História Guardiões (do Sul) - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Guardioes, Hoseok, Sugahope, Yoongi, Yoonseok
Exibições 179
Palavras 3.427
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei que atrasei T_T mas eu tenho motivos T_T
Boa leitura, vejo vocês nas notas finais o///

Capítulo 5 - YoonGi


Eu não suportava o calor, causava-me náuseas, eu me sentia mal, meu corpo enfraquecia e eu simplesmente não suportava os dias de verão. Não sabia o motivo para isso, mas eu lembro-me que mesmo na minha infância eu preferia os dias de chuva aos dias de sol. Talvez o motivo disso fossem meus poderes, mas de fato eu nunca pensei muito sobre isso. 

Eram os últimos dias da primavera, e mesmo que fosse um pouco quente, ainda assim eu gostava da primavera. Raras às vezes em que eu me sentia mal com o calor, e eu podia ficar sentado nos galhos das arvores sentindo a brisa bater em meu rosto.  

Eu gostava de ficar ali, eram momentos em que eu passava sentindo suas emoções e sentimentos. Você sempre me acalmava me fazia esquecer – nem que fossem por breves momentos – a realidade.  

Por eu sempre ter gostado de permanecer em silêncio, eu não me incomodava de estar sempre sozinho ali, na verdade eu apreciava muito poder ficar sozinho. Era melhor para todos que me deixassem sozinho.  

Como era uma cidade pequena, com o passar do tempo acabou criando-se uma historia sobre, um tal de "espirito do gelo" que morava aqui na floresta. Eles falavam de mim obviamente, eu deveria me sentir irritado com essas histórias, mas elas mantinham as crianças, adolescentes e adultos, longe daquele lugar, então eu me sentia agradecido por elas no fim. 

Eu não odiava o mundo, odiava e mim mesmo, e não saberia se conseguiria controlar devidamente meus poderes, com a visita constante de pessoas ali. Então sim, por vezes eu até aumentava as histórias, apenas para mantê-los longe da floresta.  

Nos últimos dias eu comecei senti-lo muito cansado, eu não sabia o motivo disso tudo – me incomodava não saber o motivo –. Eu sempre gostei de sentir sua felicidade e leveza, eu sempre o admirei por isso, e senti-lo assim nesse momento estava me deixando irritado. Lembro-me de seu sorriso todas as manhãs e não admito que algo ou alguém tenha tido coragem de tirar esse sorriso de seu rosto.  

Em meio a meus pensamentos eu ouvi passos no meio na mata, e sabendo de como os moradores da cidade costumavam manter-se sempre distantes da floresta, era muito estranho ter alguém caminhando pela mata – mesmo que ainda fosse dia – ninguém nunca ia ali. 

Lembrei-me que mesmo que fosse difícil, algumas vezes apareciam alguns forasteiros de passada pela cidade, deveria ser um forasteiro desavisado sobre o "espirito do gelo", com toda certeza deveria ser. 

Eu poderia muito bem ter permanecido ali na arvore em silêncio, esperando apenas que o forasteiro seguisse seu caminho. Mas eu temia que se o fizesse, os moradores da cidade começariam a esquecer a historia do tal espirito, e começassem a frequentar o local.  

Não queria que ninguém se machucasse por minha causa novamente, não aguentaria carregar em meus ombros mais um assassinato. Então decidi assustar o forasteiro desavisado.  

Finalmente o vi em meu campo de visão. Era um rapaz alto, parecia ter a minha idade, tinha cabelos pretos caídos em sua testa, ele carregava uma mochila grande em suas costas, olhava para os lados o tempo todo – parecia procurar algo –, com certeza um forasteiro fazendo trilha pela cidade.  

Por um breve segundo ele me pareceu familiar, parecia que eu já havia visto em algum lugar, mas eu não saberia dizer da onde o conhecia. Quando ele já estava próximo a arvore em que eu me encontrava, eu pulei para o chão, ficando na frente dele. O rapaz em minha frente acabou soltando um grito, pelo susto que eu lhe dei.  

