História Grimm - A Herdeira do Capuz Vermelho - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Chapeuzinho Vermelho
Visualizações 5
Palavras 1.940
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Escolar, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Policial, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo A Descoberta.


- Não sei o que devo fazer... – Falou Kate enrolando seus cabelos agora despenteados.

- Relaxa, não vai acontecer nada com a gente. – Falei, tentando acalma-la.

 Eu sabia que aquele entrelaço era sinal de nervosismo, Kate é minha melhor amiga, reconheço o medo nos olhos dela a muito tempo. Eu sei que o que estávamos planejando era algo extremamente errado e perigoso, mas qual seria o sentido da vida se não vivenciarmos uma aventura de vez em quando?

- Lis, e se meus pais perceberem que eu saí?

- Não vão, vai por mim. Vamos esperar até que todos estejam dormindo para sair.

 Pequei na mão dela, fazendo-a olhar para mim.

- Ei, não fique assim, vai dar tudo certo, eu prometo Ka.

 Ela deu um sorrisinho ainda meio desconfiado.

-Já prometi algo que não cumpri?

- Já! – Ela riu e depois me olhou. – Mas tudo bem, confio em vc Lis.

Ambas sorrimos e eu caminhei até a porta da frente, fazendo um sinal de “Tchau” com a mão.

- Estarei aqui ás 2, hoje nós finalmente vamos nos divertir.

- Como nos velhos tempos?

- Como nos velhos tempos Ka...

 

 Foi nesse momento em que tudo começou; mal sabia eu que, ao sair por aquela porta, minha vida nunca mais seria a mesma depois disso. Meu nome é Lissy Carter,  sou uma garota de 16 anos e estou acabando de descobrir o que realmente sou; meus pais faleceram quando eu tinha apenas 5 anos e desde então vivo junto de minha avó Mary em uma cidadezinha no norte do estado de Oregon.

  Digamos que eu nunca fui uma menina muito popular no colégio, mas também não era a das mais caladas. Adorava participar das aulas de francês e as aulas de músicas do colégio, todos adoravam me ouvir tocar violino e até ganhei uma bolsa de estudos na Academia Hank para me aprofundar mais desta habilidade. Hoje com certeza eu teria aceitado essa grande oportunidade, mas na época eu era completamente ingênua e levada por uma paixãozinha ridícula.

 Sim, eu fiquei aqui para ficar com o meu antigo namorado, Victor, que a algum tempo atrás partiu meu coração saindo com uma qualquer. Hoje meu lema passou a ser “NUNCA SE APAIXONE” graças a ele e muitos outros que já passaram na minha vida sem deixar nenhum registro no final. Por isso nesse dia eu e Kate planejávamos nos divertir, literalmente fugir de nossas realidades deprimentes  afogando nossas magoas num copo cheio de cerveja, mas isso não iria acontecer; bem, não exatamente...

 

 

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 "Vocês estão saindo?" 

No visor do celular, mostrava está mensagem.

Era o James querendo saber se já estávamos prontas, ele é um amigo nosso que convidamos para curtir junto com a gente.

“ Sim, estamos te esperando na rua 9”

Mandei, esperando uma carona.

 Kate parecia mais calma ao perceber que até agora o nosso plano estava dando certo, eram duas e meia da manhã e a lua cheia nos iluminava com uma luz cintilante, ela estava acompanhada de um céu estrelado deslumbrante, foi uma das noites mais lindas que eu já vi. Um tempo depois de eu ter enviado a mensagem, chega James com seu conversível vermelho sangue que ele denominava de “Jessie”. Aquele carro era quase tão valioso quanto sua própria vida, estão tomamos cuidado para não bater com muita força as portas.

- Preparadas? – Ele falou com um sorriso perverso no rosto.

Eu e Kate nos entreolhamos vibrantes, acenamos com sinal de “sim’” e ele então acelerou. Quando já estávamos longe de casa e entrando no atalho pela floresta, gritamos animados ao som de um remix de Sweet Dreams; a noite já parecia perfeita, a música, os gritos, a velocidade do carro e escuro da mata noturna já fizeram meu sangue ferver dentro de minhas veias.  Um toque de pavor e excitação tomaram meu ser, fugir àquela hora da noite no meio de uma mata deserta parecia tão errado, mas ao mesmo tempo tão bom; eu com certeza era e continuo sendo uma viciada em adrenalina.

