História Goodnight, I Love You. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Nick Jonas
Personagens Demi Lovato, Nick Jonas
Tags Amor, Demi, Dicholas, Nemi, Nemi Jovato, Nick, Romance
Visualizações 32
Palavras 4.286
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá para você que vai ler isso :) seja bem vindo ao meu perfil, e a minha estória.

Então, essa fanfic já estava escrita a algum tempo e eu iria colocar como uma long fic mas ai resolvi por em único pois só tinha dois capítulos prontos, o nome original é "My Love Is Like A Star" no entanto eu amei esse nome "Goodnight, I Love You" tem tudo a ver com a estória, voce pode achar "não tem nada haver" bem se você for perceber tem um pouco e enfim boa leitura para os meus leitores e boa leitura aos novatos. Leiam as notas finais por obséquio.

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction Goodnight, I Love You. - Capítulo 1 - Único

Oh Deus como ela é sexy! 


Ao som de Do I Wanna Know? Demi se movia lentamente enquanto cantava, não tinha nada de sexual ali e qualquer um que a visse diria que apenas estava mechendo o corpo escutando um belo rock. Mas comigo era diferente, ela tinha o poder de conduzir minha mente a outros lugares , sua boca cantarolando e seus olhos fechados faziam com que meus olhos não desviassem, nunca tive o costume de a observar desse jeito como estou agora, porém é mais forte do que eu, estava meio escondido perto da porta não queria lhe atrapalhar e muito menos perder a visão de seu belo traseiro movendo-se de um lado para o outro. Costumava imaginar eles nas minhas mãos, uma palmada aqui, outra ali quem sabe; o que eu quero dizer é que aquela bela bunda já me trouxe muitos problemas…


Cruzei os braços sob o peito encostando-me no batente da porta, creio eu que ela já tenha me visto pois seus movimentos casuais passaram a ser sensuais, arqueei uma das sobrancelhas em divertimento ao vê-la passar as duas mãos nas laterais do corpo, Demetria vestia uma camiseta grande que ia até o meio das suas coxas grossas mas com os movimentos do seu quadril a peça que vestia subiu um pouco revelando mais da sua pele branca como leite, respirei fundo sabendo que neste jogo eu não ganharia e sendo assim deixei que meus braços caíssem e vi um sorriso surgir no canto de sua boca quando abri a minha para falar.


Maldita!


    — Bom dia Querida… — Desejei ouvindo meus passos no carpete do quarto enquanto andava em sua direção.


Ela sorriu fracamente virando-se para mim, agarrei sua cintura a trazendo para perto e senti quando Demi depositou um beijo em minha bochecha desejando bom dia. Respirei fundo sentindo o cheiro de seus cabelos, um aroma doce de morango a impregnava toda, como se o cheiro fosse dela. 


Demetria se afastou me olhando de uma forma que não consegui decifrar, nós éramos amigos à apenas dez anos porém isto parecia uma vida. Eu conhecia Demi com a palma da minha mão, sabia quando estava mentindo, quando sentia dor, estava triste, feliz, frustada. Entretanto aquela expressão em seu rosto era nova, abri um pequeno sorriso sem saber que atitude tomar. Geralmente era isto que acontecia, ficava deslumbrado com sua beleza, seu cheiro, seus olhos castanhos avermelhados e esquecia de como agir em sua presença. 


Sou daquele tipo de homem apaixonado que nunca se declarou, sei que minhas ações já falam por si só mas Demetria era um pouco lenta para entender certas coisas. Eu sempre fui louco por ela, nunca irei negar, Desde aquele filme da Disney vulgo onde nos conhecemos. Na época eu queria poder competir com Joe, mas achava que não chegaria ao nível dele. Algumas vezes tentei dar a entender do que sentia por ela, porém creio eu que ela não iria querer nada comigo depois do que aconteceu com meu irmão. Então apenas segui a diante, ignorando este sentimento avassalador que sentia por ela, namorei algumas garotas, fiquei com outras mas era ela o centro de tudo, sempre ela. Quando disse a palavra louco, não estava apenas sendo no sentido figurado.



