História Guerra - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Diana Ayala, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais, Rabito, Valéria Ferreira
Exibições 293
Palavras 883
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Guerra - Capítulo 3 - Capítulo 3

O parque está razoavelmente vazio, plena terça-feira poucas pessoas aqui exceto alguns adolescentes andando de skate e uma ou outra família fazendo piquenique.

Foi fácil encontrá-la, ela estava sentada em um banco embaixo de uma árvore. Usando uma blusa azul de alças finas, a cortina de cabelos negros solta e como sempre ao lado dela o seu fiel skate.

- Oi.

- Guerra. Até que enfim! Eu tava preocupada!

- Porquê? Porque eu te chamei de conversar?

- Porque você me chamou pra conversar, deu um olho roxo pro Mário e logo depois a Marcelina chama ele pra conversar com a sua bênção. -Ela me olha esperando alguma coisa- e como você não deu nenhum ataque, parece ser verdade. O que está acontecendo, Paulo?

- Alicia...er...bem.. -Respiro fundo- Isso é difícil.

- O que, Paulo? Olha nos meus olhos e diz: simples e direto.

- Eu te amo. -seguro o queixo dela e a faço ela olhar para mim-  Eu tô falando sério. Eu sei, nós falamos isso um para o outro, brincamos, mas o que eu vou te dizer agora é sério Alicia Gusman, então presta atenção: Eu te amo. Desde os meus 9 anos de idade eu sou apaixonado por você,  eu esperei 5 pra te dar um beijo e depois corri atrás de você, mas vivemos em salas vazias nos intervalos das aulas, nos escondendo e sendo rudes um com o outro na frente dos outros, eu não quero mais isso. Eu quero gritar pro mundo que eu te amo! Quero andar de mãos dadas, te beijar quando tiver vontade, o que eu quero dizer é : Alicia Gusman, quer namorar comigo?

Seus olhos castanhos me encaram, como sempre um livro aberto pra mim consigo ver a mistura de sentimentos neles: surpresa, choque, desconfiança, amor, esperança. 

Seu beijo me pega de surpresa e como sempre acontece entre nós, tudo some. Medos, preocupações, tudo. Nossa pequena bolha de calma e tranquilidade.

- Porque agora, Guerra? 

- É meio estranho você me perguntar isso, logo depois de praticamente aceitar meu pedido.

- Você está evitando me responder, Como sempre.

- Eu não te evito.

- Você mesmo falou, temos passado os últimos anos evitando admitir o que sentimos. Você me pediu em namoro, mas como vamos namorar se você guarda tudo pra você?

- Eu não...

- Você vai dizer que não guarda as coisas?! -Ela me corta- Você acha que as pessoas são cegas, Paulo Guerra? Você passou de encrenqueiro-rei da escola, para um dos melhores alunos da sala. Você vive longe de tudo e todos e mesmo quando resolve se envolver, parece que a sua mente está longe... e eu não sei o que isso significa! Você parece tão maduro e ao mesmo tempo tão distante, eu vejo que você está sofrendo mais eu não posso te ajudar. Não se você não confiar em mim. Você me perguntou se eu aceito namorar com você. Aqui vai minha contra-proposta: eu aceito, mas nada de segredos entre nós. 

- Você não sabe o que está pedindo, Ally. Meus segredos, eles são pesados vão esmagar você como fazem comigo.

- Se eles são realmente assim tão pesados, vamos aguenta-lo juntos. Por favor, lindo me deixa te ajudar. Confia em mim. 

- "lindo"? 

- Você realmente sabe estragar o momento, né Guerra?

- Você quer saber o que houve em minha vida,  então vamos.

Eu estendo a mão para ela. Deixando que seja ela a fazer a escolha de se jogar no abismo que são os meus segredos ou não.

Ela segura a minha mão e sorri e assim de mãos dadas começamos a caminhar. Pegamos um táxi e descemos no mesmo lugar onde minha vida mudou há dois anos atrás.

- Onde nós estamos? 

- Onde tudo começou. Há dois anos atrás, nesse lugar havia um restaurante, a estrutura entrou em colapso, o prédio desabou,  e poucos minutos depois os tanques de gás romperam causando uma explosão.

- Eu ouvi sobre isso, tiveram que esperar que pessoas fossem dar informações porque a maioria dos corpos se tornaram impossível de identificar.

- É. O que você não sabe é que eu estava lá, eu e toda a minha família. Eu discutir com o meu pai sai para fumar e a Marce veio atrás de mim. Quando o prédio desabou estávamos do lado de fora, mas meus pais não.

Conto tudo pra ela, a ligação, o documento de emancipação, a responsabilidade, todas as mudanças que fiz na minha vida, os desdobramentos que tivemos que fazer. Tudo.

Quando chegamos na minha casa eu já disse tudo o que tinha pra dizer e estranhamente me sinto mais leve. Me acostumei por tanto tempo a carregar tudo pra mim que ter alguém pra conversar me fez muito bem.

- Você é a pessoa mais forte que eu já vi.

- Eu não me sinto assim.

- E como você se sente?

- Como se eu fosse me despedaçar 

- Não, eu estou aqui. -Ela segura a minha cabeça e a enterra em seu ombro- Você pode cuidar da Marce, que a partir de hoje, eu vou cuidar de você.

Então pela primeira vez eu me deixo chorar na frente de alguém. E em meio às lágrimas consigo sorrir por saber que de hoje em diante estaremos sempre juntos.


Notas Finais


E aí? O que acharam?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...