História Greed - O pecado da ganância - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Markson, Yugbam
Visualizações 318
Palavras 7.082
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chuuu~

Passei esse tempo todo só pra escrever esse cap.

E acho que foi o maior cap que eu já escrevi na vida (parabéns pra mim... Mas ninguém perguntou).

Segundo cap e quase no final da shortfic. Hehe, só faltam as tretas e tá tudo pronto. O que é um yaoi sem tretas? (Ou lemon)

^-^

Carinha fofa e bye.

Capítulo 2 - Vodka effects


Fanfic / Fanfiction Greed - O pecado da ganância - Capítulo 2 - Vodka effects


- Vodka? Não quer começar com nada mais leve?

- Por que? Está com medo de que eu beba demais? Não se preocupe, não vou.

O copo foi servido rapidamente, e logo estava vazio.

- Woah, você é bom em beber. 

- Você é fraco com bebidas?

- Um pouco, sim.

- Tente.

O tailandês ordenou mais dois copos, um tomado por suas mãos e outro pelas do coreano. 

- Aigoo, não sei se isso vai dar certo.

- Yah, foi você quem me trouxe para um bar. Vamos, que tipo de hyung eu seria se deixasse você cair de bêbado? 

O mais novo não conteve um largo sorriso antes de entornar completamente o copo, sentindo o álcool descer queimando em sua garganta, apesar disso, o gosto era ótimo. 

- Viu? Ainda consciente, não? 

- Sim. 

- Aguenta mais um?

- Claro.

O mais velho conseguiu arrumar mais quatro copos, enquanto o mais novo lutava para não engasgar no terceiro.

- Vá com calma, eu prometi manter sua sanidade por mais um tempo.

- Se continuar me encarando assim ela não vai durar muito.

O tailandês apenas riu e se apoiou no corpo forte do mais novo.

- YugYeom ssi, que tal fazermos algo?

- Quer dançar? 

- Eu... Não sei dançar. 

- Não faz mal. Eu te ensino.

O maior o puxou até o meio da pista de dança, onde o som sensual e provocativo de Lotto tocava a todo volume, ainda em seu início. 

- YugYeom...

- Relaxa. Se solte um pouco.

O mais novo passou as mãos pelos braços do mais velho, o convencendo a relaxar.

Os dois começaram apenas a se mover no ritmo da música, o coreano rindo da timidez estampada no rosto do tailandês. 

- Vire-se.

Com um movimento rápido, virou o assistente, que logo colou seu corpo no maior atrás de si, agora se movendo ao som do refrão, onde começou a se tornar um pouco mais provocativo e menos tímido, sentindo todos os efeitos da vodka em sua corrente  sanguínea.

- Viu? Já está pegando o jeito.

O mais novo levou as mãos até a cintura alheia, ajudando-o a se mover melhor, todas as suas células gritando para que ele parasse e seu corpo implorando por mais.

Um garçom passou por eles, que agarraram mais alguns copos de vodka, virando sem se importar com o que aconteceria de agora em diante, ambos estavam mais focados na sensualidade nada casta da música que preenchia o ar, agora no som de Privacy.

- Certeza que não sabe dançar? Está indo melhor do que eu.

- É a primeira vez que eu danço. 

Agora de frente um para o outro, seus olhares estavam cheios de desejos e curiosidades.

O corpo todo do tailandês sabia exatamente o que queria, enquanto a cabeça do coreano estava temerosa e confusa com o que sentia.

- Então vamos dançar mais.

O mais baixo puxou o pescoço do chefe em direção ao seu, sentindo mãos curiosas pousarem levemente em sua cintura.

- Sabe... Eu não vou quebrar se me apertar.

Suas vozes não estavam mais sendo controladas, seus pensamentos mais fundos e impuros saiam sem bloqueios.

O corpo esguio do mais velho se arrepiou ao sentir as mãos apertando sua pele, em movimentos cada vez mais curiosos e quentes.

Suas respirações se encontravam e de súbito, não era possível ouvir mais nada além das duas respirações descompassadas que se chocavam.

- Sabe... Assim que pus meus olhos em você, me senti tão estranho... Por que?

Perguntou o mais novo, sem se distanciar do rosto do tailandês. 

- Eu te deixei curioso?

- Com certeza. Eu queria poder te provar.

- Prove. Estou na sua frente, não se segure.

Com a autorização em voz rouca que recebeu, o mais novo moveu um pouco o rosto, sentindo a textura dos lábios alheios roçarem nos seus, um choque que o fez perder temporariamente os sentidos.

Mordeu o lábio do mais velho e se impressionou com o gosto doce de seus lábios. 

Depois de mais alguns choques, fechou os olhos e finalmente juntou os lábios, sentindo o gosto doce dos toques se multiplicarem e cada pelo em seu corpo se arrepiar.

Em um ato mais atrevido, passou a criar uma dança enlouquecedora entre suas línguas, que provavam uma da outra, as vezes com mordidas e chupões que apenas serviam para que o baixo ventre do mais novo sentisse leves fisgadas.

Por sentir a falta do ar, separou seus lábios dos do mais velho e o encarou. Já sentia saudades do gosto doce.

- Vamos beber mais.

O sussurro foi proferido como se o diabo estivesse jogando tentações em um anjo, sugando toda a inocência da mente jovem de YugYeom. 

Não, ele nunca havia namorado com ninguém antes, sempre se focando mais em papéis do que em pessoas.

Havia dado no máximo dois beijos em sua vida toda.

O tailandês o puxou de volta para o bar.

- Me pague alguma coisa.

- Que tal uma batida?

Viu um sorriso malicioso pintar os lábios do mais velho, mas sua mente estava muito nublada para se dar conta do duplo sentido de sua frase.

- Claro.

Em poucos minutos, haviam duas batidas com cores que lembravam neon em copos transparentes. 

- Vamos ver quem vira primeiro.

