História Gostinho de Morango - Capítulo 1


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Categorias Demashitaa! PowerPuff Girls Z, Meninas Super Poderosas (The Powerpuff Girls)
Personagens Brick, Durão, Florzinha, Momoko Akatsutsumi (Hyper Blossom)
Tags Blossick ??, Brickxblossom, Florzinhaxdurão
Exibições 188
Palavras 1.795
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Estava sem nada pra fazer e decidi criar isso. Espero que goste, colega! Boa leitura!
Pra você que não sabe:
Blossom= Florzinha
Brick= Durão
^^

Capítulo 1 - O Poder da Torta


Fanfic / Fanfiction Gostinho de Morango - Capítulo 1 - O Poder da Torta

KABUM!

Esse era o som estrondoso que vinha dos céus. O rugido de leão (ou melhor, o baita do trovão), indicava a tempestade de verão que viria. Corra pras colinas, vai chover!

As pessoas apressaram o passo na rua. Mas espere, há um diferentão entre os ares da noite. Ele está pouco se importando. Se for pra casa, vai se molhar mesmo. Buraco é o que não falta no telhado do seu barraco!

Esse aí, colega, se chama Brick. Esse mesmo, o Desordeiro líder da trupe de baderneiros mais desimportante/irritante de Townsville.

O ruivo andava — despreocupado — pela calçada de pessoas sacando guarda-chuvas da bolsa. Ele suspirou: que saco ter que voltar praquela casa imunda, com um Macaco Louco que acha que é uma mãe maravilhosa. E tendo que aturar dois irmãos trolladores que não cansam de encher o saco.

Diz: O que ele fez pra aguentar isso?

Então Brick começou a caminhar mais lentamente. Mesmo que a luz dos postes daquela rua não funcionasse muito bem. E qualquer um que passasse por ali tivesse com um baita cagaço de ser roubado.

Assim, seus passos eram a única coisa que ecoava pela escuridão. Pelo menos foi isso o que ele pensava antes. Quando ouviu uma segunda coisa fazendo barulho. Parecia um... choro? Sim, um choro! Bem baixinho, mas audível.

Brick ficou com a pulga atrás da orelha. Que coisa mais estranha!

Ele continuou caminhando. Como se nada tivesse acontecido. Até porque deu até um medinho agora. Mas à medida que andava, mais alto ficava. Alguma coisa de errada com certeza não estava certa!

De repente, ele parou. E olhou para um beco escuro que mal dava para ver qualquer coisa num raio de 5 metros. Tinha uma pessoa ali. Pelo menos aquilo o Desordeiro conseguia ver na escuridão.

Havia umas latas de lixo. Havia um mini poste em que a luz mais ficava apagada que acesa. Havia uns bichinhos que vez ou outra passavam no chão também. Urgh, totalmente repugnante!

 Mas também tinha uma pessoa. Uma garota.

Cabelos vermelhos como o sol, rosto de princesa que na verdade não é nada gentil e que não costumava ficar magoada daquele jeito.

Ele não tinha dúvidas, essa era a...

— Blossom...? (???) — Brick estava entendendo vários nadas.

O que ela estava fazendo ali? Ainda mais num lugar imundo como aquele. Com certeza não seria um ambiente legal pra uma dondoca que nem aquela ruiva

— Quê...? — a garota em questão paralisou. — Brick...?

O garoto se impressionou. Nunca na sua vida inteirinha viu a líder das Poderosas Blossom com olhos inchados de quem chorou muito. Era óbvio. Ela tentou disfarçar. Limpando com suas mãos as lágrimas que insistiam em brotar.

Falhou, coitada.

— Mas o quê...? — ela não conseguia controlar sua voz embargada.

Nem em um milhão de anos ele pensaria que veria a menina naquela situação.

— O que você está fazendo aqui? —Brick tinha tantas perguntas. Confuso, ele decidiu começar com a mais fácil de ser respondida.

A ruivinha virou a cara.

Apesar da trégua com os Desordeiros, a última coisa que queria era um Brick intrometido. Não eram amigos. Nunca foram. Estavam mais pra inimigos. Mas até que depois que deixaram de fazer merda pela cidade, eles não pareciam mais tão chatos.

Deve ser a idade que amadurece a cabeça das pessoas.