    — O que houve querida? — Eu perguntei


 Chegando mais perto quando ela se afastou, a vi erguer a mão direita como se fosse me parar, a olhei confuso realmente não entendendo sua atitude. 


    — Porquê você não me dá espaço? — Disse.


Franzi o cenho vendo a raiva em seus olhos, outra música começou a tocar no quarto uma agora sem letra apenas instrumental. Demi sentou-se na cama e levou as mãos ao rosto enquanto dobrava seu corpo encostando os cotovelos nos joelhos, eu tentei regular minha respiração que se tornara acelerada, nós raramente brigamos então eu não sabia direito como agir em relação a isto além do fato de que eu não sabia o que tinha feito. 


      — Como assim espaço? Acha que eu te sufoco? — Não resisti em perguntar, precisava saber o que a incomodava.


      — Sim você me sufoca! — Gritou. 


Fiquei um pouco desnorteado com sua atitude mas logo me vi acenando com a cabeça concordando, talvez eu realmente devesse lhe dar um pouco de espaço. Ela é mulher e nós somos muito grudados, principalmente no dia a dia, não conseguia ficar dois dias sem vê-la, sem estar perto. Eu sempre estava lá, tanto que até tinha um quarto para mim em seu apartamento, pensava eu que ela não se incomava pois fazia a mesma coisa comigo. Poderia estar errado porque bem, Demi é tão imprevisível quanto a chuva.


Ela se deitou e eu desviei o olhar para a parede não querendo ver suas coxas ficarem a mostra , suspirei passando a mão pela nuca, as vezes sentia falta do meu cabelo eu o deixava sempre baixo por causa de Demi, ela dizia que eu ficava mais bonito daquele jeito. Vi de relance ela se encolher mais e pegar o travesseiro e abraçar, ela estava estressada e de alguma forma era minha culpa.


     — Você estava bem princesa, o que houve? Me conte. — Eu insisti. 


Não era do meu feitio não insistir, eu sou seu melhor amigo tenho que saber o que está acontecendo com ela, mesmo que magoe somente a mim. Ela literalmente soltou um grito alto, mas que por conta do travesseiro saiu ligeiramente abafado, desta vez eu a olhei ignorando seu corpo e me concentrando no que podia estar acontecendo. 


    — Demi? — Chamei sentando na cama ao seu lado.


    — Mais que merda Nicholas, será que você não pode me deixar em paz um segundo? Eu me sinto mais do que sufocada, sinto a droga dos seus olhos em mim mesmo eu estando com os meus fechados, você é irritante porra!


Seria mentira se eu dissesse que não fiquei magoado, muito. Ela jamais havia falado comigo desta maneira tão fria como se eu fosse algo tão repugnante, minha mente pedia para sair dali e deixar de ser otário, mas meu coração mandava perguntar mais, saber mais, escolhi o escutar.

 Eu era um masoquista mesmo…

     

    — Você tomou seus remédios? — questionei.


Demi tirou o travesseiro do rosto e me olhou.


    — Vá se foder. — Ela disse. 


Respirei fundo e me levantei, fui até a cômoda perto de sua cama e abri a gaveta, tirei os frascos de comprimidos que ela deveria estar tomando mas não estava, percebi isso ao olhar dentro dos potes todos estavam quase cheios como se ela não os tomasse a semanas. Peguei o copo que ela deixava ali em cima e me direcionei ao seu banheiro o enchi com água da torneira e retornei a encontrando no mesmo lugar, mas diferente de antes olhava para o teto. 


   — Porque você ainda não foi embora Nicho? — Me chamou pelo apelido que havia me dado quando adolescente fazendo meu coração acelerar, mas ele logo murchou ao lembrar de suas palavras.


