História Guerra é Guerra (antiga Friends and rivals) - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Personagens Originais
Tags Harry Styles, Liam Payne, Romance, Violencia
Visualizações 8
Palavras 2.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olhaa que lindo, dois capítulos seguidos. Sim, sim, sim.

BOA LEITURA PESSOAS LINDASS

Capítulo 5 - Esta é Alice, minha namorada


Fanfic / Fanfiction Guerra é Guerra (antiga Friends and rivals) - Capítulo 5 - Esta é Alice, minha namorada

Alice Canavan

Feche os olhos e respire fundo, quando você os abrir, seu chefe gato não vai estar mais aqui perguntando se você está bem, até porque estas coisas não acontecem com você. Eu repetia esse mantra dentro da minha cabeça incansavelmente, pelo simples fato de que tudo estava louco demais para ser verdade, e inacreditável demais para estar acontecendo comigo. Essa semana estava de cabeça para baixo, e eu nem sequer sabia se isso era algo bom ou ruim. Eu podia sentir os olhos de Harry queimando sobre mim, ainda que eu não estivesse o olhando. Era a segunda vez seguida que estávamos perto um do outro, e ele estava falando comigo, como se estivesse preocupado. Esse definitivamente não era o tipo de coisas que acontecia na minha pobre vida.

 

Estava na porta de alguma loja, ou algo assim. Eu sentia minha garganta seca, minha respiração desregulada, e minha cabeça girava tanto que chegava a doer. Apertei meus olhos por um segundo, e nesse instante a lembrança do que havia acontecido na sala do Payne veio átona. Ele havia me beijado! E por alguns segundos eu cedi! Quem poderia me julgar? O homem era absurdamente lindo. Eu tentava me convencer de que aquele acontecimento não era algo tão ruim já que na verdade foi apenas o início de um beijo, mas para mim, já era algo totalmente incorreto, e imprudente. Ele era me chefe. Minha cabeça retornava incessantemente para o ponto em que eu espalmei as mãos sobre o peito do meu chefe o empurrando e saí correndo como uma louca. Isso me fez lembrar o porquê de eu estar aqui, e me fez lembrar também de que Harry tinha me feito uma pergunta, e eu ainda não tinha respondido.

— Alice. — Harry me chamou me trazendo de volta a realidade. Sua voz emitia uma conotação preocupada. Finalmente ergui a cabeça, e encontrei seus intensos olhos esverdeados me fitando. Deus, eu nunca me acostumaria com a beleza desse homem. Harry parecia cauteloso, mas ainda assim chegou perto e acariciou minha bochecha em gesto delicado, que eu poderia me casar com ele ali mesmo. Comecei a formular uma resposta descente para a pergunta anterior, mas eu não confiava suficientemente em mim, para falar alguma coisa. A questão é que não poderia dize-lhe "bem, hoje eu fui acordada e obrigada a vir até aqui, e então eu beijei meu chefe" afinal, por que é que aquele homem tinha de ser tão charmoso? Um ogro diga-se de passagem, mas ainda assim um ogro infinitamente charmoso! Não deveriam existir chefes com um olhar tão sedutor e um porte tão intimidante quanto o dele. 

— Ãn, está tudo ok, comigo e com meus estagio. Obrigada por perguntar, eu só passei um pouco mal, mas já está tudo ótimo! – Eu afirmei, tentando ao máximo passar uma confiança que não existia dentro de mim

— Ora Alice, sou seu namorado, pode confiar em mim! — Suas sobrancelhas se ergueram, e um sorriso brincalhão dançou em seu rosto. Alguém tinha que me dar um tapa, e fazer com que eu acordasse para vida. Porque eu mal havia saído de uma encrenca, e já me sentia me afogando em outra, com os pensamentos pervertidos que me rondavam.

— Mas eu confio! claro que sim. – Repliquei sorrindo e ele faz o mesmo, mas em instantes seu sorriso se desfez, e seu rosto assumiu uma expressão interrogativa e totalmente curiosa.

— Sabe que eu cheguei a imaginar que você era alguma cliente da qualityIn design — Harry exclamou sorrindo afrouxando o nó de sua gravata. — Eu não me lembro de ter te visto antes de te envolver naquela cena patética de ontem. — Claro que ele não se lembraria. Suspirei. Estagiários eram tão valorizados quanto aquele namorado da Barbie, que ninguém nem se lembra do nome. Eu devo ter levado café, e documentos até a sala de Harry uma centena de vezes, mas ele nunca pareceu prestar muita atenção em mim! Eu não poderia o julgar, Harry estava sempre tão ocupado quando eu estava perto dele.

