História Gossip Wiz - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Dominique Weasley, Hugo Weasley, Lílian L. Potter, Lorcan Scamander, Louis Weasley, Lysander Scamander, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags Gossip Girl, Nova Geração, Scorbus, Scorose
Exibições 31
Palavras 2.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


perdoem minha procrastinação e não desistam de mim

Capítulo 7 - Capítulo VI


— Posso falar uma coisa? – Albus quebrou o silêncio do banheiro assim que Travis saiu e ele e o amigo ficaram sozinhos.

— Hum. – Scorpius parecia mais interessado em ajeitar os fios de cabelo do que em Albus.

— Não vou ficar com ninguém hoje. – Apoiou-se na pia usada pelo loiro e fitou os dedos, incerto da resposta.

Scorpius conteve um sorriso e desviou os olhos do espelho para o moreno ao seu lado.

— Assim eu fico com pena do resto do mundo. Deve ser horrível ser proibido de beijar Albus Severus.

— Deve mesmo. – Ele deu os ombros. – Não vai perguntar o porquê?

— Você já atingiu a sua cota de merdas mensais e tá tentando evitar fazer mais besteira? – Chutou, afastando-se do espelho para poder ver o corpo inteiro. O outro sorriu tímido, mas não confirmou ou negou o palpite de Scorpius. – Não vai se arrumar?

Albus suspirou e fez esforço para desencostar da pia e se virar para o espelho. Mexeu a cabeça de um lado para o outro, levantou o queixo e passou os dedos pelos cabelos bagunçados. Respirou fundo e olhou suplicante para o amigo.

— Você que insistiu pra ir. Pelo menos troca de calça, sen-

— Senão a nossa majestade vai implicar comigo. – Resmungou, recebendo um olhar repreendor de Scorpius. – Vai realmente defender ela enquanto ela tá pensando na língua do Scamander?

— Não é como se eu tivesse alguma moral sobre isso.

— Por que? Também ta pensando na língua do Scamander?

Os dois se encararam por um tenso momento, mas acabaram por cair na gargalhada e continuarem se arrumando. Recuperando-se Scorpius explicou:

— Só acho que não vale a pena você ficar implicando com ela.

Dizendo isso, saiu do banheiro, levando seus pertences consigo.

***

— Tá fazendo o que aqui? – Lily se virou assustada ao ver o reflexo do irmão no espelho do dormitório.

Estavam os dois sozinhos, sendo que das quatro companheiras de quarto, duas estavam trancadas no banheiro há quase uma hora já e as outras duas saíram para jantar mais cedo. James confirmou em silêncio os chuveiros ligados e as camas vazias, antes de se dirigir à ruiva.

— Fiz o que tu queria.

Ela revirou os olhos.

— Não aja como se eu tivesse te chantageando. – Fez bico e foi até o armário, porém James a impediu, segurando seu braço.

Abaixou-se até sua boca roçar a orelha da irmã e sussurrou entre dentes.

— Não aja como se eu fizesse parte dos seus joguinhos. Você tem sorte d'eu não dedurar os teus esquemas pro-

— Oun, ele vai contar tudo pro papai. – Forçou uma voz de criança e fez força para se soltar do irmão. – A tua ficha é tão suja quanto a minha, a diferença é que ninguém ganha nada se eu me ferrar. Já você... Não vejo nenhuma desvantagem para ninguém se ficarem sabendo que você anda fodendo a filha de Hendrik Chapman E a tua prima. Pelo contrário, tenho certeza que uma galera, vulgo senhora Skeeter, iria adorar ouvir isso. – James crispou os lábios com raiva. – Isso, maninho, é uma ameaça.

O barulho vindo do banheiro cessou, porém, o mais velho não desfez a carranca, enquanto Lily cantarolava uma música pop trouxa, mexendo em sua caixa de joias. Pegou dois colares e voltou para frente do espelho.

— Ah, e eu vou fingir que eu não reparei na tua reação da hora do almoço hoje. – Alternava os colares na frente do corpo, indecisa. – Seria bem péssimo que alguém falasse por aí que tu concorda com a GW.

— O preto. – Resmungou com os olhos no colar. – Combina com a sua alma.

Saiu irritado do dormitório feminino, deixando a irmã com um sorriso vitorioso na frente do espelho.

***

Hugo estralou os punhos. Essa foi a única demonstração de nervosismo do rapaz enquanto esperava no corredor das Masmorras. Havia batido na porta duas vezes e nem sinal de ser atendido. Apenas quando ele se distraiu pensando nas dores da bolada que havia levado no treino de quadribol que a porta se abriu.