O mais velho levou os copo até a boca, retirando o canudo e aproveitando para provocar um pouco, dando longas lambidas em toda a extensão de plástico antes de colocá-la sobre o bar.

O mais novo teve que engolir em seco para voltar a respirar. A expressava sacana nos olhos do mais velho era tão evidente e tão provocativa que ficou com medo de não poder controlar os próprios atos.

O mais baixo virou o copo em questão de segundos, e YugYeom demorou pelo fato de que sua garganta ainda queimava. 

- Acho que eu ganhei. E já que eu ganhei, tenho direito a um pedido.

O mais velho levou um dedo em frente ao rosto, gesticulando um número um.

- O que vai querer?

- Uma coisa muito divertida.

- O que?

- Me responda, qual o tamanho da sua cama?

- Da minha... Cama?

Os lábios um tanto inchados do mais velho se repuxaram em mais um sorriso malicioso. 

- Vamos fazer uma brincadeira. Mas precisamos ir para a sua casa.

Sem pensar muito no significado das palavras proferidas pelo assistente, o coreano apenas pegou as chaves do carro e os levou até sua casa, abrindo a porta e dando passagem para seu hyung.

- Sua casa é enorme.

O tailandês olhava ao redor encantado, indo em cada cômodo. 

- Meu quarto é no andar de cima.

Os dois foram em passos silenciosos até o quarto, a porta foi lentamente aberta pelo mais velho, esse, entretanto, deixou as luzes intocadas.

- O que vamos fazer?

- É simples. Eu falo uma coisa que eu já fiz. Se você nunca fez, você tira uma peça se roupa, e vice-versa. 

Após absorver o que o mais velho havia lhe dito, o mais novo assentiu e se sentou em sua cama ao lado do assistente.

- Ok. Me fale algo que você nunca fez.

- Hum... Eu nunca namorei com ninguém. 

- Sério? 

- Sim.

Com um longo suspiro, o mais velho se desfez de sua blusa e a jogou na cama, revelando um corpo magro e não muito definido, mas ainda assim, parecia perfeito aos olhos do mais novo.

- Minha vez. Eu nunca fui a um parque de diversões. 

- Mentira.

- É verdade.

- Aish... Agora eu vou ter que te levar em um.

O coreano reclamava enquanto se livrava de sua blusa.

- Woah... Seu corpo parece tão bom. 

Soltou o mais velho, apreciando o corpo definido e forte do mais novo, que voltou a se sentar a seu lado, lhe mandando um olhar nada casto enquanto decorava cada parte daquele corpo, o qual ele provavelmente não se lembraria no dia seguinte, mas ele não queria se preocupar com isso agora.

- Ah! Já sei. 

O tailandês se levantou e caminhou até o armário do mais novo, procurando algo entre suas roupas. 

- O que está procurando?

- YugYeom ssi, você tem algemas? 

- Como sabia?

O barulho do metal nas mãos do mais velho soaram pelo quarto.

- Pra que você usa isso?

- Nada. Eu nunca usei. Não ainda.

O de cabelos negros pegou as argolas de metal das mãos do assistente e o virou, colando suas costas nuas em seu peito.

- Mas seria ótimo usar agora.

Prendeu os pulsos do tailandês, ouvindo-o arfar com o súbito sadismo o chefe.

- Eu estava um pouco travado, não sabia o que fazer com você... Mas você me provocou tanto hoje, hyung.

- Vai me punir?

- Devia, certo?

- Sim.

- Devia o que?

O tom rouco que a voz do dongsaeng assumiu fez o mais velho soltar um suspiro pesado.

- Devia me punir. Faça comigo o que quiser.

- O que eu quiser?

- Sim.

- Ótimo. Deite-se. 

As algemas foram rapidamente retiradas dos pulsos do mais velho e o colocou na cama, colocando seus braços para cima e prendendo seus pulsos novamente.

O coreano pegou a própria gravata e a colocou na boca do tailandês, impedindo-o de proferir qualquer som.

- Espere.

O mais novo o deixou sozinho por alguns minutos antes de voltar com algumas coisas e deixá-las ao lado de sua cama.

- Pronto, hyung?

BamBam pôde sentir dedos curiosos passarem por cada parte de seu corpo, causando arrepios e o fazendo arquear as costas.

- Sua pele parece tão gostosa, hyung.

Uma sensação molhada e quente percorreu seu corpo, arrancando um gemido manhoso de seus lábios. 

- Eu não te deixei gemer ainda.

A voz de YugYeom era rouca e turva pelos efeitos da vodka. 

- Agora vou ter que te torturar mais um pouco, hyung. 

Um tecido fino cobriu os olhos do mais novo, o qual sentia que estava começando a ficar realmente exitado. 

- O que vai fazer agora? 

- É segredo.

O tailandês sentiu as mãos do dongsaeng chegarem a barra de sua calça e desabotoa-lá, desceu a calça de couro vagarosamente, tendo a visão das pernas torneadas do mais velho que haviam chamado sua atenção mais cedo e logo se dando conta do volume na boxer preta que era o único tecido cobrindo seu corpo.

Alguns poucos segundos se passaram sem que o tailandês pudesse sentir algo, até que sentiu uma leve sensação de tecido percorrendo seu abdômen, mas a sensação era realmente tão leve que o fazia arqueear as costas em busca de mais contato.

O tecido descia por todo seu corpo até chegar em seu baixo ventre, o exitando mais ainda, os gemidos eram contidos pela gravata que bloqueava sua voz.

E então um gemido de dor escapou de sua boca quando sentiu o impacto forte do tecido em sua pele.

- Pode gemer agora, hyung.

A gravata foi tirada da boca do mais velho, que arfou antes de sentir mais uma vez o contato do que ele pensava ser um chicote e gemer alto o nome do dongsaeng. 

- Y-yugYeom...