— Você poderia ter avisado que ia pular! Quase morri do coração! – disse ele após alguns segundos me encarando.  

Ele permaneceu o que devem ter sido minutos ou horas me encarando ali. Minha intenção era amedronta-lo e manda-lo para longe da floresta, porém minha voz pareceu ter desaparecido.  

Eu não sabia o que falar para o mesmo – na verdade eu duvidava se teria forças para o mesmo –. Finalmente sabia de onde o reconhecia algo dentro de meu peito pareceu se aquecer quando o fitei, e ele era o dono do sorriso que me salvou, eram suas emoções que eu sentia e que me davam esperanças para continuar vivo, ele era a pessoa que eu tanto me preocupava e tanto admirava. A pessoa que eu tanto queria conhecer.  

— Espera... – ele aproximou-se de mim, levou suas mãos até meu rosto, eu pude sentir meu coração bater acelerado. – É você!  

Ao dizer isso ele pulou em meus braços, abraçando-me apertado. Eu permanecia parado, sem corresponder a seu abraço. Ele me conhecia também? Ele sabia quem eu era? Ele sentia o mesmo que eu? Milhões de perguntas se formavam em minha mente, naquele momento.  

Eu acabei ficando nervoso com seu abraço, e sem que eu me desse em conta, nós dois estávamos no meio de um circulo perfeito, que era a única área que não estava coberta pelo gelo e pela neve. O desespero tomou conta de mim naquele momento, eu não queria o ferir. 

— SOLTE-ME AGORA! – o empurrei para longe, não queria ferir a única pessoa no mundo na qual eu me importava, não queria que ele acabasse como HyungWon e Hoseok.  

Quando o olhei ele havia caído sobre o chão. Eu conseguia controlar meus poderes – eu tinha controle sobre os mesmos, acabei aprendendo a controla-los com o tempo –, mas tudo parecia ter voltado àquela noite, quando eu tinha quatorze anos, eu não sabia o que fazer. Naquele momento tudo estava me deixando com medo, a recordação daquela noite estava me deixando desesperado.  

Ele havia se levantado e estava tentando se reaproximar de mim novamente. Quando levantei minha mão para mantê-lo longe de mim, para minha surpresa ao invés de gelo, saiu água da minha mão – deixando o rapaz em minha frente encharcado –.  

Antes que eu tivesse tempo para entender o que estava acontecendo, meu antebraço esquerdo começou a queimar, uma luz forte saiu do mesmo. Eu segurava meu braço com força, tudo que estava acontecendo era muito confuso.  

Por um breve segundo eu fitei o garoto em minha frente, ele encontrava-se com seu braço direito sendo totalmente tomado pelo gelo – eu sabia reconhecer aquilo, eu tinha lembranças de cenas piores, que não me deixavam dormir durante a noite –, ele estava sentindo dor, eu sabia pela expressão em sua face, e por eu estar conseguindo sentir a mesma dor que ele.  

Eu não sei mais o que aconteceu, tudo ao meu redor começou a escurecer, a última coisa que me lembro, foi de bater a cabeça no chão.  

 

~*~   

 

Lentamente eu abri meus olhos, olhei ao meu redor e eu ainda estava próximo a arvore – que eu costumava passar as tardes de tédio –. Levantei-me, ficando sentado e levando uma de minhas mãos até minha nuca – eu sentia uma leve dor ali, provavelmente por eu ter batido a cabeça –.  

— Parabéns Hoseok, você conseguiu matar o moço YoonGi, em menos de cinco minutos depois de tê-lo encontrado. 

Ao ouvir sua voz eu finalmente percebi que ele permanecia ainda ali, ele estava andando de um lado para o outro em minha frente, enquanto repreendia a si mesmo. Ele ainda tinha sua roupas encharcadas, o que fez com que eu me lembrasse do que havia acontecido. 

