História Grega - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Hades, Personagens Originais, Poseidon, Zeus
Tags Deuses, Grego, Gregos, Harry Potter, Mitologia, Percy Jackson, Semideus, Semideusa, Semideuses
Exibições 205
Palavras 719
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Escolar, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Δυο (2)


- Sim, eu estou ciente de que a minha filha saiu da escola sem autorização de um responsável escolar - Kate revirou os olhos.

Tracy, que estava ocupada de mais mexendo na janta tediosamente com o garfo, estava ignorando completamente a conversa da mãe.

Se ganhasse um botão cada vez que a escola ligava para Kate, Tracy Bradley já teria um ateliê.

- Vocês não tem o direito de falar assim da minha filha - a mãe disse à beira dos nervos. - Não é culpa dela se alguma coisa invadiu a escola em horário de aula!

- Não - continuou ela - eu não ligo se são normas escolares, vocês sabem da doença dela!

É claro que Tracy não tinha doença alguma. Seu transtorno mental era apenas uma desculpa para qualquer curioso que se interessasse na estranhice costumeira da garota.

- O pai dela não está - Kate segurou a bancada com agressividade, gravando as unhas no mármore como se fosse o atravessar a qualquer instante. - Eu já disse mil vezes e vocês podem até checar no registro escolar que o pai da minha filha morreu logo depois de ela nascer.

Outra desculpa esfarrapada. O pai de Tracy era um deus grego, mas ela nunca soube o nome.

Apesar de nunca contar a Kate, seu pai havia lhe mandado livros no seu aniversário passado. Ela os lia sempre pois achava fascinante a mitologia grega, e enquanto mergulhava nas histórias de heróis, não deixava de pensar que podia estar naquele exato momento encarando um conto de seu pai sem saber.

Se fosse por sua mãe, Tracy nunca saberia uma coisa sequer sobre semideuses. Kate a havia dito sobre ser uma semideusa apenas porque seu pai disse que era hora.

E, é claro, por causa de um monstro estranho com pernas de cobra que a atacara.

- Ótimo - Kate berrou pela milésima vez - podem arrumar os papéis de transferência de Tracy Bradley porque ela irá mudar de escola.

E dito isso, a mãe desligou o celular e o atirou do outro lado da cozinha, logo se arrependendo e caminhando pesadamente até ele.

Então tirou algo muito parecido com um graveto grosso da bota e apontou para os pedaços do aparelho móvel, murmurando um rápido celular reparo e se colocando de pé.

- O que foi isso? - a filha questionou.

A mulher, no entando, apenas sorriu e afagou a cabeça de Tracy.

- Você descobrirá em breve.

Tracy colocou seu prato na pia e subiu as escadas correndo, ansiosa para chegar ao seu quarto e conversar com Peter.

Peter era o melhor amigo de Tracy, embora sua mãe o chamasse de um nome esquisito.

Amigo imaginário.

Mas não era porque Peter não gostava de ser visto por outras pessoas que ele era imaginário, e mais que ninguém, Tracy Bradley estava ciente disso.

Chegou em seu quarto e avistou a forma ligeiramente transparente do amigo no canto, observando a porta com um sorriso.

- O que houve? - ele perguntou assim que viu a carranca de Tracy.

- A mamãe faz aquelas coisas estranhas com o graveto e não me conta o que é... Eu queria que tivesse algo sobre isso nos livros que o papai me deu.

Peter se sentou ao seu lado e Tracy o encarou.

Ele tinha cabelos pretos como os dela, mas os olhos eram mais claros. Sempre usava a mesma roupa e a mesma jaqueta jeans, e nunca explicou a Tracy o motivo de nunca as tirar.

- Mas ela não disse que você logo descobriria?

- Estava ouvindo pelas paredes de novo? - Tracy perguntou tentando parecer zangada, mas acabou sorrindo.

- Sabe, é entediante ficar aqui sozinho - Peter explicou.

Tracy queria abraça-lo. Era a pessoa em que a menina mais confiava, mas sua forma não era sólida. Peter havia explicado que gastava muita energia para poder ficar "tocável", e Tracy entendia que isso significava um cochilo longo após o ato.

- Ei - Peter chegou mais perto percebendo o olhar  perdido da amiga - Não fique assim, afinal amanhã é um dia especial!

Tracy sorriu. Mal podia esperar para saber se iria para o acampamento meio-sangue no dia seguinte, nas contava com isso.

E foi com esse pensamento que ela se enroscou nas cobertas e se deixou levar pelo sono.



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