História Guardião Dimensional - Capítulo 61


Escrita por: ~ e ~LordeKoorishiro

Visualizações 61
Palavras 6.782
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo-Ai, Shounen, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aviso:

Nesse capítulo tem tortura e assassinatos violentos. Se não gosta desse tipo coisa, não recomendamos a leitura. Se for ler o capítulo, e não gosta de violência e tortura, pule a parte que eles chegam no comercio.

#LordeKoorishiro

Capítulo 61 - Tragédia


Capítulo 61 – Uma tragédia na pizzaria

Katsu, Kazehana, Sylveon, Pikachu e Meowth olhavam para o casal, que sorria de maneira carinhosa para eles. Shinji olhou para Katsu, vendo que o azulado tinha alguns poderes interessantes. Por ter medo de pessoas, Katsu acabou se escondendo atrás de Kazehana. Shinji olhou de maneira confusa para o pequeno. Ele tinha uma aura Saiyajin, e também Dragonica, e isso, o moreno podia notar de longe.

Shinji tinha cabelos negros, que iam até os ombros, porém os mesmo eram um tanto bagunçados seus olhos eram castanho escuros, tendo uma fenda no lugar da retina arredondada. Usava uma jaqueta de couro preta, com uma regata branca por baixo. Uma calça jeans preta, com uma corrente presa no cós da calça, e tênis preto e vermelho. Kazehana notou que o moreno tinha uma calda enrolada em sua cintura.

Zera usava um vestido laranja com detalhes amarelos, calças pretas, e botas marrons. Seu cabelo era castanho, e estava divido em dois partes, uma para cada lado da cabeça. Seus olhos eram verde-musgo, e um sorriso um tanto maternal brincava em sua boca.

Quen…Pika…Vochus? – Questionou Pikachu, tentando usar a língua humana, que estava aprendendo. O roedor finalmente tinha conseguido falar algumas poucas palavras, que saiam aos poucos. Zera e Shinji se entreolharam surpresos, pois nunca tinham ouvido falar de tal seres a sua frente.

—Me desculpe… Mas o que são vocês? – Questionou o moreno, desenrolando sua calda do corpo. – E o que raios ele disse?

—São Pokémon, Shinji! Ele perguntou quem são vocês! Desculpem ele, ele ainda não sabe bem falar a nossa língua. – Explicou Kazehana, de maneira fofa, enquanto acariciava a cabeça de Katsu, que ainda se escondia atrás dela. Nisso, a pequena olhou para a Zera. – Então você é a amiga que a Mavis-oneechan perdeu muito tempo atrás, não é?

Zera assentiu, com um sorriso um tanto triste, assentindo.

—Sim… Ficamos separadas por um longo tempo. Mas agora que pude… Voltar, eu quero matar a saudade da minha amiga. – Disse ela, com uma expressão mais alegre no rosto. Kazehana assentiu, de maneira fofa.

—Mas a Mavis-oneechan está em uma missão com o Ichigo-oniichan. – Disse a pequena morena, segurando na mão de Katsu, que tinha voltado a ficar do lado dela. Zera ficou um pouco desapontada, mas assentiu, voltando a sorrir.

Shinji olhava para Katsu interessado balançando sua cauda lentamente. Nisso, ele viu a cauda de Katsu, se enrolar na cauda de Kazehana, fazendo ele se surpreender, pois não achou que encontraria demais Saiyajin naquele lugar. Nesse momento, ele sentiu mais Ki surgindo, e de repente, um adolescente rosado, e um moreno apareceram atrás das crianças e dos Pokémon. Ambos estavam exaltando o KI como forma de aviso.

Kazehana e Katsu olharam para trás, e exclamara:

—Papai!

Shinji e Zera se olharam, enquanto Ash reparou na cauda de Shinji, e se acalmou um pouco, mas ainda assim, manteve a guarda alta.

—Quem são vocês? – Questionou Nero, um tanto irritado. Ele segurava o ombro de Katsu, que olhou para o pai um tanto curioso. Nisso, Shinji e Zera explicam a situação para eles, com Ash confirmando que a mesma era realmente a amiga de Mavis. Ele olhou para Shinji, e questionou:

—Quantos anos você tem Shinji?

—Dezoito. – Respondeu o moreno, balançando a cauda lentamente. Nisso, ele olhou para Zera, que era claramente mais nova que o moreno, aparentando ter uns catorze anos. Nisso, o moreno bateu na palma da mão, em tom de entendimento.

—Entendo! Então você é Lolicon igual um dragão que eu conheço! – Disse ele, fazendo uma aura depressiva ficar em torno de Shinji, que se abaixa, fazendo círculos no chão.

Na cúpula do tempo, Koorishiro espirra, assustando a Kaiou-shin, que estava concentrada meditando.

—Porque fez isso, seu dragão-baka!? – Questionou ela, furiosa. O dragão olhou para os lados, rosnando.

—Alguém está falando de mim…

—Entendi… Eu sou… Lolicon… - Murmurou o moreno, sendo que Zera fazia carinho na cabeça dele, para o mesmo se acalmar. – Ah… Não devemos ir para a Fairy Tail?

Ash concorda, com o moreno se levantando, e acompanhando os dois adultos e as crianças, indo na direção da guilda. Quando eles se aproximam, uma cadeira vem voando na direção deles, Ash pegou a mesma, segurando a cadeira.

—Eles nunca mudam… - Comentou o moreno desanimado, ele entrou na guilda, vendo que uma pequena briga se formava com Natsu e Gray sendo um dos principais causadores da briga. Yukino observava o companheiro ao longe.

