História Goodbye, Jimin - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Yaoi
Exibições 35
Palavras 1.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Obrigada por todos os favoritos XD

Capítulo 4 - O mundo que você não conhece


- Me leva para um hospital, eu não preciso de médicos particulares. Se eu estava mal, agora não estou mais, só preciso repousar e posso fazer isso longe daqui – falei me sentando na cama.

Dessa vez consegui me levantar e ir me guiando por meio das paredes. Dava passo por passo, colocando minhas mãos nos moveis, enquanto tentava adivinhar o caminho correto. Infelizmente meu plano não deu certo e tropecei.

Pensei que iria cair, mas meu corpo foi contra o de outro alguém que julguei sei Jimin. Me afastei rapidamente e então senti uma parede contra as minhas costas.

- Você não pode fazer esse tipo de coisa sozinho, não percebe? – me interrogou – Se eu te levar para um hospital, você ficará deitado implorando por ajuda para ir ao banheiro, para tomar banho e se vestir. Então, porque simplesmente não aceita e se submete a mim? Serás tão mais fácil.

- Prefiro implorar por ajuda em um hospital – falei o empurrando, enquanto tentava seguir meu caminho mesmo sem enxergar nada.

Parede por parede, obstáculo por obstáculo, eu passava por todos, mas não achava uma saída.  Acabei parando de tentar e me encostando em um canto, me sentia ridículo.

- Já faz vinte minutos... – disse Jimin.

- Vou achar a saída, nem que demore uma hora – lhe respondi.

Nunca gostei de minha rotina, mas agora que fugi dela, quero voltar. Não sei lidar com o diferente e também não sei se quero.

Voltei a persistir até encontrar uma maçaneta. Sorri e a girei, mas a porta estava trancada, o que fez minha expressão facial mudar de modo instantâneo.

- Está procurando por isso? – escutei Jimin balançar um molho de chaves.

- Me da – pedi me virando.

- Vem pegar

- Mas... Se eu for até você, não sei se vou achar a porta novamente – falei com a falsa esperança de que ele fosse compreender.

- Foi você quem disse que demoraria até uma hora se necessário – respondeu com desdenho.

Fechei meus punhos, sentindo raiva do rapaz. Então tentei seguir em linha reta, o que felizmente deu certo, pois logo senti seu corpo.

- Estou aqui, então me de as chaves – pedi, tentando encontrar suas mãos, mas ele havia as escondido atrás do corpo.

Acabei tendo de o abraçar para alcançar a chave, o que me fez perceber que ele era menor do que eu imaginava.

- Você é mais baixo que eu – ri.

- E você mais frágil – rebateu ele.

Assim que lhe agarrei os pulsos, tentei o fazer abrir a mão e me dar a chave, mas seus dedos estavam duros como pedra.

- Essa é toda a força que ele tem? – perguntou ele em tom de deboche.

- Se não fosse por essas faixas em meus olhos, isso já teria acabado a muito tempo – respondi com certeza de minhas palavras.

Em um movimento rápido, ele se soltou de mim e agarrou-me os pulsos, deixando as chaves caírem no chão. Logo em seguido o ouvi as chutar para longe.

- Enxergar não vai lhe tornar mais forte, Jungkook – disse ele – Então não tente vencer de mim... Apenas facilite as coisas e me obedeça de agora em diante.

Tentei me desvencilhar dele e não consegui. Sem muitas esperanças restantes, fui me desarmando, não podia crer que estava me rendendo... Mas estava.

- Bom garoto – respondeu ele – Venha, vou lhe guiar até o banheiro – então sua mão pegou na minha e a pôs em cima de seu ombro.

Queria lhe perguntar o porquê de estarmos indo para o banheiro, mas meu orgulho estava ferido de mais para que eu conseguisse dizer qualquer coisa.

- Chegamos – disse ele, que retirou minha mão de seu corpo.

Pude escutar o barulho de torneira ligando.

- Tire sua roupa – ordenou.

- O que? – perguntei meio perplexo.

- Tire sua roupa ou vai tomar banho assim?

- Por que eu faria isso com você aqui? – perguntei como se fosse obvio e sinceramente era.

Jimin suspirou, então o senti próximo de mim. Suas mãos foram rudes ao agarrem minhas calças repentinamente.

- O que você pensa que está fazendo?! – perguntei assustado.

- Fazendo o que você demora pra fazer – respondeu ele desabotoando meu jeans.

Toquei em seus braços, querendo que ele se afastasse, mas ele não o fez. Então seus dedos foram mais para baixo, tocando em meu zíper, para em seguida o puxar para baixo.

- Deixa que a minha roupa, eu mesmo tiro – falei já não suportando mais sua proximidade e seus toques.

Aquilo era estranho, me sentia praticamente abusado só com sua voz e quando isso se somava as suas mãos tocando meu corpo, a sensação era pior.

O empurrei e retirei minha camiseta, a largando no chão.

- Vai ficar me olhando? – perguntei.

- Vou retirar os esparadrapos de suas costas, acredito que não pode fazer isso sozinho.

E eu não podia, então abaixei a cabeça e fiquei quieto, esperando que Jimin o fizesse.

Mesmo sabendo que ele se aproximaria, quando ele o fez e eu senti seus dedos quentes tocarem-me, me contorci. Eu estava frio, o que causou um extremo contraste.

- Não lhe fiz nada ainda – disse o garoto ao ver minha reação.

Apenas suspirei, então senti uma de suas mãos firmarem-se em minha pele e a outra puxar com calma o esparadrapo.

- Ah – soltei um leve gemido por conta da dor.

Eu provavelmente devia ter me esfolado inteiro.

- Nem parece aquele menino cheio de firmeza de uns minutos atrás – disse ele rindo baixo.

