História Guardian Angel - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amizade, Bts, Depressão, Drama, Jikook, Jimin, Jungkook, Muito Drama, Romance
Visualizações 47
Palavras 4.072
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capítulo meus anjinhos, espero que vocês gostem.

Boa Leitura!

Capítulo 7 - Eu...Desisto


Fanfic / Fanfiction Guardian Angel - Capítulo 7 - Eu...Desisto

Puxei todo o ar que conseguia para meus pulmões enquanto me sentava na cama assustado, olhei em volta e solucei alto, senti meu corpo gelado e aquele maldito sentimento de perda, havia tido um novo pesadelo, olhei para a porta e me levantei, queria vê-lo, eu preciso vê-lo, meu copo não parava de tremer, eu precisava vê-lo.

— JungKook... – Sussurrei caminhando até a porta, mas parei antes de pensar em abri-la, pois, a mesma é aberta e a luz da sala entra rapidamente assim como a sobra dele, meu coração se apertou e eu solucei novamente levantando meus olhos para ele.

Sem conter aquele medo terrível, eu o abracei forte, chorando ainda mais, era tão ruim, o que eu sentia era tão doloroso, eu precisava tanto de alguma fuga, eu precisava que aquilo parasse e a única coisa que eu pude pensar era em abraçar JungKook e chorar o máximo que eu conseguia, tudo para que aquela dor passar.

— Jimin... – Ouvi sua voz me chamando, fungando e soluçando ergui meus olhos para JungKook e o vi engolir em seco enquanto franzia seu cenho levemente – Porque está assim? Teve outro pesadelo? – Ele perguntou e sentindo uma nova pontada dolorosa, confirmei chorando novamente, JungKook suspirou, me abraçou e me conduziu até a cama com cuidado, me ajudou a sentar na mesma e depois me deitar – Me conte, como ele foi? Contar esse tipo de sonho ruim, faz com que pare de sonhar com ele – Falou, funguei e novamente me sentei me recostando na cabeceira da cama.

— Eu...estava na cidade...no centro, onde tinha muitas pessoas...todas andavam de um lado a outro...apressadas, sem nem ao menos olhar para o lado ou pedir desculpa ao esbarrar-se em mim...eu olhava para todos eles e nenhum deles parecia estar vivo...todos pareciam maças cinzas sem alma, sem vida...eu gritava para que eles me ouvissem, para que mudassem, para que deixassem que os ajudassem, mas... – Solucei quando as imagens do sonho vieram em minha mente, tapei meu rosto fechando meus olhos fortemente por alguns segundos – Eles não me viam, não me ouviam...até que eu vi alguém, no meio de todas aquelas pessoas, eu vi...ela me olhava, eu tinha certeza, ela havia me enxergado, naquele momento eu senti meu peito acelerar e tentei correr para onde ela estava, alcançar aquela pessoa, mas...não conseguia, as pessoas parecias me cercar, me impedir de ir até aquela pessoa...eu gritei para que ela viesse até mim, mas ela apenas me deu as costas quando percebeu que não conseguiria ir até ela, eu chorei, chorei e gritei até sentir minha garganta se ferir e mesmo assim ela não voltou, continuou se afastando até desaparecer...foi tão real, tão doloroso... – Senti uma grande falta de ar quando me lembrei do sentimento horrível que me atravessou no sonho, senti os braços de JungKook envolver minha cabeça me puxando contra seu peito, em um abraço quente e carinhoso, fiquei surpreso e tenso com aquele abraço repentino.

Eu nunca tinha sentindo algo assim, um sentimento quente e tão próximo a outro alguém, desde que saí de Busan, nunca mais me senti assim, ouvir o coração de outra pessoa tão próximo ao meu ouvido, sentir o calor de outra pessoa me abraçar daquela forma, me deixava calmo, me fazia querer mais, ficar naquilo por mais e mais tempo, nunca sair daquele abraço na verdade.

— Está tudo bem, foi apenas um sonho ruim...nada daquilo era real, não se preocupe com isso – Ele falou e eu arfei levemente, era tão estranho, tão caloroso e dolorido ao mesmo tempo, era um sentimento novo, que eu não estava pronto para sentir isso dessa forma, ainda mais por esse garoto.