De repente nesse momento, alguém bateu no balcão, chamando a atenção de todos, fazendo todos olharem para o velho de baixa estatura, com uma veia pulsando na testa.

—Eu vou anunciar as equipes que irão participar dos Jogos Mágicos. – Nisso ele nota Shinji e Zera, sendo que o moreno estava com a cauda enrolada na cintura dela. – Quem são vocês dois? O que fazem aqui?

É explicado a mesma coisa, com todos da guilda ouvindo, e Makarov assentindo. Ele pede a Mira para torna-los magos da Fairy Tail, dizendo que Mavis gostaria de tal surpresa quando voltasse de missão. Nisso, deu continuidade ao anuncio que vinha fazendo antes de notar ao casal.

—Nós teremos duas equipes na competição. O time A, e o Time B. – Explicou ele. – O Time A é composto por: Natsu, Wendy, Gray, Erza e Elfman. O time B é: Laxus, Ash, Mira, Gajeel e Juvia. Estamos partindo ainda hoje, para estarmos lá amanhã de manhã. – Disse ele. – ENTÃO VÃO ARRUMAR SUAS COISAS AGORA!

Todos assentem, saindo da guilda, para irem arrumar seus pertences para poderem viajar para Crocus. Grandeeney parecia estar entediada, por não poder estar competindo também. Nisso, Igneel explicou a ela que seria apelação, pois nas outras guildas não havia nenhum dragão para eles competirem de maneira igual. A dragoa entende, porém bufa irritadiça. Pouco tempo depois disso, a guilda vai para a estação de trem, onde havia um trem disponibilizado pelo rei para poderem chegar em Crocus.

O dia seguinte amanheceu, com todos chegando em Crocus, sendo que os Dragon Slayer reclamavam um pouco por andarem de trem. Makarov fica à frente de toda a guilda, e diz, em voz alta:

—Hoje iremos para o hotel, onde começaremos a pensar em táticas de combate. Os jogos começaram apenas depois de amanhã, então aproveitem para conhecer a cidade nesse meio tempo. – Disse ele.

Em seguida, todos foram para o hotel, sendo que no caminho passaram por uma pizzaria, cujo a mascote era um urso chamado Freddy. Katsu e Kazehana ficaram empolgados, querendo ir para o local, porém seus pais prometeram que os levariam mais tarde. Eles chegam ao hotel, sendo que notam que no caminho do local haviam quatro crianças brincando. Katsu e Kazehana olharam para seus pais, fazendo cara de choro, convencendo os adultos a permitirem que seus filhos fossem brincar com os demais.

O hotel era próximo do parque, assim como da pizzaria, permitindo que os mais velhos ficassem de olho nos pequenos.

Katsu e Kazehana entram no parquinho, sendo que os Pokémon da garota tinham ficado com Ash e Wendy, com os adultos dizendo que era para que não chamassem muita atenção na grande cidade.

Um menino moreno, de olhos verdes, vestindo uma camiseta branca, shorts pretos, e tênis. Seu cabelo era um tanto bagunçado, e atrás de si tinha uma loira, com um vestido rosa. Ela tinha olhos dourados, como os cabelos.

—Olá! Quem são vocês? – Questionou o moreno de olhos verdes. – Vieram brincar com a gente?

—S-Se pudermos… - Disse Katsu, um tanto inseguro, mantendo sua cauda entrelaçada com a de Kazehana. O moreno sorri, de maneira alegre, estendendo a mão para eles.

—Meu nome é Yuichiro Hyakuya, essa aqui é a Mitsu. Venham, vou lhes apresentar meus outros irmãos! – Exclamou ele, puxando Kazehana pela mão, com ela puxando Katsu. O azulado inflou as bochechas ao ver o moreno puxando sua “amiga”. Logo eles chegam nas outras duas crianças, sendo uma garota de cabelos roxos, vestido preto, e um garoto loiro, vestindo o mesmo tipo de roupa que Yuichiro. – Essa é a Shinoa, e aquela é a Karen.

—Yo. – Disse Karen, acenando a mão, e com um sorriso fofo no rosto.

 -Yo! Vocês vieram para brincar ou simplesmente foram forçados pelo Yuu? – Questionou a garota de cabelos roxos, com um sorriso brincalhão no rosto.  Yuichiro bufou, um tanto irritado.

—Eu não obriguei ninguém, Shinoa! – Exclamou o moreno, nervoso. Ela era levemente mais baixa que os outros.

—Nós queremos brincar também! – Exclamou Kazehana, extrovertida. Todos assentem, e começam a brincar. Ao longe, Ash, Wendy, Nero e Yuko observavam as crianças brincando, sendo que todos estavam com um sorriso no rosto.

—Sabe, eles parecem felizes. – Disse Wendy, sorrindo, encostando sua cabeça no ombro de Ash, enquanto observava as crianças. Ash assente. Yuko, porém, sentia um mal pressentimento, desde que passaram pela pizzaria. Era como se algo ruim fosse acontecer, e isso preocupava ela.

Nero percebe que a companheira está agindo de forma estranha, como se estivesse preocupada. Nisso ele abraça ela, que olha para ele, dando um sorriso, e beijando o esposo. Nisso, eles ouviram Kazehana questionar:

—E os pais de vocês? – Questionou ela. – Também vão participar dos jogos mágicos em alguma guilda.

Um silêncio perturbador se instaurou no parquinho, sendo que as quatro crianças abaixaram suas cabeças, parecendo ter ficado tristonhas. Nisso, Yuu se aproximou dos dois meio-Saiyajin, e explicou, com a voz mergulhada em tristeza:

—Nós não temos pais. Eles nos deixaram no orfanato Hyakuya. – Explicou o moreno, dando um sorriso triste. Kazehana se arrependeu por perguntar tal coisa, ficando triste também. Katsu se sentiu um pouco incomodado com isso, sendo que sabia que tipo de sentimento eles sentiam. Ele tinha pais agora, porém, antes de conhecer a morena, ele era sozinho, acreditando que não tinha ninguém.

