História Gosto muito - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 185
Palavras 5.198
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Algumas pessoas não sabem fazer sinopse, eu não sei escolher títulos.

Capítulo 1 - Capitulo Único


-Alô? - Marco atendeu meio irritado. Odiava ligações. Só conversava por mensagem.
- O-oi Marco eu - Renato começou meio atrapalhado, estava feliz de ouvir a voz do outro - eu não vou conseguir sair com você hoje.

Marco ficou espantado mas não perguntou nada.

- ontem eu não tava me sentindo muito bem e hoje eu acordei enjoado e com febre alta.

- ah... - foi a resposta de Marco seguida de um silêncio frio - a gente sai outro dia - terminou indiferente.

- ta bom, beijo. - Renato respondeu vom uma voz mais ou menos alegre.
- beijo.

Marco desligou o celular e já começou a sentir um incômodo no estômago. Não que ele ligasse do outro estar doente, ou de si próprio estar sozinho.
Renato foi uma das coisas boas que aconteceu na vida de Marco, ele era seu melhor amigo, de alguma forma conseguiu confiar nele e continuar uma relação mais longa do que tivera em toda sua vida. O que Não era difícil porque Marco nunca tinha saído mais de 3 vezes com a mesma pessoa antes.
Mas quanto mais o tempo passava, mais uma vozinha em sua cabeça repetia que algo estava errado. As carícias eram doces, calorosas e suspeitas.

Marco estava na cama, tentando pensar no que fazer no fim de semana, mas a imagem do mais novo sempre deslizava para sua mente. E se ele não estivesse doente? Podia estar inventando uma desculpa pra não ver o outro, ou até ir em uma festa.... Para ficar com outra pessoa? Será que ele o trairia? E depois levaria o amante para sua própria casa?

Começou a parecer uma boa ideia ir no apartamento do outro e descobrir se aquela paranóia não estava certa.

Marco sempre procurou um bom motivo para terminar com o mais novo. Até agora não tinha achado, "até agora". Quando ele chegasse na casa do mais novo, e descobrisse a mentira ia ter um motivo.

Marco simulou as conversas e a brigas centenas de vezes na cabeça, eram todas meio parecidas e terminavam com Renato chorando e Marco incapaz de perdoar.

Na cabeça de Marco ele estava sendo frio e calculista, mas no fundo estava ansioso, dirigiu mal o caminho inteiro e olhava o celular esperando alguma ligação do mais novo. Dizendo o que? Nem ele fazia ideia.

O apartamento de Renato não tinha porteiro e Marco tinha as cópias das chaves, passou o portão, mas quando chegou na porta 203 não conseguiu abrir. Renato tinha a mania de deixar a chave na fechadura. Marco bateu na porta, durante os segundos que esperou tudo que estava sentindo se intensificou, a insegurança, raiva, tristeza. O olho de vidro da porta ficou escuro, depois o barulho de chave veio e por fim a porta abriu.

Quando Marco viu o rosto de Renato tudo nele se acalmou, aquelas marcas de fadiga nos olhos, a boca seca e o corpo suado apoiado dolorosamente na porta. Era verdade, estava doente demais para sair.

-he - Renato soltou uma pequena risada nervosa.

Por fim o mais velho notou a expressão do outro: o sorriso era lindo e os olhos estavam emocionados. Dava pra ver aquela gengiva gostasa de lamber e o brilho na íris cor de mel.

Renato se jogou em cima do mais baixo em um abraço gostoso. Passava as mão pelo corpo alheio sem acreditar que ele estava ali. Ria um pouco também.

Marco ficou desesperado pra ir embora, sentiu seu estômago se revirar e queimar mais rápido que o normal.

Quando de repente eles caíram sentados, Renato puxou o outro para seu colo para diminuir o impacto.

