História Guardiã Acidental - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Comedia Romantica, Jimin, Mhar
Exibições 88
Palavras 2.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


-q

Capítulo 6 - Destino confiável, caminho duvidoso


 

― Eu estou dizendo, irmão, era um animal feroz do tamanho de um tigre de duas cabeças. Um tigre muito, muito grande... O seu rugido corroeu-me de medo até a espinha!

― Deixe de mentiras, Jungkook!

Os dois homens caminhavam lado a lado, armados cada qual com suas lanças. Traziam consigo um cheiro forte, o que Haneul logo constatou serem pelos animais pequenos, mortos e pendurados em suas costas por grossas cordas. Tapou o nariz.

A garota conseguiu puxar o príncipe para uma moita escondida, bem ao lado da estrada. Até tentou puxá-lo mais para dentro da mata, mas Jimin logo garranchou em um pau no meio do caminho, o que dificultava o ato de puxá-lo sobre o chão.

Ficou por lá mesmo, suando frio e clamando aos céus em silêncio. Com as mãos juntas em uma prece, Haneul já se ajoelhava no chão e observava aqueles seres passando. Os dois estavam com trajes diferentes, ela realmente não poderia dizer de qual reino eram, e estavam bem animados com a conversa. Com sorte passariam logo e ela, e o príncipe Jimin sairiam ilesos dali.

Deveras, não poderia confiar em ninguém com aquele recente ataque ao reino Park, poderiam estar aqueles homens à procura de Jimin, quem saberia? O príncipe era para estar morto agora e não está, os inimigos já haviam descoberto aquele fato e ela possuía certeza.

― Passam logo, passam logo... ― dizia, observando a caminhada dos estranhos. Mas eles nem haviam chego em sua frente, para falar a verdade.

E haviam mais coisas para preocupar-se: Haneul, em toda a sua atenção, não observou uma pequena cobra aproximando-se em seus pés por dentro da moita. Passou por ela devagar, não chegando a encostar em sua pele, e foi em direção ao pobre príncipe caído, com sua boca aberta tal como sempre fazia ao dormir. O animal inocente pareceu gostar dos trajes do príncipe, pois deslizou por ali e resolveu arrastar-se para cima, indo parar na barriga coberta de Jimin.

― Mas Taehyung! Era mesmo um cavalo enorme e descontrolado!

― Você acabou de dizer que era um tigre de duas cabeças!

― Eu disse que era parecido.

― Ai, não, estão demorando demais a passar! ― bradava Haneul, em sussurros.

Jimin começou a acordar e ela não deu-se conta. Aos poucos, o rapaz foi abrindo os olhos e recuperando a consciência.

A primeira coisa que viu foi um monte de pano colorido tapando o resto de sua visão. Era um traje pesado na sua frente, e tentando tirá-lo dali, o rapaz enfiou as duas mãos no mesmo e levantou-o, tentando olhar por baixo.

Haneul não conseguiu segurar o grito:

― Ah, deuses! ― Suas palavras foram decorridas da visão privilegiada da cobra por cima de Jimin assim que virou-se para vê-lo. Jimin, por sua vez, deu-se conta do animal e soltou um berro, juntamente com Haneul.

Aqueles dois homens, prestes a adentrarem a mata em busca de mais alguma comida, entreolharam-se assim que ouviram o barulho. No mesmo instante, começaram a correr na direção de Jimin e Haneul.

Haneul, dando-se conta daquilo, começou a retirar o traje. Da melhor maneira possível e com rapidez. Tirou-o, enquanto Jimin esperneava ao seu lado com a cobra, e logo mais tapou o príncipe com o mesmo traje; da barriga até o rosto, inclusive a cobra.

Não tinha jeito, ele não poderia ser descoberto príncipe, poderiam mata-lo.

O príncipe gritou ainda mais estando preso com o animal e ficou lá, tentando sair de um jeito ou de outro enquanto Haneul segurava-o para que não fizesse aquilo.

Os dois homens logo passaram pela moita e pararam em sua frente.

― Por favor, levem ouro, levem roupas, levem tudo, só nos poupem a vida! ― Haneul debruçou-se no chão como em um ato de clemência. Levantou o olhar, enquanto o príncipe ainda lutava por sua vida debaixo dos panos, e reparou que aqueles dois homens eram nada mais que moleques.

Jovens rapazes.

Os dois rapazes olhavam-na espantados. Realmente espantados. Os dois observaram Haneul e depois olharam para Jimin ― Ou para suas pernas.

