História Guerra das raças - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Fantasia
Visualizações 3
Palavras 1.924
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Fantasia, Luta, Magia, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem

Capítulo 8 - Veneno


 O homen não segurou a emoção e correu para abraçar a irmã, que ficou sem reação, mas ele não a culpou, deve ter sido bem difícil fugir daquele extermínio, ela fez o possível para sobreviver.

A fada se aproximou junto com a bruxa encarando a mulher confusa.

-Eu não sei quem você é mas se não me soltar agora mesmo eu chamo a polícia!-surtou dando tapas em Arthur que ria.

- Minha irmã! Eu senti tanto sua falta!-as lágrimas caiam deixando a voz do mesmo rouca.

A mulher se surpreende ficando ainda mais confusa mas parou de bater no ex-comandante.

- Sinto muito mas você está me confundindo com outra pessoa.

-Não! Nunca confundiria minha irmã com ninguém! Afinal somos gêmeos. -Se separou para encarar seus olhos.-Eu senti tanto sua falta.

A mulher olhou para seu filho em busca de explicações mas viu o mesmo desviar os olhos.

Todos se aproximaram mas antes de falarem qualquer coisa a loira sentiu o corpo fraquejar forçando a se apoiar em Arthur que a segurou antes que caísse.

- Ei Amélia! Oque aconteceu? Ajudem-gritou e ajeitou o corpo da irmã que agora tinha a respiração descompassada e acelerada.

- O que aconteceu? - Miguel abraçou o corpo da mãe trazendo-a para seu colo.

A rainha das fadas pousou sua mão sobre o rosto da mesma descendo até sua barriga, uma expressão de pavor tomar conta de seu rosto.

- Calícia!- murmurou.

Minerva encarou a fada com descrença.

- Não pode ser! Calícia não existe no mundo humano, não tem como ela ter entrado em contato!- falou e encarou os olhos da mulher os vendo tomar uma cor prateada.

- O que é Calícia?- Miguel apertava a mãe contra seu corpo

Aurora se ajoelhou ao seu lado- Calícia é extremamente perigoso! É um veneno metálico criado a muito tempo para matar a nós, fadas! Mas ele só pode ser produzido nesse mundo, não deveria haver como ela entrar em contato com ele. E mesmo assim ele foi pribido assim que a guerra acabou. Então como?

O corpo da mulher começou a gelar e se debater, Miguel se assustou e tentou segurar a mãe mais forte.

- O que vamos fazer?-Se desesperou.

- Arthur carregue ela!Estamos perto do vila das bruxas, temos que nos apressar para impedir que o veneno se espalhe. Se não chegarmos logo ela pode morrer.

Arthur obedeceu pegando a irmã no colo e logo o grupo se apressou. Não demorou muito entraram rápido na vila chamando atenção de todos.

- Senhora Minerva!-uma das bruxas se aproximou.

- Mora! Prepare uma poção de cura, temos uma pessoa envenenada!-mandou

- Qual veneno Senhora?

- Calícia! -respondeu recebendo da garota um olhar confuso.

- Senhora não temoa nada ara fazer antídoto para Calícia!

- Peguem as ervas com mais efeito, não importa! Temos que evitar que se espalhe mais, temos que salva-la! -gritou vendo a garota correr rapidamente.- Venham.

Seguiram a mulher até um lugar na floresta, atrás do acampamento, e viram a fonte de água cristalina escondida pelas árvores.

- Coloque-a dentro!-Arthur logo deitou o corpo da loira dentro do pequeno lago.

Todos ouviram sussurros vindo da anciã fazendo a água brilhar em um azul intenso.

- Cassandra me ajude, Calícia é resistente a magia! Sabe disso.

A fada se pôs ao lado da colega erguendo as mãos em direção a Amélia.

- Grandes espíritos das águas e da cura que seguem e ajudam a nós fadas, eu peço teu auxílio, sei da minha limitação em relação ao veneno que se encontra no corpo dessa mulher, por isso busco a ti. Usem meu poder para atrasar seu efeito o máximo possível! Ajudem-na! - A luz dourada desceu do corpo da rainha escorrendo até o lago e envolvendo o corpo de Amélia que continuava inconsciente.

Miguel observava a cena em choque, não pela magia das duas mas sim pelo estado de sua mãe, sem mais força caiu de joelhos enquanto sua mente buscava um explicação que pudesse desvenda como sua querida Amélia ficou naquele estado. Foi tudo tão rápido que sua mente ainda não conseguia acompanhar, desde que ouvirá que ela poderia morrer sua cabeça travou.

