História Guarda Vidas - Capítulo 43


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Drama, Lauren Jauregui, Romance
Exibições 895
Palavras 3.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 43 - "...um recado..."


Twitter: ISBB5H

 

Narração: Camila

Miami Beach – 08:45

Passos lentos, quase arrastados, me trouxeram até a praia. Nesta manhã, apesar do brilho intenso do Sol, uma ventania fria e incomum abraçava a porção sul de Miami. Meus cabelos voavam por sobre os ombros e meus olhos quase fechados tentavam evitar que os grãos de poeira e areia me machucassem. A mesma camisa de Lauren ainda amassada em meu corpo e a mesma calça de moletom me cobrindo as pernas, enquanto uns e outros paravam para me observar. A estranha garota de pijama. Sabia que ao meu redor aproveitavam e se divertiam várias pessoas, mas som algum era capaz de penetrar meus ouvidos.

Foi no limite exato onde as primeiras ondas alcançavam que sentei-me de pernas e braços cruzados, a observar o movimento constante do mar. O oceano que já me levou tantas coisas. O oceano que já me trouxe tantas outras. Águas tão salgadas quanto as minhas lágrimas.

 

Início do flashback

Cojímar – Cuba – 13 anos atrás

– Hija, suas coisas estão prontas? – Minha mãe passou pela porta do quarto e me encontrou escondida debaixo das cobertas. – Hija, Camila! O que ainda está fazendo aí embaixo? Levante-se! Sofia já está pronta e logo os pais de Veronica chegarão para buscá-las. Se apresse, se apresse!

– Eu não vou! – Declarei sem me mexer. Tão logo as grossas mantas me foram puxadas, exibindo minha silhueta fina encolhida sobre o colchão.

– Que bobagem é essa? Você e Sofia estiveram animadas sobre a viagem com Vero durante toda a semana.

– Apenas não quero ir mais.

Pacientemente minha mãe sentou-se à cama e pousou as duas mãos sobre meus cabelos. – Eles crescem rápido. Sempre cresceram. – Referiu-se aos longos fios castanhos. – Podemos cortá-los em algumas semanas, o que acha? – Concordei em silêncio e agora com os olhos fechados. – Quer me dizer porquê desistiu de um final de semana de pura diversão?

– Papa.

– Qual o problema com seu velho papa?

– Ele não estará aqui. Ouvi vocês conversando e ele disse que iria pescar com os amigos de novo. Papa te deixará sozinha e eu não posso ir.

– Hija…

– É melhor que eu fique. Sofia precisa de mais diversão do que eu. Posso ficar e fazer companhia à senhora.

– Minha querida, não será preciso. – Sorriu-me com carinho e admiração. – Posso sobreviver sozinha a dois curtos dias.

– A senhora esteve doente por toda a semana, madre. – Me lamentei. – Não me parece certo.

– Mila, Mila, Mila! – Minha mãe gargalhou da voz estridente de uma Veronica afobada que vinha ganhando as escadas com pressa. Cedo demais sua cabeça apontou através da porta. Tinha o desespero estampado no rosto. – Você não irá conosco? Meus pais estão lá embaixo e, e Sofia disse à eles que você não irá conosco, e agora ela também não sabe se quer ir, e…

– Veronica, acalme-se. Respire criança. – Minha mãe esticou a mão para afagar-lhe a cabeça.

– Mila, você tem que ir! – Choramingou. – E então Sofia também irá, e será tão divertido! Por favor, por favor, por favor… Diga a ela tia Sinu. Diga a ela para ir!

Minha mãe terminou o carinho com algumas cócegas em sua barriga. – Querida, por quê não espera lá embaixo com Sofi, enquanto eu termino de conversar com Camila? – Assim que ouvi o som dos passos de minha amiga se afastando, voltei a me espalhar pelo colchão e escondi a cabeça embaixo do travesseiro. – Agora, mocinha, você e eu entraremos em um acordo. Você arrumará suas coisas depressa e seguirá viagem com Sofia e Veronica, tudo bem?

