História Guerra Fria - Capítulo 17


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Categorias Sorriso Maroto
Personagens Bruno Cardoso, Cris Oliveira, Fred Araújo, Personagens Originais, Sérgio Jr., Vinícius Augusto
Tags Bruno Cardoso, Romance, Sorriso Maroto
Exibições 34
Palavras 1.505
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Perigo!


Fanfic / Fanfiction Guerra Fria - Capítulo 17 - Perigo!

- Bárbara,você está passando bem? – perguntou Fábio assustado – como assim chamar a segurança? O que aconteceu?
Eu olhava desesperada para todos os lados tentando achá-lo e não havia ninguém.
- Victor – eu consegui dizer – ele está aqui!
- Victor? Quer dizer aquele seu namoradinho?
- Fábio,é uma longa história,o fato é,se ele me encontrar ele vai acabar comigo.
Nesse instante Fábio pareceu entender meu desespero.
- Tá bom,vamos fazer assim: corra para o meu consultório e se tranque lá dentro,vou ligar para a Suzana e pedir que leve Bruno pra lá,enquanto isso aciono a segurança e eles acompanham vocês até o estacionamento,pode ser?
Concordei e voei em direção ao elevador.De volta ao nono andar corri para o consultório de Fábio e tranquei a porta.Silêncio.Não ouvia nada além dos batimentos do meu próprio coração pulsando no ouvido.Como ele conseguiu me encontrar? Se foi ele quem enviou o vinho,como ele foi  parar com a Anitta? Minutos se passaram e ninguém apareceu,estava ficando agoniada já,então decidi sair do escritório e esperar do lado de fora.Tudo estava quieto e perfeitamente arrumado,nem a revista que eu li a pouco mais de uma hora e deixei no sofá estava lá mais.Me dirigi até a imensa parede de vidro e me perdi naquela vista maravilhosa do Rio de Janeiro,eu nunca iria me acostumar á ter algo tão belo pra olhar todos os dias.E aí então me veio o Bruno na cabeça.Deus,ele está tão frio comigo,tão distante,por causa dela.No fim ele tem razão,ela nada tem a ver com o vinho adulterado.Será que ele ainda gosta dela? Por isso insiste em defendê-la? Só a ideia já faz com que meus olhos se encham de lágrimas.E se for isso? E se ele sempre foi apaixonado por ela? E se ele está me usando pra tentar esquecê-la? Decido voltar para o consultório e aguardar até que Bruno chegue com a Suzana,afinal eu não faço ideia de onde eles estejam e ficar alimentando esses pensamentos não vai me ajudar no momento.
Antes mesmo que eu me vire em direção ao consultório sinto minhas costas queimarem,e sei que não estou sozinha.Devagar giro em direção ao elevador e minhas pernas fraquejam quando vejo ali,Victor em pé me olhando.
Ele está diferente.A barba está grande,o cabelo desgrenhado e sem corte,cheira a bebida e cigarro e parece que não dorme á dias.Ainda assim está impecavelmente vestido.Ele dá um sorriso de lado e eu tento manter o controle.
- Oi amor! – ele diz ironicamente
Não respondo.Dou lentamente dois passos para o lado e fico mais perto da porta do consultório.Ele ri e faz um gesto negativo com a cabeça.
- Desde quando você se tornou tão covarde? Aonde está aquela Bárbara valente que eu conheço? Qual é? O Bruno está mimando muito você.
Ele dá um passo em minha direção e eu dou mais dois passos para o lado ficando a menos de um metro da porta.
- Nem se atreva a entrar aí,eu arrombo a porta.
Fico apavorada.Meu Deus cadê o Bruno?
- Sabe Bárbara,eu estou com tanta saudade!
Decido arriscar,se eu continuar ali,ele vai me pegar e só Deus sabe o que vai acontecer.Preciso ser rápida,entrar e trancar a porta antes que ele tenha o reflexo de me impedir.Ele começa a contar algo sobre quando nós namorávamos,mas eu não estou prestando atenção.Estou suando frio.De repente ele para de falar.
- O que você está tramando em vadiazinha?
E é nesse momento que eu corro para a sala e fecho a porta.Ele começa a gritar meu nome e a forçar para que a porta abra,e eu coloco todo o meu peso nela e depois de muita luta consigo girar a chave e trancá-la.Rapidamente coloco a mesa e as cadeiras na frente da porta e corro para o banheiro me trancando lá dentro.Ouço o barulho dele esmurrando a porta e me xingando e só consigo chorar e pedir a Deus que ele não consiga entrar.Silêncio de novo.Fico com medo e rapidamente procuro por algum lugar por onde ele possa entrar ali,mas pelo menos ali naquele minúsculo cômodo não há nenhuma fresta ou janela por onde ele possa tentar entrar.Não sou muito religiosa,mas mentalmente rezo um Pai Nosso.De repente ouço a porta sendo forçada novamente.Saio do banheiro e fico no canto da sala,olhando a maçaneta girar.
- Bárbara!
Me encolho.Ele vai entrar!
- Amor,sou eu ,abre essa porta.
Bruno? Meu Bruno! Graças a Deus! Vou até a porta pra destrancar,mas de repente me ocorre que ele pode estar com o Victor,sendo forçado a me fazer abrir.Não abro.Ele continua a me chamar,só que dessa vez Fábio e Suzana estão juntos.Afasto a mesa e as cadeiras e abro a porta.Encontro do outro lado um Bruno pálido e suado vindo em minha direção e me abraçando.Lá fora,a sala de espera antes organizada estava revirada e Fábio dava instruções a dois seguranças que os acompanhavam.
- Ele fez alguma coisa com você? – Bruno me perguntou preocupado
- Não,eu estou bem.Consegui me trancar aqui antes que ele pudesse fazer alguma coisa.
- Há amor,fiquei tão preocupado com você!
- Ele conseguiu nos prender no elevador Bah – disse Fábio sério – já entrei em contato com o chefe da segurança pra verificar quem o ajudou.Quando ele ouviu o barulho do elevador correu em direção as escadas.
- Meu Deus ele fez uma bagunça aqui – disse Suzana assustada
- Venha vou acompanhá-los até o estacionamento Sr.Cardoso – disse o segurança
- Eu ligo pra você quando os exames ficarem prontos – completou Fábio.
Ele agradeceu e os dois trocaram mais algumas palavras.Eu estava alheia a tudo o que acontecia,só queria ir pra casa.Descemos os nove andares de escada,com medo de ele ainda estar no prédio e nos prender dentro do elevador de novo.O segurança pediu reforço e quando chegamos no estacionamento haviam mais dois lá pra nos levar até o carro.Bruno abriu a porta do passageiro pra mim e assumiu o volante.Em poucos segundos estávamos na avenida.
- Ele falou alguma coisa pra você? – perguntou Bruno
Victor falou? Foi a pouco tempo atrás e eu não sei ao certo...sim,definitivamente ele falou algumas coisas,mas não me lembro exatamente o quê.
- Falou,mas nada com sentido.
- Aquele filho da puta – Bruno soca o volante – esse cara não vai te deixar em paz.
- Não sei como ele descobriu onde estaríamos.
- Nem eu,mas a partir de hoje vamos andar acompanhados de seguranças,e de preferência armados.
Um arrepio percorreu minha espinha.Concordo com os seguranças,mas precisam estar armados? Na minha opinião violência só gera violência,mas decido não expressar o que penso  agora.Isso é um assunto para depois.Bruno passa da entrada na avenida que nos leva até o casarão.
- Aonde vamos?
- Pra minha casa.
- Bruno eu preciso trabalhar.
- Hoje eu e você estamos de folga.
Decido não contestar,eu não estou mesmo com cabeça pra trabalhar.Ligo para Ariane pra visar que não irei á mansão hoje mas ela não atende.Então decido ligar para o Fernando.
 

