História Gotham City - Capítulo 46


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Categorias Batman, Mulher Gato
Personagens Alfred Pennyworth, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Edward Nashton/Nygma (O Charada), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Harvey Dent (Duas-Caras), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley, Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher-Gato)
Tags Batman, Bruce Wayne, Carmine Falcone, Catwoman, Charada, Comissário Gordon, Coringa, Dccomics, Duas Caras, Gotham City, Harley Quinn, Hera Venenosa, Mulher Gato, Pinguim
Exibições 59
Palavras 2.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 46 - Cap. 46 - Assuntos Pendentes


Fanfic / Fanfiction Gotham City - Capítulo 46 - Cap. 46 - Assuntos Pendentes

Era mais uma madrugada agitada na mansão Wayne, Alfred estava servindo alguns pequenos aperitivos aos convidados especiais do patrão, entre eles, Flash era o mais feliz de estar comendo alguma coisa. Selina já havia tirado sua máscara e não estava com uma cara muito boa, esperou todos terminarem de se servir para que pudesse começar sua longa e cansativa bronca.

- Bom, primeiro eu vou pedir para as crianças se retirarem! – ela lançou um olhar para Jenny, Damian, Dick, Tim, Jason, Roy e Barbara.

- O que? A pirralha vai se livrar do castigo é? – Jason esbravejou irritado.

- Não. – Selina cruzou os braços – Vamos conversar com ela depois, a sós.

- HÁ!! Toma pirralha!! – ele riu na cara dela a fazendo revirar os olhos – Você vai ficar de castigo!

- Qual a sua idade mental, Jason? 3 anos de idade? – a garotinha passou por ele de braços cruzados revirando os olhos – Vê se cresce, Jason!

- HÁ!! Toma Jason!! – Tim passou zoando na cara dele.

- Muito bom, Tim! – Dick e Tim deram um hi-five.

- Eles são sempre maduros assim? – Nyssa questionou gozando deles.

Assim que Jenny se despediu de todos saiu da sala junto com Damian, já os outros continuaram ali parados como se não tivesse escutado as ordens de Selina.

- Acho que mandei vocês saírem. – ela cruzou os braços esperando.

- Eu acho que eles podiam ficar. – Superman disse em defesa dos garotos – Afinal, eles podem aprender alguma coisa.

- Concordo! – Canário se levantou colocou as mãos na cintura e encarou o Arqueiro – E a primeira coisa que precisão aprender é que o sinal de alerta vermelho NÃO é brinquedo!!

- Pera ai! – ele levantou as mãos e apontou o dedo para ela – Mas a situação realmente estava feia!

- Não! Não estava! – ela o encarou irritada – Você apenas deu sorte da situação ficar pior mesmo!

Nyssa e Flash precisaram separar Canário e Arqueiro para que não se atacassem, mas só depois de alguns minutos conseguiram voltar ao foco da conversa que foi quando Selina exigiu explicações sobre como Jenny apareceu no meio da missão.

● ● ●

Damian estava deitado na cama de seu quarto parecia distraído, mas na verdade sua cabeça estava extremamente cheia de pensamentos que não paravam de o atormentar e o pior de tudo é que ele mesmo não conseguia as respostas. O garoto não entendia porque tanto seu pai como sua mãe o tratavam como um objeto quebrado e que aparentemente nenhum deles fazia questão de o querer daquele modo, isso o fazia se questionar se realmente sua existência era bem-vinda aquele mundo, ou se tal vez fosse melhor nunca ter estado ali.

Também havia um grande peso de culpa em sua mente pelo fato de não conseguir entender cem por cento daquele mundo fora da Liga das Sombras e era ainda mais frustrante não conseguir se adequar a ele como as pessoas esperavam e por outro lado, sentia uma culpa por ter abandonado as ideologias que seu avô havia lhe ensinado desde que se lembrava. Todos aqueles sentimentos se misturavam e embaralhavam suas ideias lhe causando uma grande dor de cabeça e o fazendo se sentir tão vazio quanto uma casa abandonada, então aos poucos foi sentindo seu rosto ficar cada vez mais quente até sua avista ficar embaçada e sentir algumas lágrimas deslizarem por seu rosto o queimando.

