História Gritos de Silêncio - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Carla Tsukinami, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Visualizações 37
Palavras 5.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Ficção, Harem, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OPA

OLHA EU AQ DE NOVO

Vocês estão cansadas da minha cara, eu sei :')
Mas aqui estou eu com a segunda parte desse capítulo maravilindo (na minha opinião, rs)

FINALMENTE RUKI-SAMAAAA

Gente vocês não sabem o quanto eu tô gostando de postar essa fanfic e o quanto eu fico feliz a cada comentário e favorito de vocês, assim eu sinto que tem alguém que gosta do que eu escrevo e isso me motiva a escrever mais e mais

Muito obrigada pelos 14 favoritos❤ vocês são uns amores

ENTÃO PEGUEM SEUS REFRESCOS DE ABACAXI E VAMOS À LEITURA💓🍹

Capítulo 4 - Capítulo III - Part. 2


Fanfic / Fanfiction Gritos de Silêncio - Capítulo 4 - Capítulo III - Part. 2

Capítulo III - Part. 2



Passei a mão por cima de minha bunda, o infeliz que tinha me derrubado quase me jogou longe, - Ele me chamou de porca!? - o olhei em fúria e ele ficou estático

- Vocês da cidade grande são cheios de si não é mesmo? - Continuei no chão o olhando com raiva, eu já estava bem puta com tudo e todos. Levantei-me vagarosamente enquanto ele me encarava, agora ele ia escutar, aliás, eles iriam escutar

- Eu cheguei nesta merda de escola hoje e o único que fizeram foi me julgar. "Olha o cabelo daquela menina", "olha os olhos dela", "vadia", "demônio". VÃO TODOS À MERDA! - Levantei as mãos para cima e as luzes do corredor começaram a falhar, os alunos se assustaram - O ÚNICO PROBLEMA AQUI SÃO VOCÊS E A PORRA DE SUAS MENTES PEQUENAS E FECHADAS! BANDO DE MACHISTAS, CRETINOS E PUTAS! - Recuperei o fôlego - "Cidade acolhedora" é o caralho. Quero que se fodam todos vocês. Vermes. - Falei sombria e as luzes pararam de falhar, estavam todos perplexos com o que eu tinha dito - Parece que esses mimados nunca ouviram a verdade - Ajeitei meu uniforme e saí dando uma ombrada na montanha que tinha me derrubado. Ele continuou parado lá me olhando com uma expressão que eu não consegui entender, não me contive e antes de sair disse

- E porca, é a puta que te pariu. - Ele arregalou os olhos e os alunos começaram a sair enquanto ele me olhava com uma expressão nada amigável no rosto - Ele que se foda, mexeu com a estranha errada.  - Que se fodam as aulas também porque eu iria faltar. Achei uma escadaria e subi até o último andar.


Dava no terraço.


- Paz.. - Enchi meus pulmões com o ar fresco e frio que havia ali, isso me acalmava, olhei para cima e vi a lua crescente que estava no céu, faltavam poucos dias até ela ficar cheia, ficaria bem no dia de meu aniversário, como de costume, de repente me lembrei do que minha avó tinha me falado em seu trágico leito de morte

- Despertar... - Olhei para aquela lua como se ela pudesse dar a resposta de minhas perguntas, mas na verdade acho que ninguém podia..

- Pelo jeito além de porca, é louca - Ouvi novamente aquela voz grave, olhei para trás e o montanha estava lá, revirei os olhos

- Você não tem nada melhor pra fazer não? Tipo sair daqui e me deixar em paz? - Disse séria para ele, que colocou um risinho sacana no rosto

- Não 'tô muito afim não, porca - Disse ele cruzando os braços e me olhando

- Então deixe que eu mesma me retiro, não faço questão alguma de estar no mesmo ambiente que você. Imbecil. - Comecei a andar até a saída até que ele me parou segurando em meu braço

- Me solta. - Falei sem o olhar, com certeza ele faria mais uma piadinha idiota

- Desculpe.. - Disse ele em um tom baixo, olhei para ele e ele estava desviando o olhar de mim, estava corado - Agora que percebi.. Ele é uma gracinha - O olhei mais intensamente

- O quê? Por quê isso agora? - Lhe respondi sem demostrar comoção alguma

- Porque eu te entendo.. Minha vida também não tem sido fácil. Na verdade nunca foi, e por isso acabei por ficar um pouco agressivo - Disse ele me olhando, ainda estava ruborizado, - Awn mas ainda não estou sentida -, ele continuou - E acaba que.. As garotas daqui são muito atiradas, ficam se jogando pra cima de mim só para se esfregarem, acabam por ser um bando de vadias.

