História Guerra - Capítulo 11


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Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Diana Ayala, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais, Rabito, Valéria Ferreira
Visualizações 345
Palavras 2.549
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo 11


Paulo

 

O lugar está incrível. Valeu cada centavo que eu paguei nisso aqui. Tudo em branco e azul-marinho, um reino nevado para a minha princesinha de gelo.

As pessoas vão entrando e tomando lugares e eu começo a ficar nervoso.

 

- Eu devia subir lá pra ver se aconteceu alguma coisa.

-Se aquieta, garoto. Tá parecendo pai de noiva em dia de casamento.

- Amor da minha vida,  não brinca com isso não.

- Olha ali.
 

O sinal que eu havia combinado, estava lá então me coloquei no meu lugar aos pés da escada. Enquanto os holofotes iluminavam a escada.

 

- Senhoras e senhores a aniversariante e debutante da noite, Marcelina guerra!
 

Minha irmã estava linda, usando um vestido azul-marinho, os cabelos negros caiam em ondas nas costas, seus olhos brilham com algumas lágrimas e ela desce até mim que estendo o braço pra ela.
 

-Agora a dança com o irmão Paulo guerra.
 

Enquanto vamos para o meio da pista começam os primeiros acordes de "Beauty and the beast". Marcelina, sendo a Marcelina se apaixonou por a "bela e a fera" na primeira vez que viu o filme e eu perdi a conta de vezes em que ela chorou ouvindo essa música.

Ao reconhecer a melodia, algumas lágrimas começam escapar dos seus olhos. Ela sorri enquanto rodopiamos pelo salão.
 

- Você é um maldito -ela diz em meio aí choro.

- Isso quer dizer que você gostou?

- Eu amei. -Ela sorri quando a rodopio- Como você aprendeu a valsar tão bem?

- Eu venho ensaiando pra esse dia há anos. E a Ally ajudou kkk.
 

A música vai morrendo e nós paramos em frente ao Ayala. Ele estende a mão e não posso deixar de lembrar do comentário da Alicia.
 

- Cuida dela, parceiro.

- Pode deixar.
 

Os dois vão para a pista e logo outros casais também vão pra lá. Eu me sento na mesa e a Ally segura a minha mão.
 

- Você tem que deixar ela voar.

- Eu sei, mas me preocupo.

- Kkkk você está agindo exatamente como um pai.

- Besta. Ally queria te perguntar uma coisa.

- Ih lá vem. O que é Paulo?

- Bom você sabe que eu sou legalmente emancipado. O que significa que eu posso assinar responsabilidade em qualquer contrato legal, tipo a escritura de um apartamento, a compra de um carro ou uma certidão de casamento.

- Paulo Guerra, você tá perguntando o que eu acho que você está perguntando?

- Alicia Gusman, quer casar comigo?

- Eu só tenho 15 anos, mesmo que eu quisesse, não posso me casar por pelo menos mais 3 anos.

- bem, como menor você não pode casar antes dos 18 anos de idade, a não ser que os seus responsáveis legais autorizem.

- Como é?

- Se seus pais assinarem um termo legal te autorizando a casar, você pode. Não sei se na igreja funciona assim, mas pelo menos no cartório funciona. E aí, Licia? Aceita virar a senhora guerra?

- Sim. Um milhão de vezes sim.

- Que ótimo, porque seus pais mandaram o termo assinado hoje de manhã.

- Você já tinha falado com eles, antes de falar comigo?

- Que tipo de homem eu seria se não pedisse a mão da mulher que eu amo pros pais delas, como manda o figurino?

- Você é uma peste. - Seu semblante fica triste por um momento

- O que houve?

- Meus pais. Eu queria que eles se importassem mais comigo.

- Eles se importam amor.

- E como você sabe disso?

- Porque eles me disseram. Depois do que aconteceu na casa deles, eu fui conversar com eles através de emails e ligações.

-Você fez o que?!