O quarto e o clima pegavam fogo, assim como a pele do mais velho, que suava pelo prazer que o coreano podia lhe dar apenas com aqueles simples atos.

- Está com calor?

- Sim. Está quente demais, YugYeom ssi...

- Não se preocupe, hyung, vou te esfriar.

Todos os movimentos simplesmente cessaram e BamBam ouviu alguns barulhos que não conseguiu identificar.

- Sabe, hyung, desde que te vi, fiquei muito curioso com seu corpo... Com a vontade que me deu de provar cada pedaço.

Cada palavra era uma mistura de inocência com malicia que o tailandês não sabia descrever.

As unhas curtas do mais novo foram deixando marcas pelo corpo do platinado, que apenas aproveitava cada segundo da situação.

E então um grito de prazer tomou o quarto quando uma superfície fria se arrastou de seu pescoço até seu quadril, sendo acompanhado da textura dos lábios do mais jovem.

- Yug... YugYeom... O que... Ah...

As palavras saiam sentre gemidos manhosos e arrastados.

Era realmente difícil de acreditar, mas a única coisa que passava em sua cabeça era gelo.

O material frio chegou à barra de sua boxer, fazendo com que mexesse o quadril com a aproximação. 

O pequeno cubo de gelo entre os lábios do mais novo rodava a ereção do tailandês ainda por cima do tecido, molhando-o ainda mais.

E o último pedaço de tecido foi retirado do corpo de BamBam, o fazendo suspirar e controlar a respiração. 

O gelo então tocou de leve em sua glande e sumiu, o levando do céu ao inferno em questão de segundos.

Notando a expressão diferente no rosto de seu hyung, YugYeom decidiu brincar com aquilo mais um pouco, levando o gelo até a base e o passando então por toda a extensão de forma lenta, o que fez com que o tailandês revirasse os ohos de prazer. 

- Agora está gelado demais, não? Quer que eu esquente, hyung?

Os dedos longos do dongsaeng trilharam toda a extensão do mais velho, que apenas gemeu mais alto em resposta.

- Mas vamos mudar algumas coisas antes.

O tecido sobre os olhos do mais velho foi retirado, lhe dando a visão premiada do chefe com apenas uma boxer, com um grande volume a marcando.

As algemas também foram retiradas, e BamBam apenas acompanhou com o olhar enquanto Yug fazia uma trilha de mordidas em seu abdômen, deixando um chupão em seu quadril e passando apenas a ponta da língua na glande do mais velho, que gemeu seu nome mais vez.

- Não se preocupe, hyung, você ainda vai gemer meu nome muito mais essa noite.

Tomou o membro do tailandês em suas mãos e se deixou ditar um ritmo lento enquanto ouvia os gemidos do outro, que eram como música para seus ouvidos. 

Lambeu toda a base e acomodou a extensão em sua boca ainda de maneira lenta, vendo o mais velho arfar.

Desceu lentamente a cabeça e levantou com certa velocidade, arrancando um gemido misturado com suspresa da boca do outro.

Os dedos finos do mais velho foram direcionados direto aos fios negros do cabelo do dongsaeng, enroscando-se e puxando a cada vez que o mais novo descia de forma lenta, mas YugYeom não o deixou ditar a velocidade, continuando do lento ao rápido, do céu ao inferno, fazendo seu hyung ver estrelas cada vez que subia.

Ninguém nunca diria que era a primeira vez que YugYeom fazia aquilo. Era bom demais, tortuoso na medida certa, prazeiroso em excesso, era simplesmente perfeito.

O corpo do mais velho estremeceu, e mesmo sendo sua primeira vez, o dongsaeng sabia que o assistente estava perto de seu ápice. 

Retirou toda a extensão de sua boca e encarou os olhos azuis, que tentavam controlar a respiração, enquanto os fios platinados grudavam em sua testa, com a boca semi-aberta, o que era um cena extremamente sexy aos olhos virgens do mais novo.

O mais alto se aproximou e tomou os lábios do mais velho para si, fazendo questão de morder algumas vezes.

As mãos do tailandês arranhavam suas costas, o que era uma sensação dolorosa e prazeirosa ao mesmo tempo.

O mais velho tomou forças para se sentar, sem separar suas bocas, colocando uma perna de cada lado dos quadris do coreano, que agarrou sua cintura.

Separou-se do chefe apenas para olhá-lo nos olhos e ter certeza de que o sentimento que podia ser visto nos seus podiam ser vistos nos dele.

Uma fagulha a mais além do calor do sexo, algo que podia indicar que aquela não seria a primeira e última vez. Algo além do desejo.

Era isso que podia ser visto nos olhos de ambos.

Com aquela certeza, voltou a atacar os lábios famintos do mais novo, agora rebolando levemente em seu colo, sentindo a ereção do dongsaeng tocar a sua.

Sem separar o beijo, YugYeom ainda conseguiu retirar sua última peça de roupa, sentindo os membros se tocarem livremente.

BamBam se apoiou nos joelhos e tomou um pouco de altura, ainda sem se separar do mais novo e buscou com uma mão a ereção de YugYeom, a levando diretamente a sua entrada.

O mais alto não reclamou, mesmo que suas mãos tremessem um pouco. Sentiu a entrada apertada de seu hyung tentar expulsá-lo, mas deixou que o tailandês tomasse conta situação. 

Ainda que não fosse admitir em voz alta, era o inexperiente da situação, então estava tão entregue quanto o outro.

Sentia aos poucos seu membro sendo coberto pela entrada do assistente, que apoiava uma mão em seu ombro.

Viu uma expressão de desconforto em seu rosto e se obrigou a lembrar que aquilo deve doer, então voltou a tocar o mais velho, vendo sua expressão suavizar aos poucos.

Com um longo suspiro, seus quadris se chocaram, os dois ainda estavam meio atordoados, principalmente YugYeom, por não saber muito bem o que sentir.

