História Greed nothing more than that - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Fantasia, Hoseok, J-hope, Shortfic, Sobi, Suga, Yoongi, Yoonseok
Exibições 56
Palavras 2.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!

Leiam as notas finais :'3

Capítulo 13 - Capítulo 13: sigh on wings


Fanfic / Fanfiction Greed nothing more than that - Capítulo 13 - Capítulo 13: sigh on wings

Exausto e repleto de dores, era assim que eu me encontrava. Acordei sobre algo macio e felpudo, mas não me dei o trabalho de abrir meus olhos, apenas fiquei observando a escuridão de meus devaneios. Era tudo muito estreito e sem cor. A escuridão me trazia tantas emoções ruins, tais como o inferno, seu poder de ir e vir, esse que é prazer e serenidade para uns, amargura e dor para outros. Oque tinha de errado comigo? Oque eu faço para todos que eu amo não se afastem de mim? Uma hora ou outra, eles sempre me abandonam. Seja por bem ou por mal, eles me esquecem, como um brinquedo velho de uma criança crescida, eles me abandonam.

Palsu. Palsu é real? Oque aconteceu é real? Posso ter sonhado com um sequestro, com uma paixão precoce e com coisas tão estúrdias, e agora estar deitado em minha cama, no meu quarto? Sim.

Jimin. Realmente, Jimin é real? Oque eu entendi das palavras de Palsu sobre ele se resume em um arcanjo importante nos céus, fora convocado para guiar o humano escolhido para derrubar o inferno, mas que acabou se fodendo na vida, com isso o arcanjo foi culpado e para organizar a bagunça feita, convocou outra alma, desta vez, um anjo, que entrou na vida do homem como filho deste. Mas, idas e vindas, o inferno progressou mais que o céu e conseguiu matar o humano e quase levara seu filho também. No final o arcanjo é expulso dos céus pelo Senhor deste e se rebelou com o nome Jimin. Bom, foi oque eu entendi dessa história.

Confesso que achei antiético oque Palsu vez. Falando em Palsu, eu sei que o conheço, não só duas ou três vezes, mas várias. Sinto que eu e ele já tivemos vários diálogos e até contato físico um com o outro. Já não sei de nada. Tudo em minha cabeça estava bagunçado. Hoseok indo embora, um arcanjo me ajudando ou querendo apenas roubar minha graça, sonhos e visões. Tudo oque eu precisava agora era do carinho de Hoseok.

Abro meus olhos e pego me olhando em um grande espelho que havia no teto. Me encontrava em um cômodo com as paredes pintadas de vermelho sangue, havia também diversos quadros pendurados e uma cama grande e com lençóis claros e cheirosos. Não tinha ideia de onde estava ou como fui parar ali. O cheiro que exalava do travesseiro era extremamente bom, era um perfume amadeirado e um pouco floral, era bastante parecido com o perfume natural de Hoseok.

Me sento na cama e olho ao redor, parecia muito com um cômodo de alguma casa medieval. Foco o chão por segundos, ele era negro e se conseguia observar o universo por ele, ou era apenas minha mente louca.

Me levanto com dificuldade, meu corpo ainda doía, era como se eu estivesse deitado a dias, ou semanas, e quem garante que não possa ser anos? A sacada estava aberta, mas uma cortina de um fino e delicado tecido escuro impedia dos raios solares invadirem o cômodo. Me dirigi até a porta, mas minha atenção vai para uma pequena mesa ao lado da porta e de um quadro igual ao que eu havia visto na casa do Jungkook, aquele pássaro negro. Sobre essa mesa havia uma carta, com o envelope pastel e com algo vermelho o lacrando. Pego a pequena carta e leio o nome do remetente; Jung Hoseok. Apenas de ler tal nome eu já começo a tremer e suar frio. Era uma carta para mim. O medo me consumia sem nenhum motivo aparente, será que o Palsu me contou sobre oque realmente era Hoseok me atingiu de alguma maneira? Eu não vou desonrar Hoseok, eu o amo, e é isso que eu mais penso sobre ele.

Abro a carta rasgando o lacre vermelho e pego o papel de lá. A escrita parecia estar desenhada a tinta e com uma linda letra cursiva.