Por fim levantou o rosto e disse:

- Oi 

Marco não estava conseguindo manter sua expressão de indiferença. Não conseguia cuidar nem de si mesmo, como podia cuidar de outra pessoa? Sim, foi só agora que percebeu que parecia que tinha ido para cuidar do cara com quem estava ficando há 8 meses. Pensou em se levantar e sair dali. Mas o rosto do outro o puxava, mesmo doente ele era tão lindo, tão gostoso. Olhou os lábios rachados deixando os mais másculo, como seria beijar ele agora? O rosto e cabelo soados, parecia mesmo que tinha acabado de transar. E só naquele "oi" alegre Marco sentiu uma manha, como seria comer o outro assim? Ele ia gemer muito, não ia?

Os pensamentos impuros foram interrompidos por um barulho no corredor, antes de mais nada era bom fechar a porta.

Renato estava com a cabeça apoiada relaxadamente no rosto branquinho do outro.

- eu vou fechar a porta - Marco disse preocupado consigo.

Marco morava em São Paulo e Renato em Guarulhos, se sentia extremamente desprotegido quando estava lá.

Quando Marco fechou a porta e colocou a chave na fechadura pensou se era mesmo uma boa ideia ficar lá e imediatamente sentiu o outro o agarrar pelas costas.

- preciso deitar - Renato disse com a voz manhosa e rouca ao mesmo tempo guiando o corpo de Marco até sua própria cama.

Quando ele deitou gemeu e suspirou cansado.

Marco também se deitou. Estava adorando ver o outro assim, e quando realmente quisesse ir embora iria sem qualquer remorso.

Agora que Renato tinha fechado os olhos, Marco podia obeserva-lo o quanto queria.

Usava uma regata, deixando os braços malhados a mostra, e uma calça de moletom. Delícia aquelas roupas tão fáceis de tirar. Além disso conseguia sentir o calor que o corpo do outro emanava, queria lamber ele todo.

Quando faziam sexo, Renato passava a língua em lugares do corpo que nenhum outro homem tinha passado. Gostava de morder fraco e chupar também. Marco adorava aquilo, mas nunca teve qualquer vontade de fazer o mesmo, até aquele instante.... Podia até... pagar um boquete? Provavelmente não, ele nunca tinha feito isso e pensar no assunto o fez sentir um certo nervosismo.

Renato puxou o ar com força e abriu os olhos.

Ficou encarando o mais velho, sem nenhuma timidez. O nariz pequeno, os olhos finos, os lábios rosados e a pele branca pareciam um rosto pintado na renascença.

Sentiu o corpo fraco e quis se aproximar do outro. Abraçou o corpo magro ao seu lado. Pegou a mão pequena e a levou para sua cabeça.

- faz carinho? - perguntou gemendo.

Marco mexeu a mão com o intuito de tirá-la de lá, não gostava desse tipo de intimidade, mas só com aquela mexida teve um gemido como resposta. Então começou a ficar preocupado. Ele estava sentindo tanta dor assim?

Marco decidiu continuar mais um pouco, o mais novo gemia e arfava.

- estou sentido dor... - Renato continuou se encolhendo mais no corpo do outro. 
- tomou remédio? - Marco não sabia muito bem o que dizer ou fazer.
- uhum, mas está demorando pra fazer efeito.

Por que Marco estava lá então? Não podia medicá-lo e não sabia cozinhar. Estava só ocupando um espaço precioso na cama de solteiro. Só conseguia pensar em sexo, até a carícia era para ouviu os gemidos, com certeza.

- é tão bom ter você aqui. - Renato disse por fim agarrando o outro ainda mais em um abraço muito cheio de afeto. - tão bom. - repetiu.

Marco continuou o carinho e conseguiu até corresponder um pouquinho o abraço. Nem reparou pelo contato excessivo que o mais novo estava sem cueca. Dormiu naquele ambiente aconchegante.

===============

Renato acordou só depois das 18:00, abriu os olhos e viu Renato em seus braços. Perdeu o ar e começou a sorrir e rir muito.

- Oi - Marco disse quando sentiu o outro distribuindo beijinhos pelo seu rosto - m-melhorou? - perguntou meio inseguro.