Saí do abraço e olhei para ele atentamente, tentei de alguma forma decifrar o que era isso que estava acontecendo, tentando entender porque era ele que estava aqui, porque ele teria vindo até mim naquela noite, me salvado e estava me ajudando, eu não conseguia entender nada, ele sustentou seu olhar no meu, e vi um brilho intenso em seus olhos, os fazendo brilhar mesmo naquele escuro, senti meu peito se encher de um calor diferente, enquanto meu coração pulsava rápido, porque ele? Porque JungKook? Isso era tão...estranho.

— Estou melhor agora...obrigado – Não sabemos mais como conseguir decifrar tais sentimentos estranho, desviei meus olhos e me deitei novamente, não podia me deixar levar tão facilmente por aqueles sentimentos estranhos, eu não podia fazer isso com ele, não podia trazer JungKook para esse mundo terrível em que eu vivia, não podia e não quero, ele não merece nada disso, não merece.

Ouvi ele suspirar e se levantar, senti minha garganta se apertar, mas não deixei meus sentimentos saírem, mesmo que eu não quisesse que ele saísse, mesmo que eu quisesse dizer a ele para ficar aqui, eu não posso simplesmente fazer isso, seria egoísmo meu, seria egoísmo querer isso dele.

Tudo o que eu quero é que ele continue em seu mundo feliz, que ele não perca aquela presença boa e que transmite paz a todos, sorri levemente trazendo a coberta para mais perto de mim sentindo o cheiro bom que elas tinham.

— Eu não vou permitir que você seja contaminado JungKook...não se preocupe, eu não vou...

 

Quando acordei, na manhã seguinte, eu sentia minha cabeça mais leve, não tive mais sonhos ruins durante o resto da noite e pude dormir bem, bocejei me sentando na cama e olhando ao redor, vendo o quarto ainda em total escuridão, suspirei e me levantei, nisso senti um cheiro bom vindo do outro lado, me perguntei se JungKook tinha acordado e estava cozinhando algo, engoli em seco e com cuidado abri a porta, olhando para o corredor vendo a porta de seu quarto aberta, ele já estava de pé, sorri pequeno e saí do quarto indo em direção a cozinha, mas estanquei no lugar quando vi um garoto ao lado de JungKook, com cabelos vermelhos, ele logo me notou também.

— Oh! – Exclamou assim que me viu, JungKook olhou para mim também, senti meu coração acelerar e um medo me atingir – Anm...JungKook? – Aquele garoto chamou JungKook o olhando de soslaio – Quem é ele? – Perguntou voltando a me olhar, arfei internamente e dei um passo para trás, não conseguia suportar a presença daquele garoto, ele era...intenso e emanava uma aura tão pura quanto a de JungKook, se não ainda mais forte. JungKook veio até mim sorrindo para mim calmo e gentil, como sempre.

— Hyung, esse é Park Jimin, ele está passando um tempo comigo aqui nesse apartamento... – Ouvi ele dizer, mas não consegui desviar meus olhos daquele garoto, ele deixou a panela que segurava sobre a mesa, assim como o pano e uma luva, em seguida veio até mim, com um sorriso quadrado que conseguiu me atingir ameaçadoramente gentil.

— Prazer em conhece-lo, sou Kim Taehyung, amigo de faculdade de JungKook – Ele comentou estendendo sua mão para mim, olhei para ela receoso, e desviei meus olhos para JungKook, esperando que ele entendesse o quão intenso e confusa era aquela situação, basicamente outra pessoa, próxima a JungKook, conseguia me enxergar, conseguia sentir minha presença e isso era terrível, não queria que alguém como ele, intensamente bom, fosse contaminado por mim – Certo... – Ouvi ele murmurar e meu corpo tremeu, e a vontade de chorar veio ainda mais forte.

— Jimin, eu... – JungKook ia começar, mas não consegui aguentar, então apenas me virei e fui para o quarto fechando a porta e me escorando nela, com os olhos fechados fortemente, meu peito subia e descia com minha respiração desregulada, e não demorou para minhas lagrimas rolarem novamente por meu rosto, não quero, não quero que eles caiam por minha causa, não quero que isso aconteça mais, trinquei os dentes com força quando a lembrança de outras pessoas que conheci socaram minha mente, neguei ficando minhas unhas na porta.

— Eles não podem ficar perto de mim... – Solucei e logo depois me assustei com batidas em minha porta, me desencostei dela ficando de frente para a porta, e quando o feixe de luz começou a invadir o quarto, arfei e empurrei a porta impedindo de ele abri-la.

