História Gray Lifes - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Adultos, Armas, Brasil, Guerra, Morte, Mutilação, Trama
Exibições 14
Palavras 1.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Survival, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá leitores, meu nome é Carlos (mas podem me chamar de Zanca) e esse é o primeiro capítulo da minha história.
Bom, para melhor entendimento de vocês com a história, irei explicar algumas coisas.

1° : A história não segue uma ordem cronológica. Então para vocês saberem oque é passado e oque é presente, a cada capítulo haverá a data em que se passa tal ocorrido.

2° : A história não será contada apenas do ponto de vista de um personagem. Mas de vários! Assim, a cada capítulo haverá o nome do personagem que vive o acontecimento atual.

3° : A história a seguir acontece no presente!

Espero que gostem, fiquem com o Capítulo 1!

Capítulo 1 - Capítulo 1: Mudanças


15 de novembro de 2017

Timbó, Brasil

Morgana


A dor vai se materializando em meu rosto. O sangue quente escore pelo meu nariz.

Em minha frente o homem que me agrediu...

Um homem simples. Possuía provavelmente quarenta e poucos anos. Era gordo, barbudo e com um olhar sínico. Seus cabelos eram louros e esbranquiçados, e sua barba mal feita. Empunhava em uma das mãos uma faca e com ela nos ameaçava.

— Você vai me dar a merda da comida ou vou ter que cortar a sua filhinha?— Disse sinicamente o homem á minha mãe, que no outro lado da sala estava. Apontando seu nariz pontudo para mim.

Minha mãe estava lá de pé, com o rosto abatido pelo medo. Suas mãos estavam trêmulas e sua respiração ofegante.  Seu nome era Janise. Ela era uma mulher bonita, de 38 anos. Seus olhos eram verdes, e seu cabelo castanho. Não era alta, mas também não era baixa. Vestia uma camisa bordo, acompanhada de uma calsa jeans.

— Por favor, não temos comida. Acalme-s... — Tentou falar minha mãe. Mas do mesmo jeito que a mão daquele homem havia encontrado meu rosto, encontrou o de minha mãe. Eu via no rosto daquele homem o ódio, e sabia que, mesmo com comida, ele nos mataria depois.

— Cala a boca vadia! Acha que sou idiota? — Falava o homem enquanto chutava minha mãe. Ela, por sua vez, só podia ficar em posição fetal tentando se defender. Eu assistia aquilo, sem poder fazer nada.

Após uma grande quantidade de chutes, o homem para. Ele se afasta e descansa um pouco. Depois, vira-se para mim com sua faca em mãos.

— Você é a próxima... — Disse o homem friamente a mim. Mas antes que pudesse tentar algo, um vulto o agarra. Era ele, o homem que eu mais amava... Meu pai! Um homem baixo, mas valente. Usava óculos, e parecia ser fraco. Mas, sempre provava o contrário. Seus olhos eram azuis, e seu cabelo era negro. Possuía uma barba completa e vestia-se com um traje social, típico dele. Seu nome era Roberto.

Sem exitar, meu pai distribuiu vários socos na cara do homem moribundo. Era como se ele não possuísse fôlego!

Os socos produzia um som de ossos quebrando. Perguntava-me se era dos dedos de meu pai ou do rosto do homem. A resposta provou ser os dois.

Meu pai nunca foi de brigar, mas o fazia muito bem.

Após levar vários socos, o homem então esboça uma reação. A faca que possuía na mão, logo foi enfiada na perna de meu pai, que nada podia fazer a não ser sentir dor. Mas, valente, ele não largou o homem e continuou dando-lhe socos. Até que o mesmo desmaiou.

Meu pai então se afastou, ainda agonizando por conta da facada.

A cena era horrível! Minha mãe ao canto da sala gospindo sangue no chão, eu sentindo o sangue escorrer pelo meu nariz, meu pai ao chão agonizando de dor e um homem moribundo caido com a cara toda rasgada devido aos socos. Talvez, essa tenha sido a cena mais chocante que vi desde quando tudo começou, e fazia-me refletir. Quantas mais eu iria ver.

