História Guerra - Capítulo 1


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Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Diana Ayala, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais, Rabito, Valéria Ferreira
Exibições 376
Palavras 1.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Foi no mesmo ano do Show. Paulo tinha 14, a Marcelina 13, estava perto do fim do ano e estávam na rua os quatro em um restaurante.

 

- Você é uma vergonha! Você tem 14 anos, Paulo! -Roberto praticamente berrava-  Você tem que aprender a agir como tal!

- Talvez você devesse se lembrar que é meu pai e agir como Tal!

 

Um silêncio incômodo toma conta da mesa. E então Roberto acerta um soco no rosto do filho, que cai para traz.

Ele se levanta de uma vez e sai do restaurante, Marcelina não espera e vai atrás dele. Ele está encostado na parede do beco ao lado do restaurante lágrimas escorrendo dos olhos e um cigarro nos lábios.

Ele a encarou quando ouviu os passos e tentou sorrir. Ela o encarou por um momento antes de a mesma pegar o cigarro da mão dele e dando um trago.

 

- Você não devia fumar. -disse ele dando mais um trago- dizem que faz mal.

- E porque você fuma?

- Quem se importa se eu sumir, Marce? O pai só vai se preocupar com a vergonha de ter seu filho morto por causa de cigarros.

- O papai é um idiota por não ver o quão maravilhoso você é,  mas continuar a fazer merda pra atrair a atenção dele não vai dar certo.

 

Uma explosão fez toda a estrutura atrás deles tremer. Os dois correm até a entrada do restaurante e chegam a tempo de ver o prédio em chamas desabar.

O celular do guerra mais velho começa a tocar e ele atende trêmulo.

 

- Paulo!

- Pai?!

- Não  t..temos t..te...tempo! Vá para a casa! cuide da Marcelina... 231619PLM é a senha! Guarde segredo... 18 anos... filho...

 

O barulho da explosão encheu seus ouvidos ao mesmo tempo em que ambos viram tijolos e pedaços de metal voando para todos os lados.

Marcelina estava chorando feito uma louca, Paulo envolveu-la com o braço e a tirou dali. Eles pegaram um táxi e chegaram no prédio.

Ele a deixou no quarto após lhe contar tudo que o pai havia te dito. Ao saber ela retornou à chorar Ele a abraçou enquanto ela chorava copiosamente. Ele passou a mão nos cabelos negros até que ela se acalmasse. Ele a deitou na cama e mesmo que quisesse ir embora e deixá-la dormir precisava lembrá-la

 

- Ninguém, além de nós pode saber.

 


2 anos depois



Paulo pov
 

Eu terminei de fazer o omelete e fui ao quarto da Marcelina. Ela está apagada, parecendo uma princesa.

 

- Bela adormecida acorda logo! Temos de ir pra aula!

- Me deixa dormir, Paulo -a voz sonolenta responde

- Eu fiz omelete.

 

Ouço o barulho de algo caindo e um grito de dor provavelmente ela caindo lá dentro. Rio e vou pegar os uniformes passados.

Depois do que aconteceu eu e a Marce tivemos que aprender a fazer de tudo. Lavar, passar, cozinhar, arrumar e principalmente a esconder segredos.

Nos primeiros meses nós levamos as coisas juntos. Conforme fui pegando o jeito assumi o comando das tarefas me tornando pai, mãe e irmão.

Em resposta a Marce acabou se tornando o "novo Paulo" rebelde, mal-criada e encrenqueira. Eles tinham um acordo tático de evitar dar motivos pra escola chamar os pais, ou seja além de tudo nós temos que nos matar de estudar.

Descobri um documento feito pelo o meu pai, não sei porque, que me emancipava aos 16 anos. O que reduzia meus problemas apenas a Marcelina o que não mudava nada.

 

- Marcelina! Seu uniforme tá na sala!

- Já tô vendo. -Diz ela entrando de pijama na sala- escandaloso.

- Vai logo, Mulher! -ela fica parada só pra me irritar- Você vai ficar sem o omelete

 

A garota corre como um raio e dois minutos depois tá na mesa. Comendo comigo e rindo.

 

- Tenho que ir na sala da Gorda hoje.

- O que você fez, Paulo?

- Era isso que eu ia te perguntar.

- Bom, talvez , hipoteticamente o Firmino tenha pego eu e o Mário no quartinho de limpeza, mas tenho certeza que não tem nada. ..

- MARCELINA GUERRA!!! O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO COM O MÁRIO NO QUARTINHO DE LIMPEZA?!?

- Er... A gente só tava dando uns amassos.

- Você... -Respiro fundo me controlando- vamos pra escola e quando a gente voltar, vamos conversar.

 

Faz anos que vendi o carro, os meus pais recebem uma boa pensão os dois, com o dinheiro pago as contas, compro comida e deixo o resto intocado.

Exceto uma pequena parte que venho juntando para o aniversário de 15 anos da Marcelina. E uma pequena quantia que dou todos os meses pra mim e para ela.

Fizemos alguns ajustes, mas nisso nossa vida não mudou tanto. Cortei a TV a cabo, mas mantive a Internet,  vendi meu vídeo-game e os jogos, a maioria das coisas do pai e da mãe.

Mudamos de celular, todos os anos, nunca deixo a Marcelina sem presente de aniversário, temos roupas.

Claro que não podemos cometer exageros exorbitantes, mas também não vivemos tão ruim assim e nas vezes que o tempo "fechou" pra gente eu fui atrás de trabalho, bicos, mas me orgulho de nunca ter faltado nada pra Marcelina.

Chego na escola e enquanto ela vai pra sala, eu me dirijo pra sala da Diretora. Ao entrar, pra minha surpresa vejo Alicia sentada ali com o skate encostado na parede.

- Sente-se, senhor guerra. -a voz da Diretora é como sempre severa- Eu chamei os dois aqui por causa de uma escolha dos seus professores, ambos foram escolhidos para a liderar a organização do baile do 1° ano, podem escolher os outros membros da comissão e devem passar todas as decisões para mim ou para a vice-diretora Helena. A segunda coisa é que embora eu admire a sua evolução,  senhor guerra, ainda recebo periodicamente reclamações sobre hostilidade entre os dois aqui presentes isso tem que parar. Fui clara?

- Sim, diretora Olivia -foi o que os dois jovens responderam

- Senhor Guerra, garanta que a sua irmã siga o seu exemplo e comporte-se de acordo com o exigido na escola, na próxima vez que eu souber dela e do senhor Ayala, ou qualquer outro rapaz, se agarrando em algum local do colégio serei obrigada a chamar os pais dos envolvidos, estamos entendidos?

- Sim senhora, obrigado.

 

Saímos eu e a Alicia da sala e assim que estamos longe da sala da Diretora. Eu a coloco contra a parede e a beijo. Ela morde meu lábio e sorri.

 

- Ela disse pra gente se entrosar melhor, não foi?

-Você não presta, Gusman.

-E vocês ama, Guerra.

- Isso é uma verdade.

Com um sorriso cumplice os dois voltam a se beijar e entram em uma sala vazia. 
 


Notas Finais


E aí, continuo? Comentem quero saber o que estão achando


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