- muito - Renato reapondeu parando os beijos para olhá-lo nos olhos. - obrigado por ter vindo. - disse e escondeu o rosto no peito do outro.

O estômago de Marco roncou alto. Sentiu uma pressão interna, teria que cozinhar? Renato estava doente... Ele deveria pedir marmita e ir embora?

- Quer pizza? - Renato perguntou?
- Pizza? - perguntou indiferente - você quer comer isso agora?

Ele estava mesmo preocupado, que fofo.

- eu estoh com muiiiiita fome - respondeu animado com o sorriso e olhos lindos. - quer sua metade do que?

- Marguerita...

Renato deu um beijo na testa dele e pegou o celular no criado mudo.

Pediu meia marguerita e meia frango.

- você vai adorar essa pizza - disse em cima do outro e com os cotovelos apoiados um de cada lado da cabeça alheia.

Marco sabia que a qualquer momento um beijo intenso ia sair dali, e que não pararia no beijo, queria muito, mas estava um pouco preocupado, que fofo.

- você ainda está um pouco quente.
- eu vou tomar banho, e depois comemos, e depois nós vemos o que acontece. - Renato se levantou - você quer uma roupa emprestada?

Marco tinha dormido de jeans e camisa nova. Fez que sim com a cabeça.

Renato explicou onde ficava cada tipo de peça por gaveta e foi embora.

Depois de se despir e ligar o chuveiro começou a sorrir muito e cobrir o rosto com as mãos. Tentou se concentrar nos sentimentos bons e não nos sujos, não queria ficar excitado no banho. Queria na cama.

Suspirou profundamente quando lembrou que alguns minutos atrás eles estavam abraçados. Sorriu de novo quando lembrou do carinho em seus cabelos. Como adorava as mãozinhas do outro, eu seu rosto, braços, peitoral e pênis.

- "água fria!" - pensou mudando a temperatura do chuveiro.

Quando Renato saiu a pizza provavelmente não tinha chegado, não que estivesse pensando muito nela. Queria ver como o seu amor tinha ficado vestindo suas roupas.

- eu não pedi pra jogar isso fora? - foi a primeira coisa que ouviu ao entrar no quarto.

Se a pele de Renato deixasse, ele estaria extremamente vermelho, mas todo resto do seu corpo mostrava o constrangimento: se encolheu, desviou o olhar, coçou o pescoço.
Marco não estava irritado, ou melhor, só um pouco, estava mais achando graça e sentindo um pouco de vergonha própria e alheia.

- eu... Vou jogar. - respondeu sem encarar o outro.

Era uma camisa de Marco que Renato rasgou no meio da afobação de transar. Ele achou que ela era mais elástica, queria lamber logo o mamilo do outro e puxou a gola para baixo estragando-a.

- eu vou jogar agora - Marco falou simples.
-Nã--- Renato ia dizer mas se calou.

Era muito engraçado o quão mal Renato mentia ou disfarçava emoções.

Marco começou a rir, era muito difícil ele rir. Renato passou a contemplar aquilo.

- O que você faz com isso? Pervertido? - perguntou.

Marco tinha achado aquilo bizarro, mas ao mesmo tempo não conseguia imaginar o outro fazendo algo nojento.

- Eu gosto do cheiro... - Respondeu se aproximando menos envergonhado mesmo com Marco voltando a rir.

Renato guiou Marco até a cama e deitou em seu peito, cherou ali profundamente se embriagando, 

- e aqui tem o cheiro de nós dois agora. 

Marco estava usanso uma regata verde musgo, era larga possibilitando ver seu mamilo conforme o tecido se mexia.

O estômago de Marco roncou de novo, é, não era mesmo uma boa ideia dar um amassos antes de comer.

Renato levantou um pouco, mas foi puxado. Marco estava desesperado por um beijo desde que entrara na casa. Já estava com as mãos dentro da camisa do outro e querendo tirar-lhe a calça. Renato não estava 100%, mas ambos não conseguiam controlar a vontade de fazer amor naquela cama, e Marco, mais do que tudo estava com pressa. Pararam a felação para poder respirar e Marco apalpou a bunda do outro por baixo da calça. Diretamente na carne.