— Morgana! Venha ajudar seu pai! — Berrou minha mãe.

Logo eu estava ao lado do meu pai. Via em seu rosto correr o suor. Minha mãe sabia oque precisava ser feito, colocou então calmamente a mão no cabo da faca. Por um momento exitou, mas meu pai com um gesto com a cabeça mostrou-lhe que devia prosseguir. Minha mãe então puxa a faca, e meu pai, como qualquer outro humano no lugar, berrava e agonizava de dor. Sem esperar, eu tampo o ferimento com um pano qualquer jogado no chão. Meu objetivo era estancar o ferimento e amenizar a dor de meu pai, oque não ocorreu. O sangue quente escorria pelos meus dedos que seguravam o pano. Minha mãe sem esperar, foi até a cozinha procurar algodão e álcool.

Sem demorar, ela volta com ambos em mãos.

— Tire o pano devagar para que eu possa limpar o ferimento. — Disse minha mãe.

Essa era uma das qualidades que eu admirava em minha mãe. O fato de nunca reclamar!

Meu pai poderia-se dizer que era daqueles típicos homens conservadores, o homem da casa. Mas minha mãe nunca o chamou de.machista, ou então questionou sua autoridade. Ela sempre o obedeceu, incondicionalmente. Por muito tempo me perguntei o porque ela agia assim. Até que um dia a perguntei, e sua resposta me surpreendeu: " Por que nunca reclamei do seu pai? A verdade é que ele é um idiota a maior parte do tempo. Mas sempre colocará o bem estar da sua família acima de tudo!". Nunca entendi tais palavras, mas quem disse que o amor faz sentido?

Ver minha mae limpando o ferimento de meu pai trouxe-me um sentimento de segurança. Após a morte de meu irmão, parecia que estávamos mais unidos.

Minha mãe então começa a costurar o ferimento. Não havendo como ajudar, fico acariciando meu pai. Tentando de alguma forma evitar que sinta dor. Meu pai em retribuição, da-me um pequeno e modesto sorriso, mesmo sentindo dor.

Meu pai nunca disse "Eu te amo!" para mim. Dar aquele sorriso significava isso.

De certa forma eu me sentia feliz. Estávamos reunidos, algo difícil de acontecer depois que a guerra começou. Meu pai na maioria do tempo vasculhavam o bairro a procura de alimento e outros mantimentos. Minha mãe improvisava as coisas, como o fogão que ela fez. Ela era muito criativa! E eu passava a maior parte dos dias lendo livros e desenhando. Adorava meus livros sobre serial killers!

Antes do anoitecer, minha mãe carregou com dificuldade o homem moribundo até um local longe da nossa casa. Ela tinha que garantir que aquilo não ia se repetir, já que meu pai estas ferido na perna e não poderia fazer esforço por um bom tempo.

As vezes me pergunto. O que meus pais se tornaram? Antes, minha mãe trabalhava na prefeitura e meu pai era gerente de um super mercado. Mas agora, eles matam pessoas!

Decido ir dormir, era oque eu podia fazer no momento. Descansar e tentar esquecer.

Meu pai entra no meu quarto, senta-se na minha cama e acaricia meu cabelo.

— Você esta bem?— Falou ele com um olhar paternal.

— Sim. —Respondi.— Mas gostaria que tudo voltasse ao normal. Que eu pudesse ir a escola, encontrar minhas amigas. Comer a vontade sem pensar no amanhã... Todo tipo de coisa que fazíamos antes...

— Eu sei minha filha. Eu também, mas saiba que eu e sua mãe estamos tentando fazer o máximo para deixar você feliz. — Falou meu pai, preocupado com a situação em que nos encontrávamos.

— Nunca duvidei disso... — Falei, fechando meus olhos. O carinho que meu pai fazia, trazia-me segurança e conforto. Sentia-me feliz por ter ele.

Aos poucos, fui desligando... Até dormir...


Notas Finais


Bom, esse é o primeiro capítulo. Espero que tenham gostado!
Aceito sugestões e críticas!
Fiquem na paz!

~Zanca


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