História Goodbye, Jimin - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Yaoi
Exibições 40
Palavras 1.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Sentido


Olhei para o relógio, ele marcava três da manhã. Encarei minha prateleira de jogos, mas não queria saber de nenhum deles naquele momento, então desliguei a TV, peguei um casaco e saí de casa.

Eu não sou um homem que gosta de beber. Coisas como cerveja ou vodka não me fazem melhor e não me ajudam a entender o porquê de nada fazer sentindo nessa porcaria de mundo. Mas, naquele momento, aquilo pareceu ser uma boa ideia.

Andando pelas ruas de Seul, pude olhar as pessoas. Todas aparentemente eram egoístas, pensando no que fariam no dia seguinte e no dia após esse, pensando em como declarar o amor para alguém na escola e rejeitar outras declarações, pareciam pensar em que roupa comprariam para a próxima festa e se conseguem transmitir para o resto do mundo uma falsa alegria.

Eu não sou muito diferente... Também penso em algumas coisas. Penso no porque de eu estar sozinho, penso no porque de eu ter acabado num emprego que me paga mal, penso no porque vivo numa casa tão pequena e penso no porque de eu não conseguir parar de pensar.

Suspirei, parando na faixa de segurança. O sinal havia acabado de abrir, então eu deveria de esperar os carros passarem. Olhei para cima e pude enxergar um outdoor que passava imagens de Park Jimin.  

...

Jogos fazem sentido. Jogos fazem sentindo. Jogos fazem sentido.

Repeti aquilo em minha mente, querendo acreditar. Eu havia me apegado a aquela verdade, então ela não poderia ser desfeita.

O sinal fechou, então pude atravessar.

Estava na metade da faixa de segurança, quando uma luz forte ofuscou minha visão. Em um curto segundo, olhei para ela e então senti um impacto.

Fiquei consciente durante cinco minutos e nesse curto período pude ver alguém vir até mim.

- socorro... – sussurrei baixo.

- Desculpa – ouvi o individuo falar tão baixo quanto eu.

Então, o rapaz caiu ao meu lado. Ele estava mal? Foi ele quem me atropelou? Eu vou morrer? Eu não sabia...  

- Ei...Abre os olhos – falei com a voz rouca – tente se manter consciente, alguém vai vir nos ajudar... – eu virei minha cabeça em sua direção.

- Desculpa... – ele disse novamente, então pude ver seu rosto.

Seus cabelos castanhos estavam colados em sua testa devido ao suor. Minha visão estava meio embaçada, então era difícil de notar muitos detalhes.

- Qual o seu nome? – perguntei.

Uma vez eu li que em acidentes deve-se manter o ferido consciente. Fazer perguntas simples poderia ser uma boa escolha nesse caso.

- Pa..Park – ele parecia ter dificuldade – Park...

- Park... – tentei o incentivar a terminar de falar.

Meu corpo doía e a cada segundo parecia mais difícil se manter acordado.

- Ji..Jimin – concluiu, fechando seus olhos com força, como se estivesse suportando muita dor – e o seu? – perguntou.

Era ele? Aquele garoto era o tão famoso jogador?

- Jungkook... Meu nome é Jeon Jungkook... – então apaguei.

[...]

Acordei com meus olhos enfaixados. O que fazia com que eu não enxergasse nada. Aproximei minha mão do rosto para puder tirar as ataduras, mas senti minha mão ser segurada.

- Não faça isso – ouvi uma voz masculina dizer.

Tentei lembrar o que aconteceu no acidente, mas a única coisa que vinha em minha mente era a luz forte do carro.

- Você é meu médico? – perguntei – Eu estou bem? Estou cego?

- Não, eu não sou o seu médico – respondeu o garoto – Mas, ele disse que por conta do impacto com o chão, uma parte da sua cabeça inchou e isso acabou fazendo seus olhos incharem também, então apenas deixe tudo como está, se não você pegará uma infecção.

Sua mão ainda segurava a minha, ela era quente, extremamente quente, mas ele era um estranho, então a soltei.

- Quem é você? – perguntei.

Queria poder vê-lo, mas não podia.

- Eu estava lá na hora do seu acidente...Por hora me considere como seu responsável. Você quer ligar para sua mãe, seu pai ou alguém da sua família?

Senti um peso enorme cair sobre meus ombros naquele momento.

- Não... Obrigado por se preocupar.

Não havia ninguém para quem ele pudesse ligar. Eu vivia sozinho.

- Hm... Tem certeza? Eles devem estar preocupados...

Apenas assenti com a cabeça, afirmando que não queria ligar para ninguém.

- Se essa é a sua decisão, tudo bem – ele suspirou – aqui está o seu remédio, a enfermeira disse que você precisa tomar pra não sentir muita dor.

