História Gothic Boy - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Fanart Inspiration, Gothic Boy, Hoseokaum, Kaisoo, Kazuno
Visualizações 171
Palavras 2.406
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!
Boa leitura

Capítulo 9 - 'Cause you are a transformer


O início do campeonato de basquete era como um evento aguardadíssimo pelos alunos, contando com o total apoio da direção e dos funcionários. Esse ano todos pareciam incrivelmente animados para o primeiro jogo, paparicando os jogadores ao extremo nessa última semana.


Infelizmente eu só fui perceber o que se passava no colégio após sair da bolha de problemas e dor de cabeça que eram meus antigos amigos. Eu sei, eu quis tanto a amizade do Byun para na primeira crise largar mão. Mas entendam, eu não conseguia lidar com o que ele estava me escondendo — pois eu sabia que havia algo ali —, então me afastar dele e do novo casal vinte foi a melhor solução que eu encontrei para esse problema.


Agora eu me encontrava sentado junto aos garotos do time, rodeado de garotas que me ofereciam comidas caseiras e curtindo minha recém popularidade ao máximo. E seria só isso caso a saudade do baixinho de olhos contornados não machucasse o meu peito.


Eu não falava mais com Jongin e muito menos com Baekhyun, mas ainda o observava de longe sempre que podia.


Não sei quanto tempo se passou, mas parecia fazer uma eternidade que havíamos trocado alguma palavra.



[•••]



Era sexta feira, o que significava que após aquela aula, estaríamos dispensados para nos preparar para o dia tão aguardado por todos — vulgo sábado de abertura do campeonato.


Para manter a boa integridade dos jogadores, Yifan decidiu por dispensar o treino de hoje, então ao toque do último sinal eu poderia ir para casa.


Às minhas costas eu conseguia ouvir risadinhas de Jongin e Kyungsoo. Baekhyun não demorou a sair de perto e praticamente correr para fora da sala. O casal cessou as gracinhas na mesma velocidade que o Byun os deixava para trás. O Do bufou audivelmente, ao que eu sentia seu olhar queimando às minhas costas como se eu tivesse culpa de alguma coisa. Ignorei o mais baixo e me levantei colocando a mochila no ombro. Não satisfeito, Kyungsoo apertou o passo é esbarrou em mim de propósito, arrastando Jongin junto à si pela união de suas mãos.


Suspirei e trinquei o maxilar irritado, Kyungsoo estava pedindo por uma surra há tempos.


Caminhei com o punho fechado, olhando diretamente para o casal que discutia aos sussurros alguns metros à frente. Tudo o que se passava na minha cabeça era qual forma eu poderia usar para matar aquele satanista e sumir com seu corpo sem deixar vestígios, coisa que eu estava convicto a concluir se não fosse Luhan surgindo à minha frente com um sorriso.


— Chan! Estava te procurando. — o chinês se colocou ao meu lado, caminhando no mesmo passo que o meu. — Vim te avisar sobre a festa de amanhã.


— Festa? — perguntei, esquecendo momentaneamente Kyungsoo e meu plano de homicídio doloso triplamente qualificado.


— Não uma festa qualquer, e sim a festa um sorriso sugestivo nos lábios. — A única fora da escola com total apoio do diretor em questão de verba. — contou se gabando. — Dessa vez será na praia, se quiser eu te dou uma carona depois do jogo.


— Eu aceito. — sorri para o menor e continuamos a conversar. Quando estávamos já fora do edifício escolar, o chinês me convidou para ir consigo até uma lanchonete próxima. Segundo ele os outros garotos do time já estavam lá.


— Posso te fazer uma pergunta? — senti meu estômago revirar. Por algum motivo insano, eu sentia um pavor terrível dessa pergunta.


— Claro. — sorri nervoso me preparando para o que viria.


— O que você compraria em comemoração de três anos de namoro? — seu rosto estava um tanto quanto vermelho. Senti como se todo o ar preso em meus pulmões tivesse sido expelido para fora naquele momento. Eu estava aliviado. Muito. — Eu já o presenteei com tudo o que ele queria… estou sem opções. — ele sorriu sem graça, enquanto eu colocava meu cérebro para pensar.


— Não sei que tipo de cara ele é, mas se já ganhou tudo o que queria, talvez um dia com você pudesse o animar. Eu, se namorasse, ia adorar comemorar dessa forma. — disse a primeira coisa que me veio à mente, vendo o menor sorrir largo.


— Boa ideia, Chanyeol! De tudo o que eu cogitei, não pensei nisso. — ele riu e eu o acompanhei.


No meio de tantas risadas chegamos à lanchonete, encontrando os outros garotos do time reunidos. A tarde foi agradável, até que um certo assunto me deixasse incomodado e pensativo pelo restante do dia.


Tudo começou com um comentário de Jongdae sobre Zitao:


— E aí, Tao? Quando vai para de comer o treinador Yifan com os olhos? — o loiro revirou os olhos e mostrou o dedo médio. — Iiih…


— Cala a boca que pelo menos eu tenho senso e não fico deixando tão na cara, não é mesmo Minseok? — e de tal provocação nasceu o assunto.