Jenny entrou no quarto do irmão, já que estava com a porta semiaberta, não demorou muito para notar que ele parecia extremamente triste. Assim que ele notou a presença da menina, ela já estava se sentando ao seu lado, o que o fez rapidamente limpar as lágrimas do rosto do a manga da blusa.

- Você tá chorando? – ela perguntou docemente o observando.

- Não! – ele terminou de passar o braço na cara e se virou para o lado lhe dando as costas – Não é dá sua conta!

- É por causa do seu vovô?

- Não. – ele murmurou irritado – E você não entenderia!

- Por que não?

- Porque a sua mãe gosta de você! – ele disse fungando um pouco – Sua mãe não fala que você está quebrada!

- hum... – ela parou um pouco para pensar, mas logo quebrou o silêncio – É... A mamãe nunca disse isso... Mas, ela as vezes diz que eu passo dos limites! Nunca sei se é um elogio, ou não...

- Viu?! – ele resmungou.

- Mas você tem o papai! – ela tentou o animar.

- Não! – ele ficou ainda mais irritado – Ele sempre diz que eu preciso ser concertado! Tenho certeza de que ele nem queria que eu existisse... – ele fez uma breve pausa e depois resmungou baixinho – Na papelada consta que eu sou só mais uma criança adotada...

- Como assim?

- Acorda Jenny! Não fomos crianças planejadas!

- O que é isso?

- É quando os pais decidem que vão ter um bebê!

Por alguns minutos o quarto ficou em silêncio, a menina pensava um pouco sobre sua vida e a comparava com o pouco que sabia do irmão. Apesar de pensar muito, ela não entendia porque os adultos diziam a ele que estava quebrado, chegou a conclusão de que também ficaria muito triste se escutasse o mesmo da mãe, porém ela conseguiu encontrar as palavras certas para consola-lo:

- Damian... – ela murmurou enquanto tentava o virar para que conseguisse ver seu rosto, mas tudo o que conseguia era balançar o braço dele – Não sei se faz muita diferença pra você, mas eu não acho que você está quebrado.

- ...

- Eu gosto de você como você é! – ela continuava a balançar o irmão – E se você quiser, eu divido a minha mamãe com você! Ela não vai dizer que você está quebrado!

O garoto não teve tempo de responder, pois ouviram a voz de Selina gritando o nome da filha.

- Eu já vou! – ela disse descendo da cama – Mas, eu te amo tá? Boa noite!

● ● ●

- JENNY!! – Selina estava chamando pela milésima vez – Está vendo? Isso é culpa sua!

- Minha? – Bruce estava logo atrás dela.

- Sim! – ela se irritou – Você vive fazendo isso!

- Isso o que?

- Isso! – ela insistiu, mas ele ainda não a compreendia. Ela bufou irritada – Arrgh!! Essa coisa de sumir!!

- Não fui eu quem sumi por 7 anos!

- Como é? – ela se virou bruscamente para ele incrédula de que havia escutado aquilo – Repete na minha cara!

- Repetir o que? – o doce som da voz de Jenny os fez a tensão do ar sumir.

- Nada não querida! – Selina respondeu para ela – Conversa de adulto... Onde você estava?

- Estava conversando com o Damian.

- Bom, agora a gente é que vai conversar com você! – ela disse cruzando os braços – Vamos para o quarto mocinha! Você ultrapassou os limites!

- Ela sempre diz isso... – a menina comentou com o pai – Eu acho que é algo muito bom, né?

Eles entraram no quarto e a menina logo se sentou na cama, Selina e Bruce ficaram de pé na frente dela.

- Muito bem mocinha. – a mãe respirou fundo – O que foi que passou na sua cabeça pra entrar naquele carro e depois ainda entrar naquele prédio? Hein?

- É que é muito injusto! – ela cruzou os braços e abaixou as sobrancelhas brava – Por que eu tenho que ficar dormindo, enquanto tá todo mundo acordado se divertindo?

Selina e Bruce se entre olharam e respiraram fundo, era óbvio que a menina ainda não tinha consciência de que aquele mundo noturno era perigoso demais e que até agora a sorte esteve ao lado deles para que nada de ruim acontecesse.

