História Gotta be you... Or not - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Derek Hale, Lydia Martin, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Scott McCall, Theo Raeken
Tags Sciles, Sterek
Visualizações 155
Palavras 3.350
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Saga, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal do meu Brasil. Primeiramente, fora temer.

Segundamente, i'm so sorry pela demora do capitulo, mas esses mais de 20 dias não foram fáceis, meu horário de trabalho foi trocado, ou seja, fiquei sem a liberdade do PC para poder escrever e minhas aulas na faculdade começaram, então tive que escrever de pitadinha em pitadinha.

Terceiramente (sim, eu sei que não existe): A fic não é Sterek, Sterek e Sterek, se você estiver esperando só isso, desista, pode parecer grosso, caso sim, me desculpe, mas eu não trabalho com conto de fadas, aliás, até neles o príncipe e a princesa se separam em certos momentos. Ademais, não achem que a fic acabará Sterek porque começou Sterek, minha mente é muito viajada, então o futuro da fic é incerto, como o de qualquer personagem. Só para esclarecer mesmo.

Agradeço a compreensão e para os que continuarem lendo, vou fazer de tudo para não demorar para postar o próximo capitulo.

Capítulo 10 - Reencontros


Fanfic / Fanfiction Gotta be you... Or not - Capítulo 10 - Reencontros

Finalmente consigo me levantar da cama, pego meu celular e para o meu alívio nenhuma mensagem nova, isso é algo ruim também, Scott ainda não falou comigo desde ontem. Vou para o banheiro, tomo um banho rápido e visto a primeira roupa que encontro na minha mala, ao contrário do que Scott disse para a mãe dele, eu não tinha tanta coisa assim para arrumar e sequer comecei a tirar elas da mala.

Ao descer as escadas e chegar na sala percebo que meu pai já saiu para trabalhar e estou sozinho em casa, porém ele deixou alguma coisa pronta para eu comer na cozinha, pois vejo um prato tampado. Começo a degustar lentamente, olhando para o celular, ele continua com a tela apagada, nenhuma notificação, isso já está me consumindo, resolvo ligar para ele.

Chama, chama, chama, chama, chama, chama e quando a voz irrompe do outro lado é a da mulher da caixa de mensagens. Me irrito, será que ele não me atendeu de propósito? Pego o celular, a chave de casa e resolvo sair. O dia está bonito, o sol está irradiando e iluminando tudo, porém decido que não vou para casa de Scott, lembro da nossa conversa da noite passada, se ele quer tempo e espaço, eu darei tempo e espaço, contudo algo dentro de mim diz que eu não devo fazer isso e sim ir atrás dele, mostrar para ele que eu o amo de verdade e não que ele é um cano de escape para o meu sofrimento causado pela partida de Derek.

Decidir não ir atrás de Scott, estou passeando pela cidade, revendo os lugares nos quais passei toda a minha infância e juventude, revendo algumas pessoas que hoje eu conheço de vista, afinal de contas, passar alguns meses fora vai fazendo você esquecer algumas pessoas, ainda mais quando elas não foram tão tocantes assim nas nossas vidas. Afastei o pensamento da minha mente e continuei meu passeio pela cidade. Quando menos espero estou perto do trabalho do meu pai. Entro na delegacia e está um movimento intenso, policiais quase correndo de um lado para o outro, uma pessoa algemada sentada em um banco esperando alguma coisa, uma policial do seu lado, provavelmente para impedir que ele fugisse. Lá no fundo da delegacia estava meu pai em sua sala, com o telefone grudado na orelha, seu rosto estava vermelho, provavelmente ele estava xingando alguém do outro lado da linha. Vou até a sua sala com um pouco de receio e no caminho alguns de seus mais antigos policiais falam comigo, eu reconheço a maioria deles. Bato na porta e meu pai joga o telefone no gancho, passando a mão no rosto.

-Está tudo bem? - Não encaro ele, fico olhando a sua sala, não mudou quase nada.

-Tudo, só os mesmos problemas de sempre. Você comeu antes de sair de casa? - Seu tom é de preocupação.

-Sim pai, obrigado pela comida- sento-me na cadeira de frente para ele.

-Eu preciso que você em faça um favor Stiles

-Do que você está precisando? - Meu tom é de curiosidade, geralmente ele manda ao invés de pedir.