— Bem, eu estagio na QualityIn só a quatro meses, talvez seja por isso. — Tentei sorrir, mas falhei miseravelmente. A verdade é que eu estava com medo do filho do senhor Geoff me pôr para correr da empresa, se o lance do beijo tiver sido um teste dele, eu havia sido reprovada, e não é nem necessário repetir que estagiários sempre se dão mal. Soltei o ar comprimido e apertei os olhos. Será que ainda tenho meu estágio?

— Então creio que nós dois estamos oficialmente ferrados! Vem vamos voltar para empresa. Liam voltou a presidência hoje, e vai por mim, ele não tolera deslizes. — Uma vertigem tomou me corpo quando Harry citou o filho do senhor Geoff, e eu me obriguei a engolir a bale que tinha se formado na minha garganta. Liam estava definitivamente de volta a empresa! Sufoquei um grito nervosos. Harry se levantou e me puxou junto com ele.

— Você é um dos engenheiros-chefe da empresa, você nunca vai se ferrar, já eu.... — Suspirei, e Harry permaneceu calado. Ele sabia que essa era a mais pura verdade.

(...)

Ultrapassamos as portas de vidro da QualityIn, e entramos no elevador. Ele com sua gravata já arrumada, e eu com minha sanidade voltando ao seu lugar. 

Estava começando a ficar contente pelo fato das coisas estarem começando a sair bem, Harry entrou no elevador enquanto eu estava logo atrás dele. Senti uma dor latente na testa, e ergui minha mão até ela. Droga, tava demorando. Pensei

— Céus, sua testa está inchada, me deixe ver isso. — Harry disse, e eu me olhei no espelho do elevador, vendo o lado direito da minha testa ficar alto e roxo. Ele me puxou, afastando minhas mão de perto da minha cabeça, e focou seus olhos na minha testa, com um expressão preocupada. Parecia que essa era a única coisa que eu conseguia causar nele. Preocupação.

— Está tudo bem. Nem está tão inchado assim.... — Falei, mas até eu sabia o quão ridícula era a minha afirmação. Qualquer um poderia ver que eu estava quase me tornando um unicórnio.

— Está sim! Olha isso aqui. – Senti o toque leve e quente de sua mão direita sobre minha testa, enquanto a outra parou nas minhas costas. Seus olhos estavam atentos ao executar os movimentos em minhas na minha testa massageando-a, como se aquele simples ato fosse algo que necessitasse de extremo cuidado. Seu olhar deixou o meu, e sua cabeça ergueu-se para observar algo sobre meu ombro. Virei meu rosto, encontrando o foco de sua atenção. Os olhos castanhos do Sr. Payne estavam gélidos sobre nós, me afastei de Harry e virei meu corpo por completo. Como eu não havia notado as portas do elevador se abrirem? Harry saiu do elevador e o segui.

— Estava te procurando. — Sua resposta foi direcionada a Harry, cada palavra foi pronunciada de forma seca e áspera, seu olhar revezava-se entre mim e a Harry, como se pedisse sutilmente uma explicação. Eu não precisava o conhecer bem, para saber que ele estava irritado.

— Ah, me deixe apresentar. Alice este é Liam meu Chefe e amigo de infância, Liam esta é Alice minha namorada! – Ao passo que o Harry concluiu a última frase, os olhos do Payne filho cresceram na minha direção, e seu rosto tomou traços rígidos, mas segundos depois ele se voltou para Harry.

— Namorada? Que merda você está dizendo Styles? — Liam questionou negando com a cabeça, e então deixou um riso nasalado sair de si. — É uma piada não é mesmo? 

— Sr. Payne. — Marley, a secretária, o chamou e me olhou sutilmente com a testa franzida. Ela provavelmente não estava entendendo o porquê de eu estar parada ali entre o presidente e o engenheiro chefe da qualityIn design. Ela me olhou curiosa por alguns segundos, e eu apontei disfarçadamente para o meu pescoço, mostrando que estava encrencada. — Os acionistas estão à sua espera na sala de reuniões. — Marley falou com Liam, que concordou com a cabeça.