Isso, mudou quando a pequena morena o encontrou vagando pela floresta. Quando aconteceu isso, ele ganhou uma família de verdade. Por isso, queria que seus novos amigos também tivessem uma família de verdade. Nesse momento, ele notou que seus pais, e os de Kazehana estavam atrás deles dois.

—Otou-san? Okaa-san? – Questionou ele, vendo os dois sorrirem para ele.

—Porque não levamos seus amigos para comer pizza com a gente hoje á noite? – Questionou Yuko, com um sorriso, ignorando seu mal pressentimento. Os dois assentem, sendo que Kazehana olha para os quatro, e questiona, com um sorriso:

—Querem vir com a gente na pizzaria mais tarde? – Questionou com um sorriso. O quarteto se entreolha, com um sorriso surgindo no rosto de cada um.

—Sim! – Exclamou Karen, com um largo sorriso no rosto.

Após falarem com a responsável pelas crianças no orfanato, e conseguirem a permissão dela para que o quarteto fosse para a pizzaria. Yuichiro pulou de felicidade quando ouviu o tão esperado sim, correndo para os quartos, procurando uma boa roupa para vestir. Karen, Shinoa e Mitsu ficaram com gotas, porém não se importaram muito com o comportamento do amigo, sendo que elas estavam tão ansiosas quanto eles.

Deu oito horas da noite, que foi o horário que Yuko e Nero prometeram pegar eles no orfanato. Conforme prometido, eles estavam ali. Quando o quarteto os viu correu para o lado deles, fazendo a responsável por eles ficar com uma gota. Ela pediu para que eles se comportassem, o que foi prometido pelas crianças.

Logos eles saíram, fazendo a mulher suspirar, estando feliz por ver as crianças felizes.

Alguns minutos mais tarde, eles estavam na pizzaria, sendo que encontraram uma mesa, e se sentaram nela. Katsu olhou para o palco, encontrando três robôs cantando e dançando. As músicas pareciam ser gravadas, e os movimentos dos robôs era um tanto limitado. Porém as crianças não pareciam se importar com isso.

—Vão ver os animatronicos enquanto a pizza não chega – Disse Ash, com um sorriso, vendo as seis crianças comemorarem e correrem para perto deles. Um pouco distante do palco, havia uma cortina onde tinha uma raposa, porém, diferente dos outros, a raposa parecia ter alguns danos em seu peito, braço esquerdo e pernas. Mitsuba se aproximou dele, demonstrando que não tinha problemas nenhum com isso.

—Eu gosto de você… - Nisso, ela olhou para uma placa, que tinha escrito o nome da raposa. – Foxy.

Os outros estavam no palco, admirando Freddy, Bonnie e Chica. Yuu estava vidrado em Freddy, Shinoa em Bonnie e Karen em Chica. Katsu parecia estar bastante interessado no urso, assim como o moreno, que cantava junto com o urso, que mexia suas orelhas freneticamente.

Yuko, ao ver os animatronicos, sentiu seu mal pressentimento voltar à tona, a deixando preocupada de novo. Ela não sabia por que, mas não gostava da pizzaria. Era como se aquele ambiente familiar, fosse, na verdade, um lugar perigoso e assustador. Seus instintos diziam para pegar as crianças e fugirem para longe da pizzaria.

—O que houve, Yuko-chan? – Questionou Nero, preocupado com ela. Ele podia sentir, pela ligação que tinham, que a mulher estava incomodada com algo. Ela negou com a cabeça, dando um sorriso. – Não foi nada.

Kazehana se aproximou de Ash, sendo que ela parecia querer alguma coisa. Ela puxou a camisa de seu pai, que olhou curioso para ela.

—Tou-san, pode me dar um ursinho de pelúcia? – Questionou ela. Ash olhou para ela com estranheza, pois não tinha visto pelúcias a venda ali.

—Mas onde estão vendendo pelúcias aqui, Hime? – Questionou ele, olhando em volta. Nisso, Yuu volta para perto deles, e aponta para um balcão próximo ao palco, sendo que ele havia uma pessoa, e estava cheio de pelúcias dos animatronicos. O moreno mais velho olha para a pequena, que fazia uma expressão pidona, igual àquela que fez para impedir que Katsu fosse embora. – Tudo bem, tudo bem. Não tem jeito né?

Ela comemora, indo contar a novidade para Karen e Shinoa, que sorriram ao ver as pelúcias, fazendo Ash notar que teria que comprar pelo menos três daquelas. Ele se aproximou do balcão com as três.

—Podem escolher a que vocês querem. – Disse ele. Nisso, Shinoa pega uma do Bonnie, Karen uma da Chica, e Mitsu uma do Foxy. Kazehana olhava para uma do Freddy, porém a mesma era dourada. Ela pegou a pelúcia olhando para a mesma, fazendo a vendedora estranhar.

—Eeh? Essa pelúcia está aqui a tanto tempo, e nenhuma criança nunca a quis. – Comentou, vendo Kazehana abraçar a pelúcia. – Vai dar o total de 75 Jewels. E aproveita, pois, o Golden Freddy é um brinde da casa, afinal esse animatronico nem está mais em funcionamento.

Ash resmunga sobre o preço de três pelúcias serem absurdos. Ele paga, e as quatro saem dali contentes, indo mostrar para os outros. Logo as pizzas chegam. Nero chama os garotos para poderem começar a comer.