A mulher o olhou surpresa e ficou sem falas.

— Madame Cattermole. – Ficou de pé ereto e tirou um papel amassado do bolso. – Eu estou tendo dificuldades com o dever e-

— Então me pergunte na aula. – A mais velha tentou fechar a porta, porém Hugo havia se aproximado e colocado o pé na frente para impedi-la, ficando perigosamente perto dela. – Senhor Wesley.

— Sarah. – Sussurrou seu primeiro nome. – Me deixa entrar.

A mulher não abriu a porta, porém parou de segurá-la e deu um passo trás.

— Oi. – Ele cumprimentou assim que fechou a porta.

— Em que posso ajudá-lo, senhor Wesley?

— Pode me ajudar a tirar a roupa? – Deu os ombros, sem alterar a expressão facial, mantendo-a casual, como se ainda falasse do dever, este que acabara de ser deixado em uma das cadeiras.

Dava passos lentos em direção à professora, como se aproximasse de um animal na floresta, com medo de assusta-lo se ser atacado. Mantinha os olhos fixos nos dela e soltava a respiração pela boca entreaberta. Sarah mordeu o lábio inferior, deixando-se lembrar das sensações que aquele garoto já havia lhe provocado e o quanto foi bom. Um arrepio lhe subiu a espinha e ela fechou os olhos por instinto, sua última linha de defesa contra seus desejos. Um erro crasso, já que foi completamente destruída ao sentir de surpresa o toque das mãos quentes de Hugo contra o seu rosto.

— Acho que posso. – Suspirou, finalmente se entregando.

***

— Eu to bem arrependida. – Rose choramingou.

— Se vale de consolo, ta ficando bem gata.

— Eu não inventaria isso se soubesse que ia dar certo né.

Elena riu da amiga e continuou revirando suas roupas. Rose estava sentada na cadeira ao lado de sua cama enquanto três habilidosos elfos trançavam seus cabelos. As seis mãos pequenas e ágeis transformavam o trabalho que costumava durar nove horas em apenas cinco, sem intervalo, é claro. Seu cabelo havia crescido consideravelmente desde a última vez em que fizera isso, dificultando tudo.

As outras duas Sonserinas do quarto também se arrumavam. A notícia que a Rainha da Sonserina iria à festa levou vários alunos da casa verde e prata a engolirem seu orgulho e segui-la. Fato que a fez cobrar do primo mais ingressos grátis para seus três amigos, ja que ela era a fonte de parte do lucro da festa.

— Relaxa que na terceira garrafa tu não vai ta sentindo mais nada.

— Deus te ouça. – Resmungou pegando um espelho para ver como estava ficando.

— Repassa comigo. – Elena começou a tirar as roupas que estava vestida. – Bullstrod, Abbot, Nott, Selwin....

— Skadgard.

— Skadgard. Perfeito. – Colocou um vestido preto e girou na frente do espelho. – Pretender ir que horas?

— Na hora em que já estiver todo mundo bêbado. – Levantou-se e sorriu para os elfos, que desaparataram rapidamente. Massageou o couro cabeludo com os olhos fechados e puxou algumas tranças para diminuir a dor. Estralou os braços, olhou para a amiga quase pronta e começou a se despir.

— E tu? – Elena a pegou de surpresa com um sorrio enviesado. – Scamander.... Quem mais?

— Sei lá. – A expressão da negra mudou rapidamente. – Sei lá.

Sua roupa já estava separada, Rose estava disposta a chamar atenção, nem que tivesse que passar frio pra isso. O pequeno short e a blusa preta foram altamente inspirados pelo novo vídeo de Lady Gaga, mas os bruxos raramente associavam qualquer coisa ao mundo trouxa, até mesmo aqueles que conviviam dentro dele. Um colar prateado com pingentes do tamanho da palma de sua mão tirava toda a casualidade do visual e ornavam perfeitamente com os fios prateados que agora escorriam de seu cabelo.

— Numa escala de zero a dez, quanta dor você acha que eu vou sentir se a minha mãe descobrir que eu coloquei um piercing?

— Você colocou um piercing? – Elena parou o risco do delineador na metade do caminho.

— Ainda não. Só considerando.

A amiga revirou os olhos e voltou a se maquiar, sob o olhar atento da outra, que só começou oficialmente a se arrumar quarenta minutos depois. Quando subiram as escadas para o Salão Comunal, este já estava vazio. Os alunos mais novos, jantando, e os mais velhos rebolando. Apenas dois estudantes estavam presentes, cada um deitado em um sofá diferente.