Meu coração acelerou novamente, ao lembrar-me do que havia acontecido. Dessa vez eu tentava não desesperar-me, no fim o rapaz estava bem, mas ainda assim eu permanecia confuso com o que havia acontecido.  

Lembrei-me da dor que senti em meu antebraço esquerdo, virei ele para que eu pudesse ver se haviam marcas do que havia acontecido. E realmente tinham, mas não era nenhum corte ou machucado, muito menos alguma cicatriz, havia literalmente uma marca nele.  

Parecia ser uma tatuagem de símbolos, tinha traços finos e pretos, bem desenhados. Ocupavam quase todo meu antebraço, era uma marca bem grande. Analisando-a com atenção eu conseguia identificar os ideogramas da palavra "Gelo" e "Água", que se entrelaçavam. Mesmo sem entender o que aquela marca significava, ainda assim ela era linda, chegava até mesmo a ser delicada. 

— O que você vai falar para o Hyung? – fui tirado de meus pensamentos ao ouvir novamente sua voz, dessa vez um pouco alterada. – "Há Hyung, desculpe-me, mas eu acabei matando YoonGi, assim que o encontrei" VOCÊ REALMENTE MERECE UM PREMEIO HOSEOK! 

Ele continuava a andar de um lado paro o outro, estava claramente alterado, jogava seus braços para o alto, depois levavam eles até sua cabeça, em seguida ficava gesticulando com o ar, pra depois voltar a joga-los para o alto.  

Eu pretendia deixa-lo se acalmar, para só então pronunciar-me, eu não tinha nem ideia de como chamar sua atenção. Então eu me dei conta de que ele falava o meu nome inúmeras vezes, sempre que ele referia-se a mim, ele pronunciava-me nome. 

— Como você sabe o meu nome? – levantei-me do chão dizendo tais palavras. Queria mesmo saber como ele conhecia-me pelo meu próprio nome.  

— Ha, você está bem? – ele pareceu ter me notado apenas nesse momento, vindo correndo em minha direção – Você esta ferido? Eu fiquei muito preocupado, achei que você havia morrido pelos céus como eu fiquei preocupado. – ele disse abraçando-me novamente, e ignorando completamente minha pergunta.  

Eu novamente permaneci parado, sem retribuir seu abraço. Meu coração mais uma vez estava acelerado, com sua proximidade a mim. Poderia dizer até que ele mesmo estivesse sentindo meus batimentos.  

Eu não tinha muito contato com pessoas, normalmente eram apenas as pessoas que iam até o posto de gasolina em que eu trabalhava, e nem eram muitas pessoas, era um posto afastado da cidade e quase ninguém nunca ia até o mesmo. Então não, eu não sabia como reagir a esse tipo de aproximação. 

— Você ficou muito tempo desacordado, eu não sabia o que fazer, já estava entrando em desespero – ele afastou-se de mim, com um pequeno sorriso em seus lábios, pegando sua mochila que estava no chão ao meu lado, colocando-a em suas costas novamente 

Aquele sorriso, era mesmo ele, não teria como eu confundir aquele sorriso. Ele era único. Ele não tirava aquele sorriso de seu rosto, parecia estar extremamente feliz por ter me encontrado. Não que eu estivesse diferente, mas eu estava confuso, com muitas perguntas a fazer.  

— Já que você não me disse como sabe o meu nome, poderia ao menos dizer qual o seu nome? – não era pra ter soado de forma tão grosseira, mas acabou soando.  

— Me desculpe, eu achei que soubesse. Eu sou Jung Hoseok, prazer – ele estendeu sua mão em minha direção, eu não consegui corresponder seu gesto.  

Tudo bem que Hoseok era um nome comum, mas mesmo assim ouvi-lo pronunciar causou-me um arrepio, que percorreu meu corpo. Parecia que eu estava tento um déjá-vu com ele em minha frente, apresentando-se com um sorriso em seu rosto.  