Ainda tocava seu hyung, que tentou se mover, mas ainda doía, o mais velho jogou o pescoço para trás, deixando toda a pele exposta, a qual o mais novo não desperdiçou, deixando marcas bem visíveis perto de seu pomo de Adão, sentindo-o vibrar quando um gemido saiu de sua garganta.

E quando tudo parecia estar em seu melhor, ficou ainda mais prazeiroso quando BamBam finalmente se acostumou, subindo uma vez, e então outra, logo encontrando um ritmo alucinante, onde se antes via estrelas, agora via fogos de artifício em sua frente a cada vez que sua próstata era atingida.

O mais velho gemia sem controle o nome do dongsaeng em seu ouvido, se apoiando em seus ombros para manter a velocidade, mas estava tão fora de si que suas pernas começaram a falhar, e foi quando o mais novo decidiu tomar as rédeas da situação, saindo do mais velho e o deitando na cama de costas para si, com o rosto escondido no travesseiro.

Entrou de uma vez, fazendo-o gritar de prazer, sua próstata mais uma vez atingida quase que violentamente, a única coisa que o sustentava eram as mãos que seguravam seu quadris.

O mais alto encostou nas costas de seu hyung e começou a deixar beijos em sua pele, levando uma das mãos até sua extensão e a outra ainda segurava seus quadris.

Era tudo como uma droga das fortes, que faziam sua sanidade ir para a puta que pariu e deixava apenas os desejos mais profundos tomarem conta do corpo, era tão bom que desejavam ficar naquilo pelo resto da vida, mas nenhum dos dois aguentava.

Quando o membro do mais novo foi mais fundo, o assistente se desfez em sua mão, com um gemido longo e alto, retraiu sua entrada, fazendo com que o mais novo se desfizesse também.

Os dois respiravam forte, e apenas isso podia ser ouvido.

Se retirando de dentro de seu hyung, YugYeom se jogou ao seu lado, ainda tentando respirar, mas com um sorriso bobo no canto dos lábios. 

O mais velho desabou na cama, o encarando com o mesmo sorriso.

- Devíamos ao menos tomar um banho.

- Sim. Devíamos. 

- Consegue andar?

- Nem fodendo. Literalmente. 

Com certeza ainda estavam sobre o efeito da vodka, mas não se importavam mais.

O mais alto se levantou e pegou o mais velho no colo, o levando para o banheiro e o deixando sentado em cima do vaso enquanto enchia a banheira.

- Você... Acha que vamos nos lembrar disso amanhã? 

- Não tenho certeza. Eu não acho que esteja tão bêbado. 

- Você costuma transar com seus assistentes nos sábados? 

Um sorriso ainda se econtrava no rosto do platinado.

- Não. Na verdade, eu nunca...

- Ah, não. Não me diga que eu acabei de tirar a virgindade de um garoto mais novo que eu.

O rosto do mais novo ficou vermelho, mas ele acabou assentindo, fazendo o mais velho rir.

- Se você não se preocupa com isso, por que eu devia, não é? 

- Eu não me preocupo. Foi... Uma ótima primeira vez.

O mais velho riu de novo.

- Yah, pare de ser tão fofo, como quer que eu esqueca isso amanhã? 

- Não quero que esqueça. 

O platinado acabou por ficar um pouco surpreso. YugYeom apontou para seu corpo.

- Essas marcas. Fiz para que não saíssem tão cedo. Você ainda vai se lembrar por um bom tempo. Agora venha.

O de cabelos negros o segurou no colo mais uma vez e o colocou na água quente da banheira, entrando junto e se colocando atrás de seu hyung, abraçando sua cintura por baixo da água. 

- Acho que você já ficou atrás de mim hoje, não? 

YugYeom escondeu seu rosto no pescoço do mais velho, aproveitando para sentir aquele cheiro doce mais uma vez.

- YugYeom... O que faremos amanhã? Quer dizer, não estamos em condição nenhuma de dirigir, eu realmente não consigo nem lembrar meu endereço, sua cama está uma bagunça, e se não lembrarmos de nada amanhã, as coisas vão acabar ficando bem estranhas entre nós. 

- Você sempre se preocupa tanto assim? Você vai dormir aqui. Posso arrumar a cama depois. Acordamos mais cedo e passamos na sua casa. E já falei, sem chances que eu esqueça isso.

- Vamos deixar uma prova.

- Uma prova?

- Sim. Escrever ou gravar alguma coisa caso não nos lembremos de nada amanhã. 

- Por mim tudo bem. Mas podemos fazer isso depois do banho?

- Claro.

YugYeom depositou mais um beijo por cima das marcas no pescoço do mais velho e se aconchegou com os braços ao seu redor, deixando o platinado confortável em seu abraço. 

Passaram o resto do tempo do banho apenas ouvindo a respiração um do outro até que suas peles começaram a enrrugar.

YugYeom levou seu hyung de volta para o quarto e os dois se arrumaram, BamBam insistiu que estava calor e que deviam dormir sem camisa. O mais novo acabou por concordar.

 Foi rapidamente até a cozinha, pegando dois copos de água e algumas aspirinas e voltando para o quarto.

- Me empresta seu celular.

Pediu o tailandês assim que o mais novo entrou no quarto. 

- Pra quê? 

- Vamos gravar algo. Vamos, rápido. 

YugYeom desbloqueou seu celular e o entregou ao hyung, que começou a procurar qualquer coisa enquanto o dono do quarto colocava o que havia pego ao lado da cama.

- Achei. Vem.

O tailandês deu dois tapinhas na cama o seu lado e o mais novo se sentou.

- O que podemos dizer?

Já estava gravando.

- A verdade?

- Tem que ser algo mais engraçado. 

- Tipo?

Com um sorriso divertido nos lábios, BamBam se aproximou do celular.

E começou a gemer.

