História Guardiões - Capítulo 50


Escrita por: ~, ~SweetWords_ e ~DeaarWords

Postado
Categorias Emilia Clarke, Fifth Harmony, Justin Bieber, Kit Harington, Little Mix, Melanie Martinez, One Direction, Selena Gomez, Shawn Mendes, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Emilia Clarke, Harry Styles, Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Kit Harington, Lauren Jauregui, Leigh-Anne Pinnock, Liam Payne, Melanie Martinez, Niall Horan, Normani Hamilton, Perrie Edwards, Shawn Mendes, Zayn Malik
Tags Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Gigi Hadid, Guerra, Lauren Jauregui, Little Mix, Magia, Normani Kordei, Norminah, One Direction, Sexo, Zayn Malik
Exibições 169
Palavras 5.065
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 50 - Dia dos Mortos


1º de dezembro de 2016 - Dois dias para a Guerra

Point View Of Sean

Mal havia conseguido pregar os olhos, e meu celular tocou. Logo no primeiro momento meus olhos se abriram em alerta com o pequeno susto pelo toque inesperado. Olhei para o relógio na cabeceira, precisando fazer esforço para enxergar a hora e o celular parou de tocar. Ainda é uma e meia da manhã, não é meu despertador. Peguei o celular, sentindo meu corpo ser tomado por tensão, o que poderia ser? Estava prestes a desbloquear a tela para saber quem estava ligando quando ele voltou a tocar, exibindo na tela o nome de Elle Fanning, que quando pegou meu número dissera que só ligaria a essas horas caso houvesse uma emergência.

Sentei na cama com certa dificuldade e atendi ainda sonolento.

- Sean? - Ela chamou, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. - Acho que estava dormindo, me desculpa te acordar... É que, eu acho que tem um problema.

- Tudo bem - murmurei sonolento e acendi o abajur. - O que aconteceu? Está tudo bem com os vampiros?

- Está sim - ela disse baixo. - Estávamos fazendo a ronda quando ouvimos algo estranho, Kelin e eu seguimos o som e bom... Tem duas sepulturas cavadas aqui, de dentro para fora.

Uni as sobrancelhas.

- Quer dizer zumbi?

- Na verdade, pensamos em algo um pouco mais antigo - ela disse. - Strigoi.

- O que é isso? - Perguntei saindo da cama.

- Chame os outros e venham para cá - ela disse. - Estamos esperando no cemitério da cidade. Vamos explicar, e se encontrarem algo parecido com um vampiro só que um pouco mais macabro, tomem cuidado. Muito cuidado.

- Tudo bem - eu disse unindo as sobrancelhas.

Ela desligou o telefone e eu cuidei de ligar para os outros enquanto me vestia. Quase todos estavam dormindo, exceto por Zayn, de acordo com ele, Gigi não estava se sentindo bem então pediu para avisar que não poderia ir porque estava com ela. Os outros não se importaram por compreenderem, a maior parte de nós ficou feliz que os dois estejam finalmente realmente gostando um do outro... Talvez até mais que isso.

Coloquei mais roupas que o normal, já que as madrugadas são ainda mais frias que as noites e sai de casa. Mel disse que me encontraria no cemitério já que eu teria que atravessar a cidade para buscá-la. Quando cheguei ao mesmo, Elle, Kelin e Andy já estavam na companhia de Lauren, Camila, Sofia, Tay, Ally, Chris, Louis e Selena... Todos inquietos pelo frio que os fazia dar pulinhos, enquanto os três vampiros permaneciam indiferentes com suas vestes de tecido fino. Eis uma das vantagens de estar semimorto.

Liam veio comigo no carro, e parecia inquieto esfregando uma mão na outra enquanto caminhávamos na direção dos outros.

- Cadê os outros? - Ele perguntou.

- Estão chegando - Lauren respondeu depois de soprar entre as mãos.

