História Guerra - Capítulo 29


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Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Diana Ayala, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais, Rabito, Valéria Ferreira
Exibições 118
Palavras 1.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Capítulo 28- Despetalada


Margarida

A festa está  incrível parece que finalmente tudo está entrando nos eixos. Victor e Cirilo estão vivos, embora o último esteja agora recoberto de cicatrizes. A maioria só conhecia o Victor de ouvir falar as exceções somos eu e o Jorge os padrinhos da Alice e a Majo porque morava perto e ia direto lá.

Nesses meses fiz uma grande amizade com a Marian a minha salvadora. Ela é super engraçada e antenada em moda e tão estilosa e imponente que a Majo vive atrás dela como uma assistente. Infelizmente ela é meio isolada, gostaria de ficar no canto dela e os guerra, especialmente, não gostavam dela alguma coisa a ver com o passado dela com o Victor.

Estava com a Alice no colo quando vi Bia, a amiga casca grossa do Victor e dos Guerra gritando com a Marian, antes que eu me aproximei a Majo chega lá e depois o próprio Victor encerra a discussão. Passo a Alice para o colo da Carmen e vou em direção a mesa quando meu celular vibra:

(Michel)- Oi, cachorrinha? -a voz dele continuava a mesma rouca e áspera ao mesmo tempo profunda e envolvente como mel misturado com veneno.- Sentiu a minha falta.
(Margarida)- Como você conseguiu..? Você devia estar preso!
(Michel)- Você não trocou seu número, eu meio que decorei ele. E tecnicamente eu estava em um centro de correção para menores infratores, mas digamos que eu tive a minha pena encurtada.
(Margarida)- Você fugiu.
(Michel)- Ora, ora. Não é que você pensa?
(Margarida)- O que você quer ?
(Michel)- O que você acha, cadela? -sua voz era raivosa agora- Eu fui preso por sua causa. 6 meses. 6 malditos meses, trancado como um animal por sua causa!!
(Margarida)- Não fui eu que te denunciei! Eu não faria isso! Eu tinha medo!
(Michel)- Isso não importa! -ele faz uma pausa e da pra ouvi-lo respirando fundo do outro lado da linha- Você lembra do que eu disse que faria se alguém soubesse do nosso segredinho?
(Margarida)- Não.. -por um momento fico sem voz- Você não pode fazer isso!

Nesse momento posso sentir o desespero tomando conta de mim e até mesmo uma lágrima descendo pelo meu rosto.

(Michel)- Não fique assim! -ele ria agora- qualquer outra ficaria feliz com a sua estreia como atriz estando tão próxima.
(Margarida)- Michel...
(Michel)- Agora espero que você entenda que sou eu que digo o que posso ou não fazer.

Dito isso a linha ficou muda e no mesmo momento todos os celulares inclusive o meu apitaram recebendo várias fotos e vídeos. Não preciso olhar para saber do que se trata a reação do meu corpo foi instantânea: Eu corri.

Corri pra fora da sala, pra longe daqueles que eram meus amigos,  daquele que ao olharem pros celulares perceberiam o quão imunda eu sou, eu corri do Jorge que é bom demais pra mim e que agora veria quanto havia de verdade nessa frase.

A chuva começou a cair forte. Corro por mais alguns minutos e ela cobre todo o meu corpo colando meu vestido no corpo vejo um táxi e entro nele dou meu endereço e olho pra trás ainda a tempo de ver Jorge e mais alguns amigos tentando alcançar o veículo. "Desculpa amor mais não pode me seguir pra onde eu vou"


Narrador

Após os celulares apitarem e a Margarida correr tudo virou uma confusão. Jorge saiu pela porta atrás dela seguido por Victor, Jaime e Cirilo.

Os outros estavam chocados enquanto visualizavam o conteúdo recebido em seus celulares. Alicia e Marcelina haviam pego os filhos e subiram para que as crianças não se assustasem com a movimentação.

Bia havia ido com elas já que tudo que a mais velha queria era uma desculpa pra sair do mesmo cômodo que Marian. Enquanto espalhavam brinquedos não chão pra entreter as crianças elas conversaram.

(Alicia)- Eu achava que o filho da puta do Michel estava preso.
(Marcelina)- Provavelmente ele fugiu, ou algum parceiro dele conseguiu os arquivos e fez isso por vingança.
(Beatriz)- Ou parceira.
(Alicia)- Do que você está falando, Arco-íris?
(Beatriz)- Me corrija se eu estiver errada. Esse tal Michel não é o cara que a Marian denunciou pro Jorge e por isso ele foi salvar a Marga e os dois conseguiram se resolver?O mesmo que ela alegou não fazer mais porque era maior que ela, apesar de o Victor ter confirmado que ela é treinada pra conseguir derrubar até 3 caras maiores que ela?
(Marcelina)- Como você lembra de tudo isso?
(Beatriz)- 1° regra de sobrevivência contra a Marian: Tenha sempre em mente qualquer coisa ligada à vagabunda.
(Alicia)- Mas você está certa é ele mesmo e o que tem isso?
(Beatriz)- Desde que o Victor me contou isso antes de sumir e depois que ele voltou cheio de mistério e unica coisa que nos disse foi que ela foi a responsável pelo atentado e que você, Marce, nos disse que ele deixou escapar que os alvos dela são voces. Eu fiquei imaginando porque nesses meses todos ela não fez a cínica e tentou se aproximar de vocês até hoje. Quando lembrei dessa história da Margarida toda.
(Marcelina)- Você tá enrolando demais, Bia.
(Beatriz)- Eu conheço a Marian, já vi ela agindo. E é isso que ela faz, exatamente isso, se aproxima dos amigos e das pessoas próximas de quem ela está interessada e espera, ou cria, uma brecha pra se aproximar.
(Alicia)- Você tá querendo dizer que acha que a Marian tem alguma coisa haver com a Margarida ter sido violentada e brutalizada por aquele animal?
(Beatriz)- Se eu estiver certa, ela não só tem alguma coisa haver, como foi provavelmente da cabeça dela que saiu a idéia.
(Marcelina)- Que ela era ruim e gananciosa eu já sabia, mas se o que você está falando estiver certo ela é uma psicopata.
(Beatriz)- Ela cegou uma amiga minha e fez parecer acidente. Quase a matou eletrocutada e também pareceria acidental e não podemos esquecer que ela tentou matar o Victor.
(Alicia)- Eu quero matar essa vagabunda, quem ela acha que é?
(Beatriz)- Além de não termos provas o Victor disse que era pra fingirmos não saber de nada
(Marcelina)- Você quase caiu na porrada com ela lá embaixo.
(Beatriz)- Eu e ela temos uma longa lista de problemas. Ela estranharia é se eu não puxasse discussão.