— Jimin! Sou eu, por favor... – JungKook exclamou empurrando a porta contra mim, me impedindo de fecha-la.

— Não quero falar com ninguém...me deixe...sozinho – Falei tentando fecha-la novamente, minhas vistas borraram mais ainda com lágrimas.

— Jimin...eu sei que está assustado..., mas ele não é uma pessoa ruim, ele... – Soquei a porta levemente o fazendo se calar.

— Eu sei! Eu sei que ele é bom...eu senti! – Falei chorando novamente e perdendo minha força nos braços e pernas, o que me fez dar alguns passos para trás quando JungKook empurrou a porta, me agachei escondendo meu rosto, sentindo meu peito doer, se contrair como se alguém o apertasse com as próprias mãos.

— Jimin... – JungKook murmurou se agachando a minha frente, em seguida tocou meu braço, mas segurei sua mão a afastando.

— Não...não posso...não quero contaminá-lo...não quero estragar a vida dele, JungKook...não quero! – Levantei meu rosto o encarando, eu não conseguia suportar a ideia que ele poderia cair por minha causa.

— Eu já disse Jimin, você não vai contaminar nenhum de nós, Taehyung é como eu, não vai se perder nesse mundo que você diz ser a realidade tão fácil, vai por mim, ele é mais forte do que você imagina – JungKook falou sorrindo levemente, solucei negando, me levantei e caminhei até a cama.

— Só me deixe...aqui – Falei me cobrindo, querendo apenas me perder naquelas cobertas e mergulhar novamente no mundo dos sonhos, mas a porta do nada é aberta rudemente, me assustando.

— Não mesmo! – O amigo de JungKook entrou no quarto acendendo a luz, me fazendo ter que fechar os olhos por segundos, por conta da claridade – Puxa vida, o que há com esse quarto? Que atmosfera pesada! – Ele novamente exclamou caminhando até a janela do quarto a abrindo rapidamente, deixando a luz do lado de fora entrar.

— Taehyung... – JungKook murmurou, mas pareceu ser ignorado pelo outro que se aproximou de mim, eu estava assustado com toda a presença dele no quarto e com o modo extremo que ele tinha.

— Olha, não sei o que há com você...e o porquê de JungKook estar lhe abrigando assim, mas...pelo o que percebi você é alguém especial...porque eu nunca vi JungKook deixar alguém ficar em sua casa mais do que duas horas... – Começou e ouvi JungKook estalar a língua com as palavras dele que riu em resposta – Claro, além de mim...afinal, eu fico quantas horas eu quiser...e você pequeno gafanhoto, precisa sair desse quarto, e ver como o dia está lindo...além de que – Taehyung puxou as cobertas que me protegiam, me fazendo se encolher ainda mais assustado com aquele garoto estranho, ele sorriu quadrado – Fiz um café maravilhoso da manhã, e você precisa experimentar, JungKook já comeu ele muitas vezes, mas você...você é boca nova, por isso precisa experimentar o ensopado da minha vovó, prometo que não vai se arrepender...então, levante-se daí, e venha comer logo, antes que esfrie! – Ele disse com suas mãos na cintura, me perguntei de onde aquele garoto tinha saindo, nunca conheci alguém tão extremo como ele em toda minha vida.

JungKook, porém, caminhou até o outro lado da cama, onde eu estava praticamente, e se sentou ao meu lado, tocando em meu braço o que me fez olhar para ele.

— Não se assuste, ele é assim, exagerado, mas é legal...bem, ele é meu amigo e se eu acho ele legal, ele com certeza é – JungKook comentou e o outro riu alto.

— Isso é verdade, Jimin...saiba, esse garoto é tão rabugento e cheio de frescuras que você está tirando sorte grande estando na casa dele por todo esse tempo...quando eu disse que ele não deixava mais ninguém ficar na casa dele por mais de duas horas...eu falava sério – O garoto estranho confirmou cruzando os braços, JungKook negou sorrindo e voltou-se para mim.

— Confie em mim...como vem fazendo todos esses dias, está bem? Venha? Vamos comer um pouco, huh? – JungKook estendeu sua mão para mim e o encarei vendo seus olhos gentis me acalmar no mesmo instante, mas ainda inseguro se era a melhor escolha, segurei as pontas de seus dedos e ele sorriu um pouco mais, desviei meus olhos dos dele sentindo aquele estranho sentimento novamente.