O mais novo não conseguiu segurar o riso e se jogou na cama, tentando parar de rir dos gemidos falsos do platinado.

- Yah, não ria, vai acabar fazendo o contrário do que queríamos. 

- Desculpe, desculpe.

O mais velho apenas desistiu e deixou o celular bloqueado ao lado das aspirinas, se jogando ao lado do coreano. 

- Agora dormimos?

- Tem uma coisa que preciso fazer antes.

- O que?

O mais novo selou seus lábios em um rápido selinho, fazendo toda a face de seu hyung ficar vermelha.

- Vamos dormir de uma vez.

Os braços do mais novo acolheram o corpo esguio em um abraço, cobrindo os dois com um cobertor azul.

Os quadris de BamBam estavam presos pelas pernas de YugYeom, o mais velho com a cabeça repousada no peito nu do mais novo, sentindo-o subir e descer a medida que respirava.

Logo, os dois entraram em um mundo dos sonhos, onde os atos nada castos de mais cedo continuaram.

...

Já era de manhã quando o celular de YugYeom indicou que já estava na hora de acordar.

As memórias em sua mente estavam nítidas, porém agora que havia lembrado de tudo, estava com receio de abrir seus olhos, não sabia exatamente o que veria ali.

Devagar, abriu um do olhos, vendo cabelos platinados tocando seu peito. 

- BamBam.

O chamou de jeito doce e viu seu rosto subir lentamente, ainda com sono.

- Bom dia...

- Se lembra do que fizemos?

O mais velho sorriu.

- Não tem como esquecer, tem?

A confusão de sentimentos na cabeça do mais novo ainda o deixava um pouco indeciso sobre o que fazer.

Sentiu os lábios doces cobrindo os seus por uma fração de segundos. 

- O que foi?

- Nada, eu só... Lembrei que peciso falar com Jackson hyung, então temos que ir logo.

- Sem problemas. 

Os dois se arrumaram rapidamente e entraram no carro, passaram na casa do tailandês e foram em direção à empresa.

- Pode ir na frente? Eu vou encontrar o hyung.

- Claro. 

Depositou um rápido selar em sua testa e o deixou entrar no elevador. Assim que as portas se fecharam, o mais novo correu até a sala de Jackson, entrando sem bater, tendo a sorte que Mark ainda não havia chegado.

- Hyung!

- Ah, YugYeom! Que merda. Por que gosta tanto de me assustar?

- Desculpe, mas... Eu preciso da sua ajuda.

O chinês arqueeou uma sobrancelha, incentivando-o a continuar.

- Eu posso ter feito besteira. 

- O que? Espera, você está bem nervoso, sente-se. Quer água ou alguma coisa assim?

O coreano se sentou em frente ao seu hyung e respirou fundo.

- Eu...

A voz estava presa na garganta, queria dizer tudo, mas não tinha coragem de falar nada.

- O que? Pare de drama, o que pode ter feito de tão ruim? Perdeu a virgindade? 

O mais novo não pode deixar de o olhar surpreso, pois parecia que ele estava sério. 

- Sério? Como isso aconteceu? E quando? Não, mais importante, com quem?

- F-foi ontem. Depois que saímos de um bar.

- E quem foi a sortuda?

- Foi... Com um homem.

- Com... Com quem? 

- Com... Ah, hyung, o que eu faço? Eu realmente gostei. Mas sabe, eu nunca fiquei com ninguém, e sabe que eu tenho essa coisa de não me relacionar com gente do trabalho. 

- Gente do trabalho? Não me diga que... YugYeom, você transou com seu assistente? 

Com as bochechas coradas, o mais novo assentiu. 

- Não acredito que... Caralho, YugYeom...

O chinês passou uma mão pelos cabelos negros. 

- Você... Literalmente acabou de conhecê-lo. Amor à primeira vista? 

- Eu... Não sei. Foi tão incrível, tão... Diferente. Mas eu gostei, hyung. E eu gosto dele. É tão viciante.

Jackson escutava sem acreditar e se esforçando para não rir do jeito tímido e afobado ao mesmo tempo do mais novo. 

- O quanto você bebeu para fazer isso? 

- Não muito, ainda consigo lembrar de tudo claramente. 

- Então... Você gostou. E quer mais. O que vai fazer? 

- O que eu deveria fazer?

- Bem... Antes de eu começar a namorar o Mark, ele era como você, mas as coisas aconteceram rápido, foi quase como se tudo já estivesse feito, começamos a namorar quase no mesmo dia.

O mais novo ouvia e assentia.

- Agora tem algo importante. 

- O que?

- Você ficou por baixo ou por cima?

O coreano revirou os olhos.

- Isso é importante? 

- Claro que é.

O salvando da vergonhosa resposta, a porta se abriu com a entrada do americano.

- YugYeom ssi, o que está fazendo aqui?

- Oi, hyung.

- Mark, você não faz ideia do que aconteceu. 

- Jackson hyung!

O chinês sorriu e fez o americano se sentar ao lado do mais novo.

- Conte.

- Mas...

- Nosso pequeno gênio perdeu a virgindade.

- E eu com isso?

Jackson franziu as sobrancelhas. 

- Não pode pelo menos fingir que está interessado?

- Ok. Com quem?

- O garoto de cabelo branco.

- Primeiro, é platinado, e segundo, é sério? Você o conheceu ontem, Yug.

- Eu sei, mas...

- E agora, o que pretende fazer? Quer dizer, foi sua primeira vez, não sentiu nada diferente? 

- Eu... Não sei o que sentir.

E como esperado do mais velho, a conversa se seguiu por um tempo, e acabou com vários avisos para tomar cuidado e levar os sentimentos do tailandês em conta.

Claro, ele já sabia que não podia ignorar o que o outro sentia, mesmo que ele não soubesse o que se passava em sua própria cabeça.

