História ''Guerra Fria'' - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Castiel, Romance
Visualizações 9
Palavras 2.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus amores, eu sumi por um tempo, mais isso aconteceu por que eu tive que resolver um problemão, inclusive tive que mudar de escola, oque achei que seria bem difícil, mas de certa forma, estou me dando muito bem, eu espero que estejam gostando do desenrolar da história, e que expressem isso por meio de seus comentários.
Boa Leituraa!

Capítulo 6 - Devolve as minhas trufas


Fanfic / Fanfiction ''Guerra Fria'' - Capítulo 6 - Devolve as minhas trufas


    Ivinny abriu a janela de seu quarto e Luna estava no pé da sua cama a olhando, seu olhar passava a impressão de que a cadela sorria pra ela. Ivinny não sabia o porque, mais ela estava se sentindo bem, há muitos anos não se sentia assim, mais aproveitaria esse sentimento bom dentro de si e  resolveu pegar seu violão que fazia um certo tempo que não tocava. 
    O violão estava empoeirado, ela havia o deixado de lado por um tempo, depois da volta pra casa ela apenas parou de tocar, de certa forma, queria evitar que lembranças de mais viessem a tona, mais talvez fosse a hora dela superar esse seu medo, afinal, tocar violão era oque mais a fazia se sentir bem, então porque se privar disso? ela se  sentou na janela e respirou fundo.
    É claro que ela não havia esquecido como tocar, quem dera fosse isso, oque a incomodava era a dúvida que a assolava a tempos, devo ou não? antes não havia isso, ela pegava o violão sem medo mais agora ela ficava na duvida se deveria ou não. Tocar lhe fazia muito bem, mais aquele ambiente, aquelas lembranças, tudo isso lhe trazia a sensação vazia, de perca, de saudade, mais não uma saudade comum, uma saudade que juntava forças e atingia ela sem pena.
    As músicas que seu pai tocava (sim ele tocava, e toda a família se juntava pra ouvi-lo) eram sempre boas músicas, parte do gosto músical da garota veio por influência de seu pai, outra parte veio por conta do sargento Medeiros, ambos tinham gostos parecidos.
    Talvez tocar a fizesse bem, ela tentativa apenas focar nas boas lembranças em relação a sua família e não do acidente, nem do que perdeu por não viver com eles, mas do que aproveitou quando os tinha ao seu lado, então ela começou a tocar, e em seguida, soltou a voz.


Obs: o Link da música se encontra nas notas finais, caso queiram escutar durante a cena.

I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears 


    Sim, ela estava sendo reprimida por todos os seus medos, era como se eles a controlassem e não a permitisse expor oque sentia.


And if you have to leave, I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone


    A verdade é que a presença dele, estava abalando toda a fortaleza que ela havia construído em volta dela mesma, e ela odiava pensar na possibilidade disso acontecer, não, ela não permitiria que ele a invadisse dessa forma.


These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase


    E exatamente por esse motivo, pelo tempo não poder apagar muitas lembranças ela tinha que lhe poupar, e não lhe permitir, sentir absolutamente nada. Ela faria isso não pra proteger apenas a si, ela protegeria Castiel do seu interior, ela não deixaria que ele a visse por dentro, pois ela tinha consciência de que ela não seria nada do que ele esperava de alguém.