— Ótimo! Vou voltar para a cozinha e arrumar a mesa, enquanto isso, lavem seus rostos e venham logo – O garoto falou saindo do quarto, o segui com os olhos até que ele de fato tivesse deixado o cômodo, logo depois olhei para JungKook que me encarava, corei notando que ainda segurava sua mão e afastei a minha da dele, ouvi uma risada fraca vindo dele.

— Vamos...ou ele vai voltar – JungKook falou se levantando, arfei internamente e olhei para ele assustado, ter aquele garoto aqui novamente não, me levantei rapidamente e o segui até o banheiro, esperei para que ele fizesse sua higiene primeiro do lado de fora e assim que ele saiu eu entrei, antes que eu fechasse a porta eu o encarei, pedindo silenciosamente que ele não me deixasse para trás, pois não me sentia forte para encarar aquele seu amigo sozinho, como eu disse, ele era extremo e intenso demais.

Quando saí do banheiro ele estava lá e fomos para a cozinha, fiquei um pouco atrás de JungKook e logo vi ele parado no meio da cozinha com seu celular em mãos.

— Você já quebrou novamente a tela de seu celular? Como você consegue? Não faz nem um mês que mandou arrumar, Hyung... – JungKook falou puxando uma das cadeiras, me sentei ao seu lado e seu amigo a nossa frente, engoli em seco com minha cabeça baixa, eu sentia que não podia ficar ali, queria voltar para o quarto.

— Ora, não enche! Não tenho culpa se meu celular tem um caso de amor com o chão, caro Jeon! – Taehyung falou irritado com o celular, ouvi JungKook rir e olhei de soslaio para ele que destampava a panela, o cheiro que veio a seguir encheu minha boca de água, era realmente maravilhoso aquele cheiro.

— Faz tempo que não comia isso, estava sentindo falta...obrigado, Hyung... – JungKook murmurou sorrindo e olhando para o conteúdo da panela, o outro riu pelo nariz.

— De nada...Jimin, sirva-se, juro que é muito bom! – Ele falou e confirmei sem olhar para ele diretamente, não que não quisesse, mas eu não conseguia, ele era intenso demais, já disse, pegando meu prato o levei próximo a panela e coloquei um pouco em meu prato, senti minhas bochechas queimarem, pois sabia que ambos me olhavam, e aquele silêncio de ambos provavam isso, mesmo que não olhasse para nenhum dos dois – Então?! – Ele novamente falou enquanto começava a comer do Kimchi que ele fizera – Como vocês...se conheceram? – Perguntou, senti um solavanco dentro de mim e sem querer baixei a colher muito rápido a fazendo bater no canto do prato, senti meu peito arder e encarei JungKook me lembrando daquela noite, em que iria colocar um ponto final em toda minha dor, mas JungKook não deixara.

— Acho que...foi... – Ele suspirou e vi seus olhos tomarem um brilho nunca visto por mim antes, ele sorriu de Taehyung para mim – Deus...no dia em que saí daqui e fui para as ruas, nem sabia porque eu estava fazendo aquilo, mas naquele dia eu senti que tinha que sair...então saí, e conheci Jimin, e sei, de alguma forma eu sei...não foi por acaso – Me surpreendendo com tais palavras, JungKook sorriu e senti meu peito pulsar tão forte que chegou a doer – Acho que eu sou...um anjo guardião para ele – Senti meu coração vacilar com aquelas palavras, meus olhos arderam e se encheram de lágrimas novamente, aquelas palavras era tão poderosas, mas conforme meus olhos borravam, como mágica eu vi aquela aura pura circulando JungKook, e foi quando meu sonho voltou em minha mente, meu coração dava tropeços dentro do meu peito, conforme eu finalmente entendia o que estava acontecendo, conforme eu estendia porque era JungKook, porque ele havia entrado em minha vida, agora eu compreendia – Quero dizer...nós apenas nos conhecemos Taehyung e eu estou ajudando Jimin... – Ele murmura envergonhado enquanto coçava a nuca, não consegui desviar meus olhos de JungKook, agora estava tão claro, tão limpo em minha mente, esse tempo todo eu estive preso em ideias erradas e precipitadas, mas agora a verdade estava presente em minha frente, sentado enquanto comia Kimchi e tinha sua bochecha levemente rosada.

