História Guarda-costas - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Comedia, Naruhina, Romance, Sasusaku
Visualizações 259
Palavras 1.693
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Escolar, Fantasia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ♡

Capítulo 5 - Capítulo cinco


Fanfic / Fanfiction Guarda-costas - Capítulo 5 - Capítulo cinco

Guarda-Costas

 

– Mas que saco, comprei aquela saia ontem e não vou poder estrear!  – Reclamações, a única coisa que saía daquela boca rosa.

– Te garanto que andar em uma Bike de saia pode ser bem constrangedor e incômodo. – Expliquei para a tagarela rosada, indo para o jardim da mansão.

– Eu já entendi sabichão! – Ela entortou os lábios. – Ainda bem que eu tenho uma calça verde... – Suspirou aliviada, analisando as próprias vestes.

– Por que sua barriga está à mostra? – Arqueei a sobrancelha.

– Homens... Aff... – Ela rolou os olhos, me fitando com superioridade – Isso é uma camiseta pequena, estilo blusinha. – Apontou para o pedaço de pano. “Pedaço” mesmo, porque aquela coisa curta não era camiseta, de jeito nenhum. – A saia que eu estava usando é de cintura alta... – Fez gestos com as mãos enquanto explicava a baboseira toda. – ...Já que a calça que eu coloquei agora é de cintura baixa, é claro que minha barriguinha aparece, né gênio?

– Hn. – Caminhei até minha Bike.

– Essa é a sua Bike? – Perguntou assustada.

– Sim.

– Não quero andar nisso aí não! – Evacuou para trás em três passos. – Segurança zero!

Não consegui segurar a gargalhada.

– Segurança zero?

–  Aham! – Assentiu.

– Eu que sou sua “segurança” Senhorita. – Respondi simples. – Pode ficar tranquila.

– De jeito nenhum!

Suspirei impaciente.

– E você queria o que? Um capacete, um banco e um cinto de segurança? – Sorri de lado para provocá-la.

Recebi um belo dedo do meio como resposta.

– Então não quer mais sair comigo? – Perguntei .

Me aproximei da rosada marrenta em passos lentos.

A Haruno fitou o chão, perdida em pensamentos, as quais eu desconhecia.

Recentemente ela anda assim, meio desligada e estranha. Hoje finalmente a vi me xingar, e implicar comigo. Fiquei aliviado, pois o novo comportamento dela me preocupou. Essa semana ela se tornou mais educada, e tentou ser mais meiga comigo, mas a Haruno que eu conheço não é assim. Por isso a chamei para sair, queria que ela se distraísse um pouco e voltasse a ser a mesma. Fiquei muito surpreso por ela ter preferido sair comigo do que com as amigas. Bem, pensando melhor isso foi estranho, normalmente ela escolheria sair com as amigas. Seja o que for, tudo bem, pelo menos ela está voltando a ser a birrenta de sempre.

Gosto de implicar com ela. É o que deixa meu trabalho divertido.

– Tudo bem, por motivo de força maior, subirei nesta coisa perigosa. – Respondeu a rosada.

– “Por motivo de força maior”? – Enruguei a testa. – Como assim?

– N-Nada, não é nada! – Gaguejou inquieta, se aproximando da ‘Bike’, ou como a própria rosada fala, a “coisa perigosa”.

– Certo. – Me sentei no acento da Bike. – Pode subir neste banquinho de ferro aí atrás.

– Nem tem uma almofadinha para o meu bumbum! – Reclamou após sentar na barra.

– Segure em mim.

– Há! Ah tá que eu vou... HAAAAAAAAAAAAAAA! – Grudou os braços em meu ombro, quando comecei a pedalar.

O porteiro liberou o portão, e fomos para a rua. Assim que chegamos na rua movimentada, pedalei mais rápido, para desviar dos carros.

– AAAAAH! – Haruno poderia ser cantora de opera, seu grito agudo ultrapassa três oitavas.

– Se continuar gritando desse jeito irão pensar que estou te sequestrando. – Me virei para trás, tendo o privilégio de ver a expressão apavorada de Haruno, essa com certeza é uma expressão que guardarei muito bem em minha memória.

– OLHE PARA FRENTE SEU LAZARENTO, NÃO QUERO MORRER JOVEM! – Agarrou meu terno com extrema força.

