História Grow up - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alex, Piper, Vauseman
Visualizações 186
Palavras 1.607
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo estava pronto fazia tempos....mas eu tinha achado ele curto e ia unir com os acontecimentos do próximo só que aconteceram imprevistos na minha vida emocional e pessoal e acabei não escrevendo por um tempo. Pra não demorar ainda mis resolvi soltar esse curtinho mesmo por enquanto. Mas vou tentar iniciar o próximo ainda hoje! Bjbj.

Capítulo 5 - Totalmente disposta



- [...] E na hora de nos despedirmos ele tentou me beijar. – Alex fazia uma feição indignada.
- E você deixou?! – a amiga praticamente roía as unhas de tanta apreensão, seus olhos fixos na boca da morena esperando as palavras fluírem. 
- Claro que não. Eu não queria. Piper a gente só se viu uma vez na vida. 
Era manhã de segunda-feira e as duas já tagarelavam sobre os acontecimentos do final de semana. Alex contou sobre seu encontro com Freddie nos mínimos detalhes, não porque se importava com eles, e sim por exigência da melhor amiga que se pudesse perguntaria até mesmo a cor da cueca que o rapaz usava no dia.
- Tá certa amiga, tem que se fazer de difícil, os homens gostam de ter pelo quê lutar. – Afirmou a loira.
A morena franziu o cenho de imediato.
- O que?
- É, sabe, é como um desafio que estimula eles a correrem atrás de nós. – Piper parecia contente com aquela citação, gostava de sentir que sabia como ser desejada por alguém.
- Como um troféu? É assim que devo agir? Ser difícil para ser tratada como um objeto raro de colecionador?! – Balançou a cabeça negativamente – Não estou me fazendo de difícil, eu apenas não queria beijá-lo. Se eu quisesse, faria e se ele não me valorizasse ou me julgasse como fácil, bom eu apenas desejaria que ele se ferrasse. Não preciso agradar menino nenhum, se tem uma coisa que minha mãe me ensinou bem...- Sua exaltação foi interrompida.
- Se sua mãe te ensinou a ser como ela já sabemos como será o final de sua jornada amorosa...- a loira não segurou a língua. Se arrependeu, assim que as palavras voaram de sua boca. O semblante de Alex variava de chateação para fúria. Não queria ofendê-la com aquilo, apesar de não considerar ser uma mentira. – Mas tudo bem amiga, o importante é que esteja sendo você mesma, se Freddie te olhou e te quis assim, ele vai continuar interessado...
A morena se manteve em silêncio, removeu o caderno da bolsa e começou a copiar as lições passadas no quadro pelo professor. 
Piper sentiu um nó se formar em sua garganta, mas tentou ignorar. A verdade é que as palavras de sua mãe martelavam na cabeça, sempre citando que Diane e Alex não eram boas companhias. Uma mulher largada pelo marido e uma garota de 16 anos sem o pai presente, tudo que a loira queria evitar era apenas a ruína da vida da amiga, achava que ainda poderia ajudar Alex a consertar o futuro que ainda nem sequer havia chegado. Tinha medo de não seguirem os mesmos caminhos e de alguma forma o rumo de suas respectivas vidas se distanciarem. 
Por diversas vezes imaginou-se casada, rica, com um marido excepcional e filhos bem educados, vivendo uma vida de princesa, onde convidaria as amigas para um chá da tarde em sua mansão gigantesca com móveis planejados e as mesmas fofocariam discretamente sobre a vida de outras mulheres, abaixo de seus níveis e status. Antes o marido que não tinha rosto, agora era preenchido com as feições de Blake Harper, acrescentou em sua imaginação o número de entrevistas que daria e contaria como se apaixonaram durante o colegial, ela, uma simples líder de torcida e ele o garoto mais popular do colégio. Em toda sua fantasia tinha receio de Alex não estar presente no chá da tarde, mas ser alvo das fofocas, como Diane era na casa de sua mãe. Não queria imaginar Alex solteira e sozinha, vivendo uma vida sem propósito e sem um amor ao lado para formar uma família. 
- Me perdoe pelo que disse. – a loira cedeu, Piper não era o tipo orgulhosa, muito menos quando se tratava de Alex, tentava ao máximo manter sua relação de amizade serena, sentia que era a única coisa em sua vida que tinha bons sinônimos. – Mas sabemos que sua mãe sofreu com o abandono do seu pai e agora fica assumindo essa postura de mulher independente que detesta a necessidade de ter um marido, apenas para evitar ainda mais o sofrimento. – Observou a amiga parar o lápis em suas mãos. – Não quero isso para você, só isso. Quero que sejamos felizes, juntas! Como sempre fizemos tudo. - Sorriu, por fim enquanto segurava a mão da morena. 
Era aquele poder que Alex não entendia, o poder que a amiga tinha de fazê-la passear por diversos sentimentos em tão pouco tempo. Há poucos segundos estava extremamente magoada com o ataque que sofrera por parte de Piper e agora sentia uma corrente de energia circular por todo seu corpo e parar em seu estômago, fazendo uma festa de borboletas rodopiando e causando cócegas. Olhou para a loira e sorriu balançando a cabeça positivamente, como se tivesse entendido suas intenções e aceitado suas desculpas. 
- Você disse que tinha algo pra me falar também...- Recordou a loira.
- Ah sim! Maritza. Acho que você tá nadando direto pra boca do tubarão. 
- Não use expressões caipiras comigo, fala logo. – Deu um tapinha no ombro da amiga.
- Eu falei sobre você pro Freddie, deixei subentendido seu interesse no amigo dele, o problema é que você estava certa sobre a capitã das líderes de torcida ser tão desejada. Blake é afim dela... – Sussurrou para Piper.
- O QUE?! – exclamou com o tom de voz elevado. O professor parou de escrever no quadro apenas para lançar—lhe um olhar reprovador. – O que disse? – Sussurrou tentando manter a discrição. 
- É, mas parece que ela não dá muita moral à ele. -  Balançou os ombros. 
- Eu não nasci pra ser a sombra de ninguém! Isso significa que preciso me sobressair. 
- O que você pretende fazer? 
- Vou mostrar que sou melhor do que ela, em tudo! – Sorriu perversamente. 
Alex suspirou, temia os limites de Piper, se é que eles existiam. 

