu primeiro pensamento foi: “fudeu”. Se roubassem a Molly, minha mãe iria comer meu cu frito. E nós não queremos isso, não é? Então, por ordem da minha vontade de viver, eu fui atrás da pessoa.

Quando me aproximei, percebi que era uma garota pelo tamanho do cabelo e formato do corpo (não me julguem. Sou homem, as regras da minha sexualidade me obrigam a fazer isso), mas não pude ver seu rosto, pois ela estava de costas. Eu bati de leve nos seus ombros e ela se virou a mim. Estava prestes a dar uma bela bronca, mas as palavras não saíam da minha boca. Foi como se eu tivesse levado um tiro. A garota era muito bonita. Falando sério, eu fiquei gago ali.

Acho que ela reparou que eu estava babando e me olhou estranho.

- Você está bem? – ela perguntou. Outro tiro. A voz dela é simplesmente perfeita. Nem muito grossa, nem muito fina. Eu apenas apontei pra minha cadela com a mesma cara de retardado. – Ela é sua?

- S-sim. – gaguejei.

Ela sorriu. Ok, isso já foi uma metralhadora.

- Sinto muito. Ela é tão bonita e pensei que estivesse perdida. – a garota me devolveu a praga.

- Ah, tudo bem. Você é nova aqui?

- Sim, eu me mudei para aquela casa lá na frente de muro roxo.

Quem diria!

- Ah, eu moro logo á frente.

- Serio? Que legal, ao menos eu conheço um vizinho. Meu nome é Ally.

- Nicholas. Você tem quantos anos?

- Eu vou fazer 16 em outubro. E você?

- Também farei 16, só que em novembro. Você já morava na cidade antes?

- Sim. Meus pais se separaram e viajaram a trabalho. Agora eu vou morar com meu irmão, a esposa e a filha dele. Viemos para cá porque é perto da escola em que ele trabalha e agora eu vou estudar lá.

- Qual escola?

- Schwarz. Algumas ruas daqui.

Quem diria mais uma vez!

- Oh, eu também estudo lá. Já te alerto que o lanche é horrível.

Ela deu uma risada leve.

- Ok, obrigada. Bem, te vejo na escola daqui duas semanas.

- Sim, até mais.

E ela se virou e foi para a sua casa. Fazia muito tempo que eu não tinha uma conversa tão longa assim com uma garota. Não que eu seja daqueles caras de filmes que nunca nem ao menos beijaram alguém, inclusive tem umas meninas querendo ficar comigo. Porém, um negócio que aconteceu no ano passado meio que me traumatizou e eu não tô querendo ninguém. Só que aquela garota mexeu comigo de alguma maneira. Não que eu esteja gostando dela nem nada, mas sei lá.

- Ela é bem bonita. – Wendy, minha irmã mais nova, surgiu atrás de mim.

- Quê? – perguntei tentando entender do que aquela puta (amor entre irmãos) estava falando.

- Você gosta dela? – Laylla, minha irmã mais velha, também surgiu atrás de mim.

- Não. Eu nem conheço ela.

- Então por que ficou a encarando mesmo depois dela ter ido embora?

- Sei lá. Natural, porra.

- Natural o caralho. – Wendy me deu um tapa na cabeça. – Se aproxime dela.

- Não. – dei a cachorra para Laylla e fui para casa ignorando o discurso de amor das vadias (amor entre irmão. NÃO PENSEM QUE SOU MAU, ELAS ME XINGAM DE TUDO QUANTO É NOME E ATÉ PIOR QUE EU).

Tomei um banho e chamei uns amigos pra jogar video game. Se você me achou violento nessas primeiras 681 palavras então não queira me ver jogando. Eu costumo ser o caladão e não falo nada, mas quando eu perco pra um boss e tenho que recomeçar o jogo todo, eu solto cada palavrão que até as moscas ficam com medo de mim.

Quando ligamos o meu Xbox, por algum motivo ele queimou. Eu teria soltado a fera se minha mamãezinha linda do meu coração não tivesse trago lanches que ela fez com todo o amor do mundo (isso ficou meio gay, mas fazê o quê).

Enquanto lanchávamos, estávamos conversando sobre umas garotas que os meninos gostavam. Eu não pude entrar na conversa, mas concordei com o que eles falavam só pra socializar mesmo (coisa que eu mal fazia).

- Cara, eu juro que tentei ter um relacionamento duradouro, mas a garota só queria sexo mesmo, então caí fora. – João disse.

- E por que mesmo? – Otávio ficou incrédulo.

- Porque eu quero namorar, porra! E transar com uma garota e depois nunca mais falar com ela? Ah, por favor, Otávio!

- Ao menos tu perdia a virgindade.

- E quem disse que sou virgem?

- Ok, parem antes que vire briga. – Marcos os interrompeu. – Então, Nicholas? Quem se mudou pra casa ali na frente?

- Uma família de um professor lá da escola. – respondi indiferente.

- Escola te perseguindo até em casa, que inferno. Basta ignorar o cara.

- Não sei, eu fiz amizade com a irmã dele e ela vai estudar lá. Provavelmente no primeiro ano também.

- Ela tem quantos anos? – Charles perguntou.

- 16.

- É, talvez. Ela é bonita?

- Bastante. O nome dela é Ally.

- Ally do quê? – Marcos se interessou pela conversa.

- Não me disse.