– Nem estamos em alta velocidade! – Rolei os olhos, já ficando cheio daquele drama todo.

– Só quero chegar logo nesse restaurante! – Resmungou irritada.

– Sim, Senhorita. – Assim como ela pediu, pedalei mais rápido, aumentando a velocidade – Chegaremos já, já!

– AAAAAAAAAAAAH!!! – Ela soltou aquele berro de opera de novo.

– Pare de gritar igual retardada garota! – Reclamou o motorista que dirigia o carro ao lado. A rosada inflou as bochechas em pura irritação. Já previ a confusão que isso se tornaria, então pedalei muito mais rápido deixando o carro do homem para trás.

– VOLTA PRO MAR, OFERENDA DO CAPETA! – Gritou tão forte que duvidei que aquela voz demoníaca viesse dela. – ENVIADO DO SATANÁS!

Mordi o lábio para não rir. Se ela me visse rindo, iria arranhar minha cara inteira com aquelas unhas enormes.

– Que ódio! – Ela rugiu.

– Calma Senhorita, já estamos chegando.

– Pare de me chamar de “Senhorita”, caraca, isso já tá enchendo o saco! – Resmungou.

Por essa eu não esperava.

– Desculpe Senhorita, mas tenho ordens para não te chamar somente pelo nome.

– ‘Cê vai ver a ordem quando minha mão pousar no meio da tua cara! – Me ameaçou. – Seu nariz vai afundar todinho!  – Ela se ajeitou no ferro que estava sentada.

– Certo... – Soltei um riso soprado.

 – Por que tu tá rindo seu retardado?!

– Nada, não é nada... Haruno. – É estranho pronunciar o nome dela sem o “Senhorita” antes.

A Haruno parece estar irritada hoje.

Sei que é normal ela me xingar, e se irritar comigo. Mas hoje parece ter algo por trás dessa irritação toda.

 

 

Paramos em frente ao restaurante.

 

– Chegamos. – Avisei animado.

– Ufa! – Ela soltou a respiração. – Pensei que ia morrer... – Se abanou.  

Haruno olhou de um lado para o outro, e fez uma careta confusa.

– Chagamos aonde? – Questionou.

– No restaurante. – Respondi o óbvio.

Ela olhou ao redor outra vez, ainda confusa.

– Não estou vendo.

– Aqui óh! Bem na nossa frente! – Apontei.

O queixo dela caiu.

– Que restaurante é esse?! Você me trouxe para um restaurante de pobre?!

– Eu não disse que era um restaurante de rico. – Dei de ombros.

– Uchiha – Ela grunhiu em um tom ameaçador. – Você me enganou, seu infeliz!

– Eu? Quando eu te enganei Senhorit-... ‘Haruno’?

– Quando disse que me levaria a um restaurante! – Cruzou os braços nervosa.

– E eu fiz isso, estamos na frente de um! – Apontei outra vez para o restaurante.

A rosada suspirou pesadamente.

– Karin... Você me paga! – Ela murmurou baixinho, mas eu consegui ouvir. – Certo Uchiha, você venceu! – Ela deu de ombros e ergueu seu olhar para o restaurante de esquina. – Vamos entrar nessa joça!

– Sim, Senhorita Haruno. – Saí da Bike em um pulo.

Notei uma mudança na postura da rosada, ela respirou fundo, como se estivesse se preparando para fazer algo.

A rosada se mexeu, pronta para se levantar.

– Deixa eu te ajudar. – A peguei pela mão, ajudando-a a se levantar. Depois levei minha Bike até a parede perto da entrada do restaurante e a encostei ali. – Vamos entrar então? – Ela assentiu e me seguiu.

Haruno entrou acanhada, olhando para as pessoas e passando entre as mesas com cautela.

– Tem uma mesa perto do balcão. – Fiz um sinal para a rosada me seguir até lá.

Puxei a cadeira para ela se sentar, dei a volta na mesa e me assentei na cadeira em sua frente.

– Ah, esse cheiro de lasanha... – A pequena murmurou olhando para os lados, fazendo uma carinha adorável. – Está sentindo?