— Interessante... – Ouvi a voz de Taehyung, mas não me virei para ele, eu não queria perder um segundo se quer daquela visão magnifica da aura pura de JungKook o rodeando como se ele realmente fosse um anjo, ele, porém, levantou os olhos para o amigo e em seguida olhou para mim, vi ele ficar surpreso e se engasgar levemente com o Kimchi, aumentei aquele pequeno sorriso que eu tinha inconsciente em meu rosto, que só agora tinha notado que sorria, ele limpou sua boca e me encarou ainda surpreso.

— Jimin... – Sua voz socou minha mente me trazendo daquele momento perdido em sua visão, pisquei demoradamente assustado com meu estado e como eu previ sua aura branca tinha desaparecido, desviei meus olhos dos seus para o prato a minha frente e fiquei surpreso com o quanto aquilo era bom – Cala a boca e come, Taehyung... – Ouvi JungKook dizer e logo depois a risada de Taehyung.

— O que foi, JungKook? Eu não disse nada... – Reclamou rindo, não demorou para que sentisse o toque de JungKook em meu braço.

— Você gostou, Jimin? – Perguntou, confirmei sem desviar meus olhos do prato, era mesmo muito, muito bom.

— Mas é claro que ele gostou, todos gostam, é uma receita da minha avó, rapaz! Olha o respeito – Taehyung exclamou com um ar sério e isso fez JungKook rir.

Terminamos aquela refeição e fomos para a sala, eu estava um pouco mais a vontade ao lado do amigo de JungKook, mas ainda não estava certo se deveria me aproximar muito, ele era alguém legal, e eu até já estava me acostumando com a presença intensa que ele possuía.

— Certo, Jimin...me diga, você é daqui mesmo? Não me lembro de ter visto você por perto antes – Ele me perguntou sentado com as pernas cruzadas na poltrona próximo a janela, levantei meus olhos para ele.

— Vim de Busan... – Falei baixo, ele por outro lado sorriu.

— Busan? JungKook, você não veio de lá também? – Fiquei surpreso com aquelas palavras de Taehyung, JungKook era do mesmo distrito que o meu? Porque ele não dissera isso antes?

— Sim, mas faz tempo, quando vim para cá eu tinha uns quinze anos... – Ele disse dando de ombros e cruzando as pernas sobre o sofá assim como seu amigo estava.

— Verdade...você tinha dito, mas porque você veio para cá Jimin? – Novamente sou pego com uma pergunta inesperada vinda de Taehyung, me encolhi um pouco mais do que já estava e desviei meus olhos para o chão quando JungKook olhou para mim.

— Vim...para uma missão – Falei em um sussurro.

— O que? O que disse? – Como imaginei, Taehyung não teria ouvido, abri a boca criando coragem para dizer mais alto, mas fui impedido de fazer quando o telefone de Taehyung começou a tocar uma música alta – Oh! Minha deixa, tenho que ir...foi muito bom passar um tempo aqui, e foi bom conhecer você Jimin...voltarei outro dia para uma nova conversa...até lá, espero que esteja melhor – Ele disse enquanto se levantava e tocava meu ombro sorrindo levemente, logo depois se virou para JungKook – Vou indo Kook, nos vemos depois e....cuide dele – Comentou piscando levemente para JungKook, nisso seu celular começa a tocar mais uma vez, insistentemente, e enquanto ele caminhava até a porta o atendeu – Já vou Namjoon! Já vou....fala para o Yoongi cala a boca ou eu calarei assim que chegar aí! – Praticamente gritou no telefone antes de fechar a porta de saída.

— Ele é legal, não é? – Ouvi JungKook dizendo me fazendo olhar para ele confirmando com um aceno, ele era legal sim, mas ainda era bem intenso, JungKook se levantou e se aproximou de mim, se sentando ao meu lado, logo que antes ele estava mais afastado — O que eu disse antes...na mesa de jantar... – Ele começou me olhando, mas aparentemente ele não conseguiu continuar, pois ele ficou apenas me encarando, eu me sentia tão conectado a ele, de alguma forma estranha eu me sentia, eu estava aos poucos deixando ele entrar em minha vida quando ele não podia, meu coração pulsava sempre que ele me olhava daquela forma e eu sentia dentro de mim ao beirando a gostar disso, daquela atenção que ele me dava, mas isso era errado, pois agora eu sabia que não podia continuar dessa forma.