- Conheço uma garota com esse nome, como ela é?

- Loira, olhos cinza...

- É, acho que fiz aula de canto com ela durante um ano.

- Você já fez aula de canto? – João disse em deboche.

- Ou era isso ou era ginástica rítmica.

- Nhe.

- Mas aí, Nicholas. Vai pegar a garota? – Otávio perguntou.

- Óbvio que ele não vai. – o Charles-que-não-tem-o-nome-de-Nicholas-cujo-também-não-foi-direcionado-a-pergunta respondeu. – Ele ainda gosta da Julia.

- Eu não gosto. Mas também não tô querendo namorar.

- E quando você vai?

- Eu não sei, talvez depois da faculdade.

- Cara, eu VOU MATAR VOCÊ! – Marcos apontou uma colher pra mim. – Vou te apresentar uma garota e você tem uma semana pra pegar ela. Não precisa namorar só pegar. E você vai, querendo ou não, você vai. E então voltará revigorado e animado.

- Mas eu não quero magoar a garota.

- Não se preocupe com isso. Vou garantir que ela também não queira nada sério. Só faça isso antes das aulas começarem.

- Não sei não, cara.

- Perguntei sua opinião? Tu vai querendo ou não.

- Ah, meu cu.

No dia seguinte ele já tinha achado uma garota chamada Amélia e marcado para nos encontrar no shopping ás 15h. Meu amigo é um merda. Como eu não queria dar um fora nela, eu fui.

Eu cheguei alguns minutos antes e esperei-a na entrada do shopping. Fiquei olhando as pessoas passarem e ouvindo a conversa de quem passava perto. Alguns tinham uma vida maravilhosa, já outros tinham uma vida miserável. Eu estava meio a meio. Quando já dera 15h43min eu decidi ir embora, pensando que ela não vinha mais. Se fiquei triste porque ela me deu um fora? Naah. Nem queria sair mesmo. Eu estava prestes a ir embora quando uma garota muito bonita me parou.

- Você é o Nicholas? – ela me perguntou.

Assenti.

- Ahh, que bom que ainda está aqui. Eu sou a Amélia, prazer. Me desculpe mesmo pela demora.

- Prazer. – sorri. – Não se preocupe com isso. Você quer entrar?

- Claro.

Decidimos ir ver um filme e depois comer alguma coisa na praça de alimentação. Ela estava usando um vestido preto colado e curto com um decote e saltos da mesma cor. Seus cabelos castanhos estavam soltos e ela usava um batom vermelho com uma sombra preta e marrom. Admito, ela estava sexy. Sexy até demais pra uma garota de 15 anos, mas nada contra (  ͡° ͜ʖ ͡°).

Nós fomos assistir a um filme de romance bem chato e meloso, mas ela parecia estar gostando. Numa parte bem dramática, ela começou a chorar e pegou na minha mão. Como ela estava meio nervosa, soltei da mão dela e coloquei meu braço em volta dela. Se for pra pegar bora pegar direito, não é? Ela deitou-se no meu ombro e ficou assim até o final do filme.

Quando (finalmente) saímos da sala, ela continuava meio emotiva.

- O que achou do filme? – ela perguntou enxugando as lágrimas.

Uma merda.

- Foi legal. Só achei meio longo, não?

- Sim, perdemos metade do dia. Mas ainda dá tempo de ir comer alguma coisa.

Fomos até a maravilhosa e glorificada praça de alimentação, o lugar mais lindo de todo o shopping. Tantos tipos de comida reunidos em um só lugar. Chega a dar vontade de chorar de tanta emoção.

Amélia foi pegar um hambúrguer do McDonald’s e eu um taco de carne. Tô falando sério, gente, vocês deveriam experimentar comida mexicana. É uma delícia. Até que nós comemos rápido porque quando terminamos “ainda” era 19h30min. Decidimos ir para um barzinho que tinha no shopping. Lá tinha bebida alcóolica, mas também tinha refrigerante. Nós bebemos algumas latas e ela roubou um beijo meu. Foi bem de surpresa, mas correspondi o beijo.

A gente ficou bebendo refri e trocando uns amassos até umas 21h quando minha mãe ficou me ligando para ir embora.

- Eu tenho que ir.

- Tudo bem. – ela me deu um selinho de despedida.

- Tem certeza que não é nada sério, né?

- Garanto plenamente a você.

- Ok. Tchau, Amélia.

- Até, Nicholas.

Sabe, até que me deu mesmo uma animada. Não esperava que o Marcos estivesse certo. O mundo vai explodir, vamos para Marte antes que todos morremos.

Quando cheguei em casa mamãe tentou arrancar meu cu fora por ter demorado e fiquei sem video game até o inicio das aulas. Tentei argumentar contra, mas nunca dá certo porque ela é mãe, né?

Wendy e Laylla não paravam de me perguntar sobre meu encontro único. Disse que não era da conta delas e fui pro meu quarto. Contei pelo grupo do WhatsApp para meus amigos sobre o encontro e fiquei até umas 3h da madrugada conversando sobre assuntos variados.

Eu praticamente fiquei dormindo, comendo e malhando durante todas as minhas duas últimas semanas de férias. Sim, minha vida é bem interessante. Não vou descrever minha rotina porque vocês irão dormir babando no teclado ou na tela do celular, seja lá por onde estiver lendo isso. Enfim, deixo a história para o próximo. Tchau!

 



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