– Sim, parece bom, não é? – Recebi um aceno positivo como resposta e sorri com a expressão animada dela. – Quer pedir uma?

– Oh! Eu posso?! – Os olhos de esmeralda brilharam.

– Claro que pode! – A rosada abriu um sorriso que eu desconhecia. Um sorriso infantil e doce, que por algum motivo estranho fez meu coração se aquecer.

Ela pegou o cardápio em cima da mesa, lendo animada.

Fizemos nossos pedidos para a garçonete, ambos pedimos lasanha.

A garçonete voltou, trazendo nossas lasanhas, fazendo os olhos esverdeados da pequena Haruno brilharem ainda mais.

Não pude esconder meu sorriso quando olhei para a cara da rosada.

– Faz tanto tempo que eu não como uma lasanha – Ela estava quase chorando de alegria. – Mamãe não gosta de massa, diz que engorda.

– Pode aproveitar – Sorri para ela. – Se quiser repetir, fique a vontade.

– Você é um anjo! – Me encarou com aqueles olhos brilhantes. – Muito obrigada Uchiha! – Agradeceu com um sorriso verdadeiro.

– Na verdade sou “anjo da guarda”. – Dei uma piscadela. Estranhei ao vê-la corar.

Começamos a comer tranquilamente.

Uma conversa gostosa surgiu entre nós, por incrível que pareça conversamos bastante.

Escolhi os sabores dos sorvetes para a sobremesa. Haruno disse que nunca havia comido tantos sabores misturados antes. Ela estava realmente se divertindo, suas risadas eram soltas e verdadeiras, e não falsas como as que eu já estava acostumado.

O tempo parecia passar rápido demais.

Quando dei por mim já eram nove da noite.

– Vamos embora? – Indaguei.

Haruno desanimou.

– Mas já? – Olhou para o relógio em seu pulso. – Nossa, já é essa hora?! – Disse surpresa.

– Você gostou? – Perguntei com expectativa.

– Do que?

– Do restaurante e da comida.

– Gostei sim! – Respondeu animada.

– Bem que eu gostaria de ter te levado a um restaurante caro, mas não tenho dinheiro suficiente nem para pagar a mesa. – Expliquei meio sem graça.

Ela me fitou com surpresa.

– N-Não se incomode com isso! – Ela balançou as mãos. – Eu que fui rude ao falar desse restaurante!

– Aqui é meu restaurante preferido, a comida é ótima! – Haruno concordou com a cabeça.

– Obrigado por me trazer aqui Uchiha, gostei bastante! – Sorriu abertamente.

Me alegrei ao ouvir isso dela.

Nos levantamos para ir embora.  

Paguei a conta e saímos para fora.

– Nunca me diverti tanto! – Ela se espreguiçou.

– Fico feliz em saber disso Senhorita! – Desencostei a minha Bike da parede.

– Me chame pelo nome! – Ela fez um bico tipicamente infantil.

– Desculpe, Haruno. – Eu me corrigi.

A bela jovem de cabelos rosados começou a balançar a cabeça em sinal de negação.

– Pelo meu nome! – Repetiu.

– Haruno.

– Esse é meu sobre nome.

– Quer que eu te chame pelo primeiro nome? – Perguntei perplexo. Meu tom de voz subiu consideravelmente. – Não posso Senhorita!

A rosada começou a gargalhar, como se eu tivesse contado uma piada.

– Você é tão certinho! – Sorriu abertamente, do jeitinho que aprendi a gostar. Mostrando os dentes branquinhos e as gengivas vermelhas. Adorável!

– Não posso misturar as coisas, te chamar pelo nome é muita audácia para mim. – Expliquei enquanto a ajudava a subir na bike.

– Seu bobo! – Ela riu de novo, me fazendo rir também.

 

 

 

Voltamos à mansão em menos de vinte minutos.

Haruno começou a subir as escadas para ir ao seu quarto.

– Boa noite Haruno.

Ela virou-se para mim com um sorriso ousado.

– Durma bem, Sasuke! – Falou suave.

A observei subir as escadas, surpreso com o que acabara de ouvir.

 

Ela me chamou pelo nome?!

 

Parece que as coisas estão tomando um rumo diferente hoje...

 


Notas Finais


Amei escrever esse capitulo e <3

Beijão ♡


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