— JungKook... – Comecei suavemente olhando profundamente em seus olhos, vendo a minha resposta para tudo ou quase tudo no brilho deles – Acho que eu deveria ir... – Concluí ainda encarando-o, ele ficou alguns segundos em silêncio, processando minhas palavras.

— Ir? Para onde? – Perguntou, suspirei me levantando e caminhando até a janela, senti os olhos de JungKook em mim.

— Eu já fiquei tempo demais aqui...eu preciso ir...preciso...ir – Fechei minhas mãos em punhos forçando aquela ideia mais firme em minha mente, impedindo, ou tentando, de deixar meu coração ter a voz mais forte e alta naquela decisão. Me virei para ele.

— Jimin... – Ele se levantou, mas eu neguei apontando para um dos calendários que ele tinha pregado na parede.

— Já se passou mais do que duas horas... – Falei e sorri suavemente, ele iria dizer algo, mas eu logo impedi que continuasse, eu sabia que ele tentaria me impedir – Está tudo bem, eu estou muito agradecido por ter me dado um espaço em seu apartamento, mas eu...preciso ir – Falei e caminhei até ele, toquei seu braço brevemente – Você é alguém importante para esse mundo, mais do que eu posso ser...eu percebi, finalmente percebi isso...quando disse aquilo na mesa...eu soube que não era eu quem poderia salvar todas essas pessoas...eu não sou capaz disso, mas você sim...você é capaz disso...eu precisava encontrar você...conhecer você para saber disso... – Senti um bolo se apertar em minha garganta e meus olhos arderem, senti meu peito arder e se apertar enquanto olhava para os olhos de JungKook – Estou feliz que seja você...seja forte JungKook...não vai ser fácil encontrar outros como eu... – Murmurei ignorando a vontade de chorar e passei por ele, caminhando em direção da porta de saída, era isso que eu deveria fazer, essa era a coisa certa, eu sei disso, mas porque eu não consigo me sentir bem tomando essa decisão? Será que eu deixei JungKook entrar em minha vida muito mais do que devia?

Estendi minha mão para abrir a porta, agora não posso voltar atrás, eu precisava ir.

— Não! – Ouvi ele exclamar logo atrás de mim e sua mão espalmou na porta ao meu lado a fechando com um alto baque, o encarei surpreso – Não é isso! Você não entendeu, Jimin...eu não sou a pessoa certa para cuidar de todas as pessoas...eu – Ele parou e me encarou, senti meu peito pular ainda mais com seu olhar dentro de mim, neguei internamente, não faça isso, não o deixe entrar dessa forma, você vai fazê-lo se ferir – Eu sou o seu anjo guardião, eu conheci você para curar você! E não todas essas pessoas...é você quem deve fazer isso, eu sou a pessoa que vai curar você...apenas você! Por que é isso o que eu sinto aqui dentro – Ele espalmou sua mão em seu peito lançando seu olhar firme sobre mim, senti as lágrimas que eu estive segurando transbordar e correr livres por meu rosto, não é isso o que eu devo fazer, então porque eu ainda quero fazer? – É isso o que eu sinto, Jimin...eu sou seu anjo da guarda! – Solucei, porque eu tenho que sentir isso? Porque isso está acontecendo? Não era isso o que eu deveria fazer, não era!

JungKook me puxou contra seu corpo e me abraçou forte, diferente das vezes que ele me abraçou, mesmo eu sabendo que não podia, mesmo eu sabendo que não devia deixar que ele entrasse em minha vida, mesmo sabendo de tudo isso, eu não tinha forças para lutar contra meu coração, nem a vontade gritante que me sufocava, era errado, era terrível, era egoísmo, mas ainda assim, meus braços rodearam sua cintura, retribuindo aquele abraço, deixando minha cabeça descansar em seu peito e deixando meu coração gritar mais alto e mais forte que minha razão.

Por que eu sabia, que eu precisava disso, que eu queria sentir isso, egoistamente eu queria, queria que ele me abraçasse, e dissesse todas as manhãs que era meu anjo da guarda, era o que eu queria, mesmo sabendo que não podia, que não devia querer.

Eu...desisti...


Notas Finais


Abraço Da Uzuu Neko-chan :3


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