Parei alguns segundos para analisá-lo, e de fato ele lembrava meu Appa. Não que eles fossem parecidos em sua aparência, mas por ele estar ainda sorrindo. E de todos esses anos em que eu sinto suas emoções, até mesmo no fato de estarem sempre felizes, eles se pareciam.  

 — Eu sou Min YoonGi, mas isso parece que você já sabe. – eu não havia respondido seu gesto, mas ainda assim ele recolheu sua mão ainda com o sorriso em seu rosto. Permaneci alguns minutos em silencio o observando, estava começando a anoitecer e as suas roupas estavam molhadas, comecei a preocupar-me com ele. Comecei a andar em direção a cabana. – Vamos, vou leva-lo ate à cabana, lá você pode tirar essa roupa molhada, e nós podemos conversar. – disse a ele sem o olhar, mas de fato nem foi preciso, ouvi seus passos rápidos para me alcançar. 

Ele caminhava ao meu lado agora, a cabana onde eu morava era bem mais para o meio da floresta, seriam alguns minutos caminhando para chegar a ela. Passamos todo o caminho em silencio, vez ou outra eu o fitava pelo canto do olho, podendo perceber duas coisas. A primeira era que ele passou o caminho todo ainda com um sorriso em seus lábios – ele parecia ter uma luz ao redor de si, com o sorriso em seus lábios –. E a segunda coisa era que eu percebi que ele era alguns centímetros mais alto que eu, não havia notado antes, mas era uma diferença notável.   
 

~*~  
 
 

Assim que chegamos à cabana, eu mostrei a Hoseok onde ficava o meu quarto o banheiro – para que ele pudesse trocar suas roupas molhadas –, deixando-o sozinho eu segui para a cozinha em silencio. 

A cabana em que eu morava era bem simples e pequena, havia apenas um quarto – o banheiro ficava junto ao quarto –, e uma cozinha e sala juntas. Mas de qualquer forma era onde eu morava, e para mim estava tudo bem.  

Enquanto esperava que Hoseok, voltasse eu achei que seria bom preparar algo para bebermos, eu tinha muitas perguntas a fazer para ele. Esperava que ele pudesse respondê-las.  

"Os olhos dele são muito mais lindos pessoalmente"  

Pude sentir meu rosto ficar quente ao ouvir os pensamentos de Hoseok. Eu já havia ouvido seus pensamentos algumas vezes, então não me surpreendi. Na verdade o que havia me surpreendido havia sido o seu comentário sobre mim.  

Quando eu era criança, meus olhos e cabelo eram castanhos claros. Seok e Won, sempre diziam como eu era uma criança linda, e como gostavam das cores de meus cabelos e de meus olhos. Mas depois daquela noite, ambos haviam mudado suas cores.  

Eu odiava a cor atual de meu cabelo e de meus olhos, meus cabelos agora eram loiros, um loiro extremamente claro, e meus olhos eram azuis. Eu acho que o motivo para mudança da cor de ambos, tenha sido meus poderes terem despertado, e isso me fazia odiar ainda mais a cor atual deles.  

Ouvi-lo dizer que achava meus olhos lindos, havia sim me deixado um pouco envergonhado, mas ainda assim era um elogio do qual eu não fazia questão de receber.  

— Me desculpe, eu o conheci assim, por isso eu acho que eles são lindos nessa cor. – Eu estava de frente para o balcão da pia, preparando duas xicaras de chá, quando ouvi a voz de Hoseok. – Mas eu acho que mesmo que tivesse lhe conhecido antes, ainda os acharia lindos nessa cor.  

Hoseok havia adentrado o pequeno cômodo, sentando-se junto a mesa. Eu não o respondi, não havia necessidade para fazer tal coisa, entreguei-lhe uma das xicaras de chá e permaneci em silencio bebericando vagarosamente de meu próprio chá.  