— Mas e você, Chanyeol? Não está afim de alguém? — perguntaram para mim em algum momento.


— Não. — respondi simples, ganhando um franzir de cenho de alguns.


— Mas… e aquele garoto gótico? — Junmyeon perguntou. — Achei que vocês tinham algo. — só faltei cuspir o refrigerante que tomava.


— Eu também achei isso. Vocês são tão grudados… — Jongdae completou, enquanto eu tossia tentando me situar.


— Eu acho que os dois fazem um casal bonito. — Luhan sorriu.


— Mas ele não namorava aquele outro menino gótico?


— O outro menino gótico namora outro, não o menino do Chanyeol.


— Mas eu sempre achei que os dois eram um casal.


— Até porque eles combinam…


— Eu não acho. — Luhan deu de ombros. Eu só sabia encarar a todos com o rosto envolto de confusão. — Mas vocês estão saindo? — de repente toda a atenção estava voltada para mim.


— Eu e o Baekhyun somos só amigos. — respondi sentindo meu coração bater agitado dentro do peito. Entretanto era a verdade. Luhan era o que mais parecia indignado com isso.


— Para de mentir, Chan. Todo mundo consegue ver que tem algo entre vocês. — constatou como se fosse algo óbvio. — Ele te olha todo apaixonado.


— Para de viajar, Luhan. — revirei os olhos voltando ao hambúrguer que estava pela metade em minhas mãos. — Baek nem me olha desse jeito aí. E outra, ele namorava sim aquele garoto satanista. — comentei com raiva por me lembrar de Kyungsoo.


— Que estranho… — Luhan murmurou. — Eu podia jurar que aquele dia em que eu fui te entregar o casaco do time, ele me encarou como se estivesse com ciúmes. — neguei com aquela possibilidade absurda. Luhan estava vendo coisa onde não tinha. — Mas já que você está dizendo o contrário… — deu de ombros, voltando a roubar minhas batatas.


O assunto desviou para os outros garotos, enquanto as divagações de Luhan permaneciam martelando em minha cabeça. Afinal, Baekhyun não poderia estar interessado em alguém como eu, não é mesmo?


Querendo ou não, isso não saiu da minha cabeça até a hora de dormir. Quando consegui fazê-lo, acabei por sonhar beijando o pequeno.



[•••]



Acordei ao cair da cama assustado com o despertador. Era cedo e eu planejava adiantar um pouco do trabalho do Heechul antes de me preparar para o jogo de hoje.


Me espreguicei, logo vestindo uma bermuda qualquer e indo até o banheiro. Depois de fazer tudo o que eu tinha de fazer ali, corri até o andar de baixo, sorrindo ao sentir o cheiro de panqueca. Abracei minha mãe e me juntei à mesa, esperando, como ela havia pedido.


— Chan, o filho da Soohyun podia vir dormir aqui qualquer dia, não acha? Ele é um amor de menino! — franzi o cenho um pouco confuso.


— Hm… claro… — respondi meio aéreo.


— Se eu soubesse que vocês dois eram amigos, eu mesma o teria convidado ou te levado comigo nas vezes em que fui visitá-la… — minha mãe tinha o rosto pensativo enquanto enchia meu copo com suco. — Aliás, faz um tempinho desde que nos falamos, acho que seria bom ir até lá. — a mais velha sorriu. — Aquela trevosa deve continuar do jeitinho de sempre. — murmurou baixinho para si própria.


Dei de ombros e continuei comendo as panquecas com cobertura de caramelo. Tal doce poderia ser o acompanhamento de todas as sobremesas existentes.


Pensando soube tal coisa, nem prestei atenção com o tempo que se arrastava lentamente naquela manhã de sábado e muito menos na tagarela da minha mãe.



[•••]



O jogo começaria às sete, e eu devia estar lá por volta das seis. Como ainda era próximo à hora do almoço, eu tinha bastante tempo livre — era o que eu acreditava. Ouvi batidas na porta e acabei por parar minhas pesquisas para encarar o rosto sorridente de minha mãe.


— Filho vim te chamar para vir comigo até a casa da Soohyun. Vamos? — novamente ela comentando sobre essa mulher. — Eu liguei para ela e fomos convidados para o almoço. Sei que você tem jogo hoje, por isso não vamos demorar. — o tom pedinte de minha mãe era algo que me convencia sempre.


— Tudo bem, vai... — afinal eu não tinha nada a perder.


Me arrumei rapidamente, não me demorando a me juntar à mais velha e seguir para fora de casa. Minha surpresa foi andar poucos metros e parar de frente à casa onde Baekhyun morava.


Entretanto ainda me admirei ao ver o baixinho de olhos contornados nos recebendo.


— C-Chanyeol? — os olhos do Byun estavam tão arregalados quanto os meus, enquanto minha mãe sorria grandemente para o cópia feminina que estava ao lado de Baekhyun.