Perrie e Harry chegaram logo em seguida junto dos irmãos de Harry, e depois Dinah e Normani pararam o carro perto de nós antes de saírem do mesmo. Por fim, Shawn chegou pouco antes de Melanie e Niall, que avisou que era melhor que fosse algo sério para o fazermos sair da cama nesse frio.

Os três vampiros não pareciam nada bem humorados, na verdade, suas expressões estavam carregadas de preocupação como eu nunca vi antes. Enquanto nos guiavam para dentro do cemitério, explicaram que os outros vampiros ficaram encarregados de rondar a cidade e tinham ordens para pegar os strigois caso encontrassem com eles.

- Pesquisei esse nome enquanto nós estávamos vindo e tudo que vi estava relacionado a uma série de livros de vampiros - Normani comentou esfregando uma mão a outra.

- O que dizia nessa saga? - Elle perguntou a olhando brevemente.

- Algo sobre vampiros que se alimentam de vampiros - ela respondeu.

Kelin deu uma risada baixa, com desdém e Andy balançou a cabeça negativamente enfiando as mãos nos bolsos.

- Eles são parte do passado da Romênia, mais antigos que a lenda de Drácula. Na verdade não são vampiros, mas são parecidos. São almas perturbadas que se tornam monstros e saem dos seus túmulos. Eles se alimentam dos vivos para recuperar suas forças, e são muito fortes e perigosos - Elle disse. - Ficam invisíveis e muitas vezes causam grandes problemas. Acreditamos que dois dele estão em algum lugar pela cidade agora.

- Essas coisas estão ameaçando nosso segredo - Shawn resmungou.

- Olhem o lado bom, é o penúltimo - T-Sty disse em um tom mais baixo.

- Como matamos? - Lauren perguntou ignorando a conversa dos mais novos. - Deve ter um jeito, não é?

- Na verdade, tem, mas é muito difícil - Elle disse. - Se tornaram tão perigosos, que alguns corpos passaram a serem cremados na Romênia, outros tiveram suas sepulturas violadas depois de um tempo e foram queimados. Eles assumem qualquer forma, mas normalmente de animais.

- Para muitos, foi isso que inspirou a lenda do Conde Drácula - Andy destacou e parou de andar ao parar perto de duas covas abertas. - Elas foram cavadas de dentro para fora - se abaixou apoiando os braços nos joelhos -, e se olharem de perto, vão ver que tem marcas de garras na terra mais úmida da superfie, o que indica que já mudaram de forma pra sair. Eles sabem o que são.

- E onde estão agora? - Camila perguntou baixo.

- Podem estar em qualquer lugar, na verdade. - Kelin disse. - E devem estar famintos. Eles se alimentam do sangue de pessoas, faz século que não topava com um deles.

- Como matamos essas coisas? - Camila perguntou baixo.

- Alho, cebola... Em grandes quantidades. Sangue de homem morto é como tortura para eles, como é pra nós - Elle respondeu. - Mas eles são mais fortes que vampiros, talvez por serem mais antigos e ainda mais demoníacos. Enquanto nós temos apenas um passado com ligação a demônios, eles são demônios. Transformam-se quando resolvem voltar.

- Qualquer traço mortal neles é quase mínimo, tanto em sua personalidade quanto fisicamente. A maioria deles nem lembra quem é de verdade, seriam capazes de matar até mesmo seus próprios pais e filhos se estiverem com fome - Kelin disse. - E podem acreditar, eles estão.

- A vantagem é que eles não saem na luz do dia, a desvantagem disso é que eles vão comer o quanto puderem durante a noite - Andy disse.

- Se não saem na luz do dia, nosso dia será livre - Camila comentou.

- Provavelmente - Lauren disse baixo. - Mas quantos podem matar essa noite? Vamos ter que correr. Dois já foram mortos e graças a isso tem investigadores na cidade inteira atrás do que fez aquilo, se pessoas morrerem durante a noite e descobrirem que o sangue delas sumiu, vai ser o estopim. Sem contar que não fazemos ideia de qual será o último presságio.