                                                                                      ಌ


    Ivinny havia chegado na escola cedo novamente, pelo fato da escola ser próxima a sua casa ela não levava muito tempo pra chegar a mesma, então ela foi em direção a árvore pra assim esperar o momento em que pudesse adentrar a escola, quando deu alguns passos na direção da árvore a garota viu algo correr em sua frente e se sentar onde ela também iria se sentar. Algo não, alguém, era o maldito ser que havia a ajudado com Luna no dia anterior.
— Ta de brincadeira com a minha cara? — disse a tábua tirando os fones de ouvido, ela realmente estava indignada.
— Você quem deve está, desde que estudo aqui, todos os dias me sento exatamente aqui. — Falou Castiel, com convicção em sua voz, já bastava o dia anterior, que ela havia se sentado ali.
— Sinceramente, oque você quer em? — Ela perguntou, já não sabia o motivo de tanta implicância.
    Ele a olhou, e como se fosse de costume, surgiu um pequeno sorriso de coiote em seu rosto, ele a analisou por inteiro, mas ela manteve seu olhar o encarando, como se não se incomodasse com a situação, quando na verdade aquilo a causava raiva, ela odiava ser observada dessa forma.
    Ela estava novamente com uma calça jeans escura, calçava o seu velho tênis amado, um converse preto e usava uma camisa Azul de mangas longas, com a frase ''Seize the Day '' que significa ''Aproveite o dia'', oque na verdade era uma música de uma banda que sua família costumava ouvir, ''Avenged Sevenfold''. Ela com certeza era fascinada por camisas de bandas.
— Acho que de você, não há nada que chame muito atenção para realmente querer. — Castiel disse, com certeza a provocando.
    Serrou os punhos, queria muito bater nele, não pelo comentário, aquilo lhe aliviava, não sentia nem um pouco de vontade de chamar a atenção dele, mais sentia raiva, simplesmente ela o ignorou e seguiu pra a entrada, havia acabado de escutar o sinal tocar.
    Virou a cabeça e disse — Pode ficar com a árvore hoje — e foi embora sorrindo.
    Ele a olhou irritado pela ironia do ''Pode ficar com a árvore hoje'' afinal já havia tocado para que todos adentrassem a escola, ele levantou-se pois teria que ir pra a sala de aula, um dos lugares considerado como mais irritantes e entediantes para Castiel. Mas ele tinha que ir.
    Ivinny havia se sentado na última cadeira da fila, ao lado da janela, a vantagem de sentar na janela era poder observar a área externa vazia, sem as pessoas vazias que ali ficavam, apenas o gramado e as árvores, ela sem dúvidas amava aquilo, ela havia sentado atrás da cadeira onde a garota de cabelos prateados que se chamava Rosalya estava sentada e logo a mesma se virou.
— Quando acabar a aula, vamos comer com a gente? seria bom se você se enturmasse. — disse ela sorrindo e amigável como sempre, Rosa era um amor de pessoa.
— Pode ser sim, Rosa. — Ivinny disse cogitando a ideia, que no momento lhe parecia bem agradável.
— Que ótimo, assim poderemos conversar um pouco mais, você parece ser alguém amigável, gostei de você. — disse ela animadamente, vendo que a tábua aceitou o convite.
— Também gostei muito de você, você é muito carismática. — disse a garota com um pequeno sorriso estampado no rosto.
    Algo chamou sua atenção, eram passos, logo ela olhou de lado, foi quando o ruivo chegou e sentou na fila ao lado da de Ivinny, atrás do vitoriano que no momento Ivinny não se recordava do nome.
    Um professor entrou na sala, e percebia-se que ele estava muito animado, tinha um violão em mãos.
— Hoje vamos ter uma aula bem diferente, colocaremos as cadeiras juntas em formato de circulo onde todos observarão uns aos outros e os que quiserem vão mostrar seus talentos em relação a música .
    A garota sentiu-se congelar, ela não gostava de mostrar nada que sabia em público, gostava de cantar, porém só quando estava sozinha. Ela não faria isso, não estava pronta.
— Você toca alguma coisa Ivinny? — Perguntou rosa em um sussurro, e a garota estremeceu.
— Toco violão Rosa, mais acho melhor não... — ela disse mais baixo ainda para que ninguém além de Rosa a ouvissse, porém ela foi interrompida.
— Alguém disse violão? — perguntou o professor com um olhar curioso pra ela. — Você toca?
    Ela assentiu, por contra vontade, logo respirou fundo controlando sua respiração, pedia a si mesmo internamente que ele não a pedisse pra tocar.
    Ele se dirigiu a ela e lhe entregou o violão — Poderia nos dar a honra? — perguntou sorrindo pra ela.
    Ela pegou o violão, pensando que o professor havia feito o oposto em relação ao que o seu interior queria.


Obs: Mais uma música nas notas finais, caso queiram escutem enquanto leem essa parte.


    O professor logo reconheceu a música assim que as primeiras notas surgiram, e começou a cantar, seguido pelo Lysandre, havia lembrado o nome dele.
    Havia um Ruivo, que parecia estar ali presente, mas na verdade ele estava bem longe, ele simplesmente se perdeu em seus pensamentos, e tudo que conseguia fazer era olhar em direção a Tábua, como assim ela sabia tocar? 
    Ela passava seus dedos nas cordas do violão levemente, e a cada som que seus dedos provocavam ela sorria, se sentia feliz de tocar, pois era como se a música quebrasse as correntes que a mantinha presa as magoas, e a todos os sentimentos ruins. Estava super nervosa, porém se sentia bem, as cordas do violão emitiam sons que acalmavam a sua alma.
    Ivinny olhou de lado pra Castiel, e ele lhe lançou um pequeno sorriso, a garota logo o correspondeu e em seguida voltou seus olhos pra as cordas.
    Outras pessoas também arriscaram mostrar seus talentos, Castiel tocou uma outra música no violão, e Ambre não parava de cochichar com as amigas o quanto ''seu'' Castiel tocava bem, fazendo o professor perguntar se ela queria tocar ou cantar algo, mais a mesma recusou e em fim calou-se.