- Não usa mais cueca? 
- em casa eu gosto de ficar sem - disse gemendo muito entre as palavras.
- que gotoooso - disse apertando as nádega uma em cada mão.

Renato se levantou de vez e tirou as duas peças de roupa. O olhos de Marco foram direto para o membro desperto. O mais novo deitou em cima do outro e começou outro beijo mais desesperado.

- Ah! Marco! Você é tão delicioso - disse mordendo nos espaços sem regata.

Marco gemeu, mas o que mais estava mexendo com ele era pensar naquele pênis que se esfregava nele.

Inverteu as posições, segurou o membro alheio. E desceu o rosto.

- não precisa fazer isso. - disse desesperado.

Uma vez Renato deu a entender que queria e Marco ficou irritado pra caralho.

Marco lambeu os lábios, estava curioso pra saber como ia ser a sensação, o gosto e como o mais novo ia gemer e implorar por mais.

- Ah! Marco! - Renato gemeu alto quando sentiu a respiração.

Marco abriu a boca e o interfone tocou.

Os dois ficaram meio sem saber o que fazer. Dar um boquete rápido e ir buscar a pizza?! Ou parar ali com o outro duro?!

Renato cobriu o rosto com a mão.

- você pode ir pagar...? - perguntou querendo que a pizza explodisse.

- eu já volto. - Respondeu se levantando e apertando o membro para acalma-lo. - não faça nada sem mim. - Marco sentiu uma tontura e cambaleou.

- tudo bem? 

- eu... Levantei muito rápido, minha pressão baixou, eu preciso comer. -se lamentou colocando sua jaqueta antes de sair.

Que desespero.

Tomando uma decisão muito difícil Renato decidiu tomar outro banho frio, ia ser muita maldade deixar o outro passando fome, ele mesmo não tinha se alimentado direito o dia todo. Quando estava dormindo acordou com fome, e viu Marco em seus braços com uma expressão tranquila rara de se ver e decidiu voltar a dormir. Marco era a melhor coisa de sua vida, tudo que o mais velho fazia mexia com seu estômago, seu coração. E foi com esses sentimentos puros que ele se acalmou buscou dois pratos e guardanapos para os dois. Claro que quando o mais baixo entrou pela porta novamente sentiu uma fisgada no ventre, mas manteve o controle.

=====

- Marco... Ahh - abriu a boca pedindo um pedaço de Pizza.

O mais velho olhou de canto de olho e ignorou. Renato se esfregou no ombro dele.

- ainda estou doente... - disse manhoso.
- não está não - respondeu depois de alguns segundos.
- estou um pouco - disse mais baixo encostando o nariz no pescoço alheio.
- Só come - disse dando mais uma mordida no pedaço cheio de queijo.

Renato se sentou direito e começou a comer.

Será que Marco estava lá só por obrigação? Olhou o outro sem ser correspondido. Renato não entendia aquelas mudanças de humor repentinas, tentava não se sentir um pedaço de carne inútil quando depois de transarem tinha um abraço recusado. 
Mesmo hoje ele não parecia preocupado desde quando conversaram no telefone até agora. Se sentia um incômodo e uma chateação quando o outro respondia a conversa de forma monossilábica como a pouco.

Sentiu a temperatura do corpo aumentar e a cabeça doer, todo o clima de 5 minutos atrás tinha se desfeito. Olhou o outro de cima a baixo de novo, dessa vez parou no pé exposto. Adorava tanto aqueles pés, só os dele, como uma parte tão qualquer de alguém podia mexer tanto consigo? Se sentiu idiota, queria beijar ali loucamente. Se encolheu no sofá com a cabeça latejando mais e vontade de chorar.

Deixou o prato na mesinha de centro e foi acompanhado pelo menor, queria conversar mas nunca conseguia. Estava tão distraído pensando na sua tristeza que não reparou na aproximação do outro até estar em seus lábios.