– Mas mama!

– Me ouça. O fim de semana passará depressa e logo estaremos juntas mais uma vez. Vá, divirta-se e cuide de sua irmã.

– E quanto a você? Quem cuida de você? Terei toda uma vida pela frente para estar com Vero e Sofi.

Mamãe me sorriu mais uma vez daquela perfeita forma que era apenas sua. – E toda uma vida para cuidar de mim, cariño. Toda uma vida. – Finalizou com um beijo longo em minha bochecha, enquanto eu me perdia em seu abraço forte.

Fim do flashback

 

Ainda em algumas das noites mais frias consigo me lembrar da intensidade do aperto dos braços de Sinu em meu corpo, bem como se tivessem sido impressos em minha pele. É uma memória afetiva que pouco a pouco, ao perder afeto não caiu no esquecimento, mas tornou-se sensorial.

Existe em todos nós esse tal ofício de guardar memórias valiosas. Algumas boas e tantas outras ruins. Lembranças na forma de imagens, pessoas, instantes, toques, cheiros ou mesmo frases. “– Seus pais estão passando por problemas financeiros, Camila.” Foi o que Clara há pouco dissera e de tudo o que disse, desde a proposta indecorosa de Luke, até o fato de ter me investigado e contado à Lauren antes de mim, de tudo o que ela disse e eu ouvi, foram poucas sentenças como estas, que guardei. “– Precisam de muito dinheiro.” Ainda que os problemas financeiros de Alejandro e Sinuhe não devessem me interessar. E não interessavam. Eu não… Não deveria me importar. Não deveria me permitir a preocupação com a vida que levavam.

Mas era Sinuhe a razão dos gastos dispendiosos. “– Sinuhe está doente.” E muito embora todas as pessoas sofram dessa mesma doença chamada vida, e que nos acomete a cada avançar de segundo nos deixando mais próximos da inevitável morte, alguns outros, como Sinuhe, sofrem de algo além da vida.

– Como você ousa não estar aqui nesse momento? – Sussurrei para o vento torcendo para que ele o levasse para longe, para o alto, para onde quer que Sofia estivesse. Sussurrei e engasguei. Nada mais era capaz de sair, e ali, incapaz de me mover, permaneci em silêncio. Como uma tola criança a montar um castelo de blocos em areia movediça.

Os minutos se arrastaram até que pelo canto do olho eu percebesse uma movimentação estranha. Era alguém que estava agora muito próximo à mim. Não me dispus a olhar, mas a reconheci pelo cheiro.

– Ela não é capaz de dizer o que sente agora. – Ouvi a rouca voz dizendo baixo. – Sua irmã está confusa. Perdida. – Virei-me para Lauren na intenção de perguntá-la o que queria insinuar e a cena que vi me fez ofegar. – Sempre tão eloquente e decidida. Forte como aprendeu a ser, sua irmã está bagunçada agora e talvez por isso não seja capaz de falar. – Não era comigo com quem Lauren conversava. – Sofia, sua mãe está doente. Muito. E eu espero que entenda toda a hesitação e o desespero de Camila, mas acima de tudo peço que compreenda as decisões que sua irmã vir a tomar daqui para frente. Camila já sofreu demais, como todos vêm sofrendo desde a sua morte, e se ela se decidir por manter-se afastada da família, não a condene por isso, onde quer que esteja. Mas se ela decidir ajudá-los… – Lauren se calou para me olhar com os belos verdes. Estava séria, arrisco dizer até um pouco emocionada. Eu nunca soube de suas crenças religiosas ou me preocupei com sua fé, mas ali estava ela… Se doando a um momento e causa que eram meus e tudo porque eu me encontrava momentaneamente incapaz de fazê-lo. – Se for essa a escolha dela, não se preocupe. Eu estarei com Camila a todo o momento. Eu cuidarei para que ela não tenha que se desdobrar em duas, pois da sua parte Sofia, eu mesma me encarregarei. Se essa for a decisão, eu também me comprometo a cuidar de Sinuhe.

