História Gotham City - Capítulo 41


Escrita por: ~

Postado
Categorias Batman, Mulher Gato
Personagens Alfred Pennyworth, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Edward Nashton/Nygma (O Charada), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Harvey Dent (Duas-Caras), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley, Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher-Gato)
Tags Batman, Bruce Wayne, Carmine Falcone, Catwoman, Charada, Comissário Gordon, Coringa, Dccomics, Duas Caras, Gotham City, Harley Quinn, Hera Venenosa, Mulher Gato, Pinguim
Exibições 81
Palavras 2.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 41 - Cap. 41 - Mini Robin


Fanfic / Fanfiction Gotham City - Capítulo 41 - Cap. 41 - Mini Robin

A noite de terça em Gotham havia esfriado um pouco mais depois de chover o dia inteiro, Selina estava terminando de colocar a filha na cama lhe dando um beijinho de boa noite e a cobrindo com o cobertor. E assim que ela saiu do quarto fechando a porta, a menina abriu os olhos, se levantou e pegou sua mochila, que havia escondido em baixo da cama, jogou tudo que havia pego da caverna em cima da cama.

- Olha só, Duquesa... – a menina mostrou a roupa de Robin para a gata que continuava deitada em cima da cama – Vou ser o Robin!

A gata apenas levantou a cabeça e fez um “meow” bem baixinho, enquanto a dona começava a se trocar.

●●●

Selina subiu as escadas com uma pequena garrafa de água na mão e seguia para o quarto de Bruce, quando viu Alfred saindo do mesmo, aparentava estar meio preocupado.

- Alfred?

- Sim, senhorita Selina?

- Bruce ainda está acordado?

- Está sim, senhorita.

- Ótimo, vou levar isso aqui pra ele e...

- Ele não está no quarto, senhorita Selina.

- Como assim não está no quarto? – a expressão dela irradiava irritação.

- O patrão Bruce acredita já estar bom o suficiente para voltar aos seus afazeres. – a decepção veio carregada nas palavras de Alfred e aquela pequena afirmação apenas fez a mulher ficar ainda mais irritada.

- Eu juro que ainda vou arrancar os olhos dele, Alfred! – ela voltou a andar em direção as escadas.

- Senhorita Selina, posso sugerir um tiro na perna? – Alfred passou a acompanha-la até a uma das entradas secretas para a caverna que ficava no hall da casa – Seria mais eficaz e menos doloroso, eu acredito.

 Juntos entraram na bat-caverna onde Dick, Jason, Tim e Damian acompanhavam Bruce mexendo em seus brinquedos e assim que ouviram os passos vindo em sua direção olharam imediatamente para os dois, ambos muito sérios.

- Alfred, você viu o meu cinto? – Bruce não se dignou a olhar para eles, então continuou cabisbaixo mexendo nos batarangs.

- Não vi, senhor.

- O que vocês pensam que estão fazendo aqui? – Selina cruzou os braços a espera de respostas, os encarando com um olhar fuzilante.

- Alguém precisa patrulhar por Gotham... – Bruce respondeu sem tirar seus olhos dos batarangs que examinava cuidadosamente, afim de saber se estavam afiados.

- Já imaginou que loucura se existisse uma coisa chamada “polícia” e eles tivesse uma coisa chamada “viatura” e fizessem patrulhas? – o tom irônico de Selina não passou despercebido, principalmente pelos meninos.

- A polícia não consegue fazer o que eu faço. – ele finalmente a encarou – Além disso, Gotham ainda está mergulhada em caos.

- Gotham sempre esteve mergulhada no caos, até mesmo antes de você nascer! – ela colocou as mãos na cintura e seu tom era grosseiro – Um dia a mais ou a menos sem o Batman não vai fazer Gotham ficar pura da noite pro dia!

- Pode ser que Gotham não fique totalmente pura, mas pelo menos com o Batman nas ruas o caos vai diminuir!

- Não vai conseguir diminuir o caos se estiver morto!

- Eu estou bem...

- Não, não está! – ela se aproximou muito irritada e lhe deu um tapa bem em cima do ferimento em seu braço, o que o fez se retrair – Está vendo? Agora, você vai fazer o favor de ficar em repouso!

