História Grão de Areia (HIATOS) - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer, Selena Gomez
Tags Ashton Irwin, Selena Gomez
Exibições 108
Palavras 1.299
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


+ de 500 exibições klkklllsocorro
eu quero muito de todo meu coração e alma agradecer o pãozinho de queijo que é a imyouwrs 💛💛💛 ela fez essa capa maravilhosa e o banner também! melhor pessoa, af 💛


(jaba da manu) seria muito legal se vcs escutassem robbers - the 1975 enquanto leem, tem na playlist da fanfic viu!!! (jaba da manu)

Capítulo 10 - Dois errados fazem um certo.


Fanfic / Fanfiction Grão de Areia (HIATOS) - Capítulo 10 - Dois errados fazem um certo.

X.   “você viu minha chuva de cometas e achou bonito.
você ficou quando eu era ruína.”

•••

Seguro o cigarro entre os dedos junto às lágrimas dos olhos, um suspiro deprimente escapa enquanto olho pela janela de meu quarto os prédios e o dia amanhecer. Adam me trouxe para casa, ele disse que eu precisava dormir e repensar todos os meus atos desde que machuquei Amanda profundamente. Eu gostaria de gritar tudo o que eu sentia em relação à Amanda também; o fato dela estar mentindo sobre nós, meus problemas e o quanto toda aquela merda que estava acontecendo era simplesmente culpa dele, mas eu apenas assenti, peguei minha mochila do banco de trás e entrei em casa.

Em dez minutos que fiquei em seu carro eu pude ver o quanto ele poderia ser repugnante. Não vejo a beleza, educação ou quaisquer adjetivos bons em Adam. Ou Amanda estava apaixonada, ou queria ignorar tudo aquilo, fingir uma paixão e recomeçar sua vida longe com um homem rico.

Adam não é homem para Amanda. Seu dinheiro e carros importados jamais chegariam perto do quanto vale o coração e alma bondosa a qual a mulher há.

 

 14, julho. 27 dias antes.

— Você não precisa ir se não quiser. – Amanda diz. Desvio meu olhar da janela para ela, seus olhos castanhos encaram-me com cuidado, algo nela está diferente.

Não brigamos, não gritamos uma com a outra, ela não me expulsou de casa ou me xingou. Naquela tarde, quando eu acordei e desci para ver se ela havia chegado, Amanda estava deitada no sofá enquanto comia pipoca. Eu a olhei; pensei em mil jeitos de pedir perdão, mas só consegui correr até ela e a abraçar como se há anos eu não a visse. Não falamos mais sobre Adam ou seus filhos, fizemos juras de esquecer o que havia aconteceu naquele jantar e eu prometi nunca mais deixa-la preocupada.  Mas ainda assim, Amanda parecia esconder algo de mim.

— Não vou deixar com que gaste seu dinheiro à toa. – ela sorri de canto e beija minha testa. Saio do carro e caminho em passos curtos até o pequeno prédio. Entro e trato de fechar a porta cuidadosamente, cumprimento a recepcionista que agora sorri para mim. Ela deve estar acostumada, ou pelo menos, tende a ser seu trabalho acostumar-se com o meu humor estranho. Bato na porta duas vezes antes de ouvir sua voz pronunciar meu nome, como sempre, calmo e brando.

Eu ouvi os piores tipos de baladas românticas nos últimos dias, escrevi os mais diversos textos enquanto pensava em seus malditos olhos castanhos esverdeados e sua risada que melhora o humor até da pessoa mais rancorosa, mas quando ele me ligou, no mesmo dia procurando por mim, não tive coragem de dizer o porquê fugi. Ashton continuou ligando, todo dia, Amanda disse já estar quase jogando a secretária eletrônica fora, pois só havia recados dele. E eu, que nunca me senti amada ou notada, finalmente vi a esperança de – nem que fosse apenas uma amizade, florescer.

— Oi, – falo ao entrar, Ashton tira sua atenção do notebook e olha para mim. A lembrança do dia em que nos conhecemos flui em minha cabeça, ele sorri, como se nada houvesse ocorrido — como você está?

— Bem... E você? Como se sente? – ele pergunta, ando até o sofá onde me sento.

— Mais confusa que o normal, não sei se você gostaria de ouvir-me.

—É o meu trabalho, não é? – sua pergunta soa retórica. Trabalho. Meu coração dói ao ouvir essa palavra, ele estava ali apenas porque é seu trabalho.

É... – murmuro a mim mesma. O arrependimento e imagens da noite em que vi suas anotações retornam. Eu não gostaria de chorar ou me sentir tão imune como aquele dia, então porque continuo aqui? E se eu não estivesse gostando dele e apenas tivesse levado isso para o lado amoroso, porque lá no fundo eu sei que ninguém iria me tratar tão bem quanto Ashton trata?