Aurora segurou se ombro tentando acalmar o garoto mas tudo que ele ouvia era coisas desconexas, sentiu as lágrimas descerem pelo seu rosto sem contenção. sua boca secou e visão da loira dentro da fonte foi a última antes de cair perdendo a consciência.

Quebra de tempo...

Na vila a correria continuava, a notícia de sobreviventes do clã, até então exterminado, terem aparecidos corria de boca em boca, e ainda mais sendo que um deles estava envenenado com o temido Calícia.

Dentro de uma das tendas o garoto de cabelos cinzentos continuava desacordado sendo observado pelo tio e Aurora.

- Será que ele tá bem?-a garota passou a mão pelo rosto tirando uma mecha incômoda.

- Deve ter sido só o choque! Ele vai se recuperar!

Ela assentiu e o silêncio voltou enquanto os dois tinham sua atenção em Miguel.

- E pensar que ele herdaria o cabelo de Arlequim!-Arthur comentou, mais para se mesmo, mas que não passou despercebido pela fada.

- Como assim? Ele no ganhou esses cabelos por causa da mudança que ocorre nos pecado?

- Humm! Claro que não! Não são todos de vocês que passam por mudança física! Nos Guardiões temos uma cor de cabelo escura até completar os 16 anos, a partir daí herdamos a cor de nossos pais! É assim que funciona!-explicou orgulhoso, sempre gostou de contar sobre como achava seu povo incrível. - O pai dele tinha essa cor, e é uma tonalidade bem rara entre nós.

- Entendi! É como as fadas, ganhamos nossas próprias asas aos 14!

Viram o garoto se mexer e murmurar palavras aleatórias abrindo os olhos em seguida. Fitou os dois ao seu lado até as lembranças invadirem sua mente.

-Onde ela está? -tentou levantar mas foi parado pelo tio.

- Calma! Minerva e Cassandra estão com ela! Se desesperar não vai ajudar!

Voltou a deitar e pôs o braço com cima dos olhos sentindo o rosto molho de novo.

- Eu não protegi ela, por isso ela tá assim!-Disse com a voz embargada pelo choro.

- Não foi sua culpa! Não tinha como saber que ela seria envenenada!-Aurora tentou acalma-lo.

- Não! Eu disse que sempre estaria com ela e...e eu deixei isso acontecer! Se alguma coisa acontecer com ela eu não vou me perdoar!

- Não é sua culpa!Podia ter acontecido qualquer hora!-Arthur chamou a atenção dos dois- Ficar se culpando por algo que nao pode evitar não vai resolver nada! Acredite, eu sei como é! -A tristeza estampada em seu rosto era nítida.

Nenhuma palavra mais foi dita no ambiente, o silêncio tomou conta novamente enquanto cada um estava perdido em seu próprio mundo.

Ouviram passou e puderam ver as duas líderes se aproximar.

- Então? - Se apressou Aurora.

- Fizemos o possível! Mas o veneno ainda está lá, parece que foi modificado, está mais resistente, mais agressivo. Não conseguimos remover.-Cassandra encarou o rosto da filha, se sentia impotente por ter que lidar com um veneno que foi a morte de muitas da sua espécie.

- Não tem uma forma de curar? Outro jeito?-Arthur perguntou vendo Minerva negar mas foi interrompida pela rainha que pareceu se lembrar de algo.

- Tem uma forma!-Disse vendo todos a olharem esperando a explicação- Mas é arriscada e incerta!

- Oque é? Eu faço qualquer coisa pela minha mãe! -Miguel surpreendeu todos.

A rainha pareceu hesitar um pouco mas continuou.

- Temos 4 opções! Primeira: ir atrás de quem fez isso é exigir o antídoto, mas o que é impossível no momento já que não temos pistas. Segunda: Deixar Amélia morrer...

- Fora de cogitação! -Miguel encarou a fada.

-Certo!-suspirou- Terceira: Continuar tentando uma cura as cegas, o que seria difícil e acabaria resultando a morte da mesma em algum momento. E a quarta: Poderíamos tentar falar com os etéreos!-Ao ouvir o nome Minerva negava com a cabeça.

- Eles nunca fariam nada de graça por nós! É arriscado chegar até eles carregando uma pessoa envenenada junto, e ainda que conseguíssemos não teríamos certeza que ajudariam.