-Preciso que você compre algumas coisas, vamos jantar na casa da Melissa hoje e não quero deixar tudo para ela fazer ou que ela tenha todos os gastos, afinal é para comemorar a volta de vocês dois, mesmo que por alguns instantes- seu tom é cauteloso.

-Tudo bem, eu vou- meu tom é calmo, porém por dentro estou sendo corroído, por que eu só estou sabendo disso agora?

-Você pode comprar e levar para a casa dela já, eu já avisei a ela que você iria passar lá

Droga, eu não estava planejando encontrar Scott hoje, queria dar o tempo que ele precisa. Porém parece que não vou poder fugir desse encontro, bem, seja o que Deus quiser.

. . .

Quando menos imagino, estou dentro do supermercado, com uma cesta de compras na mão, caminhando absorto pelos corredores enquanto vou olhando os produtos e os preços, segundo o meu pai, não posso gastar muito, contudo também não posso comprar qualquer coisa. Vou andando pelas prateleiras das bebidas, não sou muito fã, porém ordens são ordens, fico analisando os vinhos, vinho é sempre uma boa opção, isso quando se sabe escolher.

-Esse aqui é sempre uma boa opção- uma voz familiar surge atrás de mim, um braço se estica e pega uma garrafa de vinho, quando me viro estou de frente com a pessoa da noite anterior, Isaac. Fico sem saber o que falar por um momento.

-Obrigado- o analiso, ele está bem vestido, mais uma vez –porém não creio muito que você toma vinho de supermercado- fico imaginando o que ele bebe nos restaurantes.

-Você poderia se surpreender com as coisas que eu faço- ele abre um sorriso.

-Certo, isso foi estranho- fico meio sem jeito, o que será que ele quis dizer com isso?

-Desculpe. Estava comprando algumas coisas por aqui e vi você aqui parado e pensativo, só quis ajudar- o sorriso sumiu do seu rosto, dando vez a seriedade.

-Obrigado mais uma vez, acho que vou indo então

-Espera aí, por que será que sempre acho que você está fugindo de mim?

-Porque você sempre me encontra quando eu estou ocupado- meu tom é enfático.

-Estou me sentindo o lobo mau dessa história- ele dá uma risada e eu também.

-Espero que sua visão de si mesmo mude- falo em um tom mais condescendente.

-Já eu espero que sua visão de mim mude

-Do jeito que você fala parece que vamos nos ver muitas vezes ainda- agora estou mais intrigado ainda.

-Quem sabe, a vida é uma caixinha de surpresas- ele sorri mais uma vez –bom, não quero te atrapalhar, até mais- ele se despede e sai andando, desaparecendo ao virar no final do corredor.

 Certo, isso foi estranho, muito estranho. Coloco o vinho na cesta e vou procurando o próximo item da lista mental que fiz, espero não esquecer de nada. Vou até o balcão de carnes, está aí mais uma coisa que eu não sei escolher, só tenho duas certezas nessa hora, de escolher a mais vermelha e com menos gordura. Me agacho para observar melhor as carnes expostas.

-Você vai acabar atravessando o vidro- ouço uma voz atrás de mim, meu corpo gela.

Virando-me lentamente, tento fazer uma expressão mais calma possível, Scott está ali parado, segurando uma cesta de compras e me encarando com um sorriso meio bobo no rosto, um sorriso de felicidade, será que é por mim ver? Não, não depois de ontem à noite, porém se for, o quão bipolar esse homem consegue ser? Ele vai me enlouquecer.

-Oi, você está bem? - Esqueço-me completamente da brincadeira que ele fez em relação ao vidro.

-Nada como um dia após o outro para resolver os problemas- seu sorriso se alarga.

-Isso quer dizer alguma coisa- na situação em que nos encontrávamos, não queria tomar nenhuma decisão precipitada.

-Stiles, o lento da relação sou eu- ele sorri ainda mais.

-Scott, você não está fazendo isso- falo o repreendendo e começo a andar.

Ele vem atrás de mim, largando o carrinho no meio do supermercado, segura no meu braço e me virar para ficar de frente para si.

-O que foi que eu fiz? - O sorriso sumiu do seu rosto.

-Ontem você não me queria por perto e hoje está aqui todo carinhoso, eu não entendo você, uma hora você é oito outra hora é oitenta- bufo, o cansaço nítido em minha voz.