De um canto da sala, um faxineiro estava apoiado no cabo de sua vassoura, observando a família de Ash, principalmente as crianças. Nisso, ele tira uma lacrima de comunicação, e a coloca perto da boca:

—Hey, parece que o tal Ash veio mesmo com os amigos da filha… O que pretende fazer…? – Questionou ele. Passou-se alguns momentos, e logo uma voz, provavelmente sendo disfarçada por algum instrumento usado pela outra pessoa do outro lado da linha.

—São quantas crianças? – Questionou a voz.

—Com a tal Kazehana são seis. E a filha do desgraçado do Ketchum parece ser muito apegada à um garoto de cabelos azuis. – Disse ele, olhando para Katsu e Kazehana, que entrelaçavam a calda uma na do outro.

—Não precisamos de seis. Apenas cinco dessas bastardinhas me serve. – Disse a voz, um tanto irritada. -  Uma pena que nosso mestre ter me proibido de experimentar as menininhas…

—Faça isso escondido, seu idiota.

—Não estou afim de morrer. – Respondeu a voz, rindo um pouco, porém de maneira preocupada. Nisso, o tom de voz mudou para um tom de pura maldade. – Vamos pôr o plano em ação o mais rápido o possível. Amanhã iremos atrair cinco crianças. Não me importa quais são, só atraia as idiotinhas.

—Sim, vou fazer isso. – Respondeu ele, guardando a lacrima no bolso. Ele sorriu maldosamente enquanto olhava para as crianças. – Vou desenhar no chão com o sangue de vocês…

Logo o grupo terminou de comer as pizzas, e começaram a sair da pizzaria. Yuko olhou para trás mais uma vez. Ela começou a sentir um aperto no coração, sentindo que algo realmente ruim iria acontecer. Ela ignorou a sensação novamente, e saiu da pizzaria. Porém, o aperto em seu coração não passou.

No dia seguinte, a guilda ainda estava criando estratégias, e técnicas de combate para poderem usar nos grandes jogos mágicos. No entanto, as crianças não estavam se importando com isso.  Katsu e Kazehana se reuniram no parquinho de novo, sendo que chegaram ao mesmo que Yuu e os outros. Nisso, já começaram a brincar, notando que eram as únicas crianças ali.

—Não têm outras crianças por aqui, Yuu? – Questionou Katsu. Estavam os dois escondidos, pois estavam brincando de esconde-esconde. O moreno suspirou, e negou.

—Desde que abriu a pizzaria, por algum motivo as outras crianças sumiram. Isso é bem estranho, mas tia do orfanato disse para a gente não ligar muito para isso. – Comentou ele, num sussurro, para não serem descobertos. De repente, Kazehana enfia seu rosto no meio do arbusto ficando de cara com eles

—ACHEI! – Gritou ela, assustando os dois que caíram para trás. Katsu rosnou.

—Kaze-chan! Você sentiu nosso cheiro pelo seu olfato! Está trapaceando! – A moreninha se virou, e mostrou a língua para o azulado.

—Não trapaceei nada! Você podia sentir meu cheiro também, e meu KI! – Ela correu para a arvore que estavam usando para poder contar. – Kat-kun e Yuu pegos!

—Que coisa! – Exclamou Yuu, dando um soco no ar, fazendo os outros dois rir.

O grupo de crianças brincou o resto da tarde, parando apenas para almoçar, ou quando queriam ir ao banheiro. Logo, quando se deram conta, estava no fim da tarde. Nisso, Ash se aproximou, chamando a Kazehana.

— O que foi, papai? – Questionou ela. – Vai nos mandar entrar?

—Não, ainda não. Está cedo ainda, e não é longe nem do hotel, nem do orfanato. Então podem se divertir mais ainda. – Disse ele. – Mas é que seu Natsu trouxe um presente. E se usar esse presente agora, pode fazer uma surpresa para seus amigos.

—O que é papai!? – Questionou ela, extremamente curiosa.

—Vamos lá que vamos te dar seu presente. – Disse ele, sorrindo. Kazehana assentiu, e foi se despedir dos amigos, dizendo que logo voltaria com uma surpresa. Quando ela falou com Katsu, o azulado abraçou ela, e disse:

—Estou esperando você, Kaze-chan! – Disse sorrindo, inclinando um pouco a cabeça para o lado. A morena assentiu, corada, enquanto saiu correndo atrás do pai.

Passou-se meia hora que Kazehana saiu com seu pai, e Yuu, Katsu, Mitsuba, Shinoa e Karen continuaram no parquinho, ansiosos pela volta da morena de longos cabelos. Já estava um pouco mais escuro, anunciando a noite, e Yuu achava estranho que a responsável do orfanato não tivesse vindo chamar eles ainda.

De repente, eles viram o céu ficar mais escuro ainda, assustando eles um pouco. Mitsuba correu na direção de Yuu, o abraçando, e escondendo o rosto na curva do pescoço do mesmo. Como um instinto de defesa, Yuu a abraçou de volta, enquanto olhava para o céu sem entender nada.

Katsu também estava bastante assustado, porém conseguiu notar que algo estava errado, e que eles poderiam estar correndo perigo. Nisso ele olhou na direção do hotel, clamando para que Kazehana não voltasse de lá. De repente, um urso roxo, com os olhos brilhando na cor prateada surgiu ali. Os olhos das cinco crianças perderam o brilho, enquanto elas olhavam para o animatronico roxo. O mesmo gesticulou sua face como se quisesse rir.

Nisso, ele se virou, e começou a andar, na direção da saída do parque, enquanto as crianças estavam seguindo ele.  Ele começou a andar na direção da pizzaria. Levando as crianças para um cruel destino.

