História Gothic Boy - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~Hoseokaum

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Fanart Inspiration, Gothic Boy, Hoseokaum, Kaisoo, Moon_angel
Visualizações 92
Palavras 2.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!
Boa leitura

Capítulo 9 - 'Cause you are a transformer


O início do campeonato de basquete era como um evento aguardadíssimo pelos alunos, contando com o total apoio da direção e dos funcionários. Esse ano todos pareciam incrivelmente animados para o primeiro jogo, paparicando os jogadores ao extremo nessa última semana.


Infelizmente eu só fui perceber o que se passava no colégio após sair da bolha de problemas e dor de cabeça que eram meus antigos amigos. Eu sei, eu quis tanto a amizade do Byun para na primeira crise largar mão. Mas entendam, eu não conseguia lidar com o que ele estava me escondendo — pois eu sabia que havia algo ali —, então me afastar dele e do novo casal vinte foi a melhor solução que eu encontrei para esse problema.


Agora eu me encontrava sentado junto aos garotos do time, rodeado de garotas que me ofereciam comidas caseiras e curtindo minha recém popularidade ao máximo. E seria só isso caso a saudade do baixinho de olhos contornados não machucasse o meu peito.


Eu não falava mais com Jongin e muito menos com Baekhyun, mas ainda o observava de longe sempre que podia.


Não sei quanto tempo se passou, mas parecia fazer uma eternidade que havíamos trocado alguma palavra.



[•••]



Era sexta feira, o que significava que após aquela aula, estaríamos dispensados para nos preparar para o dia tão aguardado por todos — vulgo sábado de abertura do campeonato.


Para manter a boa integridade dos jogadores, Yifan decidiu por dispensar o treino de hoje, então ao toque do último sinal eu poderia ir para casa.


Às minhas costas eu conseguia ouvir risadinhas de Jongin e Kyungsoo. Baekhyun não demorou a sair de perto e praticamente correr para fora da sala. O casal cessou as gracinhas na mesma velocidade que o Byun os deixava para trás. O Do bufou audivelmente, ao que eu sentia seu olhar queimando às minhas costas como se eu tivesse culpa de alguma coisa. Ignorei o mais baixo e me levantei colocando a mochila no ombro. Não satisfeito, Kyungsoo apertou o passo é esbarrou em mim de propósito, arrastando Jongin junto à si pela união de suas mãos.


Suspirei e trinquei o maxilar irritado, Kyungsoo estava pedindo por uma surra há tempos.


Caminhei com o punho fechado, olhando diretamente para o casal que discutia aos sussurros alguns metros à frente. Tudo o que se passava na minha cabeça era qual forma eu poderia usar para matar aquele satanista e sumir com seu corpo sem deixar vestígios, coisa que eu estava convicto a concluir se não fosse Luhan surgindo à minha frente com um sorriso.


— Chan! Estava te procurando. — o chinês se colocou ao meu lado, caminhando no mesmo passo que o meu. — Vim te avisar sobre a festa de amanhã.


— Festa? — perguntei, esquecendo momentaneamente Kyungsoo e meu plano de homicídio doloso triplamente qualificado.


— Não uma festa qualquer, e sim a festa um sorriso sugestivo nos lábios. — A única fora da escola com total apoio do diretor em questão de verba. — contou se gabando. — Dessa vez será na praia, se quiser eu te dou uma carona depois do jogo.


— Eu aceito. — sorri para o menor e continuamos a conversar. Quando estávamos já fora do edifício escolar, o chinês me convidou para ir consigo até uma lanchonete próxima. Segundo ele os outros garotos do time já estavam lá.


— Posso te fazer uma pergunta? — senti meu estômago revirar. Por algum motivo insano, eu sentia um pavor terrível dessa pergunta.


— Claro. — sorri nervoso me preparando para o que viria.


— O que você compraria em comemoração de três anos de namoro? — seu rosto estava um tanto quanto vermelho. Senti como se todo o ar preso em meus pulmões tivesse sido expelido para fora naquele momento. Eu estava aliviado. Muito. — Eu já o presenteei com tudo o que ele queria… estou sem opções. — ele sorriu sem graça, enquanto eu colocava meu cérebro para pensar.


— Não sei que tipo de cara ele é, mas se já ganhou tudo o que queria, talvez um dia com você pudesse o animar. Eu, se namorasse, ia adorar comemorar dessa forma. — disse a primeira coisa que me veio à mente, vendo o menor sorrir largo.


— Boa ideia, Chanyeol! De tudo o que eu cogitei, não pensei nisso. — ele riu e eu o acompanhei.


No meio de tantas risadas chegamos à lanchonete, encontrando os outros garotos do time reunidos. A tarde foi agradável, até que um certo assunto me deixasse incomodado e pensativo pelo restante do dia.


Tudo começou com um comentário de Jongdae sobre Zitao:


— E aí, Tao? Quando vai para de comer o treinador Yifan com os olhos? — o loiro revirou os olhos e mostrou o dedo médio. — Iiih…


— Cala a boca que pelo menos eu tenho senso e não fico deixando tão na cara, não é mesmo Minseok? — e de tal provocação nasceu o assunto.