Abriu um pouco a boca para tentar falar alguma coisa, então a língua do outro tocou a sua. Se rendeu completamente com aquilo, fechou os olhos, puxou todo ar que dava e soltou profundamente, e o beijo continuou lento e profundo até precisarem respirar.

- eu não te entendo - conseguiu dizer com os olhos úmidos.

Marco colocou as mãos dentro da blusa alheia (ele tinha se vestido com roupas quentes por causa do banho gelado). Atacou o pescoço.

- va-vamos conversar - disse sem firmeza alguma - Marco - soluçou - por favor.

- eu não quero - respondeu baixinho

- só um pouco - pediu com voz fina pelo choro segurado.

Marco parou as carícias. E Renato não sabia o que dizer. Os dois ficaram em silêncio.

- eu não sei o que dizer - Renato confessou.

Marco continuou calado. Renato se sentia mais sozinho do que se estivesse sozinho.

- queria sentir que você gosta mais de mim, que se importa mais comigo - disse chorando.
- para de chorar - respondeu

Renato inverteu as posições e ficou por cima abraçando o mais novo muito forte e escondendo o rosto.

- Eu gosto demais de você, eu fico feliz com qualquer coisas que você faz mas também muito triste, eu quero passar mais tempo junto, quero conversar mais, comer mais com você - teve que fazer uma pausa pra chorar mais - falar dos nossos problemas, eu quero saber mais do que você gosta e não gosta. Eu não consigo lidar com coisas sozinho, eu sou tão idiota, tão ridículo. Desculpa, desculpa por chorar, por ficar triste.

Uma pausa se fez. Renato queria que o outro correspondesse o abraço e o beijasse, falasse coisas amorosas e que transmitissem confiança.

- Esse é o seu jeito não dá pra mudar... - Marco respondeu sem alteração na voz.

- tem tantas coisas em mim que eu queria mudar. - disse do fundo do coração.

Renato continuou chorando e em algum momento da conversa saiu de cima do menor que colocou suas roupas novamente e foi embora ouvindo mais pedidos de desculpa. Não respondeu, não deu abraço nem beijo, apenas acenou com a mão. 


==========


- Você chorou para seu namorado e ele não fez nada? Ele nem pareceu se importar? Como você consegue pensar nele?! - Fernando perguntava cheio de raiva.

- Fe, ele não é meu namorado, e ele tinha me dito que odeia quando as pessoas choram, não foi culpa dele... - Renato respondeu.

Os dois eram melhores amigos desde o ensino fundamental. Mesmo assim fazia só alguns meses que Fernando ficou ciente de que o outro era gay. E não tinha se acostumado totalmente a ideia, mas não se afastaria dele por nada.

- quando foi isso? - Fernando perguntou depois de coçar a cabeça
- vai fazer 3 semanas esse sábado... - respondeu
- por que não contou antes?
- porque sempre que eu falo dele você fica desconfortável

Houve uma pausa

- desculpa
- tudo bem... - suspirou
- .... Você arranja coisa melhor
- mas eu gosto dele - respondeu simples - você sabe como é...
- você também me dizia pra largar a Kamila
-a culpa foi minha...

Renato pensou que se contasse o que aconteceu para alguém ia se sentir melhor, mas, ao contrário do que dizem nem sempre isso ajuda, preferia ter um problema resolvido a conversar sobre ele.

Antes do trabalho acabar Renato recebeu uma mensagem de Marco.

"Você pode vir aqui hoje?"

O estômago do mais novo revirou e os olhos ficaram úmidos ao contrário dos lábios que secaram.

De verdade Renato queria encontrar o outro, mas não sabia se devia. Foi para o ponto de ônibus, a 7 metros ficavam os ônibus intermunicipais.
Não queria incomodar o mais velho de novo, ia querer conversar e irritá-lo, se não falasse o que precisava tanto se sentiria usado, nunca conseguiria terminar a relação (caótica) que os dois tinham também.