- Generalizando? - Perguntei risonha

- Você também generalizou quando estourou lá embaixo, e eu quase, quase concordei - Rimos juntos - Fui julgado até o ponto de achar todos uns babacas, e acabei fazendo isso. Desculpe - Disse ele coçando a nuca

- Tudo bem, acontece.. E você não foi o primeiro, e provavelmente não vai ser o último à fazer isso.. Eles me acham um demônio por causa de minha aparência

- Não te acho um demônio - Disse ele

- Claro que não, você me acha uma porca - Rimos mais uma vez

- Sim. - Ele disse sério e depois riu, o que me levou à rir novamente também, até que ele não era tão otário quanto achei que fosse

- Yuma. - Falou com um sorriso no rosto - Sou Mukami Yuma, e você é?

- Althea, apenas Althea - Sorri

- Seu nome é tão estranho quanto você.. - Disse ele brincalhão

- Falou o poste que furtou um uniforme e invadiu a escola - Ele fez uma falsa indignação, colocando a mão no peito e me olhando incrédulo

- Não é minha culpa se você é uma anã, Porca - Abri minha boca em forma de "o" como se estivesse ofendida

- Não é minha culpa se você é uma montanha. Mudando de assunto, tá frio aí em cima? - E rimos mais uma vez, pra falar a verdade, conversar com Yuma era muito bom, ele era um palhaço, e apesar de me chamar de porca, devolvi na mesma moeda o chamando de várias coisas que vinham em minha mente, creio que conversamos por muito tempo, já que cheguei no segundo horário e já tinha batido o sinal para o intervalo, Yuma falou que queria me apresentar aos seus irmãos, concordei porém adiei para outra hora, ainda tinha de achar minha sala e torcer para Reiji não descobrir que faltei para ficar de papo com um garoto, então Yuma disse que me deixaria em minha sala, que era perto da dele

- Ferrugem Ambulante? - Perguntei.

- Fala, porca. - Respondeu ele tranquilo

- Obrigada.. - Ele me olhou curioso - Você está sendo meu primeiro amigo aqui, enquanto todos me acham uma esquisita, não que eu me importe com eles mas, obrigada.. - Eu sorri abertamente para ele, que corou de imediato e desviou o olhar - E obrigada pelos sorrisos também, já fazia um tempo que eu não sorria..

Quando eu ia entrar para a sala aconteceu algo realmente insperado, Yuma me puxou para um abraço apertado, no qual eu retribui

- Eles que são uns otários por não perceberem a ótima amiga que você é, se precisar de alguém estarei aqui, porquinha - Me deu um beijo estalado no topo da cabeça - E pode deixar que eu vou arrebentar com a cara de quem lhe maltratar porque eu sou o único com esse direito.

Eu não resisti e acabei rindo, de novo, então o soltei

- Agora eu tenho que ir montanha, nos vemos depois ok? Ja ne

- Ja ne - Disse ele colocando as mãos nos bolsos e saindo pelo corredor


Acho que consegui um amigo


Pensei sorridente e entrei na sala, mas logo vi o meu espanta-sorrisos pessoal esticado na cadeira com os braços cruzados, dormindo - Espero que esteja dormindo mesmo. Traste. - Me sentei em uma cadeira vazia no fundo da sala, duas ao lado dele - Manter distância de pervertidos estupradores é fundamental - Bufei frustrada por ter deixado meu celular no quarto e encostei minha cabeça à mesa

- Por quê conversava com ele?

Então ele não estava dormindo, afinal.

Continuei no mesmo lugar

- Não te devo satisfações de minha vida. - Falei tranquila em meio à preguiça

- Desde que você pisou na Mansão Sakamaki sua vida não lhe pertence mais, e sim à mim. - Disse ele sério, senti seu olhar queimar minhas costas

Levantei no momento e o encarei séria.