— Mas e você, Chanyeol? Não está afim de alguém? — perguntaram para mim em algum momento.


— Não. — respondi simples, ganhando um franzir de cenho de alguns.


— Mas… e aquele garoto gótico? — Junmyeon perguntou. — Achei que vocês tinham algo. — só faltei cuspir o refrigerante que tomava.


— Eu também achei isso. Vocês são tão grudados… — Jongdae completou, enquanto eu tossia tentando me situar.


— Eu acho que os dois fazem um casal bonito. — Luhan sorriu.


— Mas ele não namorava aquele outro menino gótico?


— O outro menino gótico namora outro, não o menino do Chanyeol.


— Mas eu sempre achei que os dois eram um casal.


— Até porque eles combinam…


— Eu não acho. — Luhan deu de ombros. Eu só sabia encarar a todos com o rosto envolto de confusão. — Mas vocês estão saindo? — de repente toda a atenção estava voltada para mim.


— Eu e o Baekhyun somos só amigos. — respondi sentindo meu coração bater agitado dentro do peito. Entretanto era a verdade. Luhan era o que mais parecia indignado com isso.


— Para de mentir, Chan. Todo mundo consegue ver que tem algo entre vocês. — constatou como se fosse algo óbvio. — Ele te olha todo apaixonado.


— Para de viajar, Luhan. — revirei os olhos voltando ao hambúrguer que estava pela metade em minhas mãos. — Baek nem me olha desse jeito aí. E outra, ele namorava sim aquele garoto satanista. — comentei com raiva por me lembrar de Kyungsoo.


— Que estranho… — Luhan murmurou. — Eu podia jurar que aquele dia em que eu fui te entregar o casaco do time, ele me encarou como se estivesse com ciúmes. — neguei com aquela possibilidade absurda. Luhan estava vendo coisa onde não tinha. — Mas já que você está dizendo o contrário… — deu de ombros, voltando a roubar minhas batatas.


O assunto desviou para os outros garotos, enquanto as divagações de Luhan permaneciam martelando em minha cabeça. Afinal, Baekhyun não poderia estar interessado em alguém como eu, não é mesmo?


Querendo ou não, isso não saiu da minha cabeça até a hora de dormir. Quando consegui fazê-lo, acabei por sonhar beijando o pequeno.



[•••]



Acordei ao cair da cama assustado com o despertador. Era cedo e eu planejava adiantar um pouco do trabalho do Heechul antes de me preparar para o jogo de hoje.


Me espreguicei, logo vestindo uma bermuda qualquer e indo até o banheiro. Depois de fazer tudo o que eu tinha de fazer ali, corri até o andar de baixo, sorrindo ao sentir o cheiro de panqueca. Abracei minha mãe e me juntei à mesa, esperando, como ela havia pedido.


— Chan, o filho da Soohyun podia vir dormir aqui qualquer dia, não acha? Ele é um amor de menino! — franzi o cenho um pouco confuso.


— Hm… claro… — respondi meio aéreo.


— Se eu soubesse que vocês dois eram amigos, eu mesma o teria convidado ou te levado comigo nas vezes em que fui visitá-la… — minha mãe tinha o rosto pensativo enquanto enchia meu copo com suco. — Aliás, faz um tempinho desde que nos falamos, acho que seria bom ir até lá. — a mais velha sorriu. — Aquela trevosa deve continuar do jeitinho de sempre. — murmurou baixinho para si própria.


Dei de ombros e continuei comendo as panquecas com cobertura de caramelo. Tal doce poderia ser o acompanhamento de todas as sobremesas existentes.


Pensando soube tal coisa, nem prestei atenção com o tempo que se arrastava lentamente naquela manhã de sábado e muito menos na tagarela da minha mãe.



[•••]



O jogo começaria às sete, e eu devia estar lá por volta das seis. Como ainda era próximo à hora do almoço, eu tinha bastante tempo livre — era o que eu acreditava. Ouvi batidas na porta e acabei por parar minhas pesquisas para encarar o rosto sorridente de minha mãe.


— Filho vim te chamar para vir comigo até a casa da Soohyun. Vamos? — novamente ela comentando sobre essa mulher. — Eu liguei para ela e fomos convidados para o almoço. Sei que você tem jogo hoje, por isso não vamos demorar. — o tom pedinte de minha mãe era algo que me convencia sempre.


— Tudo bem, vai... — afinal eu não tinha nada a perder.


Me arrumei rapidamente, não me demorando a me juntar à mais velha e seguir para fora de casa. Minha surpresa foi andar poucos metros e parar de frente à casa onde Baekhyun morava.


Entretanto ainda me admirei ao ver o baixinho de olhos contornados nos recebendo.


— C-Chanyeol? — os olhos do Byun estavam tão arregalados quanto os meus, enquanto minha mãe sorria grandemente para o cópia feminina que estava ao lado de Baekhyun.