— Ok. Avise-os que estou a caminho. — Marley concordou, e se virou no corredor, mas antes disso olhou desdenhosa para Harry, em seguida se retirou seguindo sentido contrário.

— Depois continuamos esse assunto. — Essas foram últimas palavras do meu patrão antes de se retirar.

— Bem, o trabalho nos aguarda não é mesmo?! — Virei meu rosto na direção de Harry quando sua voz se sobressaiu, só nesse momento é que eu percebi que tinha estado muito focada em Liam. Assenti, e murmurei um 'Claro senhor' dando as costas e caminhando em direção a sala destinada a mim, enquanto ele foi na direção contraria.

(...)

Cheguei em casa por volta das cinco da tarde. Deus sabe o quão cansada eu estava, e o quão pior a situação se tornou quando eu me lembrei de que a festa anual da empresa era daqui a uma semana. Eu havia Ligado para Lilian, outra estagiaria sofredora igual a mim, e a ofereci meu segundo ingresso, devo dizer que meus ouvidos ainda doíam de tão alto que a garota havia gritado de animação, o problema agora era decidir com que roupa ir, eu não podia ser considerada nem de longe uma pessoa festeira, quanto menos uma que frequentava festas da alta sociedade. Eu pensei até mesmo em ceder meu convite para outra pessoa, mas seria burrice demais até para mim. Eu suspirei cansada, e deixei meus ombros caírem. O que devo vestir? Entrei no meu quarto, e abri as portas do pequeno guarda-roupas, vasculhando minhas opções, mas nada parecia ser adequado.

— Jesus... — Mamãe disse pasma, quando se enfiou no meu quarto, e observou a bagunça de roupas sobre a cama, e espalhadas pelo chão. - Mas que furacão passou por aqui?

— Não sei o que vestir para ir ao Blue day. — Resmunguei pesadamente, bufando e sentando-me no único espaço livre da cama.

— Você vai sair hoje? — mamãe perguntou. Ainda olhando a bagunça no cômodo.

— Não, semana que vem. Lembra que eu te disse que tinha ganhado convites para festa da empresa, então! - Mamãe abriu um sorriso, e concordou. 

— Por isso você entrou em guerra com seu guarda roupas? — Perguntou ironicamente. — Venha aqui, talvez eu possa te ajudar. — Eu me levantei de uma só vez, e ergui a sobrancelha para minha mãe. Meus avós eram bem de vida quando minha mãe era jovem, e por isso ela sabia como se vestir e se portar como uma verdadeira dama. Infelizmente vovô perdeu tudo que tinham em jogatinas. Mesmo que minha mãe ainda tivesse lindas roupas daquela época, duvidava que alguma delas ficasse bem em mim, ou fosse apropriada para os dias de hoje.

— Mãe, me desculpe, mas não acho que suas roupas vão me cair bem. 

— Fique calada e venha. — Antes que tivesse chance de retrucar, já estava sendo arrastada porta á fora, e adentrando o quarto que pertencia minha mãe. Ela puxou a gaveta da pequena cômoda que ficava do lado direito de sua cama, retirando de lá um vestido azul gelo, tomara que caia, de cumprimento pouco acima dos joelhos. Extremamente lindo. Passei meus olhos pelo vestido e logo depois encarei mamãe com ar de interrogação,

— Vá com ele! É seu. Ele é totalmente apropriado para este tipo de ocasião, confie em mim. — Ela certamente percebeu a confusão dentro dos meus olhos, pois logo depois impeliu-se a explicar.

— Eu iria te dar em seu aniversário. Mas creio que lhe será mais útil agora. Eu pensei que você nunca teria onde usá-lo já que você parece um morcego, só fica em casa, mas mesmo assim não resisti em compra-lo, eu já posso enxergar ele em você. — Eu revirei os olhos para o penúltimo comentário dela, e sorri contente, sabendo que minha mãe sempre era a luz para os meus "Problemas". Caminhei, e me lancei sobre ela, a abraçando forte

Já havia terminado de arrumar a bagunça do meu quarto, e agora estava sentada no sofá, assistindo minhas series enquanto mamãe estava na cozinha preparando nosso jantar. O toque da campainha soou, e me levantei para atender. Eu esperava qualquer pessoa do outro lado daquela porta, qualquer uma mesmo, menos ele! Eu até tentei controlar minha respiração, mas foi impossível com aquele olhar voraz sobre mim.

— Posso entrar?



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