- Querida... – ela disse num tom calmo se sentando ao lado da filha e a olhando nos olhos – Eu sei que pra você parece que é algo divertido, mas na verdade essas coisas são muito perigosas e não queremos que você se machuque.

- Mas ninguém tá machucado! – ela disse inocentemente por não ter visto nada de grave.

- Bruce, mostre a ela suas costas. – ela pediu, mas seu tom era de ordem mesmo o que o fez rapidamente erguer as camisa e mostrar as costas cheia de cicatrizes – Está vendo? Nem sempre o seu pai tem a sorte de conseguir ajuda!

A menina ficou em silêncio observando o pai abaixar a camisa, enquanto a mãe voltava a suspirar fundo, era muito difícil lhe dar com essa fase onde as crianças são muito ingênuas para conseguir entender o real significado das coisas.

- Nós não queremos que você se machuque assim. – ela passou a mão nos cabelos da menina – Entendeu, querida?

- Sim, mamãe. – ela respondeu um pouco abatida.

- E por favor, quando a tia Nyssa, ou a Tia Canário, ou qual quer outro dos tios e tias te mandarem fazer algo apenas obedeça, está bem?

- Isso inclui o Jason?

- Isso inclui o Jason caso seja uma situação de perigo... – ela ponderou as palavras já que o Jason não era um bom exemplo a ser seguido – Fora isso, não siga o exemplo do Jason!

- Tá bem! – ela concordou – E quando eu vou ter idade pra sair com vocês?

- hahahahaha – Selina riu e depois voltou seu olhar para ela – Isso não vai acontecer querida! Agora, hora de dormir!

- Será que eu podia conversar com ela um pouco? – Bruce se aproximou.

- Tá pode falar! – Selina disse como se não fizesse questão.

- A sós!

Ela sorriu para que a filha não percebesse o quanto aquele pedido a incomodava, podia ser apenas ciúmes já que não estava acostumada a dividir a menina com ninguém, ou seja as broncas, as lições e os secredos eram totalmente apenas entre as duas e agora ter que dividir esse espaço com Bruce a incomodava. Além disso, tinha toda uma preocupação sobre o que o ele diria para a garotinha, afinal de longe se via que o playboy não era bom na matéria de “criação de filhos”.

- É bom tomar muito cuidado com o que vai dizer pra minha filha! – ela sussurrou baixinho passando por ele, logo depois disfarçou e falou para a menina – Vou pegar um leite para você, enquanto conversam!

E assim a mãe saiu do quarto os deixando sozinho, Bruce se sentou ao lado dela.

- Quero te fazer uma proposta.

- Uma o que?

- Um acordo.

- Por que?

- Porque eu sei que não vai obedecer a sua mãe.

- Ei! Você não pode ter certeza! – ela cruzou os braços.

- Considerando que você é nossa filha... – ele balançou a cabeça para os lados – Você não vai obedecer. Eu não obedeceria e nem a sua mãe obedeceria!

- Você pode mesmo falar isso pra mim? – a menina ficou intrigada – Você está praticamente falando que eu não preciso obedecer!

- Por isso, quero fazer um acordo! – ele piscou pra ela.

- Estou escutando. – ela deu um sorriso maroto.

- Muito bem, se você prometer que não vai mais tentar nos seguir a noite, eu treino você!

- Como assim treinamento?

- Bom, o Damian teve um treinamento e é por isso que ele pode ir com a gente.

- JURA? – ela se animou ficando de pé na cama – Você vai me ensinar a fazer essas coisas?

- Sim! Mas, sua mãe não pode saber! – ele a advertiu, afinal era óbvio que Selina não concordasse – Está bem?

- SIM! – ela passou a mão na boca, como se a estivesse fechando como um zíper.

Logo em seguida a porta se abriu e Selina entrou segurando um copo de leite, Bruce se levantou e a menina voltou a se sentar na cama.

- Aqui está o seu leite!

- Mãe, posso falar com só com você? – a menina observou o olhar de desapontado do pai por não querer que ela ficasse, então resolveu o consolar:  – São assuntos de menina!

- Oh, sim! – Bruce balançou a cabeça e se dirigiu para a porta um pouco constrangido – E eu tenho coisas para fazer, então... Já vou!