- Eu acho que o Batman não entende o termo “repouso”... – Tim comentou baixinho entre os meninos, mas acabou sendo escutado por Bruce e Selina.

- Então, eu vou falar na sua língua! – Selina apontou o dedo na cara de Bruce, extremamente irritada – Você vai pegar esse “bat-trazeiro” e deita naquela “bat-cama” que fica no seu “bat-quarto” e ficar de “bat-repouso”, antes que eu meta um “bat-chute” nele, entendeu agora?

- Agora até os morcegos da caverna entenderam... – Jason resmungou baixinho.

- Vamos Robin! – Bruce lhe deu as costas, começou a puxa a máscara para tampar o rosto, enquanto seguia em direção ao batmóvel.

Damian pegou a máscara de Robin e começou a segui-lo, mas assim que o teto do batmóvel se abriu um mini-Robin deu um pulinho ficando de pé em cima do banco.

- Tô pronta!

Bruce largou a máscara e demorou alguns segundos para processar Jenny vestindo a antiga roupa de Dick, que estava um pouco larga, mas mesmo assim a menina havia dado um jeito com alfinetes de bebê. Logo ele viu seu cinto sendo usado na transversal, como se fosse uma bolsa, o que fazia sentido, já que este não conseguiria ficar preso na cintura da menina.

- O que é isso?! – Damian foi o primeiro a se pronunciar diante da situação, estava irritado, como sempre.

- Essa roupa era minha! – Dick apontou para menina.

- Oh dó! O menino prodígio tá com saudades da sua roupinha de neném... – Jason gozou fazendo uma voz fina, deixando Dick extremamente furioso.

- Achei o seu cinto, patrão Bruce! – Alfred se aproximou falando num tom sério, mas estava apenas zombando.

- É a minha filha?! – Selina apontou para o mini-Robin no carro, estava pasma.

- Oi mãe! – a menina deu um tchauzinho, enquanto Bruce a levantava pela axila a fim de tira-la de cima do banco do carro e coloca-la no chão.

- Agora, você foi longe demais!! – assim que Bruce colocou a filha de pé no chão, Selina a puxou pelo braço para o seu lado – Eu não tô nem ai se você quer se matar! Mas, você não vai levar a minha filha!

Bruce ficou sem saber o que dizer, estava ainda mais surpreso que Selina em ver Jenny vestida de Robin, mas entendeu claramente que ela estava o acusando de ter vestido a filha. Damian se aproximou da irmã e a mediu de cima a baixo, não parecia nada contente em vê-la de Robin.

- Selina, eu juro que não...

- Escute aqui, Bruce! – ela o interrompeu sem dó e vontade para escuta-lo - Você pode até vestir o Damian de Robin, mas não vai vestir a minha filha de Robin!

- Mas, ninguém me vestiu de Robin! – Jenny bateu o pé no chão chamando a atenção dos pais – Eu me vesti sozinha! Eu sei trocar de roupa, tá?

- Eu sei, eu sei... – Selina respirou fundo, não podia descontar na menina – O que quero dizer é que ele te deu a roupa...

- Não deu não! – ela balançou a cabeça negando.

- Não? – Selina ficou confusa.

- Eu peguei ali naquele manequim que fica dentro do negócio de vidro! – ela apontou para o segundo andar da caverna, onde os uniformes ficavam em exposição.

- Querida, explica! – Selina se curvou para olhar nos olhos da menina – Como isso aconteceu?

- Eu tava entediada, ninguém queria brincar comigo e estava chovendo! – ela pontuou ainda um pouco irritada por ter sido ignorada – Então, eu fui até a biblioteca... – a menina parou ao se lembrar de um detalhe importante, então se voltou para o pai – Aliás, alguém deveria levar o papai para comprar uns livros melhores! Só tem livro chato, sem imagem e com palavras difíceis naquela biblioteca!

- Querida! – Selina a chamou de volta – Foco! O que aconteceu?

- Ah, sim... Voltando... Eu fui na biblioteca e pra resumir o único livro sobre contos que tinha naquela porcaria, abriu uma passagem secreta e eu entrei! – a menina percebeu que a mãe não estava muito feliz, mas achou que a animaria mostrando tudo o que havia achado na caverna – Ai, eu achei esse monte de coisas legais!