- Porque não me algema logo e me mantém presa, não seria mais eficaz, "Shu-Sama"? - Perguntei irônica

- É uma boa ideia, você aprenderia a ser uma boa submissa - Disse ele com um sorriso safado, corei

- N-Nunca. Não sou sub-submissa de ninguém. Hentai! -Desviei o olhar do dele fazendo um bico infantil

- Se eu não te conhecesse até diria que é inocente, mas acontece que você adora quando... - Então o sinal bateu e os alunos começaram à entrar na sala, Shu me encarou por mais alguns segundos e voltou à sua antiga posição, de olhos fechados, com um mínimo, quase imperceptível sorriso malicioso, continuei vermelha igual à um tomate

Após algum tempo o professor chegou

E eu não vou negar, o professor era um delícia, loiro dos olhos avermelhados, com um corpo escultural mesmo abaixo das roupas sociais, aparentando ter uns 25 anos por aí, creio que ele percebeu que eu o encarava pois ele sorriu para mim, ruborizei mais ainda no mesmo instante desviando o olhar

- Vejo que finalmente chegou Srta. Sakamaki - Sorriu ele para mim - Ahn? Sakamaki? - franzi o cenho e olhei para Shu, que continuava dormindo. Inútil.

- Bom, pelo o que sei, a Senhorita é prima dos Sakamakis, seja bem vinda à nossa escola, gostaria de se apresentar para os seus colegas de classe? - Respondi negativamente com a cabeça e ele sorriu mais uma vez

- Vamos, não precisa ter vergonha - Bufei e me levantei derrotada, joguei meu cabelo para o lado e segui até a frente da classe

- Bem.. Meu nome é Al.. Sakamaki Althea - era melhor para mim e para o meu pescoço continuar com a mentira, pois provavelmente tinha sido Reiji à contá-lá - Tenho 17 anos, e vim do interior da cidade. - A maioria dos rapazes tinham um olhar malicioso para mim, algumas meninas um olhar extremamente raivoso e outras estavam coradas, junto a minoria de rapazes que não me olhavam com um ar safado, olhei para o professor

- Bem, eu sou o Kioshi-sensei, é um prazer, Althea-san, pode ir se sentar agora - Disse ele sorridente e eu fui me sentar correndo, essa galera da escola era muito estranha.

Então Kioshi-sensei começou a aula, pelo visto ele era professor de literatura, e devo admitir que eu gostava muito de literatura


E agora ainda mais


Após a aula de Kioshi-sensei, entrou um professor baixinho bem velho, e adivinhem, sim. Ele dava aula de história

- Boa noite turma - Disse ele calmamente enquanto entrava na sala, daí parou bem ao meu lado

- Esta bela jovem é uma aluna nova? - Perguntou ele

- Hai, sou Althea - Respondi normalmente

- Bem vinda, Senhorita Althea - Ele sorriu para mim e continuou a andar

- Arigatou.. - Ele começou a sua aula mas eu não consegui prestar muita atenção, estava com a sensação de estar sendo observada por alguém, e isso de fato, é horrível.

O sinal tocou e os alunos começaram a sair, eu recolhi minhas anotações, e quando fui perceber estava só na sala de aula, apressei o passo, ainda estava com aquela sensação e com certeza eu não ficaria sozinha naquela sala para descobrir o que era

Saí da sala com pressa e quando pisei no corredor ele estava vazio, o 3° ano era no último andar, e pelo jeito os alunos já tinham saído

- Que beleza hein? - Comecei a andar com pressa para chegar nas escadas quando as luzes começaram a piscar

- Vou meter o pé daqui. - Comecei a correr mesmo, não ia ficar sozinha naquela merda nem amarrada.

Quando estava chegando perto da escada as luzes se apagaram, meu corpo gelou

O único a se ouvir naquele breu era as batidas do meu coração que pareciam mais um desfile de Carnaval.

As luzes ficaram apagadas por os 10seg mais longos de minha vida. Quando elas voltaram a acender eu respirei aliviada, por pouco tempo..