 Andamos uns 6 km pela floresta e, seguindo algumas placas, logo conseguimos encontrar o chalé em que a festa estava rolando. Ele era imenso, rustico e intrigante, a musica estava tão alta que já podia ser notada alguns metros antes do estacionamento.

- Queria ser rica. – Exclamou Kate, boquiaberta.

 James então estacionou o conversível e nós descemos do carro. Ainda havia uma pequena fila de jovens baderneiros esperando passar pelo segurança da festa.

- Vamos ter que esperar na fila? – Kate disse meio decepcionada.

- Vou dar um jeito, fiquem atrás de mim. – James disse, pegando a carteira e caminhando até o segurança.

 O segurança olhou nos olhos dele, mesmo de óculos escuros conseguimos ler os pensamentos daquele lutador profissional. Mesmo assim não conseguiu intimidar James, que neutro mostrou algo estampado na carteira, fazendo o segurança abaixar de leve os óculos; ele então observou a carteira por alguns segundos e nos deixou entrar.

 - O que foi isso? – Perguntei para James, que sorridente adentrava a balada.

-Ah, uma longa história... – nossa conversa foi cortada ao vermos o salão.

 Havia de tudo naquele lugar, de strippers e cafetões até jovens como nós buscando diversão por uma noite. As garçonetes passavam com bandejas de energético e vodka, a música eletrônica era alta e vibrava em nossos ouvidos;

-Precisamos sair mais- Kate disse completamente despreocupada, pegando um copo de energético de uma bandeja.

- Vamos até o bar. – James disse, nos guiando por aquela festa até então estranha.

 James saía muito para esse tipo de festa, para ele já era rotina acordar fora de casa e não lembrar de mais nada. Claro que isso não é um bom exemplo, mas como amigo ele é uma ótima companhia, principalmente quando se trata de sair e tomar umas cervejas.

-Hoje vocês vão ficar bem loucas, estou mandando.

-Mas e como vamos voltar para casa? – Falei para ele, duvidosa.

- Eu não vou surtar hoje, levo vocês daqui algumas horas, não se preocupem.

 Eu e Kate não ficamos muito convencidas.

-Ah não garotas, não quero vocês se preocupando nessa porra de palácio, aproveitem, bebam, beijem, eu cuido de vocês.

- Ok... não nos decepcione. – Kate disse por nós após uma ou duas entreolhadas.

- Agora vão dançar enquanto pego algumas bebidas.

 

 Nos rimos e demos pequenos saltinhos até a pista de dança, paramos perto de dois gatinhos que ficaram nos secando por alguns segundos.

- O da esquerda é meu... – Já fui avisando no ouvido de Kate.

 Dançamos sem parar pela primeira vez não nos preocupando com mais nada. Nem escola, nem minha avó, eu queria era curtir e fingir que só era eu e o mundo mais uma vez. James então chega com as bebidas e nós viramos o copo.

-Mais uma! – Gritávamos.

-Mais uma! – Mais uma vez.

-Mais! – Até não aguentar

-Mais...

 Minha visão ficou turva, podia ver a silhueta de Kate dançando loucamente grudada em um desconhecido, via James virando uma garrafa de cerveja meio distante, ouvia cada vez menos a música e as risadas das pessoas na festa, tudo foi ficando escuro e meu corpo foi ficando cada vez mais leve e dormente, até que pude sentir minha cabeça batendo com força no chão.

 Sapatos de couro. Um homem se posicionou na minha frente.

 

- LIS! – Foi a ultima coisa que escutei antes de cair em um sono profundo.

O que estava acontecendo?

O que iria ser de mim agora?

Onde estão meus amigos? O que estou fazendo aqui?

O arrependimento bate.

Não deveria ter saído, não deveria ter vindo nessa festa.

O desespero toma conta.

Eu vou morrer?

Acorda Lis, você precisa acordar.

ACORDA!