- Para de ser escandalosa, mulher kkk. Conversando com seus pais, eles me contaram que fazem tudo isso pra que você viva bem, mas eles acabaram se perdendo no caminho. Eles sentem sua falta mais não sabem como se reaproximar de você. Você devia conversar com eles.

- Quando eu chegar em casa eu acho que posso ligar pra eles -ela tenta disfarçar as lágrimas que escorriam silenciosamente por seu rosto.

- Não verdade eu estava pensando eu algo mais imediatista.

- Oi, filha.
 

Atrás dela estavam Verônica e Rogério Gusman, parecendo bastante desconfortáveis. Antes eu os achava estátuas, frios e distantes, mas hoje sei que sua frieza é medo da rejeição e a distância é apenas um fingimento. Dou um beijo na Alicia, sorrio e me levanto da mesa.
 

- Onde você vai?

- Comer, falar com a Marce, assustar o Mário e deixar você um tempinho com seus pais.
 

Ela sorri em agradecimento e eu saio dali com um sorriso nos lábios.
 

Marcelina

 

A festa está incrível. Após dançar algumas músicas eu me sento com o Mário. Não demora muito vejo meu irmão sorrindo como uma criança.
 

- O que houve?

- Alicia está conversando com os pais e ela aceitou meu pedido de casamento.

- Voc-Você ?

- Longa história. -Ele se senta ao meu lado- Depois eu conto e você estrela da noite? Está gostando da festa?

- Ta tudo incrível.. o que ela tá fazendo?
 

Alicia estava indo até a pista de dança e pego o microfone do dj. Na sua cara estava escrito que ela ia aprontar algo.
 

- Oi gente! Vou precisar que você esvaziem a  pista de dança para a homenagem a aniversariante.

-o que ela está aprontando?

- Juro que eu não faço idéia maninha.

- Aniversariante!  Venha pro palco imediatamente!
 

Sem escolha eu vou até onde a minha cunhada está me esperando. Isso não vai prestar.

Assim que eu chego lá percebo que te um grupo de cadeiras lado-a-lado. Sem falar nada, ela me senta na cadeira do meio e se vira pro público.
 

- Pais, mães e namorados aqui presentes. Desculpem pelas cenas a seguir. -Ela sorri- brigada da vacas! Infantaria das galinhas! Unidade das piranhas! Na pista agora!!!
 

As garotas entram na pista, todas sorrindo de uma maneira que sinceramente está me assustando.
 

- Marce. -a voz da Maria Joaquina ecoa pelos alto-falantes- Quando a Alicia pediu pra pensarmos em algo pra te dizer eu fiquei pensando por horas. E acho que a melhor maneira de te falar tudo o que sinto é usando uma fala de uma das minhas series favoritas um pouco personalizada é claro:  eu te achava uma vadia e se me perguntarem o que mudou a resposta é simples: nada mudou apenas aprendi a ver isso como mais uma das suas qualidades. Afinal as vadias se protegem !!!
 

Ela ri assim como todas as garotas. Ela corre até mim e me abraça. Enquanto ela se senta a Bibi pega o microfone e eu me preparo.
 

-Marcelina, você sempre teve o dom de enxergar o bem dentro das pessoas. Fosse no rebelde sem causa, que depois se mostrou um irmão dedicado e atencioso, fosse no menino revoltado que se revelou um amante dos animais e que virou seu namorado. Você sempre escolheu ver o bem nas pessoas, não importando embaixo de quantas camadas estivesse enterrado. Quando você passou por uma fase ruim , nós todas te viramos as costas. -Ela chorava assim como eu- O que eu quero dizer é : não me importa o que acontecer e sei que falo pelas meninas quando digo: você pode jogar uma montanha, ou um açucareiro que na escala de tamanho é quase a mesma coisa pra você -todo mundo inclusive eu começo a rir- mas de agora em diante vamos estar sempre com você, girl!
 