    — Você precisa tomar os remédios Demetria. — Avisei tomando cuidado para não derramar água na cama enquanto me prostava de joelhos no colchão macio.


Abri um dos frascos tirando um pequeno comprimido de dentro. 


     — Tome. — Falei levando o remédio aos seus lábios.


     — Eu. Não. Vou. Tomar. — Respondeu pausadamente virando o rosto em direção contrária ao do remédio. 


      — É para o seu bem Demetria. 


      — Você não sabe o que me faz bem Nicholas, você não sabe de nada. — Ela levantou de sobressalto fazendo o copo com água cair e derramar todo o líquido no lençol.



       — Se eu não sei, então me conta. Quero te ajudar. 


Sabia que estava visivelmente confuso pois não conseguia esconder isso, eu entendia sobre sua bipolaridade mas nunca realmente ela se manifestou assim para mim. Novamente me levantei e ela se afastou, não me olhava, encarava seus pés descalços e mordia o lábio inferior. Estava começando a me irritar com essa distância que ela estava impondo.


     — Você tem que ir, tem coisas para fazer. — Disse ela com a voz chorosa.


Ah Demi. 


•••


    Demetria.



 Acordei sentindo uma vontade estranha de dançar rock, a música do Arctic monkeys era a última na minha playlist quando senti seus olhos em mim, era intenso quase como um abraço e me incomodava. Nunca incomodou mas hoje, hoje eu sinto como se ele estivesse grudado em mim. Continuei dançando porque sabia que o provocava, Nicholas já havia me dito uma vez que eu era provocante e virando para olhar em seus olhos agora eu vejo que causo reações nele, Isto também me irritou.


Ele me abraçou e o abraço dele é tão bom, o cheiro do seu sabonete de hortelã sempre me acalmou, porém desta vez só me irritou mais. Seu sorriso, seu corpo no meu, suas maos em minha cintura só me irritavam pois eu detesto isso que ele faz, me atrai a ele sem nem usar palavras. Meus sentimentos por Nick eram um misto de diferentes sabores, eu o amava como um irmão mas sentia uma atração por ele incorrigível. 


Nick me observou e eu não queria que o mesmo visse a irritação em meus olhos, mais queria lhe despejar todo aquele incômodo que estava sentindo, eu me afastei e ele chegou mais perto, me afastei novamente erguendo a mão. Eu vi a mágoa em seus olhos por isso.


    — O que houve querida? — Ele perguntou.


Senti vontade de revirar os olhos mas não o fiz, porque ele tinha que ser tão carinhoso comigo quando eu não queria nenhum tipo de afeto? Pensando bem , Nicholas sempre foi assim, carinhoso, atencioso, preocupado… Não conseguia entender o porque de tudo isso, nós somos apenas amigos não a droga de um casal! 


     — Porque você não me dá espaço? — Eu disse.


Eu queria gritar, dizer para ele não fazer perguntas idiotas mais não conseguia minha cabeça estava confusa. Porque eu queria gritar com ele? Não tinha me feito nada, porque eu estava com raiva? Normalmente eu e Nicholas não brigamos, apenas quando temos opiniões diferentes. Sentei em minha cama sentindo minha cabeça pesada com vários pensamentos e sentimentos de uma vez, passei aos mãos no rosto tentando amenizar aquele mal estar. Mas logo ouvi a voz de Nick novamente com suas perguntas fazendo com que a raiva bombease em meu coração com força.


     — Como assim espaço? Acha que eu te sufoco? — Ele perguntou. 



     — Sim, você me sufoca! — Gritei.


Eu precisei gritar, tive que gritar. Sim sim sim! 

Vi sua expressão, notei que o maguei mais, entretanto eu não me importava era ele que estava fazendo isso comigo, tudo culpa dele.


