História Guardião - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kai, Personagens Originais, Sehun
Tags Chankai, Exo, Kaiyeol
Visualizações 24
Palavras 2.061
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então, eu fui ameaçada pra colocar esse capítulo hoje. BRINCADEIRA, mas na verdade eu tô ansiosa com o próximo então talvez poste ainda por esses dias (quem sabe amanhã, cof) mas desculpa qualquer erro aí, até já e aproveitem!!!

Capítulo 3 - Goodbye, my love


Fanfic / Fanfiction Guardião - Capítulo 3 - Goodbye, my love

Já tinham duas semanas desde que se encontrara com Jongin.

Um caco de vidro no chão imundo de uma rua poderia definir bem como estava o advogado naquela altura do campeonato, não tinha ideia do que poderia fazer ou como poderia trazer o moreno mais uma vez para junto de si.

— Tem mais algumas notícias sobre o pai de Kim em um e-mail que te enviei mais cedo, você viu?

Junmyeon entrou na sala, sem pedir licença, já sendo íntimo do homem que ali trabalhava. O encarou, e sentou na cadeira enfrente a mesa, preocupando-se no mesmo momento em que vira o amigo abatido.

— Não... Ainda não vi.

Falou com a voz fraca, em resposta. Não pareceu pé da vida com a atitude do outro advogado ao entrar na sua sala daquela maneira e não disse mais nada, apenas abriu seu e-mail.

Mas algo chamou a sua atenção na mesma hora.

Um e-mail com o assunto "Novo tutor de Kim Jongin", datado de quatro dias atrás, achou graça por ainda estar no topo. Ou talvez por sua mente só ter visto aquilo.

Leu aquilo rapidamente e logo se colocou de pé, pegando apenas o celular e a chave do carro e saiu correndo do escritório, deixando Junmyeon atônito sem entender nada que estava acontecendo.

Seu pulmão clamava por ar. Não sabia que podia correr daquele jeito, ou que era rápido daquela forma. Naquele momento, na verdade, ele só precisava encontrar Jongin e impedir que saísse do país.

A informação do e-mail foi clara. O tutor de Jongin morava na América do Norte e o menino iria para lá, morar com ele.

Sentiu raiva de si mesmo por negligenciar seus afazeres, do contrário já teria visto aquilo anteriormente e teria tempo para impedir que acontecesse algo, impedir a partida, formular um plano e fazer com que o moreno ficasse.

Tinha um amontoado de pessoas caminhando, tanto só, como em grupo. Algumas apenas com uma bolsa "tira colo", outro levavam malas de tamanhos distintos e até mesmo um carrinho recheado de outras malas.  Poderia ser quase impossível encontrar o menino daquela forma, com um aeroporto absurdamente cheio.

Seu corpo pedia para que parasse, seu coração batia rapidamente e parecia ter subido até a garganta e parado ali, mas o advogado não iria parar até encontrar o outro. Continuava correndo, em caminhos mais estreitos apenas diminuía um pouco a velocidade, agradeceu as longas pernas que podiam facilitar o trabalho, mas não viu outra opção, começou a gritar pelo nome de Jongin.

O ar já estava escasso, não sabia de onde continuava a tirar a força para tudo aquilo. Talvez fosse o medo da perda, o amor.

Nem mesmo viu quando um funcionário o parou, segurando-o pelo ombro, seus olhos continuavam circundando procurando aquele rosto. Encarou o homem vestido com o uniforme, e aproveitou aquele momento para buscar ar, respirando com dificuldade.

— Posso ajudar o senhor?

Poderia ajudar? Pensou em apenas dar o nome dele e pronto, ele ajudaria. Ou então poderia pedir para que ele corresse junto de si procurando o protegido. Seu ex protegido, naquele momento.

Passou a mão pelos próprios fio de cabelo, os puxando para trás, já conseguindo respirar melhor. A blusa suada por baixo do blazer que usava naquele dia já o incomodava. Não conseguia pensar em nada tamanho era seu pânico.

— Você... Sabe me dizer onde posso encontrar quem está indo para o Canadá? —  O funcionário abriu um sorriso percebendo que o homem não queria acabar com o patrimônio do aeroporto e sim procurava alguém.

— Terceiro andar, vire a esquerda, terc... — Não pôde terminar, de alguma forma foi surpreendido com o abraço que ganhara e segundos depois estava sozinho novamente, já que o outro voltou a correr, agora com um destino.