“Yoongi, eu precisei ir. Namjoon me espera para resgatá-lo, não é fácil deixar um amigo seu morrer podendo salvá-lo antes, não é? Eu quero que você fique bem e em boas mãos. Jeon cedeu esta casa para você, já que ele não vai voltar de maneira alguma. Eu espero que fique claro, que se eu pudesse eu te levaria comigo, sem nem pensar duas vezes. Por favor, entenda que eu gosto de você e não quero que nada de ruim lhe aconteça. Essa viagem é perigosa. Qualquer coisa pode dar errado, e se der, eu vou acabar sendo condenado à morte, isso é óbvio. E se isso acontecer, eu lhe espero. Eu creio na vida após a morte, e creio também em nosso amor. Me perdoe por não poder te abraçar agora. Me perdoe por te machucar, por brincar com seus sentimentos. Sim, isso foi uma brincadeira, até por que eu estou indo embora, eu não queria que fosse uma brincadeira, eu queria que fosse realidade, ter você ao meu lado. Mesmo que o nosso amor seja errado. Eu não sei. Eu só te amo.

-Jung Hoseok ♡



Vejo algo molhando o papel escrito com tinta, manchando as palavras e borrando as frases, minhas lágrimas. Hoseok foi a pessoa que eu mais amei depois de meu pai. A propósito Hoseok me lembrava muito este, é atencioso, carinhoso, preocupado e acima de tudo, pensava em mim. Minhas lágrimas começam a cair intensamente e se engrossam ao pensar neles. Eu já havia perdido alguém que amo, agora perder outro me faz ter sensações horríveis.

Deposito a carta sobre a mesa novamente e passo pela porta, saindo do quarto que antes era de Jungkook. Desço as escadas e vejo que tudo estava em seu lugar, quadros, mobílias, livros, tudo. Paro rente ao quadro do pássaro negro, provavelmente Jungkook tem algo com essa pintura, afinal, ela também está em seu quarto. O pássaro exalava um mistério mesclado a tristeza. Me aproximo da pintura e leio o seu suposto nome, Falso. Um nome peculiar, mas nomes de pinturas normalmente não fazem sentido. O pintor nomeia a arte com o mesmo sentimento presente ao criá-la, cada traço significa diferentes coisas, sejam elas paralelas ou não.

“Nada na verdadeira arte faz sentido. Oque importa é o sentimento do criador, você não pode executar tal sentimento, por isso não enxerga oque o artista vê. era oque a educadora de artes do fundamento mais nos dizia, portanto, nunca devemos julgar a arte sem ter a mesma visão do criador desta.

Procuro o nome do artista pelo rodapé do quadro e não encontro nada. Nem uma abreviação de nome, nem um apelido, nada. Volto minha atenção ao quadro. Não faço ideia de quanto tempo fiquei lá, apenas admirando a arte. Fui removido de meus devaneios com uma forte onda de tontura e dores de cabeça. Se não fosse pela parede logo atrás de mim, eu estaria no chão. Ouço uma doce voz cantar pelo meu nome, me viro e vejo um menino. Aparentava ser da mesma idade que eu, vestia-se com roupas brancas com pequenos detalhes de azul marinho na mesm -como roupas que pacientes do hospício usam-, seus cabelos eram loiros e no mesma havia um lindo arco de flores na cor ciana, seus olhos azuis como o céu à noite mesclados com um belo tom de verde grama tinham o poder de hipnotizar quem os vê. Sua beleza era desumana, assim como sua voz. Vejo o menino se aproximar e sorrir tímido em minha direção.

-Quanto tempo, Yoongi. - falou o menino, ainda com o sorriso no rosto. Um sorriso lindo, digno de um príncipe. -Cresceste tanto.

Olhei-o com meu semblante confuso. Seu rosto era tão sem vida, mas ao mesmo tempo era uma face escultural. Seu olhar era morto, em seus olhos tudo oque se via era um grande mar de desgraça e dor. Seu corpo ereto, porém cansado, denunciava com perfeição sua morte interior.

Abri minha boca para responder a pessoa ali presente, mas simplesmente, eu não possuía mais voz. O menino a minha frente me olhou curioso e tocou lhe meu rosto com seus dedos tão macios quando a lã de uma ovelha.

-Você estas tão lindo, como o anjo que és. - falou, ainda meu acariciando, mas agora extremamente perto de mim. -Não se apavore, criança. Eu não sou como me descrevem.