Seus dedos tocarem meus lábios, então os entreabri, deixando com que a pílula entrasse. Logo em seguida, ele guiou o copo com água até minha boca.

Consegui tomar o remédio, mas me senti constrangido por estar tão dependente.

- Você não precisa fazer isso... – falei abaixando a cabeça, mesmo que isso não fosse fazer diferença nenhuma, afinal eu não conseguia o ver de qualquer maneira.

- Eu sou o culpado por você estar aqui, esse é mínimo que eu devo de fazer.

- Eu estou em um hospital, há médicos e enfermeiros por todos os lados... Eu posso me cuidar com o auxilio deles – respondi.

- Quem disse que você está num hospital?

- Como assim? Onde eu estou? – perguntei preocupado.

Novamente tentei tirar minhas ataduras do rosto, mas o desconhecido me impediu, segurando meu pulso com firmeza.

- Ei garoto, eu já disse que o médico te proibiu de tirar essa faixa do rosto – disse ele num tom sério.

- Eu não estou entendendo nada – tentei me levantar, mas senti minhas costas doerem – Aish...

- Você não pode ficar paradinho por um segundo se quer? – ele parecia um pouco estressado - Você está na minha casa, contratei médicos e enfermeiros para cuidarem de você... Não precisa confiar em mim, não precisa ser gentil comigo, mas só siga as orientações dos profissionais e fique parado pra não se ferir ainda mais. 

- Você estava bêbado quando me atropelou? – perguntei.

Ele permaneceu em silencio.

- Eu fiz uma pergunta – falei fechando os meus punhos.

- Escuta só Jungkook, eu tive a minha parcela de culpa no seu acidente e agora estou pagando por isso, mas não sou obrigado a lhe contar nada. Agora não se mecha.

Antes que eu pudesse rebater, o senti tocar na barra de minha camiseta e a levantar.

- Levante os seus braços – ordenou.

- E por que eu deveria?

O garoto suspirou.

- Apenas os levante – disse ele.

Acabei fazendo o que me foi pedido. Eu estava sem condições para lhe contrariar.

O desconhecido retirou a parte de cima de minha roupa e então tocou minhas costas, fazendo-me contrair. Estava dolorido.

- Agora está sangrando... Se você tivesse ficado quieto e deitado, isso não teria acontecido.

- Você tinha dito o meu nome antes... Como sabe?

- Quando você se acidentou, você acabou me dizendo.

Senti um pano húmido tocar minha pele, o que me arrancou um suspiro.

- Você por algum acaso é como aqueles homens ricos cheios de médicos para solucionar um resfriado?

- E se eu for? Vai querer se aproveitar de mim? – perguntou irônico.

- tsc... Por que eu faria isso? Só perguntei porque não é muito normal eu ser atendido por profissionais contratados para serviços particulares... Falando nisso, porque você está cuidando de mim quando não precisa?

- Senso de dever...

Senti-o começar a me enfaixar lentamente para não me machucar.

- Qual o seu nome? – perguntei.

Repentinamente ele parou de colocar a atadura, repousando sua mão em meu corpo.

- Isso não é importante – disse ele e então voltou a me envolver naquela faixa – pronto.

O menino sem nome me ajudou a por a roupa e então um silêncio nos cercou.

- Você ainda está aí? – perguntei, mas não obtive resposta – Acho que não...

Me deitei com um pouco de dificuldade e fiquei parado para que minhas feridas não sangrassem novamente. Acabei rindo comigo mesmo.

- O que diabos está acontecendo comigo? – me perguntei – Acho que vou ficar louco...

- Por que ficaria louco? – escutei o estranho perguntar, dessa vez sua voz parecia vir do meu lado esquerdo.

- Você ainda está aí? – interroguei, esticando meus braços para ver se o achava, então acabei tocando seu rosto.

Desci minhas mãos e senti seu pescoço, ele estava deitado ao meu lado?

- Está me assediando, Jungkook? – perguntou ele tirando minha mão de seu corpo.

- Por que está deitado ao meu lado?

- Só estou um pouco tonto, já vai passar, e quando isso acontecer, eu te deixo sozinho... – respondeu o garoto misterioso, que em seguida tendeu sua cabeça para o lado, deitando em meu ombro.

- Ei... Você ainda está acordado? – perguntei e então tateei-o até chegar em sua testa, sentindo sua temperatura – Você está quente.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
É sempre muito importante favoritar a fanfic para que você receba as notificações das postagens e para que eu saiba se vocês estão curtindo a história.
Comentários são bem-vindos, eles sempre me motivam muito a escrever :)

Trailer:https://www.youtube.com/watch?v=Y4oQndeh2k0


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