===

- O-oi - Renato falou quando Marco abriu a porta. Se amaldiçoou profundamente por gaguejar, queria tanto fazer aquilo parecer normal.

Marco se apoiou na ponta dos pés e puxou o mais novo para um beijo. Renato achou que ia sentir uma sensação ruim, não que tivesse parado de gostar do outro, mas não queria se sentir só uma transa para o mais velho.

No entanto, quando o beijo começou ele sentiu algo diferente, Marco fez uma expressão dolorida e o ato foi tão delicado, apenas o roçar dos lábios. Tinha sido beijar alguém diferente ou um lado que o mais alto nunca viu.

Marco evitou contato visual depois daquilo. De cabeça abaixada segurou a mão alheia e o puxou para o quarto encaminhando o corpo para cama. Renato deitou a cabeça no travesseiro. Um nervosismo extremo cresceu, nunca teve aquele medo de fazer sexo. Sentiu que não ia conseguir, estava muito sensível, assustado, controlou suas expressões o máximo que pôde, queria sair dali.

Marco deitou sobre o corpo do mais novo e o abraçou um pouco sem ser correspondido, o corpo embaixo de sí não estava tenso, mas não reagia de forma positiva aos seus toques. O mais baixo segurou o rosto do outro e começou outro beijo calmo. Dessa vez Renato fechou os olhos. As sensações gostosas estavam na língua, no peso do corpo e no toque dos dedos alheios. Até gemeu ao final do beijo e começou a abraçar o outro.

Marco tinha uma coisa que precisava muito falar.

Renato escondeu o rosto no pescoço de Marco e abraçou-o mais forte. Eram muitos sentimentos misturados: vergonha, tristeza, amor, alegria. Sentiu que ia chorar de novo, malditos hormônios no seu cérebro.

- me desculpa - Renato falou.

- Renato... - Marco chamou baixo, mas com o coração acelerado - eu não mudaria nada em você - disse a frase meio rápido.

Marco sentiu Renato estremecer sob si. O mais novo imediatamente mordeu o lábio para segurar o choro, apertou os lençóis entre os dedos, prendeu a respiração.

- Pode chorar - Marco disse o apertando mais.

Um soluço forte escapou imediatamente, seguido de outro mais fraco e de outros de intensidades descompassadas.

Renato tentava esconder o rosto mais no pescoço alheio. Apertava ele, deslizando as mãos para sentir mais os pedaços do corpo. O calor aumentou entre os dois. Renato afastou Marco de si um pouco, depois despiu a camisa alheia e sua própria. Inverteu as posições e voltou a abraça-lo mais forte afundando a cabeça no peito branco do outro.

Marco chorou lágrimas silenciosas. Não conseguiu parar de pensar no mais novo no último mês.

- eu também não mudaria nada em você - Renato disse com a voz tremida.

Os olhos finos de Marco se espantaram com aquele comentário. Puxou o ar e perdeu um pouco o controle do seu corpo. Ele queria acreditar, queria muito mas não conseguia.

- eu sei que você tem motivos pra ser como é. Eu me apaixonei por você assim. - Renato chorava mas estava mais calmo - arisco, indiferente, fofo - não se aguentou, espalhou mordidas fracas no pescoço e peitoral alheio.

Era verdade, Marco nunca tinha sido diferente daquilo, não era aquela pessoa que só é gentil até o parceiro ter dependência sentimental e depois se transforma em um canalha. Talvez Renato estivesse tentando fugir desse tipo de pessoa, e por isso gostava tanto do mais velho.

Marco se sentiu muito gostado.

- aahh! - disse Marco alto empurrando o outro.
- que foi?? - Renato perguntou assutado, parecia que Marco tinha se machucado.
- preciso tirar essa calça - disse desesperado.

Renato riu um pouco. Colocou as mãos dos lados do corpo do outro e segurou a calça firme.

- Rena--- Marco foi interrompido quando sentiu os dentes do outro na sua região baixa - aahhh  - gemeu alto, não conseguiu segurar - tira... - pediu sofrendo.