-Stiles, eu apenas percebi que não fui muito maduro, eu sabia onde estava me metendo, você tinha razão. Eu apenas estava inseguro- a sinceridade em sua voz, ele segura os meus braços e me olha nos olhos.

-Eu nunca quis e nem quero te magoar- acaricio o seu rosto, eu sinto os olhares ao redor se virando para nós, porém quando avisto Melissa saindo de um corredor, atrás de Scott, eu me afasto rapidamente e ele fica sem entender.

-O que foi? - Ele acha que estou o rejeitando e isso me faz rir internamente.

-Sua mãe- aponto com o rosto e seu rosto rapidamente alivia e entendo o motivo.

Scott sorri para mim e eu retribuo, vamos de volta até o carrinho de compras dele e logo volto a escolher a carne, dessa vez com a ajuda de Melissa e vamos as compras, como se fossemos uma família, só faltando o meu pai.

Já tínhamos terminado de fazer as compras, Scott passou o tempo todo me encarando e sorrindo, um alívio tomou conta do meu peito, ele não estava mais bravo comigo. Tentávamos ser o mais discreto possível, não queríamos que a mãe dele desconfiasse de nada, pelo menos não por enquanto. 

-Eu vou ao banheiro enquanto vocês terminam de empacotar as coisas- dou um sorriso e saio rapidamente.

O mercado está cheio, meus olhos vão passando pelas prateleiras e pelos produtos expostos, porém sem dar importância para nada, minha mente está focada no evento dessa noite, o que ela promete, eu começo a rir internamente e logo já cheguei ao meu destino. Me dirijo para uma das cabines, o local está vazio, porém não gosto de usar mictórios. Saindo logo depois, me dirijo até a pia para lavar minhas mãos, levantando a cabeça em frente ao espelho, vejo um reflexo que faz meu coração parar, sério? Mais uma surpresa hoje? O universo está querendo me matar do coração, só pode.

-O que você está fazendo aqui- o espanto dominava a minha voz.

-Stiles- ouvir meu nome daquela boca ainda mexia comigo.

-Derek

-Você não mudou nada- seus olhos me analisando enquanto fala. Minha voz sumiu, por que ele está aqui? Justo aqui, justo agora.

-Por que você está aqui? - É a primeira coisa que quero saber.

-Eu estava preocupada com você, precisamos conversar- ele se aproxima de mim.

-Pode falar daí de onde você está- dou um passo para trás, ele hesita.

-Por que você está tentando me afastar? - Ele se aproxima mais.

-Você se afastou quando foi embora sem dar nenhuma explicação- tento não demonstrar nenhum sentimento de fraqueza.

-Stiles, eu sei que te magoei, porém não posso ficar perdendo tempo aqui- ao terminar de falar ele se aproxima rapidamente e segura no meu braço, me puxando para dentro de uma cabine e a trancando depois que entramos.

-Da para você abrir, por favor- me afasto o máximo que posso dele, porém, uma parte de mim quer ficar perto, seu perfume invade minhas narinas mais uma vez e me traz lembranças boas.

-Stiles, eu preciso que você preste atenção. Essas mensagens que você está recebendo

-É você? - Pergunto sem deixar ele completar.

-Não, eu não faria nenhuma brincadeira desse tipo com você. Mas é uma pessoa que eu conheço- ele para, resolvendo não me contar tudo.

-Quem é? - o medo E a curiosidade na minha voz.

-Eu não posso falar muito, já estou me arriscando de mais, mas eu te aviso, Isaac Lahey, fique longe dele. Depois conversamos, eu entro em contato com você- antes que eu possa falar algo ele abre a cabine do banheiro.

-Espera- mas a última coisa que vejo são seus olhos, seus lindos olhos transmitindo preocupação por mim e seus lábios formando as palavras “se cuida”.

Voltei para o caixa onde estavam Scott e Melissa, tentei parecer o mais normal possível, porém fazer isso perto de Scott que me conhecia tão bem era quase impossível, ele deixou sua mãe ir na frente e me puxou de lado.

-O que houve? Você está pálido Stiles.