No quarto de Ash e Wendy, dentro do hotel, Kazehana estava deitada na cama, enquanto Ash vinha em sua direção com uma esfera com uma energia esbranquiçada dentro. Parecia neve, que se movia dentro da esfera, como se fosse magia. A neve girava dentro da esfera, enquanto algumas faíscas azuis estalavam em volta da mesma.

—O que é isso, papai? – Questionou ela, olhando para a esfera com os olhinhos brilhando. Ash sorriu, ao ver o entusiasmo da pequena.

—É uma Lacrima de Dragon Slayer da neve. – Respondeu o moreno. – O seu tio Natsu ganhou duas em uma missão, dando uma para mim, e a outra para você. Quer ganhar os poderes da neve?

A moreninha assente, balançando a cabeça com convicção, apenas para fazer Ash sorrir mais. Ele se aproxima da filha, se sentando na cama que ela estava deitada, e encosta a lacrima no peito da mesma. Nisso, pede para Kazehana liberar um pouco de poder mágico, o que a mesma faz. Quando ela liberou o poder, a esfera começou a brilhar, aos poucos aumentando o brilho, até que Kazehana começou a brilhar junto. Logo, Ash pode notar que a esfera desceu sobre o corpo de Kazehana, como se entrasse no mesmo.

Logo o brilho atingiu seu ápice, cegando Ash por alguns segundos. Quando ele voltou a enxergar, arregalou os olhos. Kazehana estava com os cabelos brancos, sendo que em sua cabeça, orelhinhas de raposa estavam no topo da mesma. Enquanto uma cauda de raposa também estava presente. Ash teve a impressão de ver um tipo de porrete no meio da pelagem branca, porém ele se encolheu, sumindo em meio a pelagem. Kazehana abriu os olhos, e olhou para o pai dela.

—Papai… Eu gosto de frio! – Comemorou ela, sorrindo. Ash deu uma risada ao ouvir isso. Nisso, ele pegou um espelho, e colocou na frente dela. Quando ela se viu, um grande sorriso surgiu em seu rosto, e sua cauda começou a se mexer, de maneira fofa.

—Eu vou ficar assim agora?

—Acho que até controlar bem seus novos poderes sim. Depois deve ser capaz de fazer as orelhas e a cauda sumir. – Explicou Ash, sorrindo um pouco.

—Será que o Katsu vai gostar de mim?

—Eu acho que sim. – Disse Ash. Nisso ele imaginou o azulado fazendo carinho na orelha de raposa da filha, e rosnou um pouco, pois imaginou ela gemendo ao toque do azulado. – Mas… Que ele não toque em nada. – Murmurou.

—Disse alguma coisa, papai? – Ela virou um pouco a cabeça, sorrindo fofa. Ash negou. – Eu vou ir mostrar para os outros!

Ela sai do quarto empolgada deixando um Ash pensativo sobre o que fazer se o filho de Nero resolvesse tocar na cauda ou nas orelhas de sua filha.

Kazehana chegou no parquinho, porém não encontrou ninguém, estranhando isso, pois todos tinham prometido que iam esperar ela voltar, pois ela iria com os outros no orfanato pedir para que eles dormissem no hotel junto com ela e Katsu. Ela olhou em todos os esconderijos, porém não sentiu o cheiro deles ali perto.

—Onde vocês foram? – Questionou ela, curiosa. Estava com medo deles terem ido brincar em outro lugar e ter esquecido dela. – Katsu mentiu pra Kaze?

Ela começou a querer ficar triste, e nisso, sentiu algumas gotas de chuva cair. Ela correu de volta para o hotel, para perguntar para Nero e Yuko se tinham visto o filho.

AO entrar no hotel, viu eles sentados com o Natsu e a Yukino, conversando animadamente. Chegou perto dos adultos, que estranharam vê-la daquela forma com exceção de Natsu.

—Então seu pai colocou a lacrima em você? – Questionou o rosado. Ela ignorou, pois estava mais preocupada com Katsu que havia saído sem ela.

—Nero-oji, viram o Katsu? – Questionou ela, preocupada. Nisso, Nero estranhou, enquanto Yuko sentiu seu coração apertar mais uma vez.

—Ele está com as crianças no parquinho. – Respondeu ele. Kazehana nega com a cabeça.

—A Kaze veio de lá agora, e não tem ninguém lá. Eles foram brincar sem mim? – Questionou ela, abaixando as orelhinhas de raposa. Nero e Yuko se entreolharam. Katsu nunca sairia sem avisar eles, portanto logo imaginaram que algo havia acontecido. Nero e Natsu se levantaram primeiro.

—Vamos procurar eles. – Disse Nero para Natsu, que assentiu.

Um tanto distante dali as cinco crianças estavam dentro da pizzaria.  Assim que eles entraram no prédio, a porta do mesmo se fechou atrás deles, os deixando trancados dentro do local. O urso roxo, quase preto, havia sumido, deixando eles na porta de entrada no local. Mitsuba abraçou Yuu com força.

—Yuu estou com medo. – Disse ela, com os olhos cheios de lágrimas. O moreno apertou o abraço.

—Está tudo bem, Mitsu, vamos ficar bem. – Disse ele, tentando demonstrar confiança, mesmo estando incerto de suas palavras. Katsu estava divido, estando feliz por Kazehana não estar ali, e com medo, pois não sabia o que iria acontecer. Nisso, sentiu Shinoa o abraçando. Ele olhou para ela, curioso.

—E-eu sei que não sou a Kaze-chan, mas estou com medo! – Disse ela, com as lagrimas querendo descer de seu olho. O azulado apenas assentiu, acariciando a cabeça da menina menor que ele.