― Ouro? Roupas? Tudo? Vocês não têm nada! ― disse o que parecia mais novo.

Logo mais, o outro riu e passou a dizer:

― Estão piores que a gente... Querem uma ajuda?

 

[...]

O herdeiro do reino Park caminhava de um lado a outro, claramente nervoso. Suas mãos ansiosas não paravam quietas, vezes puxavam os panos de seu próprio traje e vezes queriam fazer com que perdesse a compostura e puxasse seus cabelos bem penteados.

Seokjin estava nervoso e possuía razão, claro que sim. Queria respostas, ansiava por elas. Ficar ali não lhe servia para nada. E, não importava se estava caminhando de maneira afoita perante o rei, consequentemente mostrando uma fraqueza antes invisível; queria jogar tudo para cima e sair correndo para juntar-se aos que partiram há pouco tempo.

― Acalme-se, Seokjin.

Virou-se para o rei Namjoon ao ouvir aquilo e parou de andar. O príncipe não sabia se o que ouviu foi dito com a intenção de fazer algum tipo de gozação com a sua paciência justificável, porque o homem lhe sorria de forma a estar achando graça de toda aquela situação deplorável.

Sendo assim, não hesitou em perguntar:

― Posso saber o motivo de estar sorrindo, alteza?

O outro desviou o olhar por um momento e negou com a cabeça, ainda com o pequeno sorriso nos lábios. O príncipe enrugou a testa ao observar aquilo, não sabia mesmo o motivo de tal absurdo, estavam em uma guerra.

Assistiu ainda ao rei Namjoon levantar-se do trono e aliviou as expressões para o seu lado. O rei veio caminhando até si e parou com as duas mãos em seus ombros.

― É claro que... não lhe conheço o suficiente para dizer que entendo o que está passando. ― ele disse calmo, diminuindo o sorriso aos poucos ― Você sabe, dentro de você, dos seus sentimentos. ― continuou ― Não digo sobre uma guerra, mas sobre o que se passa em seu coração.

O príncipe demorou um pouco para entender sobre o que aquele rei dizia.

― Não se passa nada em meu coração no momento. ― disse quando arranjou a resposta apropriada.

Mas o rei desaprovou-a, fazendo uma careta.

― Ora, é claro que há. Porque você carrega a história de um homem sério, um jovem que se tornou um guerreiro e que seria o futuro líder de um reino. ― Seokjin ouviu-o atento, sentindo as mãos lhe segurarem com tanta firmeza enquanto dizia ― Não era de se esperar que crescesse com a fama da insensibilidade, dado por pessoas que só te veem ao longe... Eu realmente acreditei que era, mas agora vejo que você tem um bom coração. Será um bom rei.

― Estou preocupado com a minha situação e a de todos vocês, era o que se podia esperar vindo de um ataque surpresa. ― respondeu com coragem, deixando o rei Namjoon curioso.

― Não se preocupa sobre como está a sua família, príncipe Seokjin? Seu pai é um grande amigo e aliado, e só os deuses sabem o quanto estou preocupado... E quanto a seu irmão?

― O reino Park é o que mais importa agora.

― Meus homens só saíram agora e você não se aguenta por notícias que nem eles possuem ainda? Pode não estar importando-se com o fato de seu pai e irmão terem ficado no meio de tudo aquilo?

O príncipe bufou, não suportando o peso do olhar do rei. Namjoon o olhava desacreditado agora, embora fizesse de tudo para suavizar a expressão.

― Confio no destino. É nisso que confio, alteza. ― finalmente respondeu a ele.

Forte e claro.

As mãos ansiosas do príncipe resolveram colaborar e logo cruzaram-se frente a barriga, demonstrando desinteresse naquele tópico.

Virando-se de costas para o rei, terminou de falar:

― Meu pai, com toda a certeza, lutou bravamente. Ele é o rei em que me aponho e sempre será assim... Quanto ao príncipe Jimin... O seu filho mais novo ter ficado no meio de tudo aquilo foi apenas torturante em meu pensamento... Ele com certeza lutou de mãos vazias.

 

[...]

 

― Nossa... Continua a doer, meu caro irmão? Está ficando cada vez mais roxo!

― Dói como a mordida de uma hiena descontrolada!

― Nos desculpe, está bem? Eu juro que não foi a intenção dele, ele só estava assustado com aquela cobra. Aquele animal apareceu do nada, não é, Jimin?

Haneul olhou para trás e forçou um sorriso para o príncipe, mas logo deduziu que ele não estava muito para conversar. O príncipe, na verdade, estava claramente nervoso com a situação.