Eu estava desesperado, porque além de não conseguir falar por causa de uma ausência de voz inexplicada, agora meu corpo estava duro e não obedecia aos meus comandos.

-Não sabes quem sou eu? - perguntou o menino. O olhei como se o respondesse com meus orbes. -Pff, faz tanto tempo que não nos vimos apropriadamente então é visível que você não se lembra de mim. Sou Jimin, o tão famoso arcanjo caído. Acho que você já ouviu falar sobre mim nesta sua vida.


Jimin.


Então esse era Jimin. Pelas palavras de Palsu, Jimin era um arcanjo conselheiro que falhou miseravelmente em sua missão e acabou sendo banido do mundo dos céus. Pensando bem, se Jimin está aqui, então tudo oque eu presenciei até o momento em que Hoseok me sequestrou, é real. As visões, os sonhos, os sentimentos cada vez mais estranhos que o outro. Mas, eu não devo confiar em Jimin, Palsu me já disse isso antes. Disse que Jimin quer apenas minha graça para voltar aos céus, mesmo que o faça ser uma “cria pecadora”. Sim, eu sei um pouco sobre isso, que para mim até pouco tempo atrás, não se passava de lendas para assustar os cristãos ou para que não se envolvessem com tal assunto. Uma vez meu pai me contou uma história semelhante a essa. Se não me engano se chamava, literalmente, pecador.


A muito anos antes de Cristo, o céu andava em harmonia. Logo o tão esperado filho de Deus iria nascer do ventre da virgem escolhida para levar a palavra de seu pai aos mortais. Todos no céu estavam felizes e otimistas com o futuro, afinal, o inferno também estava fraco e destruído. Mas, existia um anjo que desde a suposta criação do universo era alguém deveras problemático e já havia desobedecido o Senhor tantas vezes, que este não podia mais perdoá-lo, nem se quisesse, então acabou banindo o anjo dos céus, o anjo se rebelou, dizendo que iria voltar de qualquer jeito, não importa oque tivesse de passar. Dito e feito, o anjo -que agora possuía suas asas negras, igualmente ao coração- conseguiu voltar aos céus, mas o Senhor recusou sua volta, afinal, o anjo havia se envolvido com semi-demônios e também matado algumas de suas crias humanas, roubando-lhes a graça. Mas, essa recusa foi totalmente em vão. Por que uma das regras que havia sobre o “equilíbrio entre os mundos” dita em poucos parágrafos que, não importa como ou por que a alma em questão possui a graça, ela tem todo o direito de entrar nos céus. O Senhor, então, foi obrigado a confirmar a volta do anjo banido, mas com uma única e complicada condição. O anjo teria sua alma suja, assim como seu sangue que ficaria negro como o céu à noite e suas asas. O anjo então começará a sentir uma terrível angústia, que este chegará a sentir todo seu corpo queimar-lhe a pele clara que consequentemente ficará vermelha e coberta pelo seu sangue negro. Teria a grande chance de visitar o inferno após a destruição de sua alma. O fez, e assim se tornou O príncipe do inferno ou como os seguidores do Senhor gostam de falar, cria pecadora.


Não tenho certeza de que é exatamente assim que se termina, afinal, faz mais de dez anos que não ouço deste conto.

Fui retirado de meus devaneios ao sentir os dedos macios de Jimin tocar-me os lábios. Ele os olhava com admiração. Pude ouvir sua voz cantar baixinho um “tão vermelhos, exalam sangue puro”.

Eu sentia medo. Apesar de não conseguir falar e nem me mexer. Jimin em si me assustava. Não que sua aparência fosse de passar medo, mas suas poucas palavras, sua voz e seu jeito de se aproximar, me apavora.

-Por que estais tão quieto? Estais com medo? - perguntou e eu apenas consegui o olhar. -Não estou lhe prendendo, Yoongi.

Assim que este diz, sinto todo meu corpo se amolecer e se não fosse Jimin tão próximo a mim, eu com certeza teria caído de joelhos no tapete vermelho que estava ali sobre o chão.

Respiro fundo tentando processar o porque daquilo ter acontecido.

-Oque tanto te aflige, Yoongi? - perguntou com um tom de deboche ou ironia, algo assim.

-Você… Eu… - travei. Os olhos de Jimin eram penetrantes e conseguiam tirar minha atenção facilmente. -Palsu… Ele me disse que você q-quer me matar para voltar aos céus.