— Não é da sua conta. — ela encarou uma poça de água suja no chão. — Dá o fora daqui. — ela aumentou a voz.

Tanto faz tanto fez. Porque o garoto não se deu por vencido. Ele queria saber que treta era aquela. Então continuou se intrometendo.

— Relaxa. Eu não sou seu inimigo agora, piolhenta. — Brick fez o seu melhor pra dar uma de fofoqueiro. — O que aconteceu?

Blossom revirou os olhos. Garoto chato. “Mete o pé, animal”, ela queria falar. Mas evitou a discórdia desnecessária.

— Para de encher o saco, cara. Vai pra casa. — ela abraçou seus joelhos com os braços. Trouxe para perto do seu corpo. — Cuida da sua vida, ok?

A líder Poderosa não estava nenhum pouquinho afim de falar com o Desordeiro. Muito menos de contar coisas particulares da sua vida. Trégua não é amizade. É só pra se suportar. Brick sabia disso. Ele só era fofoqueiro mesmo.

E também, porque ele não gostava de ver garotas chorando. Era um sentimento ruim. Parece uma coisa estranha para um Desordeiro malvado como Brick, mas ele não podia controlar. O deixava com uma sensação desagradável que não conseguia explicar.

— Não vou. Até tu me contar. — Brick insistiu.

Blossom suspirou derrotada. Ela parou de tentar negar. Só ficou pelo silêncio. Ignorando o Desordeiro. Ele não ia deixar de ser chato mesmo.

Brick *gota*

A ruiva viu o garoto se levantar, caminhando para longe. Com as mãos nos bolsos. Ele finalmente foi embora, viva! Ela suspirou em alívio.

A última coisa que gostaria de ter era Brick bisbilhotando sua vida. Era muito pessoal. Nem para Bubbles e Buttercup ela contava. Por que contaria a um Desordeiro fofoqueiro e inconveniente? A resposta é claramente um não.

Ela prestou atenção no céu. Já começava a chuviscar. Mas Blossom não estava dando a mínima. Ela só voltaria para casa quando estivesse emocionalmente estável. Não queria ninguém a vendo daquela maneira. Frágil. Porque já não bastou Brick? Que droga! Blossom realmente esperava que ele não contasse a ninguém o que viu.

A ruiva odiava estar indefesa na frente dos outros. Quem dirá desse garoto!

— Tu tá na bad, hein.

Ah, não...

O infeliz de antes voltou.

Blossom já estava até comemorando vitória antes do tempo. Se deu mal, coitada.

— Aff, você não cansa não, é? — ela bufou.

Mas agora a garota percebeu uma coisa: Brick trouxe alguma coisa com a viagem que fez. Mas o que era aquilo?

O ruivo notou o olhar penetrante dela sobre o saco de plástico que ele segurava. Ele sentou ao lado dela de novo. Esperto como é, o sacana do Desordeiro abriu o pacote. Ali tinha um embrulho com...

— Torta... — Blossom arregalou os olhos. — ...de morango?

Brick não teve como não rir. Que reação engraçada! Essa garota só podia ser bipolar pra mudar tão loucamente de humor.

— Sim. É torta. Eu comprei. Você quer? — o ruivo abriu um sorriso sacana.

Blossom estava faminta. Óbvio que ela ia querer. Nem comeu quando saiu de casa.

— Claro! — ela parecia mais energética. Mas ainda dava pra notar uma certa amargura. — Eu amo torta de morango!

Ele entregou a sacola com toda a boa vontade do mundo. Blossom olhou de canto. Foi tão fácil assim? Que estranho, Brick colaborando!

Suas mãos pegaram o pacote com desconfiança. Será que estava envenenado? Hum... suspeito.

Como se adivinhasse o que Blossom estivesse pensando, Brick pegou um pedaço pequeno do bolo e comeu. “Viu? Não tem chumbinho aí, pode comer!”, era exatamente isso que os olhos vermelhos de Brick diziam aos de Blossom.

Ao menor sinal de que já podia comer, a ruiva pegou a colherzinha que vinha com o embrulho. E tacou a torta de uma vez só na boca. Era uma cena no mínimo cômica. A cara toda lambuzada.

Brick riu, mas não falou nada.

— Por que trouxe isso pra mim? — ela encarou a lua encoberta de nuvens.