-Em casa a gente conversa- tentando parecer sereno, dei um sorriso forçado. Aquilo não era assunto para se tratar no meio de um supermercado. Ademais, minha mente estava toda embaralhada com os acontecimentos repentinos que o destino me guardou essa manhã.

. . .

Scott andava de um lado para o outro, ele transpirava impaciência, sua expressão não revelava muita coisa além disso. Eu estava sentado na cama, esperando sua resposta, já tinha contado tudo para ele, sobre Derek no banheiro do supermercado, sobre o aviso dele para eu ficar longe do rapaz chamado Isaac e também de como eu conheci Isaac.

-Quem é esse garoto que você conheceu? - Seu tom era calmo

-Eu já te falei tudo que eu sabia Scott, agora estou tão perdido quanto você

-Derek já entrou em contato com você? - Seu tom de voz mudou ao fazer essa pergunta.

-Ainda não- foi a única coisa que consegui responder.

Agora ele estava sentado na cama, na minha frente e de lado para mim. Segurei em sua mão e acho que ele entendeu a mensagem. Apesar de Derek ter ressurgido das cinzas, o que eu senti por ele, quero deixar nas cinzas. Não é fácil, porém quando se tem alguém de quem se gosta, não é torturante, percebo que Lydia não estava certa, eu não estou usando Scott para tentar esquecer Derek, eu apenas estou aprendendo a gostar dele de uma maneira diferente da qual eu não estava acostumado, talvez isso tivesse acontecido antes caso eu não tivesse obcecado por Derek todo esse tempo.

-Vamos descer? Sua mãe já deve estar desconfiando de algo, pela nossa demora

-Talvez ela já saiba do que esteja acontecendo entre nós

-Você contou para ela? - Fico surpreso com a insinuação dele.

-Não, mas dizem que mãe sempre sabe de tudo- ele sorri e solta a minha mão quando saímos do quarto.

. . .

Depois de ajudar a preparar o jantar e arrumar a casa, tudo está pronto, exceto eu, Scott e Melissa, estamos completamente sujos e cansados, nada que um banho não resolva.

-Eu vou ao meu quarto para me arrumar, vocês deveriam fazer o mesmo- O olhar de Melissa percorre nosso corpo, estamos muito sujos.

-Eu vou ter que ir em casa, não tenho roupa aqui- olho meu estado e está horrível.

-Você pode usar uma roupa minha- a voz de Scott surge antes que Melissa possa falar algo e o olhar dela é de concordância.

-Tudo bem- apenas concordo e dou um sorriso.

Melissa vai para o seu quarto e quando me preparo para subir o meu celular toca, alerta de mensagem, eu paro no começo da escada e logo Scott vira-se para mim, sua expressão é de curioso e cauteloso.

-Meu pai, falando que logo chegará aqui, vai só passar em casa- abro um sorriso tímido e subo as escadas com ele, segurando a sua mão, esquecendo por um momento que Melissa estava apenas alguns metros distantes.

Ao chegarmos no quarto Scott fecha a porta e me encosta sobre ela, seu corpo pressionando o meu, eu apenas sorrio para ele e logo sinto seus lábios juntos aos meus, minhas mãos percorrendo sua nuca, deslizando por seu pescoço e chegando aos seus braços.

-Scott, sua mão está aqui perto- meio ofegante, tento controlar ele.

-Eu estava com saudades- é a única coisa que ele fala antes de voltar a me atacar com seus lábios.

-De tirar a minha roupa? - Sorrio, questionando, pois, suas mãos já estão levantando minha camisa. Sinto seu toque em meu abdômen.

-Não podemos tomar banho de roupa não é mesmo Stiles? - Ele tem uma resposta pronta para tudo. Já sei que essa batalha não vai ter como eu vencer.