— Gaun, quanto tempo! — a mulher maquiada não demorou a grudar no pescoço de minha mãe, sendo correspondida rapidamente da mesma forma alegre. — Achei que estivesse esquecido de mim.


— Yah! Jamais esqueceria minha unnie preferida. Só estava um pouco ocupada esses tempos. — ao que ambas conversavam, Baekhyun ainda me encarava do batente da porta. Pelo que pude perceber, suas mãos tremiam levemente.


— Esse é seu filho? Chanyeol cresceu muito! — me virei para as duas mais velhas, cumprimentando a mãe de Baekhyun com uma reverência respeitosa. — Se tornou um jovem muito bonito. — Soohyun sorriu para mim e eu me senti corar.


— Obrigado…


— Apenas a verdade, querido. Mas vamos entrando, sim? — sorriu mais uma vez, de forma que seus olhos diminuíssem de tamanho.


Quando dei por mim, já estava sentado à mesa com várias tigelas com as mais variadas comidas enquanto nossas mães falavam sem parar. Baekhyun, por outro lado, mal olhava no meu rosto e mal comia também.


Ao me lembrar de todo o papel de trouxa que eu paguei tentando proteger o Byun, o mesmo rancor voltou a me atingir, forçando-me a ignorar o menor o restante da refeição.


Percebi o Byun me encarando de soslaio em algum momento da sobremesa, mas como antes, o ignorei completamente. Eu sentia meu peito comprimir em um sentimento que eu ainda não compreendia, e mesmo sem perceber eu suspirava a todo o momento em descontentamento. Talvez fosse decepção.


Minha mãe se virou me encarando com o cenho franzido, me repreendendo silenciosamente pelos meus silvos. Soohyun também pareceu perceber.


— Baek, querido, por quê não leva o Chanyeol para o seu quarto? Aposto que deve estar sendo chato ouvir duas velhotas que não param de falar. — disse sorridente, movendo as sobrancelhas de forma divertida. Na verdade, acredito que ela só queria se livrar de nós dois.


— Isso! Vá com ele, Chan. Aproveitem para conversar. — minha mãe acenou com a cabeça, e mesmo que não tivéssemos conversado em momento algum, eu segui Baekhyun escadas acima.


O menor abriu uma das portas do corredor e eu adentrei o cômodo. O quarto de Baekhyun era bem arrumado, com alguns posters de banda colados na parede, nada muito exagerado se repararmos em seu estilo.


O clima não era dos melhores, carregando a aura do quarto com um peso desconfortável. Estava de pé encostado na parede, enquanto o mais velho se dispunha sentado na cadeira de sua mesa de estudos.


Todos os móveis do Byun eram pretos — assim como os da casa por um todo. Parando para pensar, a forma como Baekhyun se vestia era facilmente entendida quando reparamos em sua mãe. Provavelmente eles eram muito ligados um ao outro.


— Senta, por favor… — pediu sem me olhar. Lhe encarei por breves segundos antes de me dirigir até a cama e me acomodar ali de braços cruzados.


Baekhyun esfregava as mãos em seus jeans, visivelmente nervoso. Talvez o ambiente lhe causasse tanto desconforto quanto para mim. Suspirei audivelmente, não tardando a retirar meu celular do bolso para checar as horas. Felizmente não faltava muito para que eu pudesse ir embora.


Por falta do que fazer, passei a encarar Baekhyun com a vontade de lhe jogar todas as verdades que eu acreditava em sua cara, precisando morder meu lábio para reprimir o impulso de descontar a raiva que eu sentia tanto do Byun quanto de Jongin e seu namorado.


Não demorou muito para que o olhar do mais velho colidisse com o meu, contribuindo ainda mais para aquela tensão horrível que se estabelecia cada vez mais fortemente entre nós dois.


Baekhyun tomou fôlego algumas vezes, estando prestes a falar mas sem realmente nada dizer. Estreitei o olhar para o menor e cansado daquilo, porém antes que eu pudesse abrir minha boca, minha mãe abriu uma fresta da porta, colocando a cabeça para dentro do quarto e ganhando nossa atenção instantaneamente.


— Vim avisar que já podemos ir, Chan. — assenti e me levantei, querendo sair dali o mais rápido possível. — Chanyeol! Não foi assim que eu te eduquei! — a mais velha me encarou furiosa. Dei meia volta para voltar a encarar o Byun, forçando um sorriso.


— Vou indo, cara. Até mais. — disse sem emoção.


— T-tudo bem… Boa sorte no jogo de hoje... — respondeu de uma forma triste.


— Oh, querido, por que não leva o Baek com você? — minha mãe perguntou sorridente, para o meu desespero.


— N-não precisa… — o menor tentou argumentar, mas infelizmente quando minha mãe decidia alguma coisa não havia nada que a fizesse mudar de ideia.


— Eu passo aqui daqui meia hora. — foi tudo o que eu disse antes de bufar alto e me retirar.




Notas Finais


Cap meio bleh, mas é oq temos pra hoje
Beijos e até o próximo :*


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