Durante a tarde enquanto Alex estudava para a prova de ciências na biblioteca do colégio, Piper estava no campo da escola enfileirada com mais duas garotas disputando uma vaga na equipe de líderes de torcida. 
Não parecia difícil, Lolly era a maior nerd de sua classe, não levava o menor jeito para a coisa, queria saber qual a intenção da garota ali. Ana tinha determinação, era adorada no time de vôlei, boa em atividades físicas e seu corpo estava próximo ao que Piper considerava excepcional, mesmo assim duvidava que a garota queria tanto aquela vaga quanto ela. Seu otimismo era tão imenso que não caberia naquele campo inteiro. 
A única coisa que fez sua garganta secar foi ver a capitã da equipe de aproximar, Maritza parecia desfilar e todos os olhares a seguiam por onde fosse, seus olhos eram fixos, seu nariz empinado e um sorriso vitorioso nos lábios poderiam intimidar qualquer novata. Vestindo seu uniforme de saia rodada e segurando os costumeiros pimpões ela encarou as garotas que pareciam recolher-se e esconder-se entre os ombros, menos Piper. 
A loira apenas respirou fundo e encarou a morena como se pudesse medir sua força. Ali ela conseguiu, em poucos segundos e sem nenhuma palavra, arranjar um desafeto.
Ao lado de Maritza a treinadora da equipe, Suzanne, sorria otimista, diferente da garota a mulher de pouco mais de 26 anos parecia acolhedora e motivadora. 
- Bom, hoje vamos fazer uma série de treinos físicos, para começar. Apenas testar a elasticidade de vocês meninas, isso é de extrema importância para nossas apresentações. É como um balé, só que esportivo. – a treinadora falava.
Até quase o final do dia treinaram, correram e pularam obstáculos, a loira já estava sentindo-se fraca e tonta, mas sempre que percebia os olhos atentos de Maritza sobre ela enquanto fazia anotações em uma ficha, tentava manter o foco. Completou com destreza todos os testes daquele dia. Estavam prestes a ir embora, todas as garotas almejavam um longo banho no vestiário, quando a capitã do time acompanhou seus passos, as fazendo recuar um passo.
- Bom, vamos ao lado negro da força meninas. – Sorriu enquanto circulava em volta de cada uma das três. – a treinadora passa os testes padrões para a vaga de líder de torcida, mas como sabem, eu sou responsável por decidir quem entra. Eu sei muito bem defender meu título e posso garantir que não foi fácil chegar até aqui. 
- O que você quer dizer? – Atreveu-se a loira a interromper. 
- Silêncio novata. – a morena tampou a boca da jovem com o dedo indicador – vocês têm que me provar que merecem estar aqui e, no meio do processo vão aprender que não é fácil e que não devem sequer pensar em tomar o meu posto, algum dia. 
Piper ergue a sobrancelha, queria saber com clareza se aquilo era direcionado à ela. Gostou do desafio.
- Eu tenho meus próprios testes e treinos pra avaliar vocês. Vamos começar amanhã. Quero ver até onde vocês conseguem ir.
-E o que teremos que fazer? – Perguntou Ana
- Vamos fumar maconha em uma praça. – a morena sorriu. – bastante maconha – frisou no intuito de intimidar. 
- O que?! Minha mãe me mata se descobrir – Lolly reclamou ajeitando os óculos no rosto.
- Não vai descobrir se fizer direito.
- Eu topo! – a loira ganhou a atenção surpresa de todas presentes.
- Uh, animadinha. – parou diante d garota e começou a brincar com suas madeixas. – Essa eu quero ver, Chapman. – saiu andando em direção ao prédio da escola. 
Enquanto as outras duas candidatas pareciam desesperadas, Piper estava animada, desafiada. Era sua oportunidade de demonstrar que era superior àquela garota presunçosa.
- Vai mais do que ver, queridinha. – Respondeu em voz baixa e cínica antes de voltar a se dirigir ao vestiário.



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