Havia um vulto negro enorme parado à uns 3 metros de mim, - O cu trancou tanto que parou na boca - Dei um passo para trás e aquela massa negra correu em minha direção. Se fosse preciso eu pulava a janela do terceiro andar mas com aquela porra eu não ficava

Virei para trás e corri na velocidade da luz até bater em alguém com força e levar nós dois ao chão

- ME SOLTA! - O provável vulto negro me segurava e eu imaginei minha morte, no momento em que eu gritei a escola passou por um tremor e as luzes piscaram novamente. Quando se acertaram consegui focar meu olhar no "vulto"


E não era o vulto


Era um rapaz - gostoso para um caralho - que me olhava com o cenho franzido

Ele tinha cabelos acinzentados que clareavam nas pontas, olhos azuis também acinzentados, tinha as orelhas furadas e uma expressão séria com uma ponta de surpresa, ele era lindo pra caralho - Kami-sama.. Que homem é esse? -. Continuei o encarando até ele pigarrear, na hora percebi que estava o encarando à uns 2 minutos, sem ao menos piscar.

Corei bruscamente e saí de cima dele

- G-Gomenasai! - Ele ainda me olhava então abaixei a cabeça para que meus cabelos tapassem meu rosto, percebi que ele tinha se levantado e me oferecido a sua mão.

Levantei a cabeça e a olhei, olhei para sua mão e em seguida para ele, então aceitei. Ele continuava com um olhar intenso sobre mim

- Você se machucou? - Perguntou ele ainda me olhando, corei novamente

- N-Não.. Eu... Eu te machuquei? Sinto muito é que.. - Ele sorriu com os olhos o que me fez parar de falar no momento

- Não se preocupe comigo, só me diga o porquê de correr tão assustada - Notei que ele ainda segurava minha mão, então a soltei, desviando o olhar

- Alguém estava me seguindo.. - Claramente eu não iria falar que estava fugindo de um vulto, ele ia rir da minha cara, ele ficou mais sério, mas ainda continuava sexy

- Quer que eu lhe acompanhe? As luzes têm falhado hoje o que aumenta a porcentagem de pervertidos por aqui, deve ter sido algum deles - Ele olhou ao redor e voltou a me olhar - O que me diz?

- C-Claro.. - Começamos a andar calmamente em direção a escadaria, eu parecia uma idiota toda vermelha, não sei se era porque ele era muito bonito, ou porque eu tenho algum problema


Opto pelas duas opções


- Ainda não me disse o seu nome.. - Disse ele calmamente enquanto descíamos os lances de escadas lado-a-lado

- Al.. Sakamaki Althea... E você? - Falei pesarosa, não queria levar o sobrenome daqueles idiotas, mas não tinha alternativa.

Ele levantou as sobrancelhas e me olhou indiferente, então voltou a expressão para a calmaria que era

- Ruki. Mukami Ruki - Mukami?

- Você é irmão de Yuma? - Ele levou o olhar até mim e concordou com a cabeça

- Entendi.. - Falei bocejando, tinha me batido um sono fortíssimo

- Então você é a Althea que ele queria nos apresentar.. - Também concordei com a cabeça, continuamos à andar em silêncio, porém não era um silêncio constrangedor, mas um acolhedor, como se nos conhecêssemos à muito tempo

Em pouco tempo chegamos à limusine, onde os Sakamakis me esperavam com uma expressão nada boa, que só piorou após verem Ruki ao meu lado, então me virei para Ruki

- Obrigada por mais cedo e.. Por ser amigável comigo - Sorri para ele

- Quem não seria amigável com uma moça tão bela igual à senhorita? - Ruborizei bruscamente, então ele pegou minha mão e depositou um beijo sobre ela


Ouvimos um rosnado de Subaru


- Até qualquer dia - Disse ele se erguendo novamente e soltando minha mão

- A-Até.. - Falei tropeçando nas palavras e me virei para os Sakamakis, eu poderia até me assustar com a expressão assassinas deles, pois até Laito estava sério, mas eu me acostumo rápido às coisas

Dei de ombros e me virei para entrar no carro, então Reiji agarrou meu pulso e me puxou

- O quê pensa que estava fazendo andando com aquele Mukami? - Perguntou ele claramente alterado porém tentando manter a pose. Puxei meu pulso e o encarei séria, não demostrando medo algum, pois eu não estava mesmo