—C-cadê aquele urso roxo? – Perguntou Karen, olhando para todos os lados, procurando pelo mesmo. De repente, ele pula de uma porta na frente deles, fazendo todos brincarem de medo. Ele estava com a boca entreaberta, e os cinco puderam ver que tinha alguém dentro do animatronico, porém não estavam dando tanta importância para isso. Eles estavam congelados de medo. O urso falou, com a voz completamente mecânica.

Eles notaram que em sua mão, havia uma faca.

—Vamos brincar comigo crianças… Vamos brincar de… Esconde-esconde… Se eu pegar vocês… Vou mata-los. – Disse ele, fazendo os cinco começarem a chorar ao ouvirem isso. – Oh… Não chorem… Corram, pois vou realmente mata-los.

Ao dizer isso, o urso começou a andar na direção deles, fazendo com que cada um corresse para um lado, se escondendo da maneira que podia. Yuu correu para os banheiros, se escondendo no banheiro feminino, Karen correu para a cozinha, Shinoa se escondeu em baixo de uma das mesas no restaurante, Mitsu correu para a enseada pirata, ficando atrás de Foxy, chorando baixinho, tentando parar de chorar para não chamar a atenção do urso. Katsu correu por toda a pizzaria, chegando numa sala com duas portas, tendo uma mesa. Ele se escondeu em baixo da mesa.  E ficou lá em silêncio.

O urso roxo continuava onde estava quando de repente riu um pouco. Ele olhou para a faca, e as esferas brancas que representavam seus olhos ficaram vermelhas.

—Pobres tolos… O que porra estão fazendo? Irão todos morrer… Para que se esconder? - Disse ele, para si mesmo, começando a andar pela pizzaria. Ele vai andando em direção da cozinha, onde tinha ouvido alguns gemidos de choro. Ao chegar lá, embaixo da mesa, conseguiu ver uma garotinha, sendo que ela tinha cabelos amarelos. Ele se aproximou dela, e disse, num sussurro. – Te achei… Princesinha…

Ela gritou, e tentou correr, para sair de baixo da mesa, e tentar fugir. Porém o urso foi mais rápido, e segurou o braço dela, a puxando para si, e a jogando com força no chão. Ele ofegava de forma asquerosa, enquanto mexia a faca. A garota logo tentou correr, porém ele lançou a faca nas costas da mesma, que cuspiu sangue, e caiu no chão, de bruços. O ser roxo se aproximou dela, pegando a faca, e esfaqueando a garota várias vezes, sem se importar se era uma criança inocente que estava ali. Era um ato repulsivo, e mesmo assim ele nãos e importava. Quando notou, a loirinha estava finalmente morta, se mover mais. Então pegou o corpo pelo cabelo, e saiu arrastando até o restaurante, a jogando no palco, nos pés do animatronico feminino. A Chica.

—Bem… Foi fácil demais garotinha… Porque não gritou mais? – Resmungou ele. – Ainda faltam quatro…

Nisso, ele ouve o barulho de uma cadeira sendo derrubada. Olha para trás rapidamente, e vê uma garota de cabelos roxos, chorando e com a mão na frente da boca, vendo a garota loira estirada aos pés da Chica. O chão do palco estava com uma poça de sangue saindo da garota.

—KAREEEEEEEEEEEEEN! – Gritou Shinoa, em desespero. Ao ver que a amiga não respondeu, ela correu até a mesma, tocando no corpo morto. Para a roxeada, não importava mais se o urso que estava fugindo estava ali ou não. Estava a ponto de entrar em um colapso. Ela começou a gritar de desespero. O urso começou a rir enlouquecidamente, chutando a garota com força. O mesmo tinha uma força sobre-humana, e com apenas aquele chute conseguiu quebrar o braço da mesma. Ela caiu no chão gritando de dor, e gritou mais ainda quando o urso pisou no estomago dela, fazendo com ela vomitasse sangue. Ele pisou várias vezes, enquanto a menina apenas cuspia mais sangue. Ela já estava em seu limite.

O urso era cruel em suas ações, e não tinha escrúpulos. Ele queria matar mais e mais, não se importando com mais nada. Se aproximou do rosto da roxeada, e disse:

—Obrigado pelos seus gritos. Foi divertido… Te matar. – Ele enfia a faca na testa da garota, que perde o brilho dos olhos instantaneamente. Depois, retira a faca, fazendo o sangue espirrar, e a segurando pela cabeça, a joga contra o Bonnie. – Bom… Faltam três… Onde está a terceira?

Ele vai andando pelo local, passando em frente a enseada pirata, notando que a cortina estava entre aberta. O homem dentro do traje dá sorriso, logo imaginando que alguém havia se escondido ali. Ele rasga a cortina, derrubando a mesma no chão. Nota que há algo escondido atrás de Foxy. Ele derruba o animatronico, vendo uma garotinha também loira ali chorando encolhida. Ela tinha maria Chiquinhas, e foi por uma delas que foi puxada de seu canto, sendo jogada em cima de uma mesa, quebrando a mesma. Ela vomitou sangue, e logo em seguida recebeu um forte soco do animatronico, fazendo ela vomitar mais sangue ainda. Nisso, pega a faca, e limpa o sangue que havia na mesma no rosto dela.

—Você será a próxima… Sua bastardinha… - Quando ele ia atingir a faca no rosto dela, ele sente um impacto na lateral do traje, o fazendo cair de lado. Ao olhar, vê uma das crianças, sendo o garoto de olhos verdes, que o encarava com fúria. O garoto tinha um olhar de ódio, porém as lagrimas estavam descendo por seu rosto.