E sem que ela pudesse dizer mais uma única palavra, me lancei em seu colo. Joguei meus braços sobre seus ombros e a abracei com força deixando que choro saísse de dentro de mim, e que meu corpo se acalmasse em seu calor. – Por quê, Lolo? Por quê tudo tem que ser tão difícil? Por quê tem que ser assim?

– Eu não sei.   – Ela disse abafado. – Mas estarei sempre aqui. Sempre com você.

  –  Eu não quero fazer isso, não sou capaz de lidar com isso...

–  Não estará sozinha, pequena.  Não dessa vez. 

– V-você promete?

–  Eu prometo.  – Disse com convicção.

Me apertei um pouco mais em seu colo. – Eu te amo.

– Eu também te amo, Camz. Hoje, amanhã e depois, ainda que amanhã não seja um dia bom.

[…]

Respirei profundamente enquanto esfregava minhas mãos contra o jeans azul. Meu coração estava inquieto e havia um bolo se formando em minha garganta. Todo o meu corpo lutava para expulsar o desconforto, mas era inevitável. A razão me trouxera até aqui e dessa vez eu não fraquejaria. – Você tem certeza?

Fitei a morena ao meu lado e me compadeci diante da feição recheada de preocupações. – Eu preciso fazer isso.

– Mas Camz…

– Eu preciso disso, Lo. Você, sua mãe, o universo, eu... Todos esperam que eu tome uma decisão e tudo o que sinto é que não serei capaz de tomá-la sem antes passar por isso.

A vi se mexer inquieta no banco. – Ninguém está lhe pressionando para tomar uma decisão. Eu só não quero que se machuque. – Levei a mão mais próxima até seu rosto e lhe fiz um carinho na bochecha. – Talvez eu devesse entrar com você e…

Não. Aquele, infelizmente, era um momento do qual Lauren não fazia parte. – Apenas diga que estará aqui quando tudo terminar.

Lauren suspirou com pesar. – Eu? – Retirou a mão que eu ainda mantinha em seu rosto e buscou pela outra para que pudesse reuni-las entre as suas, tão delicadas e macias. – E onde mais eu poderia estar, meu amor? – Me aproximei devagar tentando gravar nos olhos cada milímetro daquele rosto que vinha se tornando parte da minha salvação. Do rosto que mudara tudo, absolutamente tudo, desde a primeira vez em que o vi. – Eu te amo. – Lauren ainda teve tempo de dizer antes que eu colasse nossos lábios. Deixamos que eles se chocassem e se espremessem com força antes de movê-los, e então quando o fizemos sentimos o encaixe habitual nos carregar de volta para casa. Para o lugar seguro que nosso amor construíra sob o teto de um beijo. Sua língua pediu por espaço e ao ganhar minha boca, procurou pela minha para que se enroscassem. Era deliciosa a forma como nos mexíamos uma para a outra, uma dentro da outra, e tão doce e lento como começou, foi chegando ao fim. Lo teve meu lábio inferior como refém de uma mordida fraca antes de deixar-me ir. – Céus, como eu te amo.

– Espere aqui. – Ela assentiu ainda temerosa. Me afastei abrindo a porta do carro e a olhei por cima do ombro. – Espere por mim.

Segui caminhando sem olhar para trás ou para os lados. A única direção que me interessava era para frente. Cruzei os vários corredores com os punhos cerrados. Meu peito sacudia-se inquieto, desejoso de expulsar todo o ar que eu mandava para dentro e não demorou até que meus pés chegassem até o destino final. A grande porta de madeira estava aberta. A sala vazia.