- E o que te importa? - Ele ia levantando a mão para me bater quando percebeu que algumas pessoas nos olhavam

- Conversamos em casa. - Disse ele em meio à toda aquela frieza


Quebra de tempo


Todos me olharam feio o caminho inteiro, menos Yui que não tinha peito o suficiente para isso, e Shu que dormia tranquilamente. Eu tinha chegado em casa e ido direto para o meu quarto, eles que se danem, porque eu não posso fazer amigos naquela merda de escola? Não sou tão anti-social quanto eles que não conversam com ninguém

Entrei no meu quarto trancando a porta logo em seguida e tirando meu uniforme, um banho quente era o que eu precisava agora.

Peguei a toalha e entrei no banheiro apenas com a lingerie roxa de renda que eu estava

Me olhei no espelho apenas de roupa íntima e mandei um beijo para mim mesma, logo liguei a banheira já colocando os sais de banho, sem bolhas dessa vez

Voltei no quarto e peguei meu bebê, vulgo celular dentro da bolsa, já tinha um tempo que eu não mexia nele, chequei algumas mensagens e coloquei uma música, um dos meus clássicos favoritos R.E.M. - Losing My Religion comecei a cantar junto e entrei no banheiro com o celular na mão, deixei o celular em cima da pia

Me dirigi até a banheira e fechei a água, então ouvi batidas e olhei para a porta, corri e tranquei

- Sai fora! - ouvi a água de mexendo na banheira e me virei

- Você não me deixa em paz não? - Shu estava lá, tomando banho de roupa - Eu quero tomar banho, sai daí. - Peguei a toalha me cobrindo

Ele nem sequer abriu os olhos. Me aproximei dele, já irritada

- Sai daí, Shu! Vá dormir lá no inferno e me deixa só. - Logo ele pegou meu pulso e me puxou para a banheira com ele, jogando uma boa quantidade de água para fora, junto de minha toalha

Ruborizei instantaneamente, então ele abriu os olhos e sorriu malicioso

- Acordar e te ver nessa condição é muito bom, corada até os ombros, de lingerie e ainda por cima molhada, isso tudo é para mim? - Então ele me puxou mais para si passando seus braços por volta de minha cintura, e meu rosto na curvatura de seu pescoço, ele tinha um cheiro muito.. Bom, acabei fungando ali para sentir mais aquele cheiro amadeirado, então ele me apertou contra si

- Se ficar me cheirando assim não responderei por mim - Falou ele calmamente e em seguida me mordeu, gemi em resposta segurando em seu casaco, ele tinha me mordido na clavícula, e ali doía mais que no pescoço

Ele tirou os lábios de lá e me olhou, deixando o sangue escorrer até a água


Mansão Mukami


POV'S AUTORA


A mansão estava um pouco mais silenciosa do que o normal, a não ser pelo fato de um ruivo inquieto e irritado ficar andando de um lado para o outro em frente à seus irmãos

- TEMOS QUE FAZER ALGUMA COISA! ELA CORRE PERIGO. - Falava o ruivo quase surtando

- E o que você sugere? - Disse o acinzentado, fechando o livro que lia calmamente sentado em sua poltrona

- N-Não sei! Que tal trazer ela para cá? Ao menos estaria mais segura do que com aqueles trogloditas. - Disse o ruivo ainda irritado porém abaixando o tom de voz para o irmão mais velho

- Sabe muito bem que não podemos. Ainda não sabemos exatamente o que ela é. Ela poderia surtar aqui tendo uma ideia errada sobre nós e atrair mais demônios para ela, daí nem mesmo nós poderíamos protegê-lá. - Disse o acinzentado ainda em tom calmo porém com um pouco de pesar

Logo um loiro entrou na sala acompanhado de um esverdeado, os dois estavam com uma expressão séria

- O que deseja, Kou? - Disse Ruki calmamente

- Vocês estão trancados aqui desde que chegamos da escola. Sobre o que falam? Sobre a energia sinistra que sentimos na escola? Porque estão nos excluindo? - Disse Kou fazendo um bico infantil

- Se fosse de seu interesse não acha que tínhamos te chamado para a conversa? - Disse Yuma em tôm irônico, fazendo o loiro aumentar seu bico