Ele acenou concordando como se me entendesse, idiota até parece que entende. Deitei em minha cama me sentindo exausta, o que mais queria era que ele saísse do quarto para que eu pudesse dormir. Mas ao invés disso ele se aproximou mais quase fazendo-me bufar, eu não queria magoa-lo mais, não podia. Peguei o travesseiro e o abracei enterrando meu rosto ali, meus dedos coçavam para levar as mãos aos cabelos em frustração então apenas o apertei mais forte.


     — Você estava bem princesa, o que houve? Me conte. — Ele insistiu.


Porque ele tinha que insistir? Porque não ia embora logo? Tantas perguntas, tantas, tantas, tantas! Quero ficar sozinha?


Soltei um grito fino e alto não me importando com ele ali, estava tão frustada que meu coração parecia que ia explodir. Respirei fundo tentando acalmar tudo dentro de mim e até tentei contar até dez.


     — Demi? — Me chamou.


     — Mais que merda Nicholas, será que você não pode me deixar em paz um segundo? Eu me sinto mais do que sufocada, sinto a droga dos seus olhos em mim mesmo eu estando com os meus fechados, você é irritante porra! — afirmei me arrependo logo depois que as palavras saíram.


"Me desculpa Nick, desculpa, desculpa" minha mente dizia, mas nada saia dos meus lábios, eu não falaria nada, ele mereceu ninguém mandou ser insistente.


   — Você tomou seus remédios? — Ele Perguntou.


Tirei o travesseiro do rosto e o encarei, estava de saco cheio de suas perguntas , e a que eu menos queria responder ele deixa por último. Idiota.


    — Vá se foder. — Eu disse.


Desta vez não houve arrependimento, me senti até um pouco bem com isso. Quase ri de mim mesma. Nicholas se levantou indo em minha cômoda onde guardava aqueles malditos comprimidos, fazia quase um mês que eu não os tomava desde que a senhora Harver, minha psicóloga os trocou. A quase um mês atrás reclamei com a doutora que meus remédios antigos me davam sono e me deixavam irritada e então ela os receitou esses que Nick pegou, eles me deixam piores. Não preciso deles, não preciso que me deixem mal mais do que já estou. 


Nick foi ao banheiro, e eu desejei que ele jogasse os remédios na privada. Mas ao contrário disso ele voltou com um copo de água. 


     — Porque você não foi embora Nicho? — Perguntei, minha voz tinha atingido um tom manhoso.


Ele chegou mais perto, eu pudia sentir mesmo olhando para o teto. Sentou-se de joelhos ao meu lado e ouvi o frasco de remédio sendo aberto.


     — Tome. — Nicholas mandou tentando colocar aquela droga na minha boca.


     — Eu. Não. Vou. Tomar. — Disse pausadamente virando meu rosto , afastando meus lábios de seus dedos.


      — É para o seu bem Demetria. 


      — Você não sabe o que me faz bem Nicholas, você não sabe de nada. — Acusei levantando - me rápido fazendo com que o copo de água caíssem derramando tudo.


Me afastei dele o máximo possível quando o mesmo se aproximou, eu via confusão em seus olhos e sabia que era minha culpa. Por eu ser assim tão estranha, frustada e raivosa. Provavelmente ele está cansado de mim. Um dia todos cansão. 


      — Se eu não sei, então me conta. Quero te ajudar. 


 Me ajudar, Tomando remédios? Soltei uma gargalhada irônica internamente, até parece!


     — Você tem que ir, tem coisas para fazer. 


O tom da minha voz era fino, choroso. Eu queria chorar, será que ele não entendia que eu queria ficar sozinha? 


     — Não tenho, vou ficar. 


Não, não, não, vá embora! 


     — E aquela sua namorada ridícula? Você não ia a ver hoje? — Perguntei. 


