História Guerra dos Contos - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Pelo amor de Deus, segurem as estacas ai! Eu sei, é uma vergonha. Do fundo de meu coração: MIL PERDÕES!!!
Não sei quantos de vocês ainda irão ler, mas prometi que continuaria a escrever e assim será feito.

Aproveitando o momento, agradeço aos que entenderam minha situação e apoiaram (por mais que eu tenha abusado disso). É sério, dá vontande de guardar vocês em um potinho para sempre. <3

Aos leitores novos: sejam bem-vindos.

Não se alterem enquanto estiveram lendo. Esse novo personagem veio gerar briga intensa. Não vou deixar a história inteira focada nas "líderes". Só estou preparando o terreno e tentando dar dicas para vocês. Não sei como irão reagir quando descobrirem a verdade. Isso é frustrante!

É isso.

Boa leitura! :)

Capítulo 5 - Capítulo 2 - Planos e Tortura


Fanfic / Fanfiction Guerra dos Contos - Capítulo 5 - Capítulo 2 - Planos e Tortura

Castelo Branco, Wonderland

Narrador Pov.

 

- Aproveitem o resto da tarde para fazer algo que gostem e sintam-se em casa. Teremos tempo até o jantar. Charles e eu precisamos resolver alguns assuntos do castelo. – Sorriu para o irmão, pedindo com o olhar para que ele não questionasse. – Com licença.

Assim, a Rainha e seu irmão deixaram os três visitantes sozinhos, andando calmamente até desaparecem da vista deles.

- Parece que ele cumpriu o acordo... – Charles tentou continuar, mas foi interrompido pela irmã.

- Shhh, aqui não.

Sem parar de andar, olhou para trás, certificando-se de que não havia mais ninguém ali além deles.

- Vamos. Rápido.  – Ordenou ela.

Iniciaram passos acelerados, mas não correram. Algum empregado poderia ver e espalhar boatos. Os irmãos não queriam isso.

Ao chegarem no corredor que os levava à sala mais importante para os dois, desaceleraram o passo e Mirana se sentiu confortável em iniciar logo o assunto.

- Consegui a ajuda de Lancelot e esse já está ajudando quanto aos outros homens de Arthur e a população em Camelot. Deixei alguns homens disfarçados fazendo a segurança da princesa Snow White na Floresta Encantada, mas ela não sabe disso e não serão suficientes contra dezenas de Cavaleiros Negros. Precisamos ajudá-la de alguma forma, sem trazê-la para cá. Essa possibilidade é arriscada para o momento. Além do mais, precisamos de mais um exército. O que temos não é suficiente, já sacrifiquei homes demais.

- A Rainha Regina irá te matar. – Disse seco.

- Mais uma para a concorrência... – Respondeu no mesmo tom, empurrando a porta da sala para que entrassem.

O Cômodo era usado por eles para guardar mapas, poções, armas, anotações, cartas e tudo o que fosse importante para eles. Inclusive, havia uma grande mesa redonda que não era utilizada há um tempo. Nenhum empregado tinha autorização para entrar lá, nem mesmo para fazer a limpeza.

Trancaram a porta e por um curto instante, varreram a enorme sala marmórea, reorganizando os pensamentos. Logo em seguida, pegaram um saco grande de pano e guardaram todos os livros e pergaminhos que sabiam serem de grande importância.

- A Bruxa Boa do Sul não está do seu lado?! – Perguntou Charles, retomando o assunto.  

- Está, mas não é tão fácil para ela quanto é para nós viajar para outros reinos. – Falou enquanto reuniam sob a mesa redonda todas as armas que encontravam. – E a mesma selou Oz décadas atrás. A única ameaça é a interna. Aquele reino está protegido do mundo exterior.

- Os inimigos não farão o primeiro ataque até todos eles estiverem reunidos. E quando isso acontecer, nós saberemos. Snow White poderá lidar sozinha com os Cavaleiros Negros até lá, ela já faz isso há um bom tempo. Precisamos procurar pela Bruxa Boa do Sul primeiro e garantir mais um apoio.