- Quem são os Etéreos?-Miguel encarava a fada, estava começando a ficar com raiva de nunca saber de nada.

- Eu respondo!-Aurora se pronunciou - Os Etéreos são seres de energia pura e praticamente imortais, eles são poderosos o sulfuciente para destruir uma raça inteira. Eles também podem, em troca de algo que eles mesmos escolhem, realizar qualquer desejo que lhes for pedido, desde que essa pessoa tenha uma causa nobre. São conhecidos por serem pacíficos, apesar da força, e por serem justos. Alguns também os chamam de "anjos sem asas".-Miguel ouvia a explicação com atenção se surpreendendo com a garota.

- Então só precisamos ir até eles!-concluiu contente.

- Não é tão fácil! -Cassandra voltou a ter a atenção.- Eles não vão simplesmente ajudar, podem ser umas das raças mais poderosas mas raramente intervém com assuntos que não são do seu interesse.

- Umas das raças mais poderosa? Então eles também fazem parte dos pecados? -Miguel tinha que admitir, precisava estudar mais sobre aquele mundo.

- Não! Na guerra em que os 7 surgiram eles nem mesmo apareceram para ver! Mas não podemos culpalos, como poderíamos pedir a eles para lutarem em uma guerra na qual todos os lados acreditavam estarem certos?-Minerva explicou.-Por isso não podemos chegar lá e pedir que curem alguém, só perderíamos tempo!

- Mas não temos outra opção! Por favor, eu não quero que minha mãe morra!-as lágrimas voltaram aos seus olhos.

Antes que respondessem todos ouviram um grito o logo após o vulto vermelho passou indo direção ao garoto.

- A...Alice!?-perguntou sentido seu corpo ser envolto por um abraço da garota.

- Soube que você estava aqui! Eu senti saudade!-se afastou encarando o garoto -Porque tava chorando? E quem é ele?-apontou para Arthur.

- Olha se não é a bruxa sumida! -provocou Aurora.

- Olha se não é a fadinha arrogante!

As duas se encararam e o loiro mais velho podia jurar ver faíscas.

- Vocês duas parem! Estamos resolvendo algo muito importante!-repreendeu Cassandra.

- Problema? Que problema?

- Amélia foi envenenada por Calícia! E estamos em busca de uma solução.

A ruiva se surpreendeu-Calícia? Eu pensei que fosse um veneno extinto?-Se sentou na cama.

- Também achávamos!

- E agora?

- Estávamos pensando em ir atrás dos Etéreos.- a garota encarou Miguel com o rosto mais pálido que o normal.

- Não! Não! -gritou-Não são seres que aceitam fazer coisas de graça. E se oque eles pedirem for muito? Se eles pedirem uma vida troca de outra?-Se desesperou.

- Se isso acontecer eu dou a mina vida!-Arthur respondeu-Ela é minha irmã! A vida dela é mas importante. Eu realmente queria poder ensinar ao Miguel sobre nosso povo, mas acho que ela vai ser mais apropriada.

- Não!Eu vou! Ela é minha mãe, eu prometi cuidar dela e vou cumprir!

- Chega!-Minerva gritou recebendo o olhar espantado de todos!-Ninguém aqui vai se sacrificar por ninguém! E além disso ainda não decidimos nada! Vocês precisam descansar, TODOS! Amanhã iremos decidir oque fazer!-Terminou saindo da tenda sendo acompanhada pela rainha.

Deixaram para trás 4 pessoas espantadas.

- Eu nunca vi Minerva gritar!-Alice via as duas sair de boca aberta.

Enquanto isso...

O homem encapuzado estava parado em frente ao trono enquanto o rei continuava pensando e sentindo a raiva preencher seu corpo.

- Quem você pensa que é para achar que pode vim até aqui com tais propostas? O que acha que eu sou?-gritou apertando o metal do braço do trono.

- Então o Senhor dos Lupinos não tem coragem sulfuciente!-A voz do ser ecoava grossa e grave.

- Quem pensa que eu sou para me ofender assim.- O rei gritou atissando os outros ao redor.

Ao redor os guardas se aproximavam, os grunidos aumentaram, seus caninos cresceram enquanto os olhos se tocavam negros e castanhos.

- Saia daqui! AGORA!-o rugido atravessou todo o castelo arrepiando todos dentro do mesmo.



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