Senti o ciúmes na minha voz, senti ele pulsando nas minhas veias ao invés dos sangues. Nicholas estava namorando uma modelo chamada Sara, morena de um corpo lindo, cabelos lindos, voz linda. Eu a odiava, sabia que ele gostava dela, mas não pensei que aquela merda de relacionamento fosse para frente, me enganei. Sabia que se eu dissesse para ele terminar Nick pensaria a respeito, mas eu não podia me meter. Entretanto era a coisa que eu mais queria. Que aquela relação acabasse.


     — Ela não é ridícula, e você precisa de mim, amanhã sara vai me ver de qualquer jeito. — Deu de ombros.


Ainda tinha coragem de defender ela, mordi meu lábio com mais força. Eu não queria olhar em seus olhos, porque se eu o fizesse despejaria meus pensamentos em cima dele , e eu não quero isso, meus pensamentos são meus. 


     — Porque? O que tem amanhã? — Não me segurei em perguntar, eu perguntaria qualquer coisa se fosse para ele parar de prestar a atenção em mim.


     — Não se lembra? Amanhã tem America music Awards. Você vai se apresentar Demi. 


E ele vai com ela, pensei que fosse comigo já que desde meu termino com o Wilmer, nós dois temos feito companhia um para o outro. Novamente, me enganei. 


     — Não vou. — Respondi, sentei no carpete e me deitei ali olhando para o teto.


Nicholas não disse mais nada, e eu muito menos, estava pensando em qual desculpa daria para os fãs pela minha falta quando o senti do meu lado. Sua respiração estava ofegante, acho que ele estava com medo que eu me afastasse de novo. Não o fiz, minha irritação já estava baixa, sendo substituta por um frio na barriga quando a mão dele encostou na minha. Não me mexi, mas o senti entrelaçar nossos dedos e quase sorri com isso. Ele encostou o rosto em meu pescoço e o meu corpo traidor se arrepiou dos pés a cabeça. 


Ele estava tão perto, e ao mesmo tempo tão longe.


 "Se aproxime mais, Me beije". Pensei. 


Não lia meus pensamentos porém naquele momento foi como se lesse, deixou um beijo em minha clavícula e eu fechei os olhos esperando... 


O momento que eu desejei não chegou, apenas o silêncio e o som das nossas respirações eu ouvia antes de pegar no sono.


•••


Eu acordei e já era outro dia, estava em minha cama e os lençóis foram trocados. suspirei afundando meu rosto no travesseiro fofo, sabia que tinha que levantar mas não queria. Eu estava com tanto sono, minha vontade era de ficar aqui o tempo inteiro, me virei em direção a porta quando a ouvi abrir. Nicholas entrou carregando uma bandeja, parecia que ele não tinha dormido, bem eu estava sem óculos então não levei muito a sério minha observação.



     — Boa tarde Demi. — Nick disse trazendo a bandeja para o meu colo.


O cheiro de Café fresco e panquecas logo me preencheu fazendo minha barriga roncar, eu estava morrendo de fome não tinha comido nada no dia  anterior. Me lembrei que não podia abusar, teria daqui a um mês um ensaio fotográfico para a revista Billboard e não queria fazer feio. 


Beberiquei o café e encarei as panquecas. Quantas calorias teriam uma? Era melhor eu comer uma fruta depois…


Sentia os olhos dele em mim mesmo não olhando e desta vez eu não sentia raiva por isso, talvez dormir tivesse amenizado. Bebi todo o café em grandes goles e deixei a caneca na bandeja, desviei meus olhos das panquecas e observei a margarida do lado delas a peguei e sorri sentindo seu cheiro. 


    — Obrigada. — Agradeci.


O olhei e ele me encarava, acho que corei pois seus olhos pretos me encaravam com tanta intensidade que eu me sentia nua, cruzei minhas pernas em forma de índio e tirei a refeição do colo. 


    — Não vai comer as panquecas? — Ele me perguntou.


Pensei antes de responder, se eu dissesse que não estava com fome seria ridículo pois eu sentia minha barriga roncar, e Nicholas saberia que eu estava mentindo. 


     — Estou enjoada. — Respondi.



