História Gravity Falls - Crime - Capítulo 1


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Categorias Gravity Falls
Tags Gravity Falls
Exibições 26
Palavras 1.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Hoje, não foi bem assim...


Fanfic / Fanfiction Gravity Falls - Crime - Capítulo 1 - Capítulo 1 - Hoje, não foi bem assim...

DIPPER ON

"Dia 7 de Dezembro de 2013.

Hoje foi diferente. Eu passei a maior parte das minhas férias de verão, relatei coisas incrivelmente estranhas neste diário. Anomalias paranormais, mensagens secretas em...praticamente todo o lugar dessa cidade e qualquer outro tipo de conspiração maluca que algum idiota pode inventar na internet.

Mas hoje, não foi bem assim. 

Tudo começou quando o meu tio-avô, Stanford,conseguiu ingressos para assistir a Duck-Tective III: A origem jogando poker. Ele sabia que Mabel adorava essa trilogia, e os dois foram assistir o filme. E lá estava eu sozinho na Cabana do Mistério sem nada para fazer. Soos estava limpando a loja e Wendy folgou, estava doente, aparentemente febre, não tenho certeza.

Bem, estava na hora de eu dar uma atualizada no meu diário, então, escondido,saí da Cabana do Mistério e adentrei a uma pequena floresta perto de lá. Achava que eu ia atualizar, de alguma forma, o meu diário.

Mas hoje, não foi bem assim.

Não havia encontrado nada. Muitas vezes ficava andando em círculos sem perceber, até que me dei por vencido. Foi aí que percebi que estava perdido. Sem sinal de telefone, sem Wi-Fi, nada. Mabel e tio-avô Stanford já deviam estar voltando. Foi aí que comecei a chorar. E a correr, muito. Até que eu tropecei e caí ladeira abaixo, até parar na frente de uma boba estátua: Era uma espécie de símbolo Iluminatti, com uma gravata, pernas, braços e um pequeno chapéu. Ele estendia a mão para cima, como se estivesse tentando fechar algum tipo de acordo com alguém. Seus olhos estavam vidrados para o chão, onde lá estava, um pequeno bilhete.

"NÃO TOQUE NA MÃO DA ESTÁTUA EU TE IMPLO..."

Era a única coisa que pude ler, o resto, estava rabiscado e sujo demais para eu ler. Aquilo era, sem dúvida alguma, algum tipo de criatura misteriosa de Gravity Falls. Perigosa? Só havia um jeito de descobrir. 

Logo, apertei a mão da criatura. Nada aconteceu. Desapontado, decidi a procurar o caminho até a Cabana do Mistério novamente. Depois de longas caminhadas, eu comecei a ficar tonto. Tudo ao meu redor ficou preto e branco, piscando sem parar, eu tentava gritar mas não conseguia, tentava chorar mas as lágrimas não caiam, eu estava me sentindo sufocado.

Foi aí que ele apareceu. Um triângulo com um olho só de gravata e chapéu.

-Ei, menino, valeu pela ajudinha que você me deu! Pera aí, deixa eu te dar uma mãozinha, nada mais justo, você deu o seu corpo e alma! Retrucou a criatura.

E tudo voltou ao normal, como se eu havia acabado de acordar de um terrível pesadelo. Meu coração quase parou quando olhei para cima e me deparei com o único olho da estátua que havia ganhado vida.

-Você vai ficar parado aí sem falar nada? As pessoas me chamam de muitas coisas, mas eu prefiro Bill Cipher, e bem, eu sou um demônio! informou-me Bill.

-O-oque está acontecendo? Onde estão Mabel e meu tio avô! Cadê eles? perguntei para ele, desesperado, com lágrimas nos olhos.

-Caaalma garoto, eu posso te dar qualquer coisa. Tudo oque você quiser. Sabe menino, já fui um deus. Mas um certo alguém...tirou tudo de mim. Não sei porque gostam tanto deste plano. Enfim, oque você quer? Dinheiro? Mulheres? Homens? Os dois?Morte de alguém? Continuava me perguntando o tal de Bill Cipher, achando que tudo era uma espécie de ritual que ele odiava fazer. Ele estava ansioso, ao que parecia.

-Eu quero...- toda a minha vida passara pela minha frente. Todas as vezes que fui rejeitado, que minhas pesquisas não foram levadas a sério...-eu quero poder. respondi, sem pensar. 

-Muito bem, moleque. disse o triangulo flutuante, que logo me agarrou. Foi neste momento que eu  comecei a vomitar e a perder controle do meu corpo. Essa sensação passou bem rápido. - Pronto, agora estamos começando a chegar em algum lugar...pinheirozinho. me apelidou o demônio.

-O-oque você fez?

-Nada de mais.

Eu tomei coragem naquele momento. A voz penetrante de Bill Cipher passara a ser aconchegante.