- Vamos ajudar vocês - Elle declarou.

- Obrigada - Lauren disse com um sorriso suave.

Point View Of Ally

Em uma tínhamos tudo que precisávamos. Depp pegou bastante sangue de alguns corpos do necrotério e agora tínhamos seringas cheias com eles. As matilhas de Louis e Leigh-Anne haviam se disponibilizado a nos ajudar apesar do horário e de trabalharem com vampiros. Eles haviam ficado com as seringas de homem morto, já que os vampiros podiam matar os strigois arrancando-lhes as cabeças ou corações. Nós ficamos com pastas de cebola e alho.

- Usem isso aqui - Elle disse nos entregando potinhos com arroz.

Uni as sobrancelhas olhando os grãos crus no meu potinho e olhei a loira que entendeu bem a minha confusão e a de Troy que também olhava sem conseguir entender.

- Strigois seguem aquela regra de contar grãos quando são jogados para eles - explicou. - As pessoas acham que isso se aplica a nós vampiros, mas na verdade é uma característica deles. Se você jogar isso, ele vai instintivamente abaixar e começar a contar grão por grão, sem parar. Isso dá tempo para vocês enfiarem o artefato banhado em alho. Fiquem longe das presas deles, se morderem vocês podem sugar o sangue rápido o bastante pra deixar inconsciente - aconselhou.

- Vampiros são mesmo esquisitos - Troy murmurou para mim.

Sorri de canto e ergui os olhos encontrando Elle com uma sobrancelha erguida:

- Eles não são vampiros, au-au - disse ironicamente e se afastou.

Troy a fuzilou com os olhos e tentei desfazer o sorrisinho de canto massageando seu ombro cuidadosamente, na tentativa de fazê-lo se acalmar. Era divertido como os vampiros e lobisomens se provocavam feito duas crianças.

Coloquei o pote na minha bolsa, junto do outro com a pasta de alho que tinha o cheiro forte e provavelmente só sairia da bolsa com magia ou com boas e longas lavagens.

- Tudo bem, vamos nos separar em grupos pra encontrar esses cadáveres ambulantes. Os lobisomens e os vampiros são principais, porque se essas coisas estiverem dentro da casa de alguém só eles vão saber - Lauren começou a falar para o resto de nós. - Temos até as cinco, quando começa a amanhecer, então talvez não tenhamos que nos preocupar tanto, mas vamos fazer o nosso máximo apesar do sono, ok?

Todos nós assentimos e logo começamos a nos dividir em grupos. Alguns grupos acabaram por ser só de vampiros ou só de lobisomens por estarem e maioria, e os nossos tinham de dois a três de cada espécie.

- Lembrem-se, os strigois ficam invisíveis, são bem rápidos e fortes e, além disso, podem se transformar em qualquer coisa - Elle exclamou. - Todo o cuidado é pouco. Principalmente para vocês, guardiões, que tem os sentidos menos apurados que os nossos.

- Se quiser se transformar em um cão agora, pode fazer - Sofia disse para Troy que estreitou os olhos.

Estreitei os olhos para minha irmã que ergueu as sobrancelhas enquanto alguns riam da piadinha da mais nova.

- O que foi? Ele é meio que da família agora! Eu tenho que perturbar, é meu dever. Duh!

Meu rosto queimou e resmunguei tapando-o brevemente com as mãos. Respirei fundo, ouvindo a movimentação começar, não podíamos perder mais tempo.

- Desculpe por isso - eu disse à Troy.

Ele riu baixo e me olhou sem deixar o sorriso sumir.

- Por quê? Foi engraçado - disse dando de ombros.

Eu sorri, mesmo sem jeito e o segui. Nós não tínhamos tempo a perder, ou então poderíamos ter que aguentar duas noites com essas coisas andando por aí e dar um jeito de abafar os casos de possíveis mortes estranhas - ainda mais estranhas que as dos guardas.