Ele pegou a bandeja e a pôs no chão, logo depois deitou-se ao meu lado olhando para mim. 


     — O que foi? — Perguntei rodando a flor entre meus dedos.


     — Vem aqui. — Ele disse.


Eu fui, me aconcheguei a ele deitando minha cabeça em seu peito, Nicholas abraçou minha cintura com a mão direita quando eu passei minha perna entre as dele. 


     — Me desculpa por ontem. — me ouvi dizer.


Mesmo não pensando em me desculpar eu estava arrependida por o ter tratado mal e dito coisas que sei que o magoaram, Nicholas não merecia isso e não digo isso por ele ter ficado, mas sim por não ter mudado comigo. Suspirei sentindo o seu cheiro de hortelã, sentir o abraço dela era bom, uma mão em minha cintura e a outra em meus cabelos me transmitiam uma paz intensa. Sabia que não deveria me sentir tão segura perto dele, eu não queria ser mais apegada do que já era. Porém era quase impossível, Nick estava virando minha âncora sem eu perceber.


O ouvi respirar fundo e vi quando passou a lingua pelos lábios, provavelmente escolhendo as palavras certas para falar.


     — Está tudo bem Demi, não se preocupe.


Eu queria acreditar em suas palavras, mas olhando em seu rosto via que ainda estava magoado pelas coisas que disse, então tentei me explicar da melhor forma possível.


      — Eu estava estressada mas não era sua culpa, talvez um pouco pois seus olhos Nick eles são intensos de mais pra mim. E misturando isso com meu humor matinal junto com os sentimentos conflitantes dentro de mim fez com que eu quisesse descontar em algo. Era por isso que queria que você fosse embora... 


Eu tentei, mas como dizer para ele em outras palavras que seu olhar era tão intenso que parecia me tocar, e que isso ontem estava me irritando? Não poderia, seria muito mais estranho e constrangedor, mesmo com a liberdade que nós temos um com o outro.


      — Já disse que está tudo bem querida, não precisa se explicar. — Ele sorriu.


Eu sorri de volta e enterrei meu rosto em seu maxilar, eu sabia que estávamos agindo como um casal mas não conseguia me controlar. como já disse uma vez, Nicholas me atraía, não sei se ele percebia isso. 


      — Tem certeza que não quer ir para o AMA? — Perguntou depois de alguns segundos em silêncio.


      — Não quero ir Nicho, não quero ficar sozinha. — Respondi me aconchegando mais a ele, ele era tão macio...


      — Como assim sozinha? Vou estar lá. — Nicholas começou a acariciar minhas costas, fazendo com que eu bocejasse.


      — Você vai com a sara. — minha voz saiu baixa.


Ele riu, uma gargalhada rouca que fez os pelos dos meus braços ficarem arrepiados, eu o olhei e ele tinha um sorriso gigante no rosto.


      — Qual a graça? — Arqueei uma das sobrancelhas.


      — Você está com ciúmes, — ele disse.


Bufei, pior que estava mesmo. 


      — E se eu estiver mesmo? — Rebati.


Eu o ouvi suspirar e então prendi meu lábio inferior entre os dentes.


      — Olhe para mim querida. — pediu.


Eu olhei, seus olhos castanhos me olhavam com aquela intensidade que mandava arrepios para o meu corpo, eu soltei meu lábio inferior e nós ficamos nos encarando por alguns segundos antes de ele voltar a falar.


       — Não precisa ter ciúmes, eu não vou com a sara, vou com você e se você não for eu não irei. O que eu quero dizer é que você não precisa ter ciumes de ninguém em relação a mim, sabe disso. 