- Geme pra mim - Renato levantou os olhos e pediu meio tímido.

Conseguia ser tão fofo e provocativo ao mesmo tempo. A calça do outro parecia cada vez mais minúscula.

- hum - gemeu sem querer por imaginar o que o outro ia fazer.

Renato continuou a esfregar o rosto ali. Também raspou e lambeu a região abaixo do umbigo. Suas mãos estavam firmes em volta das coxas.

E Marco realmente gemeu. Não conseguia se segurar, passar os fins de semana sem o corpo do outro foi estressante para o seu próprio, havia muita energia acumulada. Seu ventre se impulsionava sem querer e apertava um dos seus mamilos aproveitando a sensação.

Renato puxou a calça do outro. Pensou em tirar a cueca junto também, mas queria ver uma coisa.

O pênis de Marco até se mexeu por baixo do tecido muito visivelmente ao notar a expressão de desejo do mais novo, babando de olhos arregalados.

- "quanto pré-gozo" - pensou o mais novo vendo a cueca lambuzada.

Queria lamber e chupar por cima da peça enquanto se masturbava. Tirou o sinto sem parar o contato visual com a boxe alheia.

Marco esperou pelo mais novo. Queria ver o que ele planejava.

- eu quero que você goze de cueca. - Renato disse tirando a calça e a cueca.
- o que? - Marco perguntou excitado e espantado com a ideia.

Sem responder Renato voltou a Chupar o outro simulando sua boca sendo estocada enquanto se masturbava rápido. A cama estava agitada e Marco não parava de gemer.

- Me fode! - Marco gritou.

Ele nunca tinha pedido assim, mas ver o outro em cima de si daquele jeito estava deixando-o irresistível. Renato estava todo soado, os cabelos bagunçados, com uma expressão ótima e gemidos roucos. A mão grande na coxa grossa do menor. Naquela posição Marco também via a bunda empinada do outro com os músculos se contraindo. Por um segundo pensou se ele mesmo não devia comer o mais novo. Mas quando Renato se ajoelhou exibindo seu membro enorme ereto e pingando pré-gozo Marco sentiu sua entrada pulsar.

O mais velho colocou as mãos no elástico da cueca.

- não tira - Renato falou enquanto se esticava para o criando mudo pegando camisinha e lubrificante.

- não?

Renato colocou a camisinha e olhou o outro.

- estou com pressa - Marco gemeu se remexendo.

Renato passou lubrificante nos dedos. Puxou a perna direita da cueca e começou a entrar com um. Marco odiava os dedos, mas se o outro entrasse aos pouquinhos com o membro ia morrer de ansiedade. Renato se aproximou do rosto do outro. Deram um beijo desesperado enquanto o passivo arranhava as costas do maior. Respirava descompassado, um par de lágrimas escorreu de cada olho.

- quer que ponha mais um antes? - Renato perguntou carinhoso.
- Você está adorando isso, não é? - Marco perguntou ofegante.
 - seu rosto está tão lindo - Respondeu fechando os olhos sentindo seu dedo ser apertado - vou por - disse por fim.

Marco tentou aguentar a sensação estranha.

- tira! Tira! Tira! Tira - pediu chorando.

Renato saiu o mais rápido que podia sem machucar. Marco sentiu o rosto queimar, fechou os olhos e escondeu o rosto.

Marco não sabia porque não gostava daquilo. A primeira vez que fez sexo, ainda no ensino médio o parceiro não fez esse preparamento. Quando outros caras pediram, meio que tudo bem, mas desde que falou para Renato eles não faziam isso e se desacostumou.

- entra - Marco falou, queria acabar logo com as preliminares, se sentiu meio inseguro.

Renato o abraçou bem gostoso, caloroso, respiraram de vagar por um momento. Marco já se sentia louco para continuar de novo.

Renato se afastou e puxou a cueca do outro, só um pouquinho pra poder entrar. Deixou o menor em uma posição que a cueca ainda tocasse o pênis com as pernas levantadas sobre seus ombros fortes.

