História Gotas de sangue - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Suspense, Vingança
Exibições 6
Palavras 1.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, Olá, oláááá!! Tudo bem? Espero que sim, e se não espero que tudo melhore, enfim... Eu tenho um perfil no wattpad e nele também posto livros, esse mesmo está lá. Em todos os meus livros a morte existe. Tenho outros livros além desse, só um concluido, e decidi colocar " Gotas de sangue" aqui na spirit pois é o livro que mais estou gostando de escrever no momento, me dedico muito a cada cap. Mas peço desculpas por alguns erros ortográficos, não sou muito boa em português, faço de tudo pra dar de meu melhor. Antes de lerem darei uma pequena explicação, o livro dá varias voltas e idas em anos e no tempo. Pode estar no passado e depois no futuro, não é algo "certinho" mas espero que dessa loucura surja uma ótima história. Esse mês postarei poucos cap. MAS JURO que quando entrar de férias terá muito mais, e se possível quase todos os dias. Enfim... BOA LEITURA!!!

Capítulo 1 - Aquela menina


Era meia noite. Rua calada. As casas estavam trancadas. Não havia mais paz naquela ruazinha depois daquele terrível acontecimento. Frio insuportável naquela região, as crianças já estavam dormindo. Os adultos nem os deixavam brincar na rua depois de tudo. Foi um trauma muito grande para aquela pequena, e humilde rua. 

As casas simples e lindas. Chaminés não faltava. Todas as janelas fechadas, as cortinas escondiam o medo que havia dentro da casa, no rosto de cada pessoa. A esperança de melhora estava ausente em cada ser humano daquele lugar. Viver? Não mais, para alguns. Para esses, eles apenas existiam. Vidas estavam acabadas. 


De manhã cedinho, se pôs de pé, junto com o sol, a menina mais esperançosa da rua. Ela levanta e põe sua melhor roupinha. Um vestido,de alça, verde e branco com uma estampa de bolinhas. Um casaco de crochê feito pela sua vó. Ela a trata como mãe, principalmente depois da morte de sua mãe. A menina nem sabe, apenas acha que a mãe viajou a trabalhos. E ninguém queria falar a ela. Foi uma coisa não muito normal e poderia causar algum trauma na menina. A garotinha pôs um sapato estilo de boneca, bem pretinho e foi na cozinha para tomar o café da manhã. 

Família simples. Classe baixa mas, " Graças a Deus"como dizia a família da menina, eles nunca passaram por necessidades.

A garota pegou uma xícara de café com leite e alguns biscoitos amanteigados. Depois de terminar, pegou uma maçã e levou a boca, indo para a sala.

A avó da menina já estava muito doente. Idosa. Problemas com a saúde, já é quase normal nesta idade. Era velhinha mas sabia mentir muito bem. Ela não contou a notícia a menina e achava melhor contar quando o pai da garotinha chegar. A velhinha precisava dizer a menina que a mãe dela havia morrido. A garotinha apenas achava que a mãe tinha ido trabalhar, assim como todos dali.

Quase todas as mães daquelas criancinhas haviam as deixado para trabalhar, para ganhar dinheiro, uma quantia boa para mudar de vida junto com a família. Mas nem tudo que parece ser bom, é bom. As vezes as aparências enganam.


Com aquela cidadezinha tão pequena e calma, aquela menina adorava ficar na pracinha uma rua depois da sua. Mas agora ela nem podia sair de casa sozinha. Só quando havia moradores, os mais confiáveis, por perto. O medo assombra esta ruazinha, esta cidade. Pequena cidade. Não é que os moradores fossem falsos. Todos se conheciam e interagiam entre si, mas depois do que aconteceu, aqueles moradores, coitados, viviam com medo de cada coisa diferente que aparecesse por ali. Eles só precisavam de um empurrãozinho para um novo avanço. Para mais um voto de confiança. Isto já acontecera a tempos e agora veio à tona de novo. Mas pra que esconder tudo? Por que não falar e acalmar os outros. Assim ninguém viveria em um medo terrível. Eles nem sabiam realmente ao que temer. Mas se soubessem adiantaria alguma coisa? Sim, adiantaria. Eles poderiam se prevenir. E não "Chorar pelo leite derramado" como dizem. Mas neste caso não é leite que foi derramado e sim sangue.


A menina estava sentada lendo alguns quadrinhos. Ela ler muito em seu tempo livre. Mas o que gosta mesmo é passear com seu cachorro. Ganhou ele quando tinha oito anos de idade. Agora já tinha onze. 

Ela tinha uma ilusão de a mãe voltar depois de alguns dias. A avó da menina não poderia levar isso tão longe não é mesmo? Algo assim não pode ser guardado por tanto tempo. As pessoas acham que escondendo isto dela vão evitar problemas, mas não sabem que podem estar piorando a situação.


A menina já havia acabado de ler e foi olhar a rua pela janela. Estava tudo vazio. Dava para ver algumas crianças brincando no fim da rua, mas se muita eram quatro. Aquela cidadezinha já foi mais alegre, e a aquela ruazinha era a mais animada, mas agora não mais. 


A avó da menina era privilegiada por ainda estar viva, naquele tempo muitas mulheres não conseguiam escapar. E nem neste tempo. O caso da mãe da menininha. A garota sai da janela deixando uma lágrima cair. A saudade já apertara muito em seu coração e ela não aguentava mais ficar longe da mãe. Se fez de madura na hora que sua mãe afirmou que teria de ir embora, pelo menos por um tempo. Se fez de forte, disse que aguentava, não chorou, mesmo sendo uma criança ainda, ela parecia mais adulta do que a avó, que se afogou em lágrimas e quase não sai do abraço da filha. A menina apenas assentiu e deu boa sorte para mãe, mesmo que sua avó tenha a olhado torto, sua avó era muito religiosa, é ainda, não acreditava em sorte e sim em Deus. Mas aí já era de mais não é mesmo. A garota percebendo o olhar de sua avó, subiu as escadas e foi para seu quarto. Desde então tomou cuidado com tudo o que ia falar, era obrigada a passar um tempo lendo a bíblia. Ela poderia se recusar, mas ela não fazia isso. Medo de que? De tudo. Criada educadamente, obedecia a tudo. Mas um dia ela poderia se cansar, assim como todos se cansam de algo. Quando viu sua vó entrando na sala, ela rapidamente enxugou a única lágrima. Havia aprendido, em algum livro que, não vale à pena ter suas lágrimas derramadas vistas pelo os outros, eles não entendem, fingem mas, não entendem. Mente madura e responsável demais para alguém de onze anos de idade, e mais alguém de onze anos de idade criado em uma pequena cidadezinha. Que no momento estava carente de força e confiança. Carente de alegria e paz na mente de cada um. 


Deve ser complicado de se entender, mas um segredo não se conta assim tão fácil. Então ajudarei um pouco. 


Todas as mães daquela cidade, quando chegavam numa certa idade tinham que ir trabalhar fora, ninguém sabe de que. Era uma obrigação e tinha que ser cumprida. O estranho, muito, é que nem todas voltavam, as que voltavam vinham estranhas, umas com perda de memória, outras com algum distúrbio, outras traumatizadas de alguma forma. Sempre vinham com algo estranho, algo que as impedissem de falar o que acontecia, mesmo sabendo que suas filhas também passariam por aquilo. Aquilo o que? É... aí eu já não conto.




Notas Finais


Olá de novo meus amores*-* Isso mesmo, fui melosa. Mas iai? Gostaram? Espero que sim. Beijos de gelo e até o próximo capítuloooooooo!


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