Caminhamos por algum tempo, com Lauren e Camila a frente do grupo. Troy, Charlie e Max caminhavam mais devagar, atentos a tudo que acontece ao nosso redor. Seus olhos se movendo rapidamente pelo espaço iluminado apenas pelos postes de luz a nossa volta enquanto invejo a incapacidade deles de sentir frio!

Meus dedos já estão dormentes por dentro das luvas e a pele do meu rosto parece completamente cortada pela brisa. Um pouco de magia e parece que meu corpo está mais quentinho enquanto os acompanho, mas foi então que Charlie parou no meio do caminho. Seus olhos se ergueram na direção de uma casa e seu cenho franziu lentamente enquanto os olhos se estreitaram. Troy e Max também estavam atentos naquele mesmo ponto, seus olhos cintilando com coloração amarela.

- Estão ouvindo algo? - Lauren perguntou num sussurro.

Max assentiu, mas não falou nada. Ele apenas correu e tomou impulso para escalar a casa. Movia-se com agilidade e destreza, como se aquilo fosse feito por ele todos os dias. Como se fosse simples de todas... Talvez seja para ele.

De longe vimos sua silhueta espiar pela janela e então ele se virou para nós, os olhos amarelos ainda mais intensos. Ele fez um gesto para dentro do quarto e Troy e Charlie seguiram juntos para fazer o mesmo que ele. Olhei as garotas, que pareciam curiosas para saber o que eles fariam quando encontrassem a coisa. Minha curiosidade foi quebrada logo que os três avançaram para dentro, passando pela vidraça.

Uma silhueta humanoide cortou o ar e Lauren foi quem pensou mais rápido. Ela fez um gesto e a coisa, com sua trajetória interrompida, veio diretamente para o chão, abrindo uma cratera. Camila murmurou algo e fomos envoltas por um circulo de energia que reconheço bem, ele impedirá que qualquer pessoa do lado de fora escute ou veja o que está acontecendo. E nos impede de sair.

Os três lobos saltaram para baixo, com uma mulher nos braços que reconheci como uma atendente do Lewis. Desmaiada.

- Camila - eu disse.

Ela não respondeu ou me olhou. Uma parte do circulo se abriu e sai para ajudar a socorrer a garota.

Point View Of Camila

Lauren Agora estava com a sua espada suja com o creme de alho, e eu, ao seu lado, segurava a minha de duas pontas com um lado de alho e outro de cebola. A coisa ainda parecia tonta com o impacto, então nos entreolhamos e avançamos esperando espetá-la de uma vez, mas ela foi mais rápida. Seu impulso repentino a levou para metros acima de nossas cabeças e quando ela tentou sair, percebeu que a barreira ia para onde quer que ela fosse.

A sua solução é lutar.

- Saiam do meu caminho! - Sibilou ela caindo em nossa direção.

Com os braços colados ao lado do corpo, e então, em algum momento seu corpo se transmutou para o de uma águia maior que o comum. Não hesitamos. Lauren girou sua espada em uma mão e eu a minha em meus dedos e então nós duas investimos contra o ar acima de nossas cabeças. Eu errei, mas a ponta da espada de Lauren cortou a pele da coisa que guinchou e aterrissou em sua forma humanoide.

Os olhos profundos e negros, sem qualquer brilho e a pele cinzenta exalam morte. As orelhas pontudas e o rosto deformado.

- Vocês vão morrer! - Disse.

Lauren gargalhou e lançou a espada contra a coisa que voou. Então, deixando o monstro acreditar que fora um golpe errado, Lauren ergueu e baixou a mão com velocidade, fazendo a coisa cair outra vez e dessa vez eu investi contra ela e uma de minhas lâminas atravessou seu ombro quando ela desviou seu peito de minha mira.

Ela gritou e fumaça saiu do ferimento que pareceu madeira ao ser atravessada por um ferro quente pelo contorno vermelho alaranjado que tomou. Eu sorri aquilo havia machucado o bastante.