- Mas eu também quero saber. Humpf. - Kou cruzou os braços ficando emburrado

- Não seria em relação à Eve, seria? - Pronunciou Azusa com a sua voz um tanto depressiva, como de costume

- Já te falamos Azusa, ela não é mais a nossa Eve, ela fez a escolha dela. Mas creio que agora, apareceu uma nova, e ela é a portadora do chosen blood. - Todos o olharam no mesmo instante

- Você está falando da aluna nova? - Perguntou Kou

- Não é óbvio? - Respondeu Yuma - Eu fiquei com ela durante duas aulas. Foram a 1 hora e 40 mais difíceis em minha existência.

- O cheiro dela estava por toda a escola.. - Constatou Azusa

- Havia um demônio seguindo ela, fui no mesmo instante. Quando ela começou a se descontrolar ele fugiu. Terei que pesquisar à fundo sobre o que ela é, pois me parece que o ambiente ao seu redor muda de acordo com as suas emoções. - Afirmou Ruki cruzando as pernas

- Sua aura também muda, não fica tão humana quando ela está irritada, isso deve ser o que está chamando os demônios - Disse o ruivo

- Então parece que nossa nova M Neko-chan está bem famosa.. - Disse Kou, risonho

- Ela será nossa nova Eve... - Falou Azusa, cabisbaixo

- E teremos que protegê-lá se quisermos nos tornar Adam - Afirmou Ruki, por último.


Mansão Sakamaki


POV'S ALTHEA


- Baka.. - Falei baixo, vermelha

- Não quero te ver andando com os Mukamis. É claro o interesse deles em você. E em seu sangue - Falou ele, me encarando com seriedade, arregalei os olhos

- Eles também são vampiros? - Perguntei incrédula

- Sim. E já sequestraram Yui. Então, fique longe deles - Então voltou a fechar os olhos - Não te falamos, mas seu sangue é único, seu cheiro rondava pela escola toda apenas por estar lá, e ele já está impregnado na Mansão, você tem um sangue de qualidade, seria ruim para nós perdê-lo.

- Então você se importa - Eu ri

- Sim, comida é comida. - Fechei a cara e ele riu

- Mas porque eles sequestraram Yui? - Estava curiosa, Yui era tão.. Sem sal?

- Queriam se tornar Adam. - Wtf?

- Adam? - Tinha um ponto de interrogação enorme em minha cara

- Sim. Os irmãos Mukami são vampiros, porém não são puros, então eles precisariam do sangue de Eve para se tornarem puros, ou no caso, Adam. - Respondeu ele

- Eve, no caso Yui? Entendi. Mas porque ela? - Ok, eu estava fazendo perguntas demais, mas tinha de aproveitar o fato de Shu estar abrindo a boca pra falar algo de útil

- Pesquise você mesma e descubra - Eu e a minha boca grande..

Fiz um enorme bico infantil que fez Shu dar uma pequena risada

- Onde parei? - Ele lambeu minha clavícula, o que me fez arrepiar

- S-Shu... Vai.. Eu quero tomar banho - Falei com a cabeça abaixada, então ele segurou meu queixo e o puxou até si, fazendo nossos olhares se encontrarem

- Tire minha roupa e tomamos banho juntos - Ele não me deu tempo à responder e me beijou, um beijo mais intenso do último que havia me dado, por algum motivo meu corpo estava quente, e com os toques de Shu, se aquecia ainda mais

Passei minhas mãos por sua nuca e ele começou a descer às dele até a minha bunda, onde apertou com força

Cedi e acabei gemendo de dor dentre o beijo, o que o excitou ainda mais - Maldito sádico. - arranhei sua nuca com força, o aperto tinha doído, e por minha pele ser muito branca, obviamente ia ficar roxo, então dei conta do que estava fazendo e separei o beijo

- Chega, Shu. Sai. - Apontei para a porta e ele revirou os olhos encostando a cabeça na banheira

- Você é muito complicada.. - Falou com preguiça

- Sim, agora dá o fora. Se você acha que eu sou o tipo de noiva que se entrega aos seus encantos você está redondamente enganado - Aproveitei que ele não me prendia mais e saí de seu colo, fiquei de pé e peguei minha toalha que estava estirada no chão e me tapei