Papéis, pastas e objetos espalhados pela mesa. Quem quer que visse o cenário imaginaria uma gestão porca, mas eu conhecia bem todos aqueles hábitos. Não era descaso ou carência de organização, mas a manifestação de uma mente extremamente acelerada. Sorri pela obviedade com a qual aqueles pequenos detalhes me atingiam. E o cheiro… Ah, o cheiro espalhado pelo ar… Usava o mesmo perfume da mãe. Tinha o cheiro de casa. Tinha o cheiro de uma memória. – Você.

A voz acelerou meu coração e não pude impedir o soluço que me escapou. Vê-la costumava causar-me essa reação. Me virei aos poucos deixando que meus olhos lentamente absorvessem a figura que agora se punha diante de mim. Não era tão mais alta do que eu. Os cabelos longos, mais compridos do que na última vez em que nos vimos. Os olhos escuros, o nariz e os lábios finos. O belo rosto de dois passados, o bom e o ruim. – Vê-la é algo que estive pensando em fazer já há algum tempo.

– O que faz aqui? O que quer?

– Vê-la, Veronica. – Não mais a doce Vero que conheci e amei, mas uma amargurada e piorada versão daquela. – Acabei de dizer. Tem algumas coisas que eu preciso lhe dizer e algumas dúvidas que já não suporto guardar em mim.

– Saia, Camila. Não quero ter que me repetir, não hoje. Saia daqui imediatamente. – Nada respondi ainda envolvida em nosso exclusivo mar de memórias. – Isso tem a ver com Lauren? – Mas retornei à terra firme assim que escutei a menção do nome. Soava tão errado quando dito através de sua boca. – Essa visita, seu interesse em me ver tem algo a ver com Lauren? Porquê você já deve estar ciente de que Lauren, sua namoradinha, e eu nos conhecemos há algum tempo. Vocês ainda estão juntas? Ou será que o seu passado sujo foi o suficiente para afastá-la?

– Lauren. – Experimentei o nome agora em minha boca e tive a confirmação de que declarado baixo, como se beijasse meus lábios, aquele nome soava certo mais uma vez. – Sim, tem a ver com ela. – Garanti a Vero. – Foi após a chegada de Lauren que eu pude finalmente compreender um pouco mais sobre você. Sobre nós duas.

– Poupe-me Camila!

– Sobre a imensidão de seus sentimentos por Sofia. – Veronica abandonou a postura atrevida para voltar a me fitar com seriedade. – Você a amava, não é mesmo? Como mais do que uma boa amiga. Mais do que melhores amigas. Você a amava como eu amo…

– Você é um ser humano desprezível, garota! – Sua irritação tinha tom de acerto. – Como se atreve a vir até aqui!

– E por isso me odeia tanto. Por isso não foi capaz de se afastar dos meus pais mesmo depois de todos esses anos. Por isso não… – Não era com amargura que eu tentava atingi-la, porque não se tratava de um ataque em primeiro lugar. Era apenas a constatação final e nunca antes dita em voz alta. – Você a amava. Como uma mulher ama à outra. Como eu amo Lauren.

– Vá embora!

– Ela… Sofia. – Levei minhas mãos à cabeça. – Ela te amou de volta?

– Chega Camila! – Seu grito de fúria me causou arrepios. – Chega! Vá embora daqui agora mesmo e não volte mais!

– Eu finalmente começo a te entender um pouco mais após todo esse tempo… – Confessei. – Mas Deus, Veronica, isso não muda tudo o que aconteceu. Tudo o que me causou! – Deixei que as primeiras lágrimas caíssem e não me importei em demonstrar fraqueza diante daquela que hoje se declarava o maior dentre os meus inimigos. – Eu não sei se sou capaz de perdoá-la por…

– Me perdoar? – Riu com deboche. – Eu não quero o seu perdão! Ele não me interessa! Tudo pelo que você passou foi mais do que merecido!

– Eu não merecia o seu ódio! – Rebati depressa. – Ou o deles. Eu não merecia!