Chegou ali e olhou para os dois lados que podia seguir quando saiu da escada. Esquerda, foi o que disseram. Começou a andar, quase corria tamanha era a rapidez que suas pernas se moviam. Naquela parte achou engraçado porque parecia que não era mais seu país, vendo tantas pessoas com olhos redondos.

Não andou muito até que o encontrou. Estava de costas mas poderia o reconhecer muito bem de qualquer forma, principalmente quando ele usava um presente que havia comprado para ambos, mas que Chanyeol se recusou a usar.

Uma calça jeans de um tom azul escuro, um tênis branco e o casaco fechado de manga comprida de um rosa delicado. O advogado tinha essa mesma blusa guardado em seu guarda-roupa. 

" — Chanyeol! Eu tenho um presente pra você! —  entrou sem avisar no escritório dele, coisa que não fazia nunca. Mas estava tão empolgado segurando aquela sacola que não pode esperar o curto tempo que iria demorar para bater na porta, esperar que o outro dissesse que poderia entrar e enfim, entrasse.

— Presente? —  a cadeira de rodinhas virou na direção do estudante, deixando de lado os papéis que lia desde a hora que chegou em casa, três horas atrás. Arqueou uma das sobrancelhas o encarando, e tirou o óculos quando a caixa foi depositada em seu colo.

— Abre logo! — ditou com um sorriso imenso nos lábios.

E foi justamente o que fez. Tirou a fita que envolvia a caixa, desfazendo o nó e junto disso escutou um resmungo vindo do mais novo, algo como "você não tem coração? O embrulho estava tão bonito e você nem mesmo pensou duas vezes". Que lhe fez parar na metade das coisas que estava fazendo e o olhar.

— Eu deveria simplesmente não abrir por conta do embrulho? Eu deveria não desejar mais tirar a sua roupa toda a vez que te vejo?

  — O que isso tem a ver, Chanyeol? — fingiu uma cara emburrada, sentindo o rosto quente e cruzou os braços.

— Quer dizer que você é bonito, como esse embrulho, e pra completar é gostoso pra caralho. E que eu quero tirar o tempo inteiro a roupa que está usando, tirando o seu "embrulho".

Ao falar as últimas palavras fez o sinal de aspas com os dedos. Jongin pensou em uma resposta mas não conseguiu, tamanha era a vergonha que sentia. E simplesmente virou para o outro lado, o que fez com que o mais velho continuasse a abrir o presente.

Sorriu quando pegou aquele casaco que parecia algo de uma sensibilidade única e no seu tamanho perfeito. E o sorriso se alargou ainda mais quando olhou pra frente e, ainda sendo ignorado, viu que ele também usava o mesmo casaco.

Colocou a caixa em cima da mesa, e vestiu logo depois o presente, se levantou da cadeira, endireitando e abraçou o moreno pela cintura, deixando um beijo em seu pescoço.

Não demorou muito para que aquele beijo fosse retribuído e que os casacos e todos o resto das roupas fossem jogadas no chão e a mesa daquele escritório esvaziada.

Mas o que, Chanyeol não imaginou, era que seria a primeira e última vez a usar aquela blusa."

Havia uma mala com rodas perto de si, de um tom de azul muito bonito. A mesma mala que usara quando chegou em sua casa, um dia que foi de felicidade e tristeza ao mesmo tempo.

Chanyeol quando falou sobre pegar a tutela do moreno já sabia que as coisas ficariam complicadas, mas preferia aquilo do que o tutor para qual ele seria encaminhado: um senhor coreano que vivia fora do país, sempre viajando.

Não era algo ruim, o homem parecia ser bom e cuidadoso. Mas ele seria a causa da separação deles. Foi quando decidiu que seria melhor se responsabilizar por ele e o trazer para morar consigo, mesmo que representasse o fim do que eles tinham.

Chamou pelo nome dele uma vez, até ver o fone de ouvido.

Um, dois, três.

Contou se arrastando em seus pensamentos antes de tomar a direção dele e o segurar levemente seu braço, o que fez com que o menino se assustasse, duplamente. Primeiro por não estar preparado para alguém lhe tocando e estar bastante distraído, segundo por essa pessoa ser Chanyeol.

— O que você tá fazendo aqui? — perguntou baixo.