Então as luzes falharam e Shu desapareceu, - Teleporte deve ser bem útil.. - Verifiquei todos os lados e daí pude tirar minha lingerie que estava encharcada, graças à kami ele não tinha me visto nua

As coloquei no cesto de roupa suja e fui para o boxe do banheiro

- Chega de banheira por hoje. - Tomei um banho quente rápido e saí, voltei ao quarto e peguei uma calcinha junto de minha camisola Preta de renda

- Tão confortável.. - Sorri comigo mesma me perfumando - Quem se perfuma para ir dormir? Eu ué. - Me joguei na cama e suspirei feliz, finalmente, minha querida cama

Me ajeitei confortavelmente e quando quase dormi

Meu estômago roncou.

- Inferno! - Esbravejei irritada. Ótima hora pra sentir fome!

Se bem que eu não fiz uma refeição decente desde a morte da Obaa-chan

Bufei indignada. Eu estava faminta. E não dormiria até comer um lanche digno

Me levantei da cama e calcei minhas pantufas peludinhas - SIM. EU USO PANTUFAS! - Fui de camisola mesmo, o perigo eminente, no caso, Shu, provavelmente estaria desmaiado

Já que o passa-tempo dele, no caso, eu, tinha dado um belo de um fora nele

Fui andando calmamente pelos corredores naquele breu enorme, mas por algum motivo eu não estava com medo, aquele escuro estava até.. Agradável?

Por algum milagre de kami eu não me perdi em meio aos corredores e cheguei às escadas, desci tranquilamente chegando no hall.

Meu estômago roncava à cada vez mais, apressei o passo até a cozinha

Cheguei lá indo direto para a geladeira, abri olhando tudo lá dentro

- O quê eu vou fazer? - Perguntei para mim mesma colocando o dedo indicador no lábio

- Ore-sama gosta de Takoyaki.

- Então faça você mesmo ou peça para alguma empregada, quem sabe Yui? - Dei um sorriso cínico para Ayato que estava sentado no balcão me olhando

- Está com ciúmes de Yui? - Riu ele - Não se preocupe, Ore-sama prefere a com-peito no final das contas, além de seu sangue ser mais apetitoso, você é bem mais bonita do que ela

Bufei altamente

- Você é tão superficial, Ayato. E meu nome é A.L.T.H.E.A, "com-peito", é o caralho - Virei-me de costas para ele, peguei os ingredientes, iria fazer um belo macarrão instantâneo temperado para mim, minha preguiça ainda era maior que minha fome

De repente Ayato me encoxou por trás e cheirou profundamente no pescoço, o que me arrepiou

- Sabia que você é a noiva mais boca suja que veio para cá? O que só nos anima mais por teremos de puni-la para ficar educadinha - Disse passando a mão pela parte interna de minha coxa - E um fato sobre os sádicos é: Adoramos punir.

Ele apertou com força naquele local o que me fez soltar um gemido baixo, eu provavelmente estava me tornando uma masoquista.

Ele sorriu e me soltou

- Agora faça o nosso lanche. - O olhei com raiva e acabei por ceder, era isso ou uma mordida..

Peguei os temperos e comecei a fazer o molho, colocando pimenta sal e bastante tomate. Então peguei um peito de frango que já estava cozido e o desfiei, logo colocando na panela para fritar com alho e pimenta

Adoro uma comida com tempero forte

Quando já estava dourado joguei o molho de tomate em cima, já colocando em outra panela o macarrão para cozinhar

Em 10 minutos tudo estava pronto, escorri o macarrão e dividi em dois pratos, colocando em cima o molho de frango acompanhado com queijo ralado, e um pouco de alecrim para decorar, dei um prato para Ayato e coloquei o outro na mesa, indo no armário e pegando um suco de cranberry, crescia muito na floresta onde eu morava com a minha avó, lembro-me de que ela falava que era bom para repor o sangue por ter muito ferro

Pelo jeito os vampiros também sabiam disso já que tinha um estoque enorme de suco de cranberry na dispensa

Me sentei e servi meu suco em um copo, logo começando a comer, Ayato imitou e comeu também, mas no mesmo instante ele deu um pulo da cadeira

Será que está muito apimentado? Espero. Daí eu não preciso mais fazer comida pra ele

- O que é agora? - Perguntei já sem paciência, ele pareceu não notar

- ESTÁ MUITO BOM! - Disse ele animado voltando a comer rapidamente

- Q-Quê? - Perguntei incrédula, ele tinha gostado de minha comida?