Sinto-me tão vulnerável, tão frágil e eu odeio me sentir frágil. Não tem coisa pior que achar que dependemos de alguém para ser feliz.

— Selena? – o ouço chamar, minha visão está embaçada. Ótimo, aqui estou eu agindo como um bebê chorão.

— Desculpe, eu estava pensando muito... Como sempre, sobre tudo.

Ele sorri e funga; suas mãos param nos fios cacheados que estão há um bom tempo ser ver a tesoura. Ashton é tão lindo, o tipo de pessoa que mesmo nos seus piores dias ilumina todos à sua volta.

— Porque resolveu ser psicólogo? – pergunto o encarando. Gosto de olha-lo até gravar cada partezinha de seu rosto,

— Eu gosto de ajudar as pessoas. – Ashton diz tirando seus óculos. Ele se senta ao meu lado, tiro meus sapatos e o rapaz faz o mesmo. Suas meias são listradas, um sorriso surge ao canto dos meus lábios com isso — Todos nasceram com propósitos, mas não sabemos o que é até encontrarmos algo que nos complete.

— Eu nasci errada então, pois coisas quebradas não completam outras novamente.

— Realmente, não completam com o resto do padrão, – ele molha seus lábios e encara-me — mas tantas há peças que estão quebradas por aí que podem ser concertadas para completarem uma as outras. Dois errados fazem um certo.

Engulo a seco e desvio meu olhar do dele, sempre tive a certeza que fui escrita entre as entrelinhas, mas Ashton é um ótimo leitor. E isso me assusta.

— Eu preciso fumar. – resmungo batendo minhas mãos em minhas coxas. Levanto e puxo o maço que escondo no bolso traseiro, Amanda odeia tal hábito, pois Brian também fumava quando eles se conheceram. Talvez ele tenha tido câncer, não sei; ela, como sempre, vem escondendo detalhes de mim.

— Pensei que havia parado, – ele diz, chamando minha atenção — estava em um dos documentos. Não fumava há meses, pois até isso deixou de ser interessante para você.

— Continua desinteressante, é apenas um jeito de diminuir minha expectativa de vida. – resmungo, ando até onde fica sua janela e a abro — Se importa?

Ele nega, procuro pelo isqueiro e tiro um dos, acendo e trago, soltando a fumaça para fora.

— Michael me disse que viu uma moça saindo do meu quarto chorando na madrugada, – ouço seus passos, ele vem até mim — espero que ele não tenha visto nenhum espírito.

Sorrio apoiando minha cabeça à parede.

— Esse fato tem haver com “mais confusa que o normal”? – dou os ombros, observando o céu. Está calor, o céu é azul e poucas nuvens o preenche. — Apenas diga-me, qualquer coisa é melhor que seu silêncio.

Ele parece agoniado, culpado. Sinto-me horrível por isso, mas não sei o jeito certo de lhe dizer o que sinto.

— Você sabe a resposta, é meu psicólogo.

Ashton suspira, mordo meus lábios antes de tragar a penúltima vez. Arremesso a bituca vendo-a cair e se misturar com o chão cheio de pedras, sinto sua mão pousar em meu ombro, com cuidado, ele vira-me para si. O rapaz me olha profundamente, como se eu fosse um caso indecifrável, suas mãos gélidas puxam meu rosto aproximando-nos. Olho-o confusa mesmo sabendo o que estava prestes a vim.

— Você tem um rosto bonito e meio sujo... – ele sussurra, sorrio.

— E quando você está deixando sua casa, – sussurro o acompanhando — ela está implorando para que fique, fique, fique, fique...

Sou interrompida quando seus lábios tocam aos meus. Ergo meus pés na tentativa de ficar a sua altura, ele sorri aprofundando o que antes era um simples selinho. Como se estivesse em uma montanha russa; sou levada pela emoção de estar tocando os céus, mas ao mesmo tempo, sinto-me com medo da descida, pois sei que o tombo pode ser forte. Eu não sei se é realmente paixão ou apenas um sentimento passageiro, na verdade, não sei muito sobre nada; mas desde que o que eu sinta seja por ele, tá tudo bem.


Notas Finais


PLAYLIST: https://open.spotify.com/user/m.anuzx/playlist/0KoFA1Ip0PRdBdukRipCrt
TRAILER: https://youtu.be/NUC7xSVmtDw
fala sério mano eu quero muito ser a selena puta que pariu ela foi beijada por ashton irwin recitando robbers pra ela porraaaaaaaaaaaa
alias o que vcs acham que a amanda esconde (quem vim com teoria que a selena eh adotada vai levar um tapa)
quero ver quem vai pegar as referencias + tem umas frases que eu peguei do tumblr.


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