- a-ahh- ahhhhhhhh - os dois gemeram alto enquando o membro de Renato deslizava no menor.

Marco já se remexia pedindo por mais. Sem perder tempo as estocadas foram fortes, ele delirou quando sua próstata foi acertada. A fricção do tecido em seu membro foi tão boa. Com Renato era sempre bom. Era tudo muito erótico e carinhoso ao mesmo tempo.

- Me avisa quando for? - Renato perguntou ofegante.

Marco fez que sim. Ele tentava segurar o orgasmo para prolongar aquela transa deliciosa. Mordeu o lábio e olhos para o outro.

- E-eu eu vo- Marco tentou dizer e quando seu ponto mágico foi surrado de novo gozou sem soltar um som.

Renato olhos a cueca do outro ficando mais escura. Gozou com a visão e o aperto em sí.

-ah-- aahhh - gemeu estasiado.

Os dois foram acalmando a respiração, deitados um de lado do outro, por fim Renato tirou a cueca do mais velho e a cheirou.

- vai guardar isso também? - Marco perguntou com sono.

Renato ficou muito sem graça com a pergunta. Riu e beijou os lábios macios do outro.


- não sou tão pervertido - riu gostoso e leve - tirou a camisinha e deu um nó, deixando-a do lado da cama.
- hum... Me fuder desse jeito e com minha roupa foi bem pervertido. - disse Marco provocante.
- se gostou é tão pervertido quanto eu - respondeu o puxando mais

Os dois voltaram a se beijar lenta e calorosamente. Marco ficou surpreso ao sentir o outro excitado de novo.

- o que deu em você? - Marco sorriu cansado.
- e-eu tava com saudade e seu cheiro está muito bom. - respondeu manhoso.

Marco riu mais um pouco. Jogou o pescoço de lado.

- pode marcar... Em um lugar só... - falou.

Eles não podiam chegar no trabalho cheios de chupões, era a primeira vez que Marco deixava sem ser um feriado prolongado.

Renato chupou ali de vagar, massageou as nádegas brancas expostas do menor  e sua cintura pensando que talvez o havia penetrado rápido e forte demais ( estremeceu deliciado com a lembrança) e aproveitou seus gemidos mais calmos de agora.

Marco o sentiu cada vez mais duro. Quando a mão de Renato deixou sua bunda para se masturbar saiu de cima do maior e desceu o rosto para o pênis alheio. Não pensou muito, não havia nervosismo mais, segurou o membro teso e de veias destacadas e colocou na boca. Era inexperiente mas fez Renato gemer e até chorar. O mais novo o estocou quando sentiu que gozaria e Marco também se tocou até o sêmen quente sair de novo.

- Porra... - Renato começou
- aqui - disse Marco lhe dando um beijo de língua rápido.
- isso é bom... Você é bom... Disse fechando os olhos.

Marco viu a expressão do outro e sentiu seu calor.

- eu gosto muito de você - disse bem baixinho.
- eu também - Renato abriu os olhos encarando Marco - muito - disse manhoso.

Depois disso os dois desmaiaram de sono abraçados.

 

 

 


Gente, acreditam que criei essa conta pra achar uma fanfic?

É uma fanfic do BTS, nela o Rap Monster e o JHope, que namoram, perdem uma aposta e transformam o Suga em um Súcubo (ou Íncubos, não lembro que palavra usaram), e o Suga não é um cara de sair e está muito fraco porque precisa se alimentar de sexo, então eles tem que ir em uma balada pra ele pegar alguém. Ele encontra o Jimin e depois o V mas não consegue ficar com eles e no final ele vai pra cama com o Rap Monster e o JHope. Eu gostei muito do jeito que foi escrito e preciso muito achar T_T se alguém sabe que fanfic é essa me manda inbox? Já agradeço. .(*-*)


Notas Finais


Alguém daqui leria se não tivesse o Lemon? Tem dúvidas sobre escrever umas sem.


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