-Bem...eu quero ser o seu amiguinho de imaginação. assegurou Bill, com um estranho olhar.

-E isso vai te ajudar em o que? eu perguntei, inquieto.

-Ah, você vai ver, pinheirozinho. Você quer poder? Vou te dar então. confirmou Bill. 

Tudo passou a ficar mais escuro, e aos poucos, eu caia no chão. Senti uma dor no peito e cuspi sangue no chão. Falei uma estranha língua e desmaiei. Acordei na entrada da floresta. Em minha mão, estava riscado uma estranha mensagem. Não sei oque significa, talvez nem importe muito.

Mabel e meu tio avô lacrimejavam, estavam muito preocupados e me abraçaram. E eu...não sentia nada. Não sentia alegria por eles terem me achado, e não sentia medo por ter sido...eu nem sei oque Bill ao certo fez comigo. Eu não sentia nada. Um vazio dentro de mim, nenhum sentimento. Era claro em meus olhos que eu me sentia indiferente. 

Voltando a Cabana do Mistério, Soos assumiu o caixa. Ele até tentou me mostrar algum vídeo estúpido em seu celular, mas o ignorei. Eu comecei a sentir raiva. E a raiva crescia ainda mais a cada segundo, por nada. Eu me sentia em um jogo: cada passo que eu fazia era como se fosse nada para mim. Não sentia meus movimentos, como se eu estivesse sendo controlado.

Subi para o meu quarto, e desmaiei na cama, sendo que eu devia atualizar este jornal. Eu acordei em um campo, provavelmente em uma fazenda. Parecia um sonho, mas era real demais. Bill se materializou em minha frente.

-Hey, parceiro de crime, como está se sentindo sendo a minha mais nova marionete? ele perguntou para mim, animado.

-Oque? perguntei, na hora não havia entendido oque ele disse.

-Nada, garoto. Olha, essas últimas horas dei uma olhada na sua mente. Deus, como você odeia todo mundo! 

-Oque? Eu não odeio todo mundo! afirmei com razão.

-A mente humana é um grande quebra cabeça, e é impossível que você mesmo entenda a sua própria mente. Você esconde sentimentos de você mesmo, que provavelmente os ignorará por toda a sua vida e nem perceberá! E bem...você odeia todo mundo. Esses tolos insolentes que não se importam com suas pesquisas, riem da sua cara. Os garotos da escola que te atingem com os seus grandes e duros punhos até você nem sentir mais o seu rosto...você quer que te respeitem, deixando uma marca. Algo que fará você ser lembrado para sempre. Esse é o tal "poder" que você sempre quis. Reconhecimento e respeito, por algo que você fez. Algo grande, que será marcado na história da humanidade. explicou Bill, como se estivesse dando uma palestra para uma classe de alguma faculdade de psicologia. Das boas.

Eu não sabia oque sentir naquele momento. Eu sabia que ele estava certo, mas tinha medo de assumir. Mas tomei coragem o bastante para levantar a minha cara e dizer:

-S-sim...eu quero isso. Sempre quis. Quero que eu seja reconhecido por...

-Ah, pinheirinhozinho, meu querido, pinheirinhozinho...não precisa dizer. Alguma descoberta incrível não vai te ajudar. Convenhamos. Eu sei exatamente do que você precisa. ele afirmou com certeza.

-E oque seria isso? perguntei, curioso.

-Ah meu querido, arte. ele me explicou vagamente.

-Arte, como assim? perguntei impaciente.

E o sonho acabou. 

Acordei no bosque onde conheci Bill Cipher, e o que vi a seguir foi horrível. Tinha um machado perto de mim. Eu e o machado estávamos ensanguentados. Em minha frente, um garoto, cerca de quatorze anos de idade se encontrava. Completamente destruído, seus membros separados de seu corpo e seu rosto...deus, o seu rosto havia sido aniquilado pelo machado, quase não o reconheci, mas pelo físico meio gorducho e os cabelos brancos, dava para ver que era o Gideão. 

Com sangue, encima dele estava escrito "Falso samaritano", e ao lado se encontrava um pequeno triângulo e uma assinatura: Bill Cipher...Foi ele, e eu juro que foi ele! Eu não poderia ter feito isso! Ele deve ter me usado, me manipulado enquanto eu dormia...no chão, embaixo de mim e o cadáver de Gideão estava um pentagrama. O triângulo central possuía um olho. De repente, o olho começou a brilhar e fui teletransportado para o meu quarto, onde Mabel me acordou, me chamando de dorminhoco. Nem ela poderia saber oque aconteceu."

DIPPER OFF/MABEL ON

Esse trecho do diário do meu irmão estava em uma das páginas de seu diário, e ela foi encontrada, junto a todas as outras que irei listar aqui, dentro de suas vítimas. 



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