Apenas me rendo a ele, suas mãos hábeis vão tirando peça por peça de roupa do meu corpo, faço o mesmo com as dele, quando menos espero, já estamos na entrada do banheiro. O puxando para de baixo do chuveiro, uno meus lábios aos dele mais uma vez, aquele beijo quente, seu braço em volta da minha cintura, nossos corpos grudados. Depois de abrir o chuveiro, a água começa a escorrer e percorrer nossos corpos, sua boca está em meu pescoço, ele vira-me de costas para si e posso sentir seu peitoral em minhas costas. Começando a ensaboar o meu corpo, que reage de imediato com seu toque, ele sorri e eu faço o mesmo, pois o efeito é recíproco. Ele morde a minha orelha, eu suspiro, suas mãos passando por cada parte de mim. Sinto-me impotente, ele sabe me desarmar, sua língua trabalha em consonância com seus lábios e suas mãos, em um ritmo único e delicado. Viro-me de frente para ele, pegando o sabonete de sua mão e passando em seu corpo, o qual se arrepia com o meu toque, isso me faz rir mais uma vez. Minha visão está um pouco turva por conta da água, mas posso ver aquele sorriso lindo por debaixo do jato d’água do chuveiro, seu maxilar torto e agora seu cabelo colado no rosto, o qual retiro com delicadeza. Levando meus lábios aos dele mais uma vez, o abraço, deixando meu rosto próximo de seu ouvido, sussurro baixinho.

-Eu te amo

. . .

O jantar estava servido, meu pai em um lado da mesa, sentado ao lado de Melissa, eu e Scott estávamos um ao lado do outro, ninguém estava sentado nas pontas da mesa, como em uma disposição legal de um jantar, parecia um encontro de casais, mas a verdade é que tinha apenas um casal ali e o desfecho dessa noite era inesperado, pratos poderiam voar, alguém poderia passar mal, sorrisos, lágrimas, compreensão. Era uma verdadeira caixa de pandora. Melissa nunca teve nada contra a minha sexualidade, porém dessa vez era a do filho dela que estava em jogo.

-Então, como está a faculdade? - Meu pai foi o primeiro a quebrar o silêncio.

-Você já nos fez essa pergunta, pai- meu tom era de quem estava cansado de ouvir essa pergunta.

-Mas eu ainda não fiz- indagou Melissa logo em seguida e eu olhei para Scott, como quem falava, é a sua mãe, você responde.

-Cada semestre mais difícil, porém está boa, nada de assombroso- ele é vago em sua resposta.

-Adolescentes e suas respostas genéricas- Melissa revira os olhos.

-Apenas estamos um pouco cansados de ouvir essa pergunta de todas as pessoas- eu respondo, colocando um pouco de comida na boca, logo em seguida.

-E sobre qual assunto vocês querem ser questionados? Garotas? - Melissa é direta, como se desconfiasse de algo, seu olhar mal repousa sobre mim e vai direto para Scott, que se engasgou com a objetividade da mãe.

-Eu não estou saindo com nenhuma garota- responde Scott, depois de beber um pouco de água e olhar temeroso para a mãe.

-Stiles? - É a vez do meu pai.

-Eu também não- o sarcasmo predomina na minha voz.

-Engraçadinho! Você está saindo com algum garoto? - De onde veio toda essa objetividade mesmo? Parece que nossos pais foram trocados por outros.

-Sim- o semblante dele permanece intacto ao ouvir a resposta, ele pisca e pega a taça de vinho em sua frente, eu faço o mesmo, tomando um gole, parece que o assunto virá à tona mais rápido do que eu imaginava.

-É da sua faculdade? - Eu virei o centro da atenção, todos estão olhando para mim agora. Como bom policial que é, meu pai vai continuar o interrogatório.

-Sim- estou com medo da próxima pergunta.

-O que ele faz da vida? - Ele está adiando a pergunta principal.

-Estuda- eu não encaro ele de imediato, como mais um pouco.

-Stiles, você está sendo evasivo de propósito? - Isso foi uma pergunta retórica.

-Só se você estiver protelando o que quer saber de propósito- eu o encaro, ele se recosta na cadeira.

-E o que é que eu estou protelando? - Mais uma pergunta retórica.

-Por que você não pergunta logo com quem eu estou saindo e acaba logo com o mistério da noite, eu não aguento mais todos vocês me encarando- tentei não ser rude, porém parece que fui. Melissa desviou o olhar para o prato, assim como Scott.

-Stiles, olha o modo como você fala, ainda mais na casa dos outros- repreensão, típico e merecido.

-Scott- é a única coisa que falo, todos os olhares se voltam para Scott, exceto o dele, que vem ao meu encontro –Eu e Scott estamos namorando- nesse instante todas as expressões se transformam no recinto. 


Notas Finais


É isso pessoal, espero que tenham gostado, os próximos capitulos trarão muitas reviravoltas e surpresas.

Até o próximo <3 <3


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