Eu vou correndo abraçar a ruiva que também se senta, depois dela é a vez da Valéria.
 

- E aí, Marce?  Bom você sabe que eu gosto de falar um pouquinho, ok, ok, eu falo pra caramba. Eu podia passar horas aqui falando que não ia ser o bastante, então só vou te dizer o seguinte: espero poder passar o resto da minha vida falando no seu ouvido.
 

Ainda bem que a minha maquiagem é a prova d'água porque o tanto que eu tô chorando eu ia está uma desgraça.
 

- Marce, você sempre foi minha amiga desde que eu me mudei pra escola mundial e era apenas a caipira da turma. Você e eu sempre fomos muito parecidas: sonhadoras a espera de um príncipe encantado. Você encontrou o seu e graças a você eu encontrei o meu. Você sabe que tem tenho como família e vou te defender até o fim. -Margarida sorri pra mim e se senta.
 

Quando ela senta a Alicia levanta e eu já começo a chorar sem ela nem falar nada. Ele ri disso e pega o microfone.

- Menina eu ainda nem falei nada e você já tá chorando? Bom você sempre foi a mais emotiva de nós duas. Tem quase 10 anos que eu te conheço e nós sempre fomos amigas. Todo mundo dizia que nós éramos opostas, a menina que jurou nunca gostar de nenhum garoto e aquela que sonhava com o príncipe encantado. Eles não entendiam, nós não éramos oposta, mas sim complementares. Olha onde chegamos, pequena. A menina que não ia gostar de nenhum garoto, está apaixonada e não por qualquer um, mas pelo o pior deles, o seu irmão. -as risadas foram estrondosas nessa parte- e você achou seu príncipe encantado, mas fez um longo desvio antes de encontra-lo não é mesmo? E mesmo hoje tenho certeza que  você prefere muito mais sair por aí em aventuras com ele do que ficar no castelo lavando roupa como antigamente. Eu e você somos família de tantas formas diferentes que não tem como não me sentir errada longe de você, por sorte nós nunca vamos ter que nos preocupar com isso.
 

Provavelmente eu devo estar de assustar qualquer um de tanto que eu choro. Eu me levanto, abraço a minha cunhada louca e logo todas as garotas estão juntas em um único abraço. Alicia ainda com o microfone em mãos começa a falar.
 

- Vocês lembram que eu pedi pra desculparem pelas cenas a seguir? -várias pessoas resmunga mas em concordância- Agora vocês vão entender o porquê.
 

Ela sussurra instruções no meu ouvido e eu sorrio. Cara! Se meu irmão não infartar hoje ele não infarta nunca mais.
 

Paulo

 

- Agora a Marcelina está com o mesmo sorriso de quem vai aprontar.

- Paulo isso não tá me cheirando bem.

- Nem pra mim.
 

As meninas vão para trás das cadeiras e a Alicia me encara do meio da pista. Os olhos brilhando maliciosamente, os lábios se mexem silenciosamente formando a frase "aproveite o show" Ela sorri e pega o microfone.
 

- Solta o som dj!
 

Ela tira algo da cabeça. Uma peruca. Seus cabelos se soltam, negros e ondulados com cachos nas pontas. O que mais se destacavam eram as várias mechas vermelhas.

A música era bumbum granada e a coreografia foi um estouro. As garotas começaram a andar na nossa direção dançando estenderam as mãos em nossa direção e depois foram pra trás da cadeira e quando começou o refrão. As cadeiras foram pro chão assim como a bunda das garotas elas rebolavam e sensualizavam de uma forme que o meu cérebro não conseguia nem reagir.

Quando vi a Alicia estendo a mão pra mim de novo nem pensei duas vezes antes de me levantar e ir colar meu corpo no dela. Que gargalhava.
 

- VEM TODO MUNDO! !!!!
 

Ela gritou entregou o microfone para alguém e me puxou mais para o meio da pista de dança.
 

- Gostou do show?