Subiu para a própria sala, onde encontrou YoungJae, olhando a vista da janela.

- Hyung?

- Ah, Yug.

O mais velho sorriu e se sentou em frente à sua mesa.

- O que vai fazer hoje à noite?

- Dormir, eu espero.

- Por que? Não dormiu hoje?

O sangue do rosto do mais novo esquentou.

- Longa história...

- Enfim, se não for fazer nada realmente importante, preciso que vá à minha casa hoje.

- Pra que?

- Vai descobrir se for.

- Mas eu tenho algo importante para fazer.

- Você por acaso está indo pro show da Madonna? 

- Não. 

- Nada abaixo disso é mais importante do que hoje. Só esteja lá, ok? De preferência às dez, ou vai ficar tocando a campainha de uma casa vazia.

- Mas...

- Yug. Por favor.

O de cabelos negros suspirou.

- Ok. Vou estar lá. Mas...

- O que?

- Se importa se eu levar... Alguém?

- Alguém? Woah, está namorando, YugYeom? 

- Eu não diria namorando.

- Então o que...

Duas leves batidas na porta interromperam o de cabelos caramelados. 

- Entre.

O platinado passou devagar pela porta com alguns papéis em mãos. 

- YugYeom ssi, JinYoung hyung pediu que eu te chamasse.

YoungJae entendeu tudo apenas de olhar para o sorriso no rosto dos dois e pela maneira como se encaravam.

O tailandês deixou os papéis em sua mesa e andou devagar até parar em frente ao chefe.

Se abaixou até ficar à sua altura e levou as mãos até o nó de sua gravata, refazendo-o rapidamente, mas deixando o rosto próximo ao do mais novo.

O coração de YugYeom estava disparado, sua respiração estava começando a falhar e seu rosto estava certamente vermelho.

BamBam soltou sua gravata e saiu da sala em silêncio, mas com um sorriso vitorioso. 

A verdade era que ninguém havia feito o coração de BamBam bater tão rápido quanto aquele coreano idiota. Conhecia muito bem aquele sentimento, e sabia a dor de tê-lo despedaçado, sabia também que era do tipo que faria do possível e do impossível, com todos os seus esforços para ter o que queria.

Enquanto isso, na sala de YugYeom, YoungJae encarava a porta meio pasmo com o que acabou de ver. Se virou devagar com um sobrancelha arqueada e um sorriso sacana. 

- Não me olhe com essa cara.

- Esse é o seu alguém?

O rosto do mais novo pegava fogo, mas sabia que depois daquilo, mentir para os olhos de águia de YoungJae era impossível. 

- O que pode ter acontecido desde ontem pra vocês ficarem íntimos do dia pra noite?

A falta de resposta, na verdade, foi a única confirmação que YoungJae precisava.

- Você dormiu com ele?

O de cabelos negros bufou.

- Já passou da hora, também. Mas então, ficou por cima ou por baixo?

- Você andou falando com o Jackson? Sério, pra que quer saber isso?

- Ah, como eu queria jogar na cara da HaeWon que a ilusão dela acabou.

O de cabelos claros sequer prestava atenção no dongsaeng. 

- Podemos mudar de assunto?

- Não. 

- Hyung...

- Ah, vamos, é um evento quase histórico, mais um motivo pra você passar na minha casa. Ganhei um vinho ótimo esses dias. Podemo comemorar.

- Queria muito saber que tipo de coisa se passa na sua cabeça. 

Ignorando o mais novo,YoungJae se levantou para ir embora.

- Às dez. E traga seu namorado.

YugYeom revirou os olhos e foi abrir a porta para seu hyung. 

Viu o mas velho se distanciar e ia fechando a porta quando uma certa cena chamou sua atenção. 

Ao passar por Park JinYoung, o de cabelos caramelados lhe roubou um beijo demorado e foi em direção à sala de JaeBum. 

Sem entender, o mais novo fechou a porta com uma expressão confusa. BamBam disse que JinYoung queria falar consigo. Como conseguiria encará-lo depois disso?

Respirou fundo e abriu a porta. Não havia mais ninguém pelos corredores. Andou em passos pesados até a sala do Park.

Bateu de leve na porta e ouviu uma voz convidá-lo para entrar.

Por sorte, não iria precisar ficar encarando JinYoung, pois haviam mais duas pessoas na sala, duas mulheres, uma muito conhecida pelo coreano. 

A expressão de JinYoung não era uma das melhores. Mas também, depois do pequeno show da loira, quem iria querer a presença de HaeWon? 

A outra garota parecia um pouco mais nova, com longos cabelos negros e traços japoneses.

As duas levantaram e fizeram uma rápida reverência, apesar do bico nos lábios de HaeWon. 

- YugYeom, bom, você já conhece a HaeWon, e essa é Yuma Mari, filha do dono das empresas Yuma, no Japão. 

- Olá.

Cumprimentou a garota sorridente, que tinha olhos tão brilhantes quanto o próprio sorriso.

- Como já deve saber, o pai de HaeWon é dono de uma parte dessa empresa. 

- Sim.

-Bom, meu pai quer abrir uma filial na Tailândia. 

Disse a voz amarga da loira.

- A qual seria dirigida pela senhorita Yuma e seu noivo.

- Entendo.

O olhar da de cabelos pretos caiu. JinYoung supirou e lançou um olhar carinhoso à japonesa.

- O problema é que Mari já tem alguém. 

- Ok... Onde exatamente essa conversa vai parar?

HaeWon cruzou os braços e suspirou alto.

- Você vai ter que achar alguém de confiança para um casamento de faixada. Sabe, eu já tenho alguém em mente. 

Os dois garotos não puderam conter a surpresa. HaeWon ser a primeira a ter um ideia era raro.

- Seu assistente. Ele é tailandês, não é? Facilitaria as coisas.

- Não. 

A voz do mais novo saiu mais grossa do que queria.