Selina estava com um bico enorme, odiava estar errada e ter uma filha tão curiosa quanto ela, trocou olhares com Bruce e depois suspirou fundo, não sabia como agir naquela situação, nunca havia imaginado que a filha fosse descobrir tudo daquele jeito. 

- E o que você pensa que está fazendo? – Damian apontou para ela.

- Eu sou o Robin! – ela disse sorrindo.

- Não, não é! – ele fechou a cara, ficando ainda mais assustador – Eu sou o Robin! E não pode ter dois Robins!!

- Tá bem... – a menina abaixou a cabeça um pouco chateada, mas depois se virou para os meninos – Que outro passarinho começa com R?

- Rouxinol!! – Tim respondeu rapidamente como se estivesse em um jogo de perguntar e respostas, enquanto todos lhe lançavam olhares de repudio.

- Então, eu sou um Rouxinol! – Jenny acreditava que o problema estava resolvido, mas Damian apenas suspirou fundo.

- Não, não é! – Selina esbravejou olhando severamente para ela – E você vai tirar essa roupa agora mesmo, mocinha!

- Mas, mãe, eu tô arrazando nesse shortinho!! – a menina se entristeceu, não queria tirar a roupa de Robin e logo depois se lembrou de algo que não estava em discussão – Aliás, vocês mentiram para mim! O papai é o Batman!

- Nós... Nós não mentimos para você... – Selina tentou consertar, enquanto observava a filha fazendo a sua cara de desconfiada com os braços cruzados – Nós apenas omitimos...

- E o que significar “omitimos”? – ela resmungou sem entender a palavra.

- Omitir significa esconder! – Tim foi mais rápido – É o famoso “deixar quieto”, ou melhor “deixar por baixo do pano”, entendeu?

- Entendi, obrigada! – a menina balançou a cabeça.

- Eu tenho uma pergunta! – Jason falou em alto e bom som, além levantar o braço como se estivesse na escola – Você perdoou ele, antes ou depois de descobrir que ele era o Batman?

- Depois né... Dãa!! – aquilo parecia tão obvio que Jenny debochou da cara de Jason, que não ficou nada feliz com o tom da criança – Acha mesmo que ia perdoar ele, só por causa dessa carinha de cachorro que ele faz?

Bruce se sentiu extremamente mal e ao mesmo tempo irritado em escutar aquilo, mas não sabia se já tinha autonomia o suficiente para repreender a própria filha, então ficou sem saber como agir diante da situação, parecendo um pouco frouxo.

- EI! Não fale assim do seu pai! – Selina a advertiu.

- Mas, você fala assim do papai! – Jenny retrucou se sentindo injustiçada.

- É... – Selina sentiu o olhar de reprovação de Bruce – Mas, eu posso! Você não!

- Que injusto! – a menina cruzou os braços e fechou a cara.

- Você disse para a nossa filha que eu tenho “carinha de cachorro”?

- Minha filha! – ela o corrigiu antes de explicar – Segundo, eu não disse para ela, disse para outra pessoa, mas ela ouviu e adotou o termo... Só isso...

- E pra quem você disse que eu tenho cara de cachorro, enquanto a NOSSA filha escutava a conversa?

- MINHA, minha filha! – ela apontou o dedo que ficou a milímetros do nariz dele – Eu a pari! Por tanto, MINHA filha!

- Mamãe falou palavra feia!! – Jenny com os olhos arregalados e a boca semiaberta, apontou para a mãe.

- Nanananão... – Jason veio se aproximando dela, ainda de muletas, fazendo “não” com o dedo – “Pari” não é uma palavra feia... Agora, se você falar “puta que pariu”...

Selina e Bruce totalmente descontentes, com os olhos explodindo de raiva, cruzaram os braços e encararam Jason de forma dura, enquanto o mesmo não entendia o motivo de estar sendo reprimido.

- Que foi, porra?

- JASON!! – Eles gritaram com o garoto que ficou irritado.

- Ah, vai se fude! Não fiz nada, caralho! – ele ficou resmungando enquanto Selina queria o matar com olhar – Faço nada e ainda ficam gritando comigo, buceta...

- Eu não entendo o que essas palavras significam... – Jenny resmungou para Damian.