- Exatamente. Não posso deixar o castelo sem líder e proteção. Amanhã, avaliaremos os três quanto suas habilidades. Em um local mais discreto, claro. Depois, escolheremos um deles para ir com você até Oz procurar por Glinda. Vocês terão dois dias para voltarem. Caso não retornarem dentro desse tempo, tomarei providências.

- E quanto tempo irá esperar até que ele volte? – Charles parou e encarou a Rainha. – Já faz mais de dois dias e Vossa Majestade sabe que além de ser muito importante para nós, ele é o alvo principal de toda a raiva de Malévola.

- Tudo bem, você está certo. - Soltou um suspiro derrotado. Parou e olhou para o homem. - Quando retornarem de Oz, procuraremos por ele.

- Quanto a essas armas? – Olhou com um leve sorriso para as espadas, flechas e arcos sob a mesa.

- Quando a lua chegar em seu ponto mais alto no céu, voltaremos aqui e as carregaremos para meus aposentos. Os súditos já estarão dormindo e só quero que saibam de toda situação quando os inimigos anunciarem a guerra. – A Rainha conhecia seus súditos e também o alvoroço que iriam fazer e irão fazer no anúncio da Guerra. – A propósito, não vi a Excalibur junto à Arthur, você a viu? – Perguntou curiosa.

- Não. Quando fui acordá-los também não a vi. Não deve ter achado necessário carregá-la por aqui. – Deu de ombros.

- Perguntarei a ele depois. Agora vamos, precisamos preparar as coisas para sua visita à Oz e só temos até o jantar. – Falou, puxando-o para a saída e trancando o lugar.

 

 

Castelo Vermelho, Wonderland

Narrador Pov.

Algumas horas depois da pequena reunião, a Rainha Victoria decidiu com a feiticeira pedir que seus convidados permanecessem mais uma semana em Wonderland. “Será melhor se esperarmos o resto dos nossos chegarem. Desta forma, poderemos nos apresentar para o povo desta terra e exterminar qualquer vestígio de luz e esperança que há para eles, de uma única vez”, foram as palavras de Malévola. Mas esse não era o real motivo. A verdade é que já não possuíam mais recursos para se transportarem para outros reinos. Todos os feijões mágicos que haviam roubado dos Gigantes, foram entregues aos visitantes para que conseguissem realizar a viagem de ida ao mundo Subterrâneo. As duas não queriam admitir tal falha para os outros.

A Rainha de Copas já havia tirado a irmã do poder e transformado parte do País das maravilhas em puro caos, antes mesmo de se aliar à Malévola. “Exterminar o vestígio de luz e esperança” significava ir atrás da Rainha Branca, a que estranhamente conseguia manter a si e seus seguidores, protegidos da ira de Victoria. A que agora, mantem os alvos de pessoas poderosas com sede de destruição, em seu Castelo. Talvez, as duas mulheres não precisem mais de feijões mágicos.

“Mas eles desejam sofrimento, não será assim tão rápido”.

A Feiticeira havia capturado seu maior prêmio há três dias. Ele estava entrando pelos portões do reino, parecia estar sendo seguido por alguém, ou, guiando essa pessoa. Enfim, Malévola não perdeu tempo. Ela lhe lançou um feitiço para que dormisse e o levou até o Castelo de Victoria. Chegando lá, pediu para que essa o mantivesse prisioneiro nas masmorras do Castelo, como prova de sua aliança. A de Copas prontamente o fez.

Três dias depois, aproveitando a sensação de Vitória depois que todos concordaram com sua proposta, ela decide visitar sua vítima, à noite, enquanto os outros bebiam e deliciavam um vasto banquete. Ela desceu pelos corredores do palácio até chegar à uma porta de madeira pesada que a separava das celas sujas e mal iluminadas. Nenhum prisioneiro nunca passou tanto tempo vivo ali. Sempre eram decapitados em poucas horas.