Não houve uma resposta rápida. Afinal, o que ele estava fazendo alí? Não pensou no que diria para ele, apenas que não poderia deixar com que ele partisse. Então o puxou para uma área mais isolada, e não houve resistência.

Ficaram parados olhando um para o outro, sem falarem nada. O advogado sempre sabia o que falar nos momentos mais inesperados mas ali, naquele momento, não tinha ideia do que fazer.

— E então, Chanyeol? O que tá fazendo aqui? —  insistiu e mais uma vez não houve uma resposta.

Ficaram daquela forma, em silêncio, por quase dez minutos. O mais novo sabia que olhar para o outro naquele momento era difícil, ainda mais quando a passou a noite inteira chorando.

Disse um "tudo bem" baixo, e se virou, para voltar ao seu lugar. Mas não continuou seu caminho quando sentiu sua mão sendo segurada.

— Eu te amo, Jongin.

Não foi capaz ainda de se virar, mas olhou pra cima quando escutou aquelas palavras que nunca lhe foram dirigidas antes, na tentativa de segurar as lágrimas que brotaram em seu rosto.

Seu coração se acelerou de forma estranha, diferente das outras formas. Sempre teve medo que o advogado só o desse atenção e quisesse de forma carnal, sem sentimentos fortes como ele mesmo tinha.

Não queria reciprocidade pelo amor que sentia, mas ainda daquela forma era muito mais do que já imaginou algum dia.

— Eu realmente te amo, Jongin. E sempre tive sentimentos por você, antes mesmo de ser seu tutor. — não se importou se falaria tudo aquilo com o menino de costas pra si, mas continuou a falar quando viu que não vinha uma resposta sobre a confissão de seus sentimentos. — No dia em que eu vi que seu caso não seria pego por ninguém, fui obrigado a o fazer. E quando vi quem era meu cliente tive vontade de esquecer tudo aquilo, mas não podia largar seu caso, Jongin. Mas sabe o quão errado é ter um caso com quem você deveria estar defendendo e que ainda por cima é praticamente dez anos mais novo?

As palavras eram despejadas por si, uma a uma em uma velocidade fora do tradicional, por medo de que elas decidissem voltar logo no momento em que tinha tirado coragem suficiente para ser claro e não esconder mais nada, continuou:

— Quando falei que seria seu guardião eu já tinha sentimentos fortes o suficiente para não te ver indo embora. Não o queria longe de mim, mesmo que isso representasse não te tocar mais. Mas cada dia que se passou... Tudo só ficou mais intenso pra mim e difícil, porque queria tudo aquilo de quando nos conhecemos inicialmente. Mas não podia mais... Porque era o responsável por você. Jongin, eu te amo. Gosto de você e quero cuidar de você. Quero que seja meu. Eu não pensei que tudo aquilo que fomos um pro outro resultaria naquilo... Você foi uma das coisas mais importantes que me aconteceu, o motivo de todos os meus sorrisos são seus.

Não sabia se podia dizer mais coisa, aquilo era o seu máximo. Se expor ainda mais não era algo que conseguiria, mesmo que quisesse, conhecia o seu próprio limite.

Por um tempo razoável não teve uma resposta. Continuava encarando a nuca do mais novo, e em momento nenhum quebrou o contato das duas mãos. O moreno nem mesmo tentou mais segurar suas lágrimas, que escorriam pelo seu rosto e empapavam seu casaco rosa claro.

— Se... — sua garganta parecia estar fechada por conta do choro e a voz saia com dificuldade. Mas deu seu máximo para continuar a falar — Se eu ficar... Algo vai mudar? Vai ficar comigo? Vai ser meu como seria seu?

Não tentou disfarçar que estava chorando mas também não se virou. Fez todos aqueles questionamentos com dificuldade, sem coragem e claro, regido pelo medo tão comum de si, os das respostas de Chanyeol.

Quinze minutos.

Foi esse o tempo que resolveu esperar pela resposta. A qual não veio. Jongin puxou sua mão e se colocou a andar novamente para onde estava antes e pegar o avião. Deixando Chanyeol encarar o medo que tentou fugir por muito tempo.

O medo de perder o mais novo


Notas Finais


E AI??? JONGIN TÁ INDO EMBORA E ): bom, foi curtinho porque foi um capitulo meio necessário e como já vou postar outro......... Até a próxima e desculpa qualquer dor no miocárdio, hehe.


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