- Nhamnhoum.. - Ele havia falado com a boca cheia, o que eu não entendi nada, porém ri. Ele parecia até uma criança comendo todo desesperado

Continuei comendo até terminar, enquanto isso ele tinha ido na panela comer o resto do molho, quando levantei para levar o prato para a pia lá estava ele, com a cara toda suja

Não contive o riso

- Está rindo de seu Ore-sama? - Perguntou ele risonho

- É claro, você tá todo sujo.. Parecendo uma criança - Ri novamente pegando um guardanapo e limpando o rosto dele, então ele arregalou os olhos

- O quê? - Terminei de limpar dando um pequeno sorriso

- Na-Nada. - Ele desviou o olhar e eu dei de ombros

- Bom, eu fiz, então a louça é sua. Tchauzinho - Acenei e comecei a me retirar da cozinha até que ele me puxou pela cintura

- Hãhã... - Respondeu negativamente - Você irá lavar a louça de bom grado para seu ore-sama, ou Reiji irá ficar irado - Respirei fundo, eu que estava irada!

- Fique grata pois Ayato-sama é muito generoso e não vai lhe morder.. Por enquanto... - Falou ele me dando um beijo no pescoço e desaparecendo

- FILHO DA PUTA! - Esbravejei sozinha na cozinha, estava uma bagunça só

Comecei a lavar as coisas, eu estava tão puta que meu corpo estava quente

Após algum tempo terminei de lavar tudo e organizar as coisas, a cozinha estava tão limpa quanto quando eu a tinha pego

Saí da cozinha pegando fogo de raiva. Eu precisava pegar um ar, e o Jardim com a luz da lua agora seria ótimo

Saí pela porta de entrada que dava diretamente e logo me lembrei de Reiji

"Se fugir morre"

Pena que foda-se, preciso de ar ou creio que vou entrar em combustão instantânea

Logo o sereno da madrugada bateu de leve em meu rosto, o ar fresco invadiu meus pulmões e meu corpo então se acalmou um pouco

Vi que estava sozinha no Jardim

- Finalmente... - Olhei ao redor para confirmar minha frase - Só..

Estiquei meus braços para cima me espreguiçando e sugando todo o ar que consegui, então comecei a andar dentre o Jardim de rosas, ele era realmente belo

Me abaixei e aspirei o cheiro de uma delas, um aroma doce e suave, realmente agradável

De repente ouvi um barulho alto, parecia vir do portão

Ele tinha se aberto sozinho?

Despertar..

Essa palavra ecoou por minha mente, e então me lembrei de minha avó, e, instintivamente, meu corpo começou a caminhar em direção ao portão, como se estivesse em transe

Passei de esguelha pelo portão, onde vi a rua vazia e escura que se encontrava ali, caminhei e adentrei a floresta

Segui andando por uma trilha que tinha em meio aos Pinheiros e pequenas flores brancas que pareciam neve no chão, não sei exatamente por quanto tempo andei, mas acabei chegando em um Lago bem grande que tinha ali, a lua estava totalmente refletida nele, como se fosse um enorme espelho

Aproximei-me da margem do lago e me agachei até ver meu próprio reflexo.. Não. Não era meu reflexo

Eu estava com os olhos roxos e as pupilas finas como as de um gato, o meu eu do reflexo olhou diretamente para mim e sorriu.. Um sorriso sombrio e sem vida, assustador.

Me afastei rapidamente daquele reflexo amedrontador e topei com alguém que me segurou antes de eu ir direto ao chão


Dei de cara com olhos dourados bem à minha frente



Notas Finais


QUEM SERÁAAAA?

Tô me controlando pra não dar spoiler;-;

Tudo me atrapalhou na hora de postar o capítulo, ela pra ele ter saído bem mais cedo, mas fazer o quê🙆

Espero que tenham gostado do capítulo e o próximo saí amanhã em algum horário indefinido

Kissus e até amanhã Cookies❤👽


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