— Você sabe o que isso significa? – Hoseok cortou nosso silencio, mostrando-me uma marca, semelhante a que havia surgido em meu antebraço esquerdo, que havia em seu antebraço direito. – Acho que elas apareceram naquela hora em que você acabou me molhando.  

— Achei que você pudesse me responder isso – E realmente esperava que ele pudesse me responder essa e muitas outras perguntas que eu tinha em minha mente.  

— O que você sabe sobre mim? Ou sobre nós? – Eu não o fitava, mas mesmo assim sabia seus movimentos, era estranho mas ao mesmo tempo reconfortante. Não saberia explicar como, mas eu apenas sabia que ele estava agora apoiando seus braços sobre a mesa e que ele estava me fitando.  

— Quando tinha quatorze anos meu poderes apareceram para mim – Eu ainda não estava o observando, mas ainda assim conseguia "ver" sua expressão de curiosidade com minhas palavras – E quando eu tinha dezessete vi e senti você pela primeira vez, desde então eu sinto suas emoções quase todos os dias; – Também sonho com você quase todas as noites. E eu permaneço ainda vivo, apenas por saber que no dia seguinte, vou poder vê-lo em meus sonhos, e senti-lo. Esta ultima parte eu guardei apenas para mim, ele não precisava saber de meu passado ridículo. – É apenas isso que sei.  

Soltei a xicara que estava em minhas mãos, e que estava sendo meu ponto de atenção até o momento, e finalmente depois de terminar de falar eu o fitei. Ele tinha olhos de um tom de castanho claro, ele havia dito gostar da cor peculiar de meus olhos, mas o mesmo tinha olhos lindos.  

Ele permaneceu um tempo apenas respondendo a meu olhar, seus olhos eram intensos. Passavam-me um sensação de nostalgia, mesmo que eu nunca tivesse visto de fato seus olhos – geralmente em meus sonhos eu via seu sorriso, eu não via suas demais características faciais –, era uma sensação de alegria, não lembro-me da ultima vez em que senti-me assim antes.  

Já havia passado um bom tempo em que ele continuava a me fitar, eu já estava começando a sentir minhas bochechas ficarem vermelhas. Já estava começando a sentir-me desconfortável em ter seus olhos sobre mim.  

— Hoseok? – Resolvi quebrar aquele contato e silencio entre nós. Abanei minhas mãos na frente do mesmo, chamando a sua atenção.  

— Desculpe-me – Ele disse bagunçando seus cabelos – Eu acho que você é como eu e o Hyung.  

Hyung, eu já havia visto em meus sonhos sobre Hoseok, um rapaz mais ou menos da minha idade, que ele chamava de Hyung. Eu não sabia qual era a relação entre eles, mas mesmo assim eu sentia como Hoseok gostava dessa pessoa, até mesmo nos sonhos eu conseguia ver o quanto ele gostava de tal pessoa. Mas ainda assim eu não sabia quem ele era.  

 — Eu fui criado junto a SeokJin, em um templo no leste. Fomos criados por monges, nós somos uma espécie de Deuses, temos como dever proteger os humanos, quando for preciso. – Talvez eu deva ter transparecido minha curiosidade sobre essa pessoa que era tão importante para Hoseok, de qualquer forma agradava-se saber mais sobre o mesmo – Eu e SeokJin fomos criados achando que éramos os únicos de nossa espécie, mas ao que parece você é como nós. Eu e você temos algum tipo de ligação, eu consigo ouvir seus pensamentos, sentir suas emoções e sonho com você, e até mesmo soube pra onde ir quando sai para procurar você...  

Éramos deuses? Que deveriam proteger aos humanos? Claro, tudo faria sentido se de fato eu não tivesse feito apenas o contrario de proteger.  