- Viu!! – Jason apontou para a menina e esbravejou – Ela nem sabe o que significa “caralho”, caralho!!

- Mas não é porque ela não sabe, que você precisa ficar ensinando para ela! – Selina estava quase pulando em cima do garoto.

- Grande merda, um dia a pirralha vai aprender de qualquer jeito... – Jason ficou parado em um canto resmungando consigo mesmo.

- Já chega!! Mocinha, tire essa roupa e vá pro seu quarto!!

- Mas mãe... Eu super me arrumei para ir lutar hoje... – a menina abriu um dos compartimentos do cinto de utilidade e revelou várias balas de yogurte – Viu?! Tô levando até balinha!!

- Tá levando a bala errada, pirralha! – Jason debochou de seu canto.

- AGORA!! – Selina apontou em direção a saída da caverna.

Apesar de ficar extremamente emburrada Jenny obedeceu e foi, acompanhada de Alfred, para fora da caverna. Tim ficou observando confuso se ainda sairiam para patrulhar ou se teriam que voltar para dentro junto, então resolveu jogar um verde:

- Err... Então... A gente vai sair?

- Ninguém vai sair dessa casa! – a essa altura do campeonato Selina já estava sem paciência, se virou para Bruce e o encarou – Você vai subir agora comigo para conversar com a Jenny!

Bruce preferiu ficar em silêncio, e realmente sem dizer nenhuma palavra apenas começou a seguir para fora da caverna.

●●●

- Isso é muito injusto, Alfred! – Jenny se queixou enquanto Alfred dobrava a capa amarela, que foi a única parte que a menina concordou em tirar porque a incomodava – Não posso fazer a aula de dança junto com a mamãe na academia, não posso ter um pai normal, não posso comer doce de leite direto na lata, não posso nem ser o Robin...

- Acontece, senhorita Jenny... – Alfred suspirou fundo enquanto a escutava listar tudo que não podia fazer.

  Alguns toques na porta anunciaram a chegada dos pais da garota que entraram lentamente no quarto. Jenny cruzou os braços e os encarou irritada, enquanto sinalizavam para Alfred permanecer fazendo o que havia começado.

- Oi querida, precisamos conversar...

- Não vem com “oi querida”!! – Bruce podia ver claramente uma mini Selina falando ali sentada em cima da cama – Eu estou muito chateada!!

- O que a sua mãe quer dizer é que precisamos te pedir uma coisa. – Bruce tentou amenizar e se sentou ao lado direito da menina.

- Espero que não seja sobre tirar o meu shortinho, porque eu não vou!

- Querida, se você quiser você pode dormir com esse shorts! – Selina aliviou a pena de tirar toda a roupa de Robin, apenas para a menina parar de falar no shorts.

- Legal! – ela abriu um sorriso no rosto.

- Agora, precisamos conversar sério... – Bruce fez com que ela prestasse atenção – Agora que você já descobriu que eu sou o Batman, precisa prometer que não vai sair contando para todo mundo, porque isso é um segredo, está bem?

- Isso inclui a tia Quinzel?

- Principalmente a Arlequina! – ele disse sério.

- Tá bom né... – ela dobrou seus dedos como se fosse fechar a mão, mas deixou o mindinho esticado – Juro juradinho...

Bruce ficou olhando sem entender o que aquilo significava, então notando a expressão de estranheza do pai a menina bufou e falou:

- Você não sabe jurar juradinho né? – ela balançou a cabeça em sinal de negação, inconformada – Sabe jurar de coração?

- Que tal apenas dizer “juro”? – ele se encabulou por não saber nenhum desses juramentos, enquanto a menina revirava os olhos.

- Tá, eu juro... Mas, que isso foi muito simples e chato, foi!

Após o longo dia, eles recolocaram a filha na cama e cobriram com o cobertor dando boa noite com direito a um beijinho na bochecha. 


Notas Finais


Créditos pela imagem: http://dcanimatedmovieuniverse.wikia.com/wiki/File:Batcave.png
Finalmente capítulo novo!! Perdão pela demora queridos leitores, mas imprevistos acontecem e acabaram me deixando sem tempo. Vou tentar recompensa-los pelo tempo de espera kkkkkkkkk'
Espero que gostem!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...