Tirei a arma de sua pele e ela tapou o ferimento com a mão. Lauren já tinha sua espada, que mais uma vez fora lançada e dessa vez, acertou em cheio o pescoço da fera.

Não houve um novo grito ou uma nova ameaça, apenas cinzas no asfalto destruído.

Cai sentada para trás, sentindo meu corpo se desfazer da adrenalina e o chão começou a se consertar com um comando de minha namorada, que logo me ajudou a levantar. Baixei a barreira, e quando olhamos para a casa que os rapazes haviam invadido há pouco tempo para pegar a fera, ela estava intacta novamente.

Ally e os lobisomens estavam parados no gramado, nos fitando com surpresa e admiração. Talvez não pensassem que éramos capazes de tanto, eu não os culpo, também não pensei isso.

- Já avisamos que pegamos um - Ally disse com um sorriso orgulhoso. - A garota não vai lembrar nada, e ficará bem. Os pais dela também não vão lembrar e pelo visto ninguém na vizinhança ouviu o vidro, então...

- Ótimo - Lauren sorriu suavemente, ainda ofegando. - Vamos procurar o segundo, talvez tenhamos a sorte de encontrá-lo por aqui.

Point View Of Dinah

- Sabem que eu acho que vai ser fácil? - Tay disse serena caminhando de mãos dadas com Sofia. - Somos bons! Matamos o leão de Neméia, quantas pessoas podem se vangloriar disso?

Suspirei pesado e balancei a cabeça olhando para Ariana, Emeraude e Jamie que caminhavam a nossa frente. Os três lobos da matilha de Leigh-Anne se ofereceram para vir conosco no momento em que nos fora dito que sairíamos em grupos. Apesar de falar pouco, Jamie parecia ser ótimo em rastrear, ou farejar, as coisas. Ele estava sempre na frente e seus olhos tinham um amarelo mais brilhante, como se o cheiro estivesse o atiçando.

- Essa coisa fede a carne podre - Ariana resmungou.

- Deve ser porque é carne podre - Emeraude respondeu em seguida.

A loira olhou para a morena que retribuiu o olhar com um sorrisinho divertido. Olhei para Mani ao meu lado, e seus dedos entrelaçados aos meus com firmeza demonstram que ela está um tanto assustada com nossa situação. É claro que já passamos por coisas bizarras até aqui, mas nunca perseguimos nem um tipo de zumbi ou morto-vivo que não fosse um vampiro, e agora estamos procurando um zumbi que tem habilidades de um vampiro.

É no mínimo esquisito até para pessoas como nós.

- Está por aqui - Jamie disse baixo.

Ele parou de andar no momento em que fungou duas vezes e então olhou para os lados, dando passos para a esquerda na direção de uma casa térrea. A casa da família Stewart, uma família de esquisitões, devo destacar. Quando chegaram, pensamos que eles eram algum tipo de criatura, mas descobrimos que são só mundanos com hábitos estranhos e não algum tipo de família Addams - O que foi bom na época, afinal, nós estávamos enfrentando uma infestação de gnomos, criaturinhas asquerosas!

Jamie se esgueirou em direção a casa, a fim de colocar nosso plano em prática.

Logo que nos dividimos, Elle pediu para que os lobisomens e os vampiros entrassem na casa para pegar o monstro e jogá-lo para fora, assim os outros feiticeiros deveriam isolar a área e matá-lo enquanto apenas um feiticeiro cuidaria de apagar a memória da vitima e lhe dar uma poção de cura.

Tay, Sofia e eu nos preparamos para receber o ser enquanto Normani se afastou de nós. Ariana e Emeraude se aproximaram de Jamie e então, os três entraram juntos e rápidos no quarto. O que aconteceu em seguida foi rápido demais para meu cérebro assimilar. Houve uma batalha lá, algo se quebrou e um grito agudo feminino seguido de uma confusão do casal Stewart. Mani correu na direção da janela, e com um gritinho jogou-se contra a grama seca do jardim da frente, movimento que salvou sua vida já que naquele momento uma coisa veio voando de dentro do quarto trazendo consigo cacos de vidro. Vi Mani se erguer rápido e entrar. Em câmera lenta olhei para cima, e vi a fera começar a se modificar no ar, pronta para fugir.