- Boa noite, papai!

- Boa Noite, Jenny!

Ela esperou até ter certeza de que ele havia saído.

- Então? – a mãe lhe chamou a atenção.

- O Damian tá triste!

- Por que?

- Ele disse que a mamãe dele e o papai ficam falando que ele tá quebrado.

Selina revirou os olhos e respirou fundo, se Bruce estivesse ali ela com certeza lhe arrancaria os olhos.

- Eu não entendo! – ela disse desanimada – Por que o papai acha que ele tá quebrado?

- O que mais o Damian te disse querida?

- Bom, ele acha que o papai não quer ele por causa de uns papéis.

- Como assim?

- Eu não entendi direito! – ela não sabia como explicar direito – Ele disse algo sobre nos papéis ele ser adotado, mas eu não entendo o que isso significa!

- Tudo bem, eu entendi. – ela voltou a respirar fundo – Mais alguma coisa?

- Queria que você fizesse alguma coisa.

- Sabe, eu estava pensando em levar o Damian para um dia de shopping!

- Eu adoro dia de shopping! – ela disse sorrindo – Tenho certeza de que o Damian vai gostar também!

- Ótimo! Vou leva-lo amanhã para um dia de shopping! – ela deu um beijo na testa filha e a cobriu com o cobertor – Agora trate de dormir!

- Mãe! – ela a chamou de volta.

- O que?

- Eu não fui uma criança planejada né?

- Eu prefiro dizer presente surpresa!

- Você preferia que isso não tivesse acontecido?

- O que? Não! – ela acariciou as bochechas da filha – Eu amo presentes surpresa e você foi o melhor de todos!

- Jura?

- Sim! Agora trate de dormir! – ela lhe deu um beijo na testa e se levantou – Boa noite, querida.

- Boa noite mamãe.

● ● ●

Bruce estava examinando alguns papéis no escritório, quando Selina entrou sem ser notado e se aproximou da mesa.

- Pensei que o seu turno da noite havia acabado?

- Não, o turno do Batman acabou por hoje. – ele disse sem tirar os olhos dos papéis – Esse é o turno de Bruce Wayne.

- Falando assim você me lembra uma Drag Queen! – ela se sentou em cima da mesa e riu.

Ele levantou o olhar para vê-la rindo de sua cara, mas também não conseguia mais se concentrar nos papéis já que ela havia se sentado em cima de alguns deles.

- Você veio aqui só pra isso?

- Na verdade não! – ela disse sorrindo – Vim informar que amanhã eu vou roubar o Damian para um dia de shopping!

- Não acho que Damian goste disso...

- Pois eu tenho certeza de que ele vai gostar. – ela o interrompeu – Afinal, um garoto precisa ter mais do que apenas 3 mudas de roupa! Isso que eu ainda estou considerando aquele traje social!

- Eu ainda não tive tempo de sair com ele para comprar roupas.

- É claro que não, você nunca tem tempo. – ela respondeu séria.

Por alguns segundos eles ficaram se encarando, Bruce sabia que falta de tempo não era desculpa para deixar um garoto sem um guarda-roupa descente, mas não conseguiu retrucar no momento que foi interrompido por Dick, Tim e Jason entrando pela porta.

- Opaa!! – Tim parou e ameaçou dar meia volta ao ver Selina e Bruce tão próximos.

- Tudo bem crianças, eu já terminei aqui! – ela disse saindo de cima da mesa.

- Pelo menos limparam tudo né? – Jason resmungou se sentando em uma das poltronas.

- Depois você não sabe porque não consegue uma namorada. – Tim o provocou.

- Pensei que o Roy era “a namorada” dele. – Selina comentou apenas para o irritar.

- Bruce, queríamos conversar. – Dick foi direto ao ponto ignorando as gracinhas dos outros.

- Bom, boa noite rapazes! – Selina se despediu fechando a porta e os deixando sozinhos no escritório. 


Notas Finais


Créditos pela imagem: http://undercovernun.tumblr.com/post/89013634533
Oi queridos leitores, demorou um pouquinho, mas aqui está o novo capítulo da fic ♥
Espero que gostem ♥


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