- Posso procurar alguém sem problemas, mas... Não posso abrir mão do meu assistente. Seria difícil encontrar outro essa época do ano, e não posso lidar com todo o trabalho sozinho.

Usou a única desculpa que lhe veio na cabeça, sentindo todos os olharem caírem sobre si, mas sem encarar de volta.

- Tudo bem, então. Ache alguém rápido, ok?

- Ok. Se me dá licença, hyung, tenho que ir.

O mais novo saiu apressado. 

Não queria de jeito nenhum que levassem seu assistente para se casar com outra garota. 

Sem notar, já estava na porta do platinado. Entrou sem fazer barulho, mas estava vazia.

Foi quando se tocou de que estava com fome e era hora do almoço. 

Voltou até sua sala e pegou apenas o que precisava, saiu rápido com a esperança de encontrá-lo no único lugar que os dois conheciam.

Chegou ao restaurante de MinSo em tempo recorde e abriu a porta, ouvindo o familiar sininho tocar. 

Viu as pessoas de sempre e um garoto de cabelos castanhos sentados no balcão. 

Não, não um garoto qualquer.

- BamBam? 

O tailandês se virou, revelando um rosto delineado por outro corte de cabelo e esse último pintado de castanho, sem lentes de contato azuis, mostrando belos olhos amendoados.

- Você... Fica bem nessa cor.

O mais velho deu um sorriso tímido. 

- Ficou bom, não é? Ele estava tão indeciso que eu tive que escolher a cor por ele.

MinSo se apoiou no balcão e mexeu no cabelo castanho do irmão. 

- Ficou... Lindo.

- Sabe, Yug, devia pintar o seu também. Faz alguns meses que está preto, não? Já perdeu a graça. Castanho está na moda.

- Não, não está. 

O tailandês discordou olhando feio para a irmã. 

- Além disso, ele me contou tudo.

O coreano quase engasgou com o ar, e o ex-platinado abaixou a cabeça. 

- É impossível esconder as coisas dela.

- Yah. Tome conta do meu irmão.

- Noona...

O mais alto se sentou ao lado do assistente e passou um braço pelos seus ombros.

- Não se preocupe. Eu vou.

A de cabelos azuis sorriu e voltou para a cozinha.

- Está tudo bem? Parece preocupado com alguma coisa.

- Ah, sim, bem... Isso é... 

O mais novo suspirou.

- O pai de HaeWon é dono de metade da empresa, e ele quer abrir uma filial na Tailândia. 

- Ok.

- Que vai ser comandada por uma japonesa. 

- Não faz muito sentido, mas ok.

- Mas ela precisa ser casada com alguém de confiança. 

- Você? 

- Não... Você.

- Eu?! Mas o que eu tenho haver com isso? Eu não quero me casar por uma empresa.

- E não vai.

- Como pode ter tanta certeza?

- Eu vou falar com o JinYoung hyung. Não se preocupe. 

- Por que a vontade súbita de me manter aqui?

YugYeom lhe mandou seu melhor olhar de não acredito que isso saiu da sua boca.

- É sério? Você ainda pergunta?

Cobriu os lábios do mais velho com os seus. 

- Você não vai se casar com ninguém. Não enquanto eu continuar com esse vício em você. 

- Enquanto?

- Eu não pretendo parar. Você é um bom vício. 

- Ah, eu sou? Você ainda está sobre os efeitos da vodka, YugYeom ssi? 

Mais um beijo, mais um toque, estavam voltando para o sentimento da noite passada.

- Sim, você é, hyung. Ah, lembrei de uma coisa. Pode ir comigo até um lugar hoje?

- Mais um bar?

- Não. A casa do YoungJae. 

- Sem problemas.

- Yah. Sem beijos no meu restaurante, seus pervertidos.

MinSo jogou dois cardápios em frente aos dois, assustando o mais velho, mas não recebendo reação do mais novo.

Os dois pediram o mesmo de sempre, porém mais conversaram do que comeram, já que a atmosfera ao som de Astro era melhor do que o imaginado.

Voltaram juntos para a empresa e acabaram passando o resto do dia juntos, às vezes trocando selinhos e toques um pouco mais ousados.

O dia passou em um piscar de olhos. Passava um pouco das dez quando YugYeom lembrou que precisava ir até a casa de YoungJae. 

Mais uma vez juntos, os dois entraram no carro, quietos, e ainda trocaram um beijo ou dois antes de sairem do prédio. 

O caminho para a casa de YoungJae era curto, mas YugYeom estava ansioso, a primeira coisa que faria seria pedir uma explicação sobre a cena de mais cedo.

-Yah. Você está tremendo desde cedo. Aconteceu alguma coisa?

- É uma história realmente longa.

- Temos tempo.

- Bom... Quando YoungJae hyung entrou na empresa, ele teve um caso com JinYoung hyung, mas depois se apaixonou pelo JaeBum hyung... Ainda que todos soubessem que ele sentia alguma coisa pelo Park. E depois, YoungJae hyung descobriu que tudo havia se transformado em um grande triângulo amoroso. 

- Por isso está nervoso?

- Não exatamente. JinYoung hyung sempre fora muito amigo do JaeBum hyung, talvez já tivessem sido mais do que amigos.

- Então... Os três se amam mas só podem escolher um.

- Algo assim. Mas... Eu vi o YoungJae hyung beijando JinYoung hyung e... Não sei o que está acontecendo. 

BamBam assentiu.

- Talvez eles tenham terminado.

- Não sei. Não quero que o hyung seja traído. 

- Entendo. Mas vai poder tirar isso à limpo.

Após mais um pouco de silêncio, chegaram na casa do de cabelos caramelados, subindo as escadas que levavam até a porta.

Um pouco relutante, YugYeom tocou a campainha.

Um YoungJae de cabelos negros abriu a porta.

- Está atrasado.

- Desculpe, hyung.