 

 Levantei e ouvi um estalo semelhante ao de folhas, quebrando debaixo de meu corpo. Reparei no local onde eu estava, estava no meio da mata e ainda era noite, apenas a luz da lua iluminava meu caminho. Me desesperei ao perceber que não conseguia mais escutar o som da festa, então percebi que estava sozinha.

 Levantei do chão e percebi que minhas roupas haviam sumido, meu Deus, será que eu fui estuprada...?

 Estava começando a pensar o pior quando cortei meus pensamentos, a única coisa que eu precisava pensar naquele momento era como eu saía daquele lugar. Olhei em volta e encontrei meu celular colocado em cima de uma pedra, desbloqueei ás pressas mas estava sem sinal, sem saber o que fazer coloquei a lanterna para me ajudar a enxergar alguma coisa ali. Vi sangue nas folhas. O sangue não era meu. De quem era aquele sangue?

 Dei um pulo para traz ao reparar que havia um rastro de sangue pela mata, no desespero e tomada pelo medo fugi na direção contraria temendo descobrir o causador daquilo tudo.

“Preciso sair daqui”

 “Me tira daqui”

Era tudo que eu podia pensar. Logo, correndo pela mata sem rumo, pude escutar algo semelhante a passos rápidos sobre as folhas atrás de mim.

-Fica longe de mim! – Eu gritava desesperada correndo pela mata.

 Cheguei a tropeçar no meio das raízes dos pinheiros, mas logo levantei e comecei a correr novamente.

 Comecei a me cansar muito, eu estava congelando naquela noite de outono, ainda sem roupas me cobria com os braços na tentativa de me aquecer. O barulho ainda me perseguia e meu celular estava quase sem bateria para me mostrar um caminho; foi aí que pensei:

Preciso me esconder.

É minha ultima opção.

Apavorada porem vidrada, procurei rapidamente algum tronco ou caverna que poderia tentar despistar o predador e passar essa noite até me aquecer.

Foi nesse momento que achei um buraco meio escondido, estava em um grande tronco de pinheiro, e na hora do pânico pareceu minha única alternativa. Corri até ele e entrei, me encolhi dentro do buraco e espiei sem a lanterna para ver se pegava o que estava me perseguindo. A única coisa que notei foi um movimento anormal em diversos arbustos, que continuava em linha reta para outra direção.

Despistei ele.

Já suspirava um pouco mais aliviada apesar de ainda estar morrendo de medo. Olhei ao meu redor e aquele tronco conseguia me proteger um pouco do frio, também estranhei mais ainda quando senti um estranho tecido abaixo de mim. Estava escuro mas pude notar que era vermelho e longo, como uma capa.

 Não pensei duas vezes antes de vesti-la para me proteger mais ainda do frio, ela era comprida então conseguiu me cobrir por inteira, me deixando um pouco mais aliviada e segura. Rezei baixo por alguns minutos até que, sem muita explicação, peguei no sono novamente.

 

 

-Lis!

... Ela esta acordando!

 Comecei a enxergar muitas pessoas próximas a mim. Vi James e Kate, de um lado da cama, e minha avó do outro lado, aliviada mas levemente furiosa.

-..O que aconteceu? – Perguntei meio fanha.

-Não sabemos. – Disse James. – Nós estávamos dançando na festa e de repente te perdemos de vista! – Disse Kate.

- A culpa é minha...- Disse James, envergonhado. – Me perdoa Lis.

- Tudo bem James. A culpa não é sua.

- Eu sabia que isso iria acontecer. – Disse minha avó, agora com um olhar triste. – Lis, depois preciso te contar uma coisa.

 Ela olhou para James, como se soubessem a mesma coisa. Apenas Kate ainda não entendia o que estava acontecendo.

-Com licença. – Uma enfermeira entrou na sala. – Ela está muito frágil devido aos medicamentos que deram a ela, terei que pedir para que vocês se retirem.

 Todos estão se despediram e saíram da sala, eu ainda não entendia e não me recordava direito o que tinha acontecido. Apenas uma memória não saía da minha cabeça;

- Os sapatos de couro se aproximando, depois tudo ficou escuro...

 

Continua...

 



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