- Dinah! - Sofia gritou.

Voltei para a realidade com um pequeno susto e com um gesto fiz trouxe a coisa para o chão. Ela relutou antes de cair fazendo uma enorme cratera e causando um tremor. O circulo protetor nos envolveu de uma vez, formado por Sofia e então estávamos encarando uma das coisas mais estranhas que eu já vi em minha vida.

Com um impulso, ficou de pé e pude ver que um dia fora um homem. A pele é cinzenta e lisa, sem qualquer sinal de humanidade. Não tem cabelo e seus dentes são podres, os olhos parecem não existir, sem brilho ou qualquer outro tom que não seja negro.

- Vocês vão morrer - ele sibilou.

- Hey, Tay, não nos disseram isso um dia desses? - Sofia sorriu e girou sua espada.

- Oh se disseram - Tay respondeu apoiando a lança no chão. - Eu acho que você devia tentar usar um pouquinho de base, pra ficar menos pálido... Sabe como é, né? Beleza não é tudo, mas querido, você é horrendo!

Sorri e agarrei firme meu mangual.

- Sem essa, Tay! - Respondi. - Pra ficar bonitinha sendo uma coisa assim, só nascendo de novo!

- Concordo com a DJ, amor - Sofia riu.

A coisa correu para Sofia, que pensou rápido e cortou o ar à sua frente, passando de raspão na coisa, que gritou furiosa. Tay por sua vez lançou sua arma, mas ele teve tempo de desviar e se não fosse pela agilidade de Sofia ao girar para o lado, a arma teria a acertado.

- Taylor! - Ela vociferou.

A lança cortou o ar voltando para sua dona.

- Foi mal, amor!

Girei meu mangual e o lancei para a coisa, vendo a arma ser guiada pela bola cheia de espinhos da ponta. Passou raspando e uma das pontas passou raspando na coisa que gritou furiosa. Chamei o artefato de volta e o agarrei sem tirar os olhos do monstro que agora voava acima de nossas cabeças.

Ele tentou ir mais alto, mas fora detido pela barreira superior do cilindro e então quase caiu direto para a morte.

- Droga! - Sofia resmungou.

- O que foi? - Olhei a mais nova.

Ela estava colocando a pasta de alho na sua espada.

- Nós nos esquecemos desse detalhe! - respondeu.

Peguei a caixinha e então estava prestes a sujar ela com a cebola quando lembrei a dica de Elle. Sorri para as meninas, que não entenderam. Como não havíamos lembrado isso antes?!

Estava abrindo a bolsa quando Taylor me gritou. Eu olhei para cima e ele estava vindo direto para mim.

- Filho de uma puta...

Ele vinha voando, e quando a coisa chegou mais perto, eu virei uma cambalhota o deixando para trás. Meu cabelo ocupou meu rosto e quando percebi, meu mangual continuava em meu poder, mas a bolsa estava lá trás. Olhei na direção, vendo-a sob os pés da fera que gritava e guinchava nos ameaçando com seus sons animalescos.

Levantei e cheguei para trás, vendo Tay jogar sua lança mais uma vez. Teria acertado em cheio se o monstro não tivesse se movido na hora. A lança passou raspando pela coisa que gritou mais alto, e ao invés de um simples grito, por uma fração de segundos, vi fumaça sair do ferimento.

- Vem aqui vem - Sofia disse a ele, que correu na direção de Tay, desarmada.

Sofia jogou a espada e Tay desviou para o lado. A lâmina passou raspando e quando vi a lança de Taylor estava de volta em sua mão.

Eu corri de volta para minha bolsa, abrindo-a rapidamente.

- Dinah! Precisamos de uma ajudinha!

Tay disse alto e quando olhei a vi tentando desviar de vários golpes mais que rápidos da coisa.