- Não sei, acho que vou ter que ver.uma versão particular dele no nosso quarto, mais tarde.

- Hum, gosto do jeito que você pensa guerra.

- Você sabe direitinho do que eu gosto. Sabe muito bem o quanto eu acho excitante você de cabelo vermelho.

- Eu? Não sei do que você tá falando. Acho que você vai ter que me mostrar hoje mais tarde

- Gosto do jeito que você pensa, Gusman. Mas a tinta não vai fazer mal, você sabe, pro bebê?

- Não eu usei uma tinta menos nociva e falei com o médico.
 

Eu ia falar mais alguma coisa quando as luzes se apagaram e o projetor se ascendeu projetando um rosto que eu achei que nunca mais iria ver.
 

- Sentiram saudades? Eu não podia deixar de falar em um momento tão importante de uma das pastilhas que me colocou na cadeia!

-Gonzales. -Eu solto o nome como um xingamento.

- Principalmente quando vi suas amiguinhas tão empenhadas na coreografia. Um pouco indecente, na minha opinião, mas eu sou um homem antiquado muitas coisas que são indecentes pra mim, estão ficando normais hoje em dia como a Graaaaaa...
 

A imagem e a voz do Gonzales somem de repente e no local onde está o projetor, Maria Joaquina está com um salto quebrado em uma mão e um copo vazio de refrigerante na outra.
 

-Eu preciso de um sapato! E de um projetor novo!

 

Eu sou o primeiro a dar uma gargalhada que logo vai se espalhando e no momento seguinte estamos todos rindo. O projetor foi trocado e enquanto colocavam o novo no lugar a Majo me passou um pen-drive.

Eu a agradeci com um movimento de cabeça e ela sumiu rindo com a Bibi. Minha irmã estava sentada com o Mário e a Licia ambas mortas de tanto dançar.
 

- Gostando da festa, Marce?

- Esta tudo perfeito, Paulo. Minha família toda está aqui , meus amigos, tudo que eu sempre sonhei.

 - Acho que é a primeira vez que você se refere a gente como a sua família toda. Como se isso fosse o bastante.

- Isso é o bastante. Desculpa demorar pra perceber.

- E você me desculpa, pelo que eu vou fazer agora.

- O que você vai fazer -eu sorrio pra ela- Paulo Guerra!
 

O projetor se ascende e dessa vez é o meu rosto que está sendo projetado:
 

- Oi, piralha. -Paulo abre um sorriso- Você realmente achou que eu ia ficar sem te dizer nada no dia do seu aniversário? Normalmente devia ter um vídeo mostrando o quanto você cresceu e como ficou linda, mas 1) você não cresceu 2) você sabe que é linda, você tem espelho em casa e o babão do Mário que não te deixa esquecer isso. Eu passei muito tempo treinando pra isso.
 

 (Cenas dele ensaiando com a Alicia)
 

- E quando pensava em desistir eu pensava nisso

 

(Cenas da Marcelina e Paulo rindo de algo na TV. Os dois cozinhando e começando uma guerra de comida. Ela e Alicia dançando em cima da cama. Ela e Mário vendo um filme na TV da sala.)

 

- Você é demais, Marce, mas apesar do seu tamanho, ou falta de, você cresceu e se tornou uma mulher linda. Você é livre pra voar, mas saiba que você sempre vai ter um lar aqui no seu irmão ogro. -Ele seca algumas lágrimas e sorri- Mário Ayala, eu estou te confiando uma das coisas mais preciosas da minha vida, cuida bem dela ou eu mato você.  Marcelina, agora para de chorar e vem me dá um abraço.
 

o projetor desliga e a baixinha enterra a cara no meu pescoço. Eu envolvo seus ombros também chorando abertamente.
 

- Eu te amo, pirralha.

- Eu também ogro!


Notas Finais


Bom gente tá aí! Ri e até chorei um pouquinho escrevendo esse capítulo, espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu gostei de escreve


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