—DEIXE A MITSU EM PAZ! – Gritou ele, furioso. O urso rosnou, ficando de pé. Ele chutou a faca que havia caído no chão para o lado.

—Sabe… Eu realmente odeio aqueles que fingem ser heróis. Caras como vocês devem simplesmente morrer. – Diz ele, pegando o garoto pelo pescoço, e apertando o mesmo. Yuu segurou o grande braço do animatronico, tentando fazer com que o mesmo parasse de apertar, mas estava sendo em vão. O sangue começou a escorrer pelo canto de sua boca. Nisso, sentiu que o aperto em seu pescoço foi afrouxado, mas logo em seguida o urso roxo deu um soco no peito do menino com toda a força que o traje permitia-lhe usar. Isso fez com que quebrassem as costelas do garoto, sendo que elas perfuraram o coração. Ele vomitou sangue e foi jogado no chão. Nisso, o urso andou até a loira, que olhava para Yuu chorando alto. Ele a pegou pelo cabelo, e deu o mesmo soco que deu no moreno. No mesmo ponto, fazendo com que as costelas perfurassem o coração e o pulmão. Ele a jogou ao lado do garoto. Os dois ainda conseguiram segurar um na mão do outro, se olhando. Yuu esforçou um sorriso, e disse, com a voz falha:

—E-Eu… Vou… Estar… Com… Você para sempre… - Logo depois ele fecha os olhos, sendo que deles, escorria sangue.

—Y-Yuu… Não me… Deixe… - A loira fecha os olhos logo em seguida, sendo que estava nas mesmas condições do amigo. Os dois pararam de se mover, fazendo com que o urso roxo rosnasse.

—Esses foram os mais irritantes… Não poderia simplesmente ter morrido em silêncio? – Reclamou, sem piedade. Não queria saber se sua alma já estava condenada por suas ações. Para ele, isso não importava. Nisso, olhou para as crianças e para os quatro animatronicos. – Já sei onde vão ter seu tormento eterno.

Katsu ainda estava no escritório, tremendo de medo e chorando. Tinha ouvido os gritos de Shinoa e Mitsu, e também ouviu Yuu gritando para tentar proteger Mitsu. Nisso, se lembrou de Shinoa, que havia feito um pedido para ele quando brincavam de esconde-esconde, ainda quando ainda era de tarde:

“Shinoa e Katsu estavam escondidos no meio de um arbusto. De repente, o azulado sentiu sua blusa ser puxada, e olhou para Shinoa, que o encarava com sua expressão neutra. Ela era fofa, mas não chegava aos pés de Kazehana na opinião do filho de Nero e Yuko:

—O que foi?

—Posso ser sua imouto? – Questionou ela, fofa. Katsu olhou para ela estranhando.

—Minha… Imouto? Eu pareço um irmão mais velho? – Ele questiona, vendo a pequena assentir. Ela era menor que ele, por isso, ele a via mesmo com uma irmã mais nova.

—Sim… Eu sou menor que você… Mas se disser isso para mim, ou contar para alguém que eu falei isso, vou te espancar! – Disse ela, ficando brava. Katsu fica com uma gota.

—Tudo bem, tudo bem, imouto! – Ele fez um carinho na cabeça dela. “Só espero que a Kaze não fique brava…”

—Obrigada, Onii-chan! – Ela o abraçou. ”

Ao se lembrar disso, começou a chorar, pois sabia que Shinoa tinha sido pega. Ele falhou como irmão mais velho, não a protegendo. Ele não tinha a mesma coragem que Yuu. Mas naquele momento, decidiu que iria ser tão forte quanto o moreno foi. Saiu de baixo da mesa. Ele estava tremendo de medo, pois sabia que se fosse pego não teria chances.

Nisso andou pela pizzaria, notando que o urso roxo havia sumido, e que seus amigos estavam quietos. Ele estava pensando o pior. Logo chegou no restaurante, onde havia estavam as mesas e os animatronicos. Ali estava tudo normal. Os animatronicos estavam como se estivessem desligados. A enseada pirata estava com a cortina aberta, mostrando Foxy ali. Katsu foi para perto dos robôs, e notou que o cheiro de seus amigos saia deles. Ele se aproximou de Bonnie, pois viu que de uma das juntas dele saia um liquido escuro. Ele viu fios de cabelo roxo aparecendo na junto do pescoço. Ele se esticou e olhou para dentro, vendo Shinoa ali dentro, morta. Estava espremida entre o Endo-Esqueleto e o espaço que sobrava no traje. Ele se afastou, chorando. Correndo, olhou os outros animatronicos, vendo que todos seus amigos estavam na mesma situação que ela. Todos mortos, e enfiados dentro dos animatronicos.

Aquilo era sem coração, e um ato de pura maldade, o que traumatizou Katsu, que andando para longe de Foxy, pois tinha acabado de ver Mitsu dentro dele. Ele bateu as costas em algo, e quando se virou para olhar, viu o urso roxo olhando para ele, parecendo contente.