E eu sabia, a alguns anos atrás ele costumava dizer que eu era tudo para ele, eu não acreditava achava que ele estava brincando. Mas com o passar do tempo percebi que era realmente verdade, Nicholas fazia tantas coisas por mim, largava tantas coisas para ficar comigo. Lembro de uma vez na época em que ele namorava a Olívia, e que eu o liguei no meio da noite, ele estava com ela fazendo certas coisas imagino eu. Entretanto eu precisava dele, e em menos de vinte minutos depois ele já estava do meu lado dizendo que tudo ficaria bem. Ele faria tudo por mim e eu sabia disso...


Fiquei perdida em meus pensamentos e ele respeitou isso, porém eu percebi que ele estava esperando ansioso por alguma atitude minha.


Eu poderia lhe dizer caro leitor que me afastei ou que apenas disse que sabia, mas ao contrário disso tudo eu fiz uma coisa que não me arrependeria nem se pudesse...


Eu o beijei, eu beijei Nicholas.


Foi só um encostar de lábios, mas que deixou meu corpo todo arrepiado. Eu não sabia o que fazer, se me afastava, se movia meus lábios, se dizia algo. Apenas fiquei ali esperando ele tomar uma atitude, o que não demorou a vir pois pude sentir uma de suas mãos em minha cintura, e a outra encontrou a minha nuca. Nós demos alguns pequenos beijos e lentamente ele adentrou com sua língua em minha boca, ele gemeu quando a minha encostou na sua e se levantou sem quebrar o beijo. Sabendo o que ele queria eu sentei em seu colo, minhas mãos se apossaram de seu rosto tentando o trazer mais para perto. Eu sentia suas mãos passearem pelas minhas costas, também sentia a conexão que nós tínhamos ficar cada vez mais forte, a pequena excitação que comecei a sentir me deixou quente e depois de perceber isso os lábios de Nicholas passaram pelo meu pescoço causando arrepios que eu nunca havia sentido antes. Eu sabia que estava entrando em erupção, minha peça íntima denunciava isso e foi num baque de realidade que eu me afastei da sua boca com muito enforço. 


Já sentada na cama e ainda com a respiração irregular não conseguia olhar para ele, eu o tinha beijado e estava morrendo de vergonha. Deus, ele tinha namorada!


Eu tomei coragem e o olhei, ele já me olhava e eu senti vontade de voltar para o seu colo e o beijar novamente. 


    — Me desculpa, — Eu disse baixo. 


Ele fez cara de confusão mas logo após sorriu.


    — Não tem problema nenhum. — Ele deu de ombros e encostou-se na cabeceira da cama.


    — Claro que tem! Eu te agarrei. 


Podia sentir minhas bochechas coradas de vergonha por ter dito aquilo, então coloquei as mãos nas mesmas para que ele não visse. Mas acho que viu do mesmo jeito.


     — E eu te agarrei de volta. — Ele piscou para mim.


Suspirei, ele queria tanto quanto eu. Talvez até mais…


      — Você tem namorada! — Novamente tentei.


Ele riu, mordeu o lábio inferior e disse rouco:


      — Você em primeiro lugar, Lembra? 


Tentei, juro que tentei. Mas com ele olhando para mim daquela forma que eu nunca havia visto ele olhar antes, que era com desejo, luxúria, vontade. Não pude resistir que meu corpo traidor engatinhasse de encontro a ele e voltasse para o mesmo lugar que tinha amado estar, seus braços.


Ele me beijou com vontade, com uma saudade que eu jamais havia experimentado antes com qualquer outro.


E quando fui perceber , nossas roupas estavam jogadas e nossos corpos nus apenas queriam buscar o prazer de estarmos juntos, meus lábios proferiam coisas que nem eu mesma entendia quando ele me tocava. Eu amei cada parte dele e ele amou cada parte de mim. 


Porque era isso nós éramos, tudo um do outro. 


Notas Finais


Obrigada por ler, me digam o que acharam por favor e se gostarem eu trago mais fanfics desta forma :)

Vou atualizar GO AWAY amanhã, porque agora estou morrendo de sono e tenho que acordar cedo.

Beijos, beijos. 💋


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...