- Achei!

Sussurrei ao encontrar o pote.

- HEY! - Gritei.

A coisa me olhou e eu virei o conteúdo no chão, ouvindo os grãos se chocarem no asfalto lentamente. O monstro resmungou algo, e se tornou um borrão na direção dos grãos. Quando vi novamente, ele estava abaixado separando-os e contando em voz baixa.

- Agora! - Eu disse para Sofia.

Ela pegou a espada no ar e correu. O monstro tentou se apressar na contagem, mas ela foi mais rápida. A espada cortou o ar acima de sua cabeça e então separou a cabeça do Strigoi do resto de seu corpo. Cinzas. Foi tudo ao que ele se reduziu.

Arfei. Ofegante, fiz a rua voltar ao normal enquanto a barreira se desfazia ao nosso redor.

- Vocês lutam muito bem mesmo - Emeraude disse quebrando o silêncio.

Eu sorri e olhei para os quatro, até mesmo Normani estava surpresa e a casa atrás deles havia sido restaurada.

Point View Of Theodore

Dimensão dos mortos, presente

DiHavíamos visto as lutas pelo visor, e apesar da distração das mais jovens Cabello e Morgado, todos haviam se saído muito bem. Fazia tempo que não tínhamos descendentes tão empenhados e bons em luta corporal, sua criação com pouca magia e muito treino teve uma grande parte nisso. Todos os conselheiros estiveram vidrados nas imagens, sorrindo e aplaudindo em meio a elogios. Elijah e Liana, os filhos de Alastair e Fleur não fazem nada diferente. Eles são os únicos mais novos que nós que se mantêm firmes observando todos os detalhes que acontecem do outro lado, enquanto outras almas herdeiras apenas se perdem pelo limbo conhecendo mais das variadas realidades que temos nesse lugar.

E desde que chegou o meu herdeiro, Austin não tem feito diferente.

O observando em nossa eternidade e tempo inexistente, vejo que ele amadureceu muito mais entre nós que entre os vivos. Talvez por estar longe das asas de seus pais, ou talvez por ter visto como as coisas realmente são em qualquer mundo.

Austin está mais afastado, sentado no degrau mais alto das escadarias desse hall, com a testa escorada no corrimão de grades lustradas e com os olhos vidrados nas imagens que passam lá em baixo na parede. Estão embargados por algo semelhante à tristeza. Os dedos entrelaçados no espaço entre as pernas abertas e os cotovelos apoiados na coxa, vestidas pelo jeans que costuma usar aqui apesar de poder usar qualquer coisa desde que pense nela.

Sai dentre os meus que ainda conversam animados sobre a vitória que se aproxima cada vez mais e subi as escadas sentando ao lado do rapaz, que agora me olhara confuso.

Quando ele chegou, todos conversaram com ele. Liana foi quem mais lhe deu apoio para aceitar sua condição e o que o levara a isso... Mas eu mantive certa distância. Queria ver o quanto ele mudaria, o quanto ele se mostraria merecedor do sobrenome como Zayn o fazia em vida, e Shawn mostrava não ter nada de um Malik verdadeiro, o que não é diferente de seu pai, claro... Ambos covardes e irresponsáveis hipócritas e egocêntricos.

Suspirei e Austin finalmente me olhou diretamente.

- Não vai comemorar mais essa vitória, senhor? - Perguntou baixo.

- Creio que pode me chamar de Theodore, Austin - lhe disse serenamente. - E talvez depois. Não está feliz pela vitória de seus amigos? Eles estão se saindo ainda melhor que nós imaginamos.

O garoto baixou o olhar por um momento e então mordeu o lábio inferior antes de assentir:

- Estou feliz sim, mas ao mesmo tenho medo do que virá durante a guerra. Eles podem morrer nela, podem sair traumatizados e nunca mais esquecer... Como acontece com os mundanos que lutam nas guerras mortais - disse ele. - Ou pior. Podem mudar. Considerarem-se bons o bastante para não precisarem de mais ninguém. Podem se tornar aquilo que querem derrubar. Como aconteceu com Demétria... - Ele balançou a cabeça. - Deixe para lá. É besteira minha.