– Foi sua culpa! – Me interrompeu mais uma vez aos berros. – Você a matou! Talvez Sofia ainda estivesse viva se você tivesse me deixado ajudá-la, talvez Sofia estivesse viva se você não a tivesse agredido ao invés de socorrê-la! – Vero soava como uma pessoa desesperada. E talvez eu também acabasse por me tornar uma maldita desesperada se tivesse perdido minha Lauren.

– Não foi minha culpa. – Falei baixo.

– Foi sua culpa sim!

Neguei primeiro com a cabeça. – Não foi.

– Foi! Assassina! Maldita assassina. A culpa foi sua. – Na medida em que ela avançava, meus pés me levaram para trás, para um canto de onde eu dificilmente sairia. – Eu te odeio. Eu te odeio por estar viva enquanto Sofia está morta! Eu te odeio porque a culpa é toda sua!

– E me odiaria ainda que não me culpasse, não é verdade? – Vero se calou. Seus olhos, bochechas e pescoços agora vermelhos. Furiosa como um leão faminto e enjaulado. – Quem quer encarar de frente ou conviver com o seu pior pesadelo? Alguém tão fisicamente semelhante ao seu grande amor, e ao mesmo tempo tão diferente em todos os outros aspectos. Você me odiaria de qualquer maneira, Veronica.

– Se eu tivesse esse poder, você e Sofia já teriam trocado de lugar há muitos anos. – Ela deu três largos passos em minha direção, os três que faltavam para me alcançar e me aprisionou na parede mais próxima, derrubando várias pilhas de papéis em seu caminho. Seus braços se ergueram violentamente e precisei segurar seus pulsos para evitar as agressões, pois bem conhecia o jeito bruto da mulher, e enquanto travávamos uma verdadeira batalha física e silenciosa dentro daquela sala, minha mente levou-me para o único lugar que me interessava no momento.

– Você pode me odiar, você pode me culpar, ainda amar Sofia, ter aprendido a amar meus pais e ter cuidado deles por todos esses anos, mas eles ainda são e sempre serão a minha família. Minha! – Aproveitei o resto de força que ainda tinha e a empurrei contra a mesa ali muito próxima. Seu corpo aceitou o gesto, mas suas mãos não soltaram minha camisa, que se rasgou com a recém distância. – Você não deveria ter escondido de mim. Você não deveria ter escondido a doença de Sinuhe! Não de mim! Como se atreveu?! – Minha blusa tinha agora um enorme rasgo e nossos cabelos estavam bagunçados pelo esforço. Deixei-a absorver o que fora dito e segui em direção à porta segurando a manga despedaçada de minha blusa. – É inútil tentar conversar com você. Foi um erro vir até aqui, pois toda a sua tristeza se converteu em amargura e essa amargura fez de você outro alguém. Um alguém que eu já não reconheço.

Mas antes que eu pudesse sair, tornei a ouvi-la. – Existe este lugar em um universo paralelo onde tudo é belo e perfeito. Onde Sofia ainda vive e divide comigo todo esse amor. Onde seus pais estão bem, saudáveis e seguros, juntos dos meus e dos antigos amigos. Onde os dias em Dos Cielos são sempre bons dias, e onde você e eu ainda somos grandes amigas. – Meu peito se apertou ao ouvir sobre tal paraíso. – Eu te odeio, Camila. – Vi Veronica usar o antebraço para limpar as próprias lágrimas. – Mas às vezes eu ainda sonho com este lugar.

Levei alguns segundos para me recuperar do golpe, mas assim que o fiz tornei a apertar minha bolsa contra o corpo e passei pela porta, parando a poucos centímetros do portal. – Dê a Alejandro um recado meu. Diga a ele que as cartas mudaram e os papéis se inverteram. Diga à ele que quero vê-los.


Notas Finais


Vejo vocês muito em breve!


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