Desviei meus olhos de Hoseok, eu sentia que seus olhos conseguiam ver através de mim, e no momento isso era o que eu menos queria. Não queria que ele soubesse o que eu já havia feito, ele era a única pessoa no mundo inteiro que eu não queria manter longe. 

Mesmo que eu não quisesse aceitar isso, desde aquele dia em que eu comecei a sentir suas emoções, eu queria tê-lo ao meu lado – talvez por puro egoísmo de minha parte, mas ainda assim eu queria ele ao meu lado – , e só em imaginar que ele soubesse o que eu havia feito a meus appas, deixava-me nervoso, ele iria fugir de mim. Quem iria querer ficar ao lado de um assassino afinal?  

"Eu gostaria de poder contar mais a ele, de explicar a ele mais coisas sobre nós, mas isso era tudo que eu sabia. Me sentia tão perdido quanto ele."  

Ainda era estranho ouvir seus pensamentos, eu já os ouvia antes mesmo dele me encontrar, mas ter ele em minha frente e ainda assim ouvir seus pensamentos, ainda era estranho. Assim que eu ouvi sua voz, suas emoções vieram a mim logo em seguida – foi diferente das outras vezes, nas outras vezes eu sentia suas emoções em momentos aleatórios, mas dessa vez foi diferente, eu desejei saber como ele se sentia junto a seus pensamentos, foi como se meu desejo tivesse sido realizado –, ele sentia-se frustrado por não saber mais coisas.  

— Não tem problema, não é como se o que você disse não tivesse esclarecido algumas coisas. – Levei minha xícara de encontro a meus lábios, bebericando meu chá que já encontrava-se gelado em minhas mãos, apenas para não ter que o fitar novamente.  

Por algum motivo, estar junto a ele pareceu ter aumentado toda a ligação que eu tinha com o mesmo. Assim como antes, eu pude ver seus olhos encarando-me novamente, pude sentir seu peito aliviar aquela frustação toda, isso tudo sem olhar para ele.  

Eu conseguia saber perfeitamente quais eram todos os seus movimentos, conseguia sentir e entender suas emoções com mais facilidade do que antes, sua voz ressoava em minha mente de forma serena – acho que seria até mesmo possível que tivéssemos uma conversa apenas em nossas mentes – , parecia que nós dois éramos apenas um.  

Pode soar clichê, mas nossas almas pareciam ter sido separadas, e desde o momento em que ele me encontrou na floresta, nossas almas estavam a festejar, pareciam querer nos dizer que era nosso destino encontrar um ao outro.  


Notas Finais


OBG PRA VOCÊ QUE CHEGOU ATE AQ O/////
E ai meus amores? tudo bem com vocês???
Então eu ia postar ontem, o cap ja estava pronto, eu ja estava aqui no Social pra postar... quando fiquei sem luz -.- Deu uns vento, umas chova forte, uns bag muito louco aqui .-. e eu fiquei sem luz -.-
Mas enfim, to aqui o/ ta tudo bem o/ ... Espero que esse capitulo agrade a vocês .-.
HAAA E EU NÃO ESQUECI ¬u¬ Vou deixar o link das marcas aqui ¬u¬
Mas antes de vocês verem as marcas, tenho duas coisas pra explicar .-.
1º Sim, se você é Exo-L vai reconhecer esses simbolos shuashauhs Sim, foi um plot que veio pra exo, e no fim mudei QUASE tudo, e ta indo bts sahushauh
2º Na minha imaginação, eles ficavam mais bonitinhos :/ Mas eu não manjo nas edição T_T então me desculpem por isso ;-; (as marcas deles não são exatamente assim, são parecidas shuahsau oks )
YoonSeok~> http://imgur.com/OQMyX1Y
NamJin~> http://imgur.com/4GpF2p7
VKookMin~> http://imgur.com/GQ74fl5
Podem falar se ta lixosa as marca oks shaushasusah
ENFIM É ISSO O/

Se quiser falar cmg: @Taoziane
Kissus da Tia ~Hoppas ^o^


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