-Palsu? - Perguntou Jimin curioso. -Quem és?

-Alguém que me contou tudo sobre você, ou pelo menos oque eu seria capaz de entender. - falei, olhando para Jimin, ou melhor, para seus olhos. -Contou-me sobre o Hoseok, sobre oque ele é realmente, e… Que era para mim confiar nele.

Jimin me olhou incrédulo.

-Palsu… - falou olhando para a pintura da ave negra pendurada no quadro.

Me mantive calado até ouvir um latido estridente, fazendo Jimin sair de seus devaneios e toda nossa atenção se concentrar no latido vindo alto da janela.

Jimin foi até lá, e assim que a pouca luz atingiu seu corpo, pude ver exatamente como ele era.

Suas vestimentas eram sim brancas, mas com a luz pude ver o quão linda ficava a pele levemente bronzeada do mesmo com as roupas brancas sobre esta. Os cabelos loiros brilhavam tanto quanto o sol. Jimin se virou até a janela para ver quem ladrava tanto.

Pude ver que sua camisa possuía um rasgo enorme nas costas, e que havia uma espécie de tatuagem nesta. Uma tatuagem em vermelho. Um lindo par de asas estava desenhado lá. A tinta vermelha dava um contraste deveras estranho, mas mesmo assim, era magnífico.

-De quem és este cão que tanto ladra? - perguntou Jimin, apontando para o cachorro que atrapalhou nossa conversa sem paredes. -Um malamute-do-alasca.

-Bukavac! - chamei o cachorro pelo nome é vejo o mesmo correr em disparada até a porta para vir até mim. -Não havia me lembrado de você. Jungkook deve estar tão triste por te deixar. - falei acariciando o pelo macio do cachorrinho que já havia passado pela portinha de cachorro e chegado até mim.

-Devo admitir que Bukavac é um péssimo nome para se dar a um cão. - falou Jimin.

-Mas, por que? É um nome criativo, como o seu. - respondi ainda alisando os pelos macios e levemente sujos de poeira do cachorro.

-Bukavac é um nome peculiar. A propósito, Bukavac é um tipo de demônio. Uma criatura mítica demoníaca na mitologia sérvia. Normalmente é imaginado como um monstro de seis pernas com cornos retorcidos e que mora em lagos e grandes piscinas, vindo para fora da água durante a noite fazendo grande barulho, pulando sobre pessoas e animais e os estrangulando. - falou Jimin simplista, me fazendo arregalar os olhos. Jungkook tinha noção disso quando foi nomear o cachorrinho?

-Como você pode saber tanto sobre demônios, se você é um tipo de anjo. Alguém que serve o Senhor, o principal inimigo do inferno? - perguntei pegando Bukavac no colo -mesmo com muita dificuldade- indo em direção a Jimin ficando em sua frente.

-Ah, Yoongi. - começou Jimin olhando pela janela. -Você sabe muito bem que eu estou longe de ser um anjo agora. - sorriu de um jeito estranho e voltou a me olhar, passando novamente os dedos macios sobre meu rosto, me fazendo corar com o contato intenso entre nossos olhos. E mesmo que Jimin seja pouquíssimos centímetros maior que eu, ele conseguia me intimidar com aqueles olhos cor de oceano repleto de algas marinhas no fundo.

Soltei Bukavac e o vi andar até a cozinha, provavelmente a procura de sua ração.

Jimin foi andando comigo até uma parede próxima me prensando lá, com suas duas mãos, uma ao lado de minha cabeça sobre a parede e a outra apertando minha cintura fortemente.

Suspirei ao sentir seu aperto e logo senti seus lábios macios indo em direção ao meu pescoço e passando-os levemente sobre minha pele até chegar em uma de minhas orelhas e lá cochichando com sua voz doce e rouca.


-I'm a sinful creature, baby.



Notas Finais


Então, demorei?
Pra caralho é
Desculpem é que o bloqueio criativo é foda, sabe T_T
Mas, tudo bem. Eu não vou desistir :)
Ah, o meu aniversário é em mais ou menos um mês e meio, e já que essa fic é curta, o último capítulo provavelmente será grande e também será no dia do meu aniversário (bom, eu estou querendo fazer isso)
Até! ~_~


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