Da porta, a maior parte dos cômodos podia ser vista. YugYeom viu uma imagem que ajudou a bagunçar mais ainda sua mente.

JinYoung estava cozinhando.

- Onde está o JaeBum hyung? 

Perguntou, voltando a encarar os olhos escuros.

- No sofá, junto com o Jackson hyung e o Mark hyung.

- Eles estão aqui também? 

- Sim.

Desfocando a atenção do dongsaeng, os olhos de YoungJae se focaram no dono dos cabelos castanhos. 

- BamBam. Você veio. Entrem.

YoungJae deu passagem para os dois, que encontraram JaeBum, Jackson e Mark conversando no sofá. 

Ao ver os dois mais novos entrarem, Jackson se levantou de súbito. 

- Ok, eles chegaram, acabou a enrolação. Me expliquem o que está acontecendo.

YoungJae revirou os olhos e mandou os quatro convidados se sentarem, sendo que Jackson, YugYeom e BamBam se sentaram em um dos sofás e Mark na poltrona.

JaeBum, YoungJae e JinYoung se sentaram no outro sofá de frente para os convidados. 

JinYoung parecia estar nervoso, pois suas mãos não paravam quietas, brincando com os próprios dedos. YoungJae mexia incansavelmente em seu cabelo agora na cor preta e JaeBum parecia calmo.

- Vamos, este suspense está me matando.

Jackson estava mais impaciente do que o normal, os outros estavam curiosos, com exceção de Mark, que parecia mais interessado em ver de quanto em quanto tempo as luzes piscavam.

Foi o mais novo entre os três que tomou iniciativa, respirando fundo antes de falar.

- Eu andei conversando muito com esses dois e... Decidimos... Aish, como se conta uma coisa dessas?

JaeBum foi o segundo a tomar atitude, olhando para os outros dois no sofá. 

- Por que não começaram do começo? Explique direito.

- Certo. Vocês conhecem o termo do poliamor?

O rumo da conversa tomou a atenção do americano.

- Oh gee... Não me diga que vocês três...

Jackson olhou confuso para o namorado.

- Eu não faço ideia do que seja isso. É tipo... Poligamia?

Mark o encarou como se não acreditasse no que ouvia.

- Poligamia? Não, poliamor é... Uma relação entre três pessoas, ou até mais, dependendo do caso, onde o relacionamento não é baseado apenas em sexo, e sim em um sentimento mais profundo da parte de todos.

O tom didático do americano seria digno de risos se a ficha dos três ouvintes não tivesse caído. 

- Ah, por que não disseram de uma vez? Era isso? 

YugYeom havia tido quase a mesma reação.

- Viu? Eu sempre disse que de um jeito ou de outro eles iam se entender.

Apenas BamBam e JinYoung permaneceram calados.

- Bom, vamos ao que importa, JinYoung hyung estava cozinhando alguma coisa, e eu estou morrendo de fome.

- Ok. YoungJae, arrume a mesa, JinYoung, eu te ajudo com os pratos.

Por mais frio que fosse, ninguém sabia tomar as rédeas de qualquer situação como JaeBum. 

O trio deixou as visitas no sofá, com Mark e Jackson conversando entre si.

- Dimsum, acho que vou pintar meu cabelo também.

- Mas fica bom de preto.

- Mas eu quero loiro.

- Fica bom também. 

- Você quem devia pintar o seu, Mark. 

- Vou ver.

Enquanto a extremamente útil conversa dos hyungs acontecia, YugYeom e BamBam conversavam baixo.

- Não está suspreso?

- Um pouco, sim. Mas eles sempre tiveram esse tipo de... Conexão. Não estou tão surpreso.

- Ah, YugYeom ssi, tem algo que preciso te perguntar.

A voz do americano o arrancou de sua conversa.

- Sim?

- Primeiro, nunca conte essas coisas para o Jackson. Ele me contou tudo.

- Ei.

- Brincadeira. Segundo, tem uma coisa que você precisa esclarecer, não só para mim, mas para BamBam também.

- O que?

- Aquela sua política idiota de não se relacionar com gente do trabalho. Vai esquecê-la? 

- Vou.

A rapidez da resposta foi suficiente para convencer Mark, que logo estava com a atenção na comida que vinha em sua direção. 

Em alguns minutos, a mesa de YoungJae estava cheia e todas as cadeiras ocupadas.

A comida de JinYoung era ótima, e ao contrário do medo do trio, o clima não ficou estranho. 

Comeram, riram e até cantaram, esquecendo-se completamente do horário, e quando se deram conta, já passava da meia-noite. 

- Hyungs, temos que ir.

Jackson se despediu dos mais velhos e dos mais novos e arrastou seu americano para fora.

- Infelizmente temos que ir também. 

- Yah, YugYeom, está muito tarde... Por que não leva o BamBam pra sua casa, para economizar tempo?

Cada palavra continha óbvios duplos sentidos, mas YugYeom acabou aceitando a ideia e se despediu de seus hyungs.

- Aigoo... Não acho minhas chaves.

- E agora?

- Sem problemas. Eu tenho uma reserva em baixo de um vaso de plantas. 

O caminho agora já conhecido pelo tailandês foi rápido. 

Chegaram na casa do mais novo cansados. 

- Que tal... Irmos direto dormir dessa vez? Sem safadezas, prometo.

O mais alto pescou a cintura alheia com os braços, a mantendo em um abraço apertado.

- Por mim tudo bem. Não posso recusar quando pede com jeitinho.

Subiram as escadas e entraram no quarto, YugYeom acabou dormindo sem a parte de cima da roupa, o que foi uma tentação para BamBam, que só pode se controlar por estar preocupado, como sempre se preocupava demais com tudo.

YugYeom era de perder chaves?


























Notas Finais


^-^

Com essas carinhas fofas nem parece que escreve lemon.

Annyeong~


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