— Cadê a animação, meu povo? Primeiro evento social do ano, isso é a nossa profissão, bora lá. – Rose bateu palmas, apressando-os a se levantar. – Aliás, – Mexeu nas tranças, fazendo-as esvoaçarem. – O que acharam do meu look novo?

— It wasnt loo-oo-vee — Albus cantarolou, se levantando. – Eu não acredito que Lady Gaga inventou o coração partido. E o short jeans. – Levantou os polegares para a roupa da prima.

— Vocês dois voltaram com um idioma novo, Merlim. – Scorpius reclamou, abrindo a porta do Salão educadamente para os amigos passarem.

— Com certeza, amor, se chama Mêmes, o idioma dos memes.

A frase dita por Rose ressoou pelas cabeças dela e de Scorpius por alguns segundos não demonstrados. Apesar da recorrente demonstração de afeto entre eles, o termo “amor” havia sido abolido do vocabulário armistício dos dois, mesmo em situações extremas, como a necessidade do uso de uma ironia, por exemplo. Nenhum deles estava preparado para se referir um ao outro com esta palavra que um dia foi tão comum e especial para ambos.

Apesar da constante vigilância de assuntos e palavras envolvida em suas conversas, velhos hábitos custam a morrer.

Chegaram à Casa dos Gritos pouco depois do pôr-do-sol. Os feitiços feitos na casa deixavam-na escura e silenciosa, porém ao passar pela porta, o cheiro de nicotina, marijuana, bebidas alcóolicas, madeira e suor por si só já se encarregavam de quebrar o feitiço.

Estava tudo uma bagunça. Albus não sabia onde ir ou o que fazer, sua cabeça rodopiava como a órbita de um planeta e gentilmente ele desviava de todas as pessoas que tentavam algo até que finamente viu uma boca conhecida e não pensou duas vezes antes de se aproximar. O corpo de Rose estava dormente, a música estava alta e seu corpo se requebrava no mesmo ritmo. Ela estava nos braços de um de seus amantes e provavelmente logo partiria para o outro. A cabeça de Scorpius estava uma bagunça, bebi demais pensou, memorias estranhas chegavam e rapidamente saiam e seus amigos haviam o abandonado, um aparentemente para ficar com um duplicado e outro para se perder na dança com um cara mais velho.

Lily já havia tido um lucro considerável mas ansiava por mais, havia beijado uma menina no processo e quase transado com outro menino, mas naquela noite ela estava concentrada no trabalho e em dinheiro. Isso não a impediu de ir até o rapaz sentado no canto e esfregar seu corpo no dele, assim como outras três já se encarregavam de fazer. Hugo segurava um copo de uma bebida desconhecida, parado com as pernas abertas, a mão esquerda ao redor da cintura da prima. Seus olhos não eram capazes de captar muitas imagens por conta do alto índice de álcool em seu sangue e ao extremo cansaço devido às suas atividades da tarde, mas ele sentia cada pele que tocava seu corpo.

Elena estava entediada. Sua saliva já estava na boca de metade da festa e ela não tinha mais o que fazer. Resolveu estabelecer um alvo maior, alguém da realeza talvez,  virou o resto da bebida que tinha no copo, girou ao som da música e acabou caindo num colo previamente conhecido.

Já o anfitrião era o mais alterado de todos, parte por drogas, parte por seus próprios pensamentos. As luzes que giravam ao seu redor levavam os corpos das pessoas consigo, transformando tudo num grande borrão intangível. Quando ela apareceu à sua frente, contudo, tudo desacelerou, assim como num filme que foi obrigado a assistir pela ex namorada há anos, e só a garota a sua frente parecia emitir luz. Não notou que tinha parado de se mover até o corpo dela se chocou contra o seu, em meio a gargalhadas, e o guiou ao ritmo da dança.

De alguma maneira, James ainda conseguiu conferir toda a Casa dos Gritos às cinco da manhã. Ainda tinha um pouco de dificuldades de andar e resolveu se abster de destrancar algumas portas, mas ao nascer do sol, a casa abrigava somente o clã Wotter. Com o dever cumprido, ele se arrastou de volta para o quarto onde havia se retirado nas últimas horas de festa e selou a porta com um feitiço – o máximo que conseguiu fazer, contudo, foi conjurar um pedaço de madeira extra, de tão cansado que estava.

Rose estava deitada no colchão no chão vestida com a sua camisa. Ele se sentou ao seu lado e suspirou fundo, pensando em tudo o que poderia acontecer se alguém tivesse os visto juntos. Não teve que pensar muito, logo a porta se abriu.