- Cala boca – falei do fundo de minha alma.

- Tudo bem – disse ele puxando outro esparadrapo, o que quase me fez soltar outro pequeno grito, mas consegui o conter com minha mão.  

- Parece uma garota perdendo a virgindade – debochou.

Senti tanto ódio que me virei e em um súbito movimento, estiquei meu braço e agarrei sua blusa. Não vacilei em aproximar seu corpo do meu, afinal Jimin parecia não ver problemas com contato, e então lhe disse quase que em um sussurro ameaçador: 

- Você ainda vai fazer eu quebrar a sua cara.

Ele ficou em silêncio pelo que eu diria ser cinco segundos e logo em seguida me empurrou, fazendo com que eu me desaproximasse. Seu movimento foi tão rápido e efetivo, que senti como se nenhuma força que eu fosse capaz de exercer, seria o suficiente para lhe prender em minhas mãos.  

- Desculpa, acho que você não deve de saber qual é o som que garotas fazem quando deixam de ser virgens – ele não desistiu de suas provocações.

Eu iria o arrebentar naquele momento, mas como Jimin possuía vantagens, ele me pôs com a cara contra a parede, deixando minhas costas viradas para ele. Dessa forma, pode retirar o restante dos esparadrapos.

- Creio que agora, eu já posso me virar sozinho – falei esperando que ele fosse embora.

- Claro que pode – respondeu ele me puxando para me por de frente para banheira – quando você terminar de se lavar, aperte o botão ao lado que irão te trazer um conjunto de roupas.

Assenti com a cabeça e esperei escutar o bater da porta para ter certeza que ele já havia me deixado só. Então entrei para banheira, sentindo a água na temperatura ideal.

Ela possuía um cheiro muito bom, como se tivesse sido perfumada. Tateei as coisas ao meu redor e então encontrei o sabonete.

O peguei e então me ensaboei. Amava aquele cheiro.

Fiquei uns trinta minutos no banheiro, então escorri meus dedos pelas paredes e encontrei o tal botão que Jimin havia falado e o toquei.

Esperei por volta de um minuto e alguém apareceu.

- O senhor terminou seu banho? – perguntou um homem desconhecido, provavelmente o mordomo.

- Sim... – respondi meio sem jeito.

- Deixarei a toalha ao seu lado, se enrole, não olharei, então não se preocupe.

- Obrigado – agradeci sinceramente.

Estiquei meu braço, então encontrei a toalha. Me levantei e enrolei-a em minha cintura, saindo da banheira em seguida. Fui passando as mãos pelas paredes e pude sentir uma barra de ferro, como aquelas que existem nos hospitais para ajudar a locomoção dos mais velhos e recém-operados. Por que haveria aquilo ali?

De qualquer forma, não era de minha conta.

- Hm... Estou pronto, você pode me guiar até o quarto? – perguntei constrangido.

- Sim, senhor – disse ele pegando minha mão e guiando até seu ombro.

Ele me levou até o cômodo  e então me mostrou onde estavam as minhas roupas. Agradeci e ele foi embora.

Retirei a toalha de minha cintura e então sequei meu pescoço e tronco. Me sentia limpo e aquilo era bom de mais.

Andei até a cama procurando minhas vestimentas, então encontrei minha camisa. Ao aproxima-la do rosto, pude sentir o cheiro de nova.

- Ele comprou? – me perguntei.

Eu agradeceria depois. Vesti a blusa, cueca e calça que me foram deixados.

- Quando você acha que não estou no mesmo lugar que você, fica tão mais fácil, você fica sem suas roupas sem problema nenhum – pude ouvir Jimin – estava com vergonha de me mostrar seu corpo?

Senti como se tudo em mim tivesse gelado.  

- O..O que você faz aqui?! – perguntei.

- Não posso?

- Não quando estou me vestindo – falei sentindo-me corar.

- Você não pega sol? Sua pele é mais branca que neve – disse ele.

- Você não tinha o direito de me olhar!

- É só o corpo humano, Jungkook, qual o problema? Eu tenho as mesmas coisas que você, mas talvez um pouco... Maiores – disse ele com um tom de malicia na voz.

- Você fica melhor calado, Jimin!

Senti como se minhas bochechas pegassem fogo.

- Por que tão envergonhado? Nunca conversou sobre isso com outros caras? – ele riu.

Não lhe respondi nada, então ele sessou as risadas.

- Ah meu deus, você realmente nunca falou disso com ninguém... Em que mundo tu tens vivido? – perguntou como se tivesse encontrado um ET.

- O meu mundo – respondi deitando-me na cama.

- E nessa sua vida, você ao menos já se conheceu? – perguntou.

- Do que você está falando? – interroguei confuso.

- Você sabe... Já conheceu seu corpo?

- Por que não vai direto ao ponto? – perguntei já angustiado com seus mistérios.

- Você é muito inocente mesmo, eu apenas estava perguntando se você já se masturbou.

Senti minhas bochechas voltarem a corar.

- Tenho coisas mais importantes pra fazer do que isso, agora por que você não vai embora?

- Eu realmente não posso acreditar nisso – ele riu alto – Bom, então ainda deve de ser virgem.

- Cala a boca e vai embora, Jimin!

- Mas há um mundo inteiro que você não conhece e precisa conhecer, como pode se considerar uma pessoa, hm?

- Eu não preciso de coisas como essas, ok?

- Como sabe? Vai julgar um prato sem experimentar? – rebateu.

- Se eu sobrevivi até hoje sem ele, por que agora seria diferente? – respondi com uma pergunta.

- Porque agora você irá conhece-lo. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Comentários são sempre bem-vindos, favoritos também.

Trailer da fanfic: https://www.youtube.com/watch?v=Y4oQndeh2k0


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