—Agora chegou sua vez…

O urso pegou Katsu pelos cabelos, e saiu o arrastando pela pizzaria, enquanto ele se debatia. Vez o outra, tomava um chute do urso, para ficar quieto, porém isso não acontecia. Com esses chutes, Katsu estava, novamente com costelas quebradas, e o corpo dolorido. Nisso, chegaram em uma porta, que tinha uma placa, com os dizeres:

SAFE ROOM

O urso abriu a porta, sendo que lá dentro tinha peças para os animatronicos, e até trajes vazios. Ele jogou o garoto em cima de uma mesa que tinha ali, em cima das ferramentas, fazendo Katsu gritar de dor. O urso apenas riu, e foi para uma prateleira, que tinha várias outras ferramentas. Katsu olhou em volta, e viu um urso jogado no canto, como um cadáver sentado, e com a cabeça pendurada para o lado direito. Podia-se ver o Endo-Esqueleto dele, se olhasse para os braços, pernas, mãos e pés, porém não haviam olhos. Era um urso amarelo, que estava com a boca arreganhada. O azulado saiu de seu transe ao olhar para ele, quando sentiu um soco do urso roxo em seu estomago. Ele vomitou sangue, fazendo o urso rir, e começar a espancá-lo. Logo o espancamento parou, e Katsu estava semiconsciente. Nessa altura estava pensando em Kazehana. A pequena que o salvou da floresta. A única que se aproximou dele.

Não notou que o urso roxo vinha com um alicate na direção dele. O urso olhou para o urso dourado, e comentou:

—Seu animatronico não tem olhos… Não há porque você ter isso. – Disse ele. Nisso, com o garoto ainda vivo, e sentindo um prazer repugnante ao fazer aquilo, arrancou os dois olhos de Katsu, com ele gritando de dor, e com sangue espirrando de seu globo ocular. O azulado estava cego, e quase morrendo. Sentiu ser pego no colo, e ouviu os barulhos de alguém mexendo com o animatronico no chão. Logo, sentiu seu corpo sendo escorregado para dentro do mesmo, sentindo o Endo-Esqueleto o apertando. Nisso, clamou pelo nome da jovem que amava:

—KAZEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

Kazehana que estava com o ursinho de pelúcia dourado olhou para a porta do hotel. Ela tinha sentido que Katsu havia a chamado. Se levantou, deixando o ursinho cair no chão, mas logo o pegando em seguida. Ela aproveitou que seus pais estavam com Nero e Yuko, sendo eles já haviam rodado por toda Crocus procurando as crianças e não encontrando elas. Ela saiu correndo do hotel, porém, no último minuto, Yuko notou que ela havia saído.

—Kaze? – Questionou ela, atraindo a atenção dos outros.

Havia começado a chover, sendo que a pequena albina com orelhas de raposa corria sem se importar se estava completamente encharcada. Ela havia conseguido voltar a sentir o cheiro de Katsu e de seus amigos. Eles vinham da pizzaria, que era para lá que ela corria. Logo ela chegou no local, porém a porta estava fechada. Ela rosnou um pouco. Estava angustiada para ver o azulado.

Yukiryuu no Hoko! (Rugido do dragão da neve) — Ela inflou suas bochechas e soprou uma grande quantidade de neve e gelo, destruindo a porta de entrada. – Katsu? Shi-chan? Yuu? Mitsu-chan? Karen-chan?

Chamou, mas não houve resposta. O cheiro deles estava ali. Eles não podiam ter ido para outro lugar. Logo foi andando sendo que achou o cheiro de Yuu, Shinoa, Mitsuba e Karen. Chegou na área do restaurante, onde estava o palco com os animatronicos. Ela notou que todos eles tinham um liquido negro escorrendo pelas suas juntas. O cheiro daquilo era de sangue. A pequena albina correu para perto dos animatronicos, olhando dentro deles, como Katsu tinha feito momentos antes.

Ela arregalou os olhos quando viu, Yuu morto dentro do Freddy, Shinoa dentro do Bonnie, Karen dentro da Chica, e Mitsu dentro do Foxy.

Ela se afastou dali traumatizada e com lagrimas nos olhos, enquanto tampava a boca com as mãos. Mas ela ainda sentia o cheiro de Katsu naquele local. Ela havia deixado seu ursinho cair de novo, mas o pegou, e o abraçou.

—Katsu… - Disse ela, correndo de novo, sentindo o cheiro do amado. Enquanto corria, as lagrimas saiam de seus olhos. Mal notou ela, que o ursinho dourado que segurava tinha duas bolinhas brancas nos olhos completamente negros. Como se fossem os olhos do mesmo. Logo ela chegou numa sala, que a porta estava aberta. Era a Safe Room. Ela entrou, temerosa, vendo as peças de animatronicos ali, e ao fundo, um Freddy Dourado. Ele também tinha manchas de sangue. Ele estava sentado, como um cadáver, com a boca completamente aberta. E ela olhou dentro dele, a partir de sua boca. Viu quem estava procurando dentro dele. Katsu também estava ali, prensado entre o Endo-Esqueleto, e as paredes do traje. Ela se ajoelhou na frente do urso dourado, o abraçando, e começando a chorar incondicionalmente.

—KATSUUUUUU-  Gritou, querendo que ele respondesse. Nisso, viu o animatronico se mover.

—K-K-Kazeeeeeeee… - O urso dourado disse. Em seus olhos, duas bolinhas brancas surgiram, e ele conseguiu mover um pouco a cabeça. Kazehana olhou para ele e o abraçou, ainda chorando. Porém, para ela, aquele robô era seu Katsu, e ele estava vivo.

Ash e os outros seguiram Kazehana chegando na pizzaria.

—O único lugar que não olhamos. – Disse Nero, entrando na mesma, sem que ninguém o impedisse. Eles viram os animatronicos, e Wendy e Yuko caíram no choro. Viram as crianças dentro dos animatronicos. Nisso, Ash e Nero correram, sentindo o cheiro da Kazehana e de Katsu. Ao chegaram na porta da Safe Room, arregalaram os olhos ao ver Kazehana chorando, abraçada ao urso dourado. Nero caiu de joelhos quando ela beijou o focinho do urso e disse:

—Katsu… Porque tentou morrer e deixar a Kaze?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...