— Porque eu quis.

Blossom suspirou: ele não ia embora se não contasse.

— Obrigada.

Ele não respondeu nada.

A ruiva olhou para a visão de perfil dele. Indecifrável. Nem se ela tivesse poderes telepáticos ia desvendar o que passava na cabeça desse garoto agora.

Blossom suspirou.

Ela precisava se abrir pra alguém, de qualquer jeito. Manter todas as emoções consigo não era nada bom.

— Sabe... Minha vida tá uma merda. — Blossom começou seu monólogo. Brick riu. Não sabia que ela falava palavrão. — Tá tudo dando errado. Eu sou uma péssima líder. Uma péssima irmã. Uma péssima filha. Tá tudo horrível. Eu me sinto uma inútil. — as lágrimas começavam a brotar de novo.

Brick ficou quieto, como se pensasse no que responder.

O céu enluarado era coberto de nuvens cinzentas. A noite ficava mais escura.

— Você tá tendo uma crise existencial. — Blossom entendeu vários nadas. Brick psicólogo agora? Como assim? — Mas vai passar.

— Como você sabe? — ela tinha uma pitada de esperança.

Queria dar um fim a todo aquele sofrimento.

— Sabendo. — ele sorriu. — Você não é a única que tem problemas.

Blossom revirou os olhos. Conselhos inúteis vindo de uma pessoa inútil.

Um vento gelado começou a soprar. As mechas de ambos os cabelos ruivos foram balançadas pelos ares. Então Brick não falou mais nada. Ele sabia exatamente do que ela precisava. E do que ele mesmo estava querendo.

O garoto deu um sorriso malandro.

As mãos dele migraram para ambos os lados do rosto dela. Rápido como o flash. A garota quase infartou. Ou melhor, estava quase infartando! Ele se virou de frente para ela.

Blossom abriu a boca para contestar, mas saiu foi é o nada. Nenhuma palavra. O que aquele Desordeiro estava fazendo? Que situação aleatória!

A sangue da Super Poderosa congelou.

— Você tá precisando se distrair... — ele sussurrou baixinho.

Blossom até que tentou resistir à tentação. Mas estava meio difícil. Brick era macio como seu travesseiro à noite. Ou cheiroso como a essência de baunilha que tinha no armário da sua cozinha.

O Desordeiro chegava mais perto devagar. A ruivinha encostou na parede atrás de si. Seu rosto estava pegando fogo. A respiração acelerada. Taquicardia? Também.

Brick estava tirando a garota do sério. Blossom mal conseguia desviar dos olhos vermelho-fogo dele.

Ela engoliu em seco. O que raios está acontecendo aqui? É só nisso que a Poderosa pensava. Ele vai mesmo fazer aquilo?

Bem...

Parece que sim.

Finalmente seus lábios se encontraram de maneira arrasadora. Docemente.  Seja lá o que Brick estava fazendo, com certeza era bom. Ah, se era...! Logo se esqueceu de todos os seus problemas.

Blossom decidiu ignorar sua parte racional por um momento. O cérebro da Poderosa estava travando uma guerra com seu coração. Literalmente.

Mas bom, acho que você aí já sabe quem venceu...

A ruivinha enlaçou seus braços ao redor do pescoço dele. Ele moveu seus dedos para a cintura dela. Suas bocas entraram em movimento sincronizado e o beijo ficou mais profundo.

Logo o calor de ambos formou um só, principalmente depois que finas gotas começavam a despencar dos céus. Ficaram ensopados, coitados. Os fios ruivos grudados na pele.

Brick se separou dela um segundo. Ainda com muito ar pra ser usado. Por isso Blossom não gostou nadinha.

 Inacreditável! Nunca na sua vida inteirinha pensou em algo assim acontecendo! A ruiva estava completamente atordoada.

— Como eu disse... — ele deu um sorriso torto. — Você só precisava de uma distração.

Blossom corou muito.

— E eu precisava experimentar a minha torta. — ele continuou. — Que você devorou.

Brick deu uma risadinha. A ruiva teve que se contagiar também. Aquele Desordeiro é muito sacana.

— E eu descobri que realmente adoro morango.

 

FIM!


Notas Finais


Espero que tenha gostado!
E aí? O que achou, colega?
Até a próxima!


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