— Gaun, quanto tempo! — a mulher maquiada não demorou a grudar no pescoço de minha mãe, sendo correspondida rapidamente da mesma forma alegre. — Achei que estivesse esquecido de mim.


— Yah! Jamais esqueceria minha unnie preferida. Só estava um pouco ocupada esses tempos. — ao que ambas conversavam, Baekhyun ainda me encarava do batente da porta. Pelo que pude perceber, suas mãos tremiam levemente.


— Esse é seu filho? Chanyeol cresceu muito! — me virei para as duas mais velhas, cumprimentando a mãe de Baekhyun com uma reverência respeitosa. — Se tornou um jovem muito bonito. — Soohyun sorriu para mim e eu me senti corar.


— Obrigado…


— Apenas a verdade, querido. Mas vamos entrando, sim? — sorriu mais uma vez, de forma que seus olhos diminuíssem de tamanho.


Quando dei por mim, já estava sentado à mesa com várias tigelas com as mais variadas comidas enquanto nossas mães falavam sem parar. Baekhyun, por outro lado, mal olhava no meu rosto e mal comia também.


Ao me lembrar de todo o papel de trouxa que eu paguei tentando proteger o Byun, o mesmo rancor voltou a me atingir, forçando-me a ignorar o menor o restante da refeição.


Percebi o Byun me encarando de soslaio em algum momento da sobremesa, mas como antes, o ignorei completamente. Eu sentia meu peito comprimir em um sentimento que eu ainda não compreendia, e mesmo sem perceber eu suspirava a todo o momento em descontentamento. Talvez fosse decepção.


Minha mãe se virou me encarando com o cenho franzido, me repreendendo silenciosamente pelos meus silvos. Soohyun também pareceu perceber.


— Baek, querido, por quê não leva o Chanyeol para o seu quarto? Aposto que deve estar sendo chato ouvir duas velhotas que não param de falar. — disse sorridente, movendo as sobrancelhas de forma divertida. Na verdade, acredito que ela só queria se livrar de nós dois.


— Isso! Vá com ele, Chan. Aproveitem para conversar. — minha mãe acenou com a cabeça, e mesmo que não tivéssemos conversado em momento algum, eu segui Baekhyun escadas acima.


O menor abriu uma das portas do corredor e eu adentrei o cômodo. O quarto de Baekhyun era bem arrumado, com alguns posters de banda colados na parede, nada muito exagerado se repararmos em seu estilo.


O clima não era dos melhores, carregando a aura do quarto com um peso desconfortável. Estava de pé encostado na parede, enquanto o mais velho se dispunha sentado na cadeira de sua mesa de estudos.


Todos os móveis do Byun eram pretos — assim como os da casa por um todo. Parando para pensar, a forma como Baekhyun se vestia era facilmente entendida quando reparamos em sua mãe. Provavelmente eles eram muito ligados um ao outro.


— Senta, por favor… — pediu sem me olhar. Lhe encarei por breves segundos antes de me dirigir até a cama e me acomodar ali de braços cruzados.


Baekhyun esfregava as mãos em seus jeans, visivelmente nervoso. Talvez o ambiente lhe causasse tanto desconforto quanto para mim. Suspirei audivelmente, não tardando a retirar meu celular do bolso para checar as horas. Felizmente não faltava muito para que eu pudesse ir embora.


Por falta do que fazer, passei a encarar Baekhyun com a vontade de lhe jogar todas as verdades que eu acreditava em sua cara, precisando morder meu lábio para reprimir o impulso de descontar a raiva que eu sentia tanto do Byun quanto de Jongin e seu namorado.


Não demorou muito para que o olhar do mais velho colidisse com o meu, contribuindo ainda mais para aquela tensão horrível que se estabelecia cada vez mais fortemente entre nós dois.


Baekhyun tomou fôlego algumas vezes, estando prestes a falar mas sem realmente nada dizer. Estreitei o olhar para o menor e cansado daquilo, porém antes que eu pudesse abrir minha boca, minha mãe abriu uma fresta da porta, colocando a cabeça para dentro do quarto e ganhando nossa atenção instantaneamente.


— Vim avisar que já podemos ir, Chan. — assenti e me levantei, querendo sair dali o mais rápido possível. — Chanyeol! Não foi assim que eu te eduquei! — a mais velha me encarou furiosa. Dei meia volta para voltar a encarar o Byun, forçando um sorriso.


— Vou indo, cara. Até mais. — disse sem emoção.


— T-tudo bem… Boa sorte no jogo de hoje... — respondeu de uma forma triste.


— Oh, querido, por que não leva o Baek com você? — minha mãe perguntou sorridente, para o meu desespero.


— N-não precisa… — o menor tentou argumentar, mas infelizmente quando minha mãe decidia alguma coisa não havia nada que a fizesse mudar de ideia.


— Eu passo aqui daqui meia hora. — foi tudo o que eu disse antes de bufar alto e me retirar.




Notas Finais


Cap meio bleh, mas é oq temos pra hoje
Beijos e até o próximo :*


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