História Grega - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Hades, Personagens Originais, Poseidon, Zeus
Tags Deuses, Grego, Gregos, Harry Potter, Mitologia, Percy Jackson, Semideus, Semideusa, Semideuses
Exibições 245
Palavras 757
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Escolar, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu estava muito ansiosa para escrever algo que misturasse bruxos e semideuses, então, lá vai ❤

Capítulo 1 - Ενας (1)


Pela milésima vez, Tracy Bradley se viu correndo em direção a um beco perto da escola.

Após descobrir que era filha de um deus  grego, a menina era constantemente visitada por monstros e criaturas estranhas que ansiavam por devorá-la.

Bom, isso quando não estavam gritando ofensas.

Quando se viu encurralada, ela apalpou as paredes em busca de qualquer brecha que se revelasse uma passagem escondida que possibilitaria uma fuga. 

- Ah, como eu amo o gosto deles - uma das cabeças do monstro sibilou. 

- Ainda mais quando eles morrem gritando - outra cabeça completou. - Embora deixe um gosto um pouco amargo na boca que demora para sumir.

A garota estava começando a entrar em desespero. Era jovem de mais para morrer, e esperava que a qualquer momento a terra abrisse e o bicho desaparecesse na escuridão.

Ela estava em meio à aula de matemática quando uma das cabeças invadiu a sala de aula e o corpo da hidra quebrou a parede. Tracy não sabia o que seus colegas viram, pois descobrira em livros que havia algo chamado névoa que escondia os monstros dos olhos mortais, assim como qualquer objeto místico.

- Seu pai não ficaria feliz com isso - uma das cabeças superiores disse.

- Ele não liga - a do lado rosnou. - Está ocupado de mais observando os passos daquele outro filho. Qual era mesmo o nome dele?

- Suas idiotas - Tracy ouviu. - Onde ela está?

Mas a garota já estava longe, havia corrido na primeira oportunidade.

Ela ouviu os passos pesados do monstro enorme atrás dela e duvidava que chegaria em casa antes de a hidra a alcançar.

Não sabia explicar, mas sua mãe havia lhe dito que havia uma barreira em sua casa que impedia os monstros de alcançarem-na.

Bem, tinha funcionado até aquele momento.

Assim que avistou o portão preto da mansão da família, ela não hesitou, gritou a plenos pulmões para que o porteiro a visse.

O pobre homem havia aprendido a não questionar as chegadas de uma Tracy gritante, mesmo que não fizesse ideia do motivo. A mãe da menina disse a ele que ela tinha problemas mentais, na verdade disse a todos que a conheciam para o caso de qualquer coisa a atacar em público.

O sr. Ramírez abriu o portão no exato momento em que Bradley se jogou nas pedras de seu quintal. Assim que se virou, viu a hidra se chocar contra algo invisível e urrar em protesto.

- Ela não vai mais a incomodar - a mãe da garota a ajudou a se levantar e guiou pelos ombros até a mansão.

Quando se viu dentro da enorme sala de paredes brancas, atirou a mochila em um canto e se deitou no sofá encarando o teto.

- Por  que a senhora não me deixa ir para o acampamento? - Tracy perguntou sentindo as lágrimas escorrerem.

A mãe, Kate, se ajoelhou ao lado da filha e passou a mão por seus cabelos.

- Seu lugar não é lá.

- Mas no acampamento meio-sangue eu teria amigos que são como eu, e além do mais, monstros não conseguem entrar lá.

- Nem aqui - Kate disse com ternura. - Seu aniversário de onze anos é amanhã, você consegue esperar até lá?

A menina secou as lágrimas e assentiu.

- Ótimo, então - a mãe lhe deu um beijo amoroso na testa. - Por  favor, tome um banho.

Tracy se levantou e correu até o banheiro. 

Nunca fora fã de água, sentia como se estivesse traindo alguém sempre que estava nela e isso era ruim. 

Abriu a torneira da banheira e, assim que a mesma estava cheia, Tracy entrou e afundou a cabeça na água.

Por que se sentia tão diferente, quando na verdade era exatamente igual a qualquer criança de dez anos?

Bom, isso por fora. Por dentro a menina vivia em conflitos consigo mesma e era confusa em relação a quase todos os seus pensamentos.

Como não queria ficar em território inimigo - como ela chamava - mais que o necessário, saiu da banheira e se enrolou na toalha. Assim que ia caminhar até a porta, porém, seus olhos se voltaram involuntariamente para o enorme espelho ao seu lado.

Tracy era anormalmente branca, chegava a ser quase pálida certas vezes. Seus cabelos pretos eram curtos na altura do ombro e ligeiramente ondulados, e seus olhos... ah, seus grandes olhos negros eram de arrepiar até mesmo para ela, que nunca conseguira ver suas próprias pupilas.

Eu consigo, pensou ela. Só preciso aguentar por mais um dia.



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