Eu suspirei.

- Seus medos são completamente compreensíveis, e podem sim vir a acontecer - disse-lhe fitando as imagens. - Mas eu duvido. Demétria possuía tombamento para isso há muito tempo, mas não foi percebido a tempo para ser impedido e ela simplesmente saiu do caminho correto... Já seus amigos e seus irmãos, até mesmo o Shawn, sabem bem o que querem. Sabem o que são. Sabem o seu dever e sua missão... Eles não vão virar as costas para o que eles são, e para o que nasceram para fazer. Você não o fez, não é?

- Cai em uma armadilha - ele resmungou.

- Porque não esqueceu o que nasceu para fazer - respondi, e ele me olhou confuso. - Você nasceu para salvar as pessoas do mal, e pensou que ela fosse dos seus e por isso foi. Provavelmente os outros teriam hesitado, não por serem ruins ou desviarem do caminho, mas por pensarem em todos os pontos... Enquanto você pensou em alguém que precisava de ajuda.

- Fui burro, eu sei - ele murmurou.

Sorri e toquei seu ombro com firmeza:

- Não foi não. Foi humano, e um garoto apaixonado - lhe respondi com serenidade. - Venha, Austin, afinal, os Cabello Morgado devem estar sentindo sua falta.

Ergui-me e estendi a mão para o garoto que a olhou hesitante por alguns segundos. Ele então esboçou um breve sorriso, e a pegou aceitando a ajuda para se erguer.

Point View Of Secret

- O tempo está se esgotando - murmurei para mim, massageando minhas têmporas enquanto tento maquinar algum plano que nos torne mais fortes para a guerra, que tem corrido direto em nossa direção. - Inferno! Aquelas crianças estragaram tudo que planejei por anos!

Soquei a mesa com fúria, ouvindo o som ecoar por todo o escritório e bufei irritado. Havia conseguido alguma ajuda, mas nada comparado ao que tínhamos antes. Estamos em desvantagem e tudo porque deixei que Keana, aquela criaturinha idiota metida à feiticeira sem poderes cuidar de parte das coisas em minha ausência.

Bem diz o velho ditado “se quer bem feito, faça você mesmo”, ou algo desse tipo. Se não fosse por ela, estaríamos em vantagem! Mas agora aqueles pirralhos têm vencido os obstáculos por pura sorte, ou talvez sejam mesmo um pouco inteligentes e Demi, meus únicos olhos naquele lugar, recusa-se usar um pouco de trapaça para ficarmos mais na frente.

Ao menos temos os pecados... Isso provavelmente bastará contra um bando de feiticeiros e criaturinhas das sombras, metidos a inteligentes.

- Está tudo bem? - Ouvi a voz de Emília soar na sala.

Olhei por cima do ombro e esbocei um suave sorriso para a jovem feiticeira. Outra que acreditava na vitória dos herdeiros e na derrota definitiva dos pecados. O que não vai acontecer se depender de mim.

- Está sim, querida. Não sabia que ainda estava aqui, pensei que iria mais cedo para Far Hills - respondi-lhe com um sorriso suave. - Junto de Kit e dos outros.

A morena esboçou um sorriso sutil e balançou negativamente a cabeça.

- Iremos com vocês, Kit achou melhor assim. As coisas na cidade devem estar confusas com tudo que os garotos têm passado, além disso, um dia provavelmente não fará tanta diferença assim! - Ela dizia com serenidade, sem saber com quem fala na verdade. - Ah, papai pediu pra eu avisar que ele vai demorar mais uns cinco minutos... O paciente dele surtou de novo. Sabe como eles são!

- Claro que sim - sorri amistoso.

Ela não disse mais nada, apenas saiu da sala com um olhar enigmático e meu sorriso se desfez no momento em que virei de costas para a porta.



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