Albus paralisou ao ver o irmão e a prima juntos e levou alguns segundos até conseguir piscar ou fechar a boca. Quando Scorpius apareceu ao seu lado, a reação foi a mesma.

— Nós não transamos, se é isso que estão pensando. – Rose resmungou coçando os olhos.

— Claro que não. – Albus respondeu depois de um tempo. Precisou ainda de mais meio minuto até se lembrar do que tinha que fazer. – Hugo mandou te lembrar que teus pais vão vir hoje.

Ela resmungou outra vez alguns palavrões irreconhecíveis, então se levantou e tirou a camisa do primo mais velho, que desviou o olhar constrangido, enquanto os rapazes à porta ainda tentavam processar o que tinham acabado de ver. Rose foi até a varinha, onde conjurou sua blusa e saiu do quarto.

***

Havia deixado uma poção preparada, já sabendo que não estaria em seu melhor estado no domingo de manhã. Depois de um banho demorado, virou o frasco num único gole prendendo a respiração. Vestiu um moletom rosa e uma calça simples, sentindo todo o seu corpo reclamar dos movimentos da noite anterior. Sentou-se em frente à penteadeira e observou seu reflexo por um tempo. Estava com olheiras horríveis, com nariz entupido e a boca seca. Revirou sua bolsa em busca de medicamentos trouxas – que costumavam ser mais efetivos – e tomou logo três.

Nenhuma das sonserinas de seu dormitório haviam passado a noite em suas camas, o quarto estava estranhamente vazio e silencioso quando o deixou. O banho havia limpado sua mente e seu corpo de todas as memórias recentes, deixando-a concentrada apenas no encontro com os pais. Estava chegando ao Salão Principal enquanto o irmão saía.

— Vamos comer com eles. – Avisou com a voz rouca e seguiu guiando o caminho.

Ronald e Hermione estavam no gabinete da diretora, que se retirou respeitosamente quando as crianças chegaram. A pequena mesa preparada para a família Granger-Weasley não estava farta, apenas o café comum familiar que tomavam juntos.

— A festa foi boa? – O pai perguntou quando todos estavam servidos.

— Já fui em melhores. – Rose respondeu com uma careta. – Mas e aí, o que querem de nós?

Hermione ficou séria.

— Não envolveríamos vocês senão fosse importante.

— Porque vocês se importam demais com o nosso bem-estar emocional e psicológico e temem–

— Por favor, Rose, hoje não. – A mulher cortou a filha, suplicando com os olhos fechados.  – O mundo bruxo está em crise. Os neocomensais conservadores e remanescentes das Vinte e Oito Sagradas estão loucos para se aproveitar da situação e regredir a mente da população com seus ideais sangues-puros.

— Mas tu tá fazendo um ótimo trabalho com a mídia né, a verdadeira ministra da magia, te chamaram.

— As respostas vêm com o triplo de força, nada nunca é o bastante,

— Estão tentando de todas as formas tirar o Kingsley do poder. – Ronald complementou.

— Precisamos fortalecer os pensamentos revolucionários em relação aos nascidos-trouxas, mestiços e ao próprio universo trouxa em geral. Vocês são uma ótima imagem disso.

— Especialmente você, filha. – O homem se virou para a mais nova. – Talvez ser uma cobrinha tenha suas vantagens. – Ele tentou sorrir, mas estava tão cansado que sua boca apenas tremeu.

— Tudo o que vocês fizerem podem e com toda a certeza vai ser usado contra ou a favor do atual governo, então por favor, colaborem. Sem escândalos. Muitos sorrisos. Popularidade.

— Pede alguma coisa mais difícil. – Hugo sorriu para os pais enquanto segurava na mão da mãe. – Daqui a pouco vão nos pagar para respirar.

— Crianças, isso é sério.

— Mãe. – O tom de voz de Rose estava diferente. – Relaxa. – Tentou sorrir como o irmão. – Não pode esperar tão pouco da gente.

O café da manhã se seguiu da melhor maneira que poderia se assemelhar a uma família normal, tirando toda a tensão, é claro. Quando tiveram que se abraçar para se despedir, Hermione segurou a filha por mais tempo e sussurrou em seu ouvido.

— Eu vou ficar de olho em você, isso não é mais sobre ser a filha rebelde, a sua vida pode influenciar na política da comunidade bruxa do Reino Unido.

Quando se afastaram, as duas forçavam sorrisos.


Notas Finais


deem uma passada em: weaselyslibrary.tumblr.com para conferir umas edits maneiras da fic bjs


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