Sem demorar muito, ela ajeitou seu cajado em uma das mãos, em seguida empurrou a porta e logo a fechou, utilizando magia. O barulho estrondoso, fez Joseph levantar levemente a cabeça e forçar a visão para poder ver quem era.

 Ele estava em pé, de cabeça baixa por conta da dor e exaustão. Seus braços finos, presos por correntes pregadas à parede, formavam um X sob sua cabeça. Uma mordaça de metal envolvia seu rosto e ocupava lugar entre seus lábios, deixando sua boca ferida e seu rosto de pelagem branca, até seu paletó, ensanguentados.

Em outros tempos, vê-lo nesse estado deixaria Malévola atordoada. Mas agora é diferente. Ela sorriu, seus olhos brilharam. Havia uma mistura de satisfação e prazer neles. Ela andou até chegar em frente a cela onde ele estava.

- Quem diria – Gargalhou. – Olhe para você, Coelho covarde. – Zombou

Joseph não conseguia encará-la, o medo estava estampado em seus olhos. Quando irritada, a Feiticeira era imprevisível, e ele sabia muito bem disso. Ela começou a caminhar de um lado para o outro, voltando a provocá-lo.

- Está gostando da sensação de ter sido traído?  – Olhou para ele e riu, vendo que o Coelho não conseguiria responder por conta da mordaça em sua boca. Logo ela voltou a andar. – É ruim quando vem de uma pessoa amada, não é?! – Ironizou. – Deve ser hereditário, Victoria fez exatamente como você. Ela agora me ajudará e você perderá todos que ama. Começando por aquela Mulherzinha imprestável e o Chapeleiro Petulante.

O pavor e a raiva tomaram a face do Coelho e ele tentou inutilmente se soltar das correntes, o que divertiu ainda mais a Feiticeira.

- Você deveria nos ajudar e agir como o egoísta de sempre, que só pensa em si mesmo antes de tudo.

Joseph bateu as patas no chão, negando com a cabeça. Ele não faria isso com seus meninos. E isso irritou Malévola. “Irá mudar de ideia, querendo ou não”, pensou ela. Então, essa trouxe a chave às mãos através de magia, abriu a porta e andou até ele. Os pensamentos dela pareciam estar em outro lugar. Ao vê-la assim, as orelhas de Joseph caíram para trás por conta do medo.

Malévola se abaixou para ficar na altura dele. Segurou seu queixo para que pudesse levantar seu rosto, de forma que ele a encarasse. Assim, ela sorriu maliciosa e levou as duas mãos para um dos olhos dele. Com uma mão ela separou bem as pálpebras dele. Com a outra, formou uma pinça utilizando três dedos e penetrou, com suas unhas afiadas e pontudas, as laterais do olho.  Um grito estridente foi abafado pela mordaça. Aquela era a pior dor que o Coelho sentira na vida. Ele tentou transferir a dor para os lábios, o que acabou reabrindo as feridas recentes que haviam ali. Isso só animou mais a Feiticeira.

Ela envolveu o glóbulo ocular e o puxou, bem devagar, até que finalmente o arrancou.  Joseph ficou enjoado. Quis vomitar, mas teve de ser forte. Provavelmente engasgaria e sufocaria. Sua cabeça latejava. Ele enxergava pontos pretos com o olho bom e ouvia somente um zumbido. Sinais de que iria desmaiar.

Então, a Feiticeira se levantou e saiu da cela, deixando o Coelho sangrando. Movimentou no ar a mão suja de sangue, trancado novamente a prisão.

- Tem três dias para escolher. Ou eles... Ou você.


Notas Finais


Sim, esse capítulo está chato. Como falei, é importante.

Ah, pensei em deixar vocês decidirem as ações dos seus personagens para ficar mais a cara de vocês. Se alguém se interessar, pergunta que eu explico. Já falei demais, sorry.

Até o próximo!


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