- Alô!
- Oi,Fer é a Bárbara,tudo bem?
- Há,oi Bah,tudo sim e você?
- Hã....é....mais ou menos.Ari tá aí?
- Está vindo pra cá porque?
- Peça pra ela me ligar assim que chegar.Eu não vou trabalhar hoje.
- Ei,você tá legal?
- Agora estou.Fala pra ela que ele me achou.
- Quem?
- Longa história Fer.Preciso ir,beijos!
- Se cuida!

 

Já no apartamento do Bruno eu subo direto para o quarto dele pra tomar um banho.Quando saio de lá há uma bandeja em cima da cama com vários lanchinhos e pelo menos uns 3 tipos de suco diferente.A Maria é mesmo exagerada.Deixo escapar um sorriso.Ela cuida de mim,e eu gosto disso.Ouço a voz de Bruno vindo no corredor,ele falava ao telefone,e pelo pouco que escutei era referente aos seguranças que ele queria na nossa cola agora.Quando entrou e viu que eu estava comendo deu aquele sorriso que faz qualquer uma ficar sem ar e se sentou do meu lado.
- Achei que você estaria com fome.
- Estou,obrigada – falei enquanto ele beijava minha testa.
- Amor...eu estraguei tudo hoje de manhã.
- É...você estragou.
- Eu agi como uma idiota.Estava irritado com a situação,e acho que os efeitos colaterais daquelas drogas contribuíram para o meu mau humor.
Levantei com a bandeja e coloquei sobre a mesa.
- Amor,me perdoa.Hoje no hospital quando o Fábio ligou avisando que você corria perigo eu....
- Tudo bem amor,já foi.
- No carro,quando te vi chorar,eu quis...
- Bruno,tudo bem!
- Não,não está tudo bem.
Ele se levantou e veio até mim.Depositou um beijo no meu pescoço e cheirou meu cabelo molhado.
- Eu amo seu cheiro.
- Hmm – deixo escapar enquanto ele continua a me acariciar.
- Se aquele babaca tivesse feito alguma coisa pra você eu não sei o  que seria de mim Bah.Eu te amo! – ele disse me pegando no colo – Sou perdidamente e fodidamente apaixonado por você.
Ele me colocou na cama e me beijou.Um beijo cheio de amor,paixão e saudade.
- Me perdoa?
- Sempre meu amor – eu digo
Ele sorri,e enquanto eu tiro meu roupão observo apaixonada o meu Bruno tirar a camisa,sedento por mim.



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