― Mas vamos deixar claro que eu só deixei passar por vocês dois estarem perdidos. ― Ouviu Jungkook continuar e voltou a olhar para frente, em um suspiro derrotado.

Haneul já sabia de seu nome por motivos de: pelos deuses, como conversava aquele menino!

Na verdade, Jimin e Haneul já deveriam estar cientes de boa parte da vida daqueles dois irmãos. Desde que começaram a andar, exatamente, eles arranjavam conversa para tudo.

 ― E porque vocês estavam morrendo de medo, né? ― continuou Jungkook, esquecendo-se do soco que levara do príncipe a alguns minutos atrás. O soco não foi proposital, só Jimin que assustou-se demais com Jungkook tentando assustá-lo com uma folha, simulando uma segunda cobra.

― E porque a gente não começaria uma briga com esta moça.

Haneul assustou-se quando o outro irmão, Taehyung, prosseguiu o raciocínio: ele virou-se para ela, parou de andar e tomou a sua mão para beijar.

― Tão, mas tão bela... na nossa frente. ― terminou de dizer, olhando-lhe nos olhos.

Haneul bem poderia ficar vermelha de vergonha pelo o que aquele jovem rapaz havia dito, mas estava ocupada demais tentando entender o que ele disse. Afinal, não lhe caiu a ficha de que um homem havia lhe achado bela.

O príncipe Jimin observou aquela cena e continuou a andar quando todos o fizeram. Também estava com uma cara de quem não estava entendendo nada.

Haneul soltou a sua mão daquele Taehyung ― Doido, em seu começo de julgamento. O menino estava agora de costas, andando e a observando com um sorriso nos lábios. Ela sorriu forçado e diminuiu a velocidade dos passos, fazendo com que Jimin a alcançasse.

― Estou um pouco preocupada com este trajeto agora. ― comentou quando houve chance (demorou até o outro voltar a andar de maneira correta.)

Assim que disse, o príncipe soltou uma risada baixa e forçada. Virou-se para ele e Jimin estava negando com a cabeça.

― O que há de errado? Eu estou mesmo preocupada agora.

― Deveria ter se preocupado quando teve a chance, Haneul. Quando estávamos atrás daquela moita e eu quase morria com as mordidas daquele monstro rastejante.

Haneul agora tinha a plena certeza de que Jimin estava bravo.

― Por que está assim, alteza? Eu tinha que dizer alguma coisa, eles poderiam ter nos matado. E não se preocupe, era só uma cobrinha e ela não tinha veneno.

― Olhe para esses dois! Eles não devem ter nem quatorze anos!

― Mas devem saber lutar, e o senhor não sabe.

― Mas você sabe! ... Espera, quem disse que eu não sei lutar? ― Jimin não deixou-a responder, sussurrou algo mais que já estava entalado em sua garganta desde que saíram daquela bendita moita: ― E por que está me chamando de Jimin na frente desses moleques? Eles estão me tratando como se eu fosse normal! É príncipe Jimin!

― Eles não precisam saber. ― ela respondeu prontamente ― Para a sua própria segurança, alteza. Não podemos confiar em ninguém até chegar no reino aliado.

― Então, por que não prosseguimos até ele? Estávamos quase chegando a uma hora dessas.

― Você precisa dormir e eu também. A gente aproveita e come alguma coisa... ― A garota suspirou e resolveu tocar no ombro do príncipe. Ele estava muito tenso ― Vamos, só um pouco e eu prometo te levar em segurança. Dormimos na casa deles e partimos de manhã, bem cedo.

― É bom mesmo, Haneul. ― Jimin desviou-se daquele toque e começou a andar mais rápido, alcançando os outros dois.

Restou a Haneul aceitar o fato de que estava sendo odiada pelo príncipe no momento. Mas, não era de todo o ruim... Enquanto andava, observou os passos do príncipe e toda aquela clara tensão sobressaindo. Os passos de Jimin pareciam com os de Seokjin, seu amado.

Um barulho por trás de si foi ouvido e Haneul virou a cabeça para olhar.

Haviam árvores, muitas. O vento batendo nas folhas e fazendo barulho, e havia também o barulho dos passarinhos por perto. Haneul desfez o sorriso e observou atentamente aquela imagem.

Com certeza não havia nada, de acordo com ela. Mas, era como se tivesse visto...

Seria melhor deixar pra lá. Os nervos de Jimin deveriam ter acertado os seus neurônios.

 

 



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