Vendo as crianças adormecidas as colocaram em seus respectivos quartos, ligaram as babás eletrônicas e desceram no exato momento em que os 4 bastante  encharcados entraram na casa.

(Jorge)- Preciso ir atrás dela!
(Victor)- E vamos, Loiro. Mas pra alcançá-la nessa chuva vamos precisar de uma ajudinha do outro mundo.
(Jorge)- Do que raios você está falando?!?!


Victor pega um chave no chaveiro e eles vão até o lado de fora. Victor puxa a lona revelando uma moto preta com detalhes em vermelho e na frente onde devia haver o farol, uma caveira prateada com olhos vermelhos e dentes arreganhados, se destacava.

(Victor)- Essa é a fantasma. -Ele sobe na moto, coloca o capacete e estende o outro para o Cavalieri- Vamos, pirralho?


##############

Enquanto eles começavam a cortar as pistas sobre duas rodas, Margarida entrava no apartamento. Os pais haviam ido para o sítio da avó materna então ela estava sozinha.

Não se preocupou em trancar, ou mesmo fechar a porta de entrada. Ela se arrastou para o banheiro em seu quarto, trancou a porta e pos a banheira pra encher.

Enquanto a banheira enchia ela sentou sobre a tampa fechada do vaso, vasculhou a bolsa pegou o celular  e olhou as fotos uma por uma. Precisava se lembrar do porque ia fazer o que ia fazer.

Depois de olhar todas clicou em um dos vídeos apenas um seria o suficiente para terminar de lembrar o que ela merecia de verdade.

"Ela estava de joelhos com uma coleira de cachorro no pescoço daquelas cheias de spikes. Na frente dela havia uma tigela de cachorro cheia de ração.

Ela estava com os pulsos amarrados nas costas e baixava a cabeça para mastigar a ração ele surgiu usando apenas uma calça jeans nas mãos uma régua com a qual ele espancou a bunda dela enquanto ela implorava por mais e então ele colocou a régua na intimidade dela e a castigou quando se satisfez ele a jogou de costas no chão e enquanto ela gritava por mais ele metia nela com força enquanto espancava o rosto dela." 

Lágrimas silenciosas corriam pelo rosto da morena, ela desligou o celular e o deixou junto da bolsa em cima da pia, desligou a torneira da banheira e pegou as lâminas que ela havia escondido.

Durante a semana infernal nas mãos de Michel ela havia pensado várias vezes, em tirar a própria vida. Ela se mutilava pra fazer a dor diminuir e mesmo depois que acabou as vezes ela ainda fazia isso quando acordava coberta de suor após ter pesadelos com algo daquela semana. Jorge acabou descobrindo e a fez prometer parar com aquilo e jogar as lâminas fora.

Ela havia cumprido a primeira parte, mas nunca conseguiu se livrar das lamina e agora agradecia por isso. Ela entrou na banheira de salto, vestido e tudo. Com as lâmina festa um longo corte vertical nos dois braços.

Ela relaxou se encostando na banheira e esperando sabia que não demoraria muito para o fim. Ela observava com fascínio a forma que o sangue que se espalhando na água se assemelhava a pétalas vermelhas.


(Jorge)- Margarida!!!


A voz parecia vir de muito longe, mas mesmo assim ela não pode se impedir de sorrir. Conseguiria ver aqueles belos olhos azuis uma última vez antes de morrer.

Ela mal percebeu a porta do banheiro sendo arrombada, ou ouviu Victor no celular ligando para uma ambulância. Ela estava alheia a tudo até senti-lo retirando seu corpo da água. Não importava o seu nível de topo ela sempre reconheceria o toque dele.

Ela se forçou a abrir os olhos para encará-lo. Ele estava chorando, isso era errado, ele devia estar sorrindo ele ficava lindo sorrindo, ela abriu um fraco sorriso pra ele.

(Jorge)- Porque meu amor? Você prometeu que tinha se livrado delas!
(Margarida)- Não consegui... eram minhas... Minhas únicas amigas... Eu te... Eu te amo... Jorge.


Ela fechou os olhos após proferir essas última frase um sorriso feliz brincava em seus lábios.

(Jorge)- Marga? Marga?! -ele a sacudia e e chorava- Margarida!!!!!



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