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    Rosalya não havia esquecido, neste momento todos estavam se direcionando a cantina, cada um pediu oque queria, Ivinny havia pego duas trufas e uma porção de batatas fritas.
    Cada um sentou-se onde quis, e Ivinny sentou-se ao lado de Rosalya, pois a mesma havia guardado um lugar para ela. Ivinny assentiu com a cabeça, como sinal de agradecimento e logo direcionou seu olhar para a comida.
— Você toca muito bem, Ivinny — Disse Lysandre, fazendo com que ela parasse de encarar a porção de babatas e o olhasse.
— Toco mais por ... ''Diversão'', não foi nada de mais, não toco tão bem. — Ela disse o que fez o Vitoriano rir com sua timidez.
— Ele tem razão Tábua, Porque não disse que tocava?— Disse o ruivo chegando nesse momento e se sentando ao lado de Ivinny que logo percebeu a oportunidade de fazer um jogo de ironias.
— Você toca Castiel? — Perguntou a Tábua.
— Eu perguntei primeiro. — Disse o ruivo insistente com a pergunta.
— Ele toca sim. — Disse Rosalya fazendo com que Castiel fizesse uma careta pra mesma.
— É, Toco violão e Guitarra. — Disse o ruivo — Dá pre me responder agora? 
— Porque não me disse que tocava, Beterraba? — a Tábua imitou a voz dele prendendo o riso. — Nós não dissemos, porque nenhum dos dois perguntou, Lerdo.
— Não me chama de lerdo — disse ele irritado e rapidamente pegou o pote de batatas fritas da garota. — Pois depois disso, com certeza eu mostrei que não sou.
— Devolve minha batata Castiel. — Disse ela pegando a latinha de Sprite que ele havia colocado ao lado de seu lanche — Acredite, não vou exitar em tomar meu refrigerante preferido.
    Ele queria a provocar ainda mais, então ele comeu duas batatas, e quando ia se pronunciar ela tomou dois goles do refrigerante dele, ele comeu mais uma batata, então ela se irritou e tomou a batata dele e saiu correndo com os dois em mãos.
    Mais que droga! ela havia esquecido suas duas trufas em cima da mesa, então ela voltou, e ao ver Castiel, ele tava com as duas na mão. Esse era o problema, Ivinny sempre deixava oque ela mais gostava de comer pra o final, e foi assim que suas trufas foram parar nas mãos do idiota ruivo.
— Vamos negociar beterraba, Não come as minhas trufas. — Ela disse como se estivesse negociando a vida de alguém.
— Haha, você acha que eu vou negociar com oque é meu por direito — disse ele apontando a latinha que estava na mão da garota e começando a abrir vagarosamente uma das trufas.
— Coloca as trufas na mesa e eu coloco a latinha, não come ou você morre. — Ela disse, agora a coisa tava ficando séria.
    Nessa hora todos na mesa não conseguiam parar de rir, era mesmo uma situação hilária.
    Alexy tinha se entalado e seu irmão o olhava sem reação alguma , Rosalya tentou ajudar Ivinny dando um bote tentando pegar uma das trufas, mais Castiel não facilitava, Lysandre ria calmamente observando o jeito que seu amigo sorria pra garota, era bom ver ele bem, havia um brilho em seus olhos, e a tempos ele não o via dessa forma, Kim dizia coisas do tipo ''bate nele garota, pega de volta oque é seu'', e todos riam da situação ali presente.
— Você me da a latinha e eu te dou uma das trufas. —  Disse o ruivo com convicção, ele parecia estar atento a négociação.
— Nada disso, elas são minhas, você quem começou roubando minhas batatas, eu deveria ficar com tudo. — Ela disse fechando a cara o que fez com que Castiel soltasse uma risada.
— Ou isso ou nada, Tábua. — Ele disse sem rodeios, mas ainda rindo.
— Não me chama assim, Beterraba. — Ela disse com uma enorme vontade de bater nele.
    Ivinny tomou mais dois goles do refrigerante do ruivo e devolveu a latinha de Sprite a ele, que por sua vez lhe devolveu a trufa muito irritado, porém só devolveu uma delas.
— Você roubou, Garota gulosa! — Ele disse arrancando risos das pessoas presentes na mesa.
— Olha quem fala, você ficou com uma das minhas trufas, não reclama. — Ela disse sentando-se novamente.
    Ela direcionou o pote de batatas pra ele. — Só vou dividir porque sou boazinha, Pega antes que eu desista de fazer essa boa ação.
    O intervalo continuou, e todos continuaram rindo da situação. Ivinny reconhecia que a muito tempo não se sentia assim, cercada por pessoas agradáveis, que a fizessem rir sem ser forçada a isso, sem fingir, aquilo literalmente era bem melhor que chocolate e batata-frita, era difícil afirmar isso, mais sim era bem melhor.
    Rosalya observava a movimentação que havia entre os dois, era estranho e engraçado o jeito que eles pareciam se odiar profundamente, e ao mesmo tempo parecia que aquele ódio era apenas uma mascara de um sentimento muito belo que talvez houvesse entre os dois, esperaria para ver se havia mais indícios de amor entre eles, afinal, ela se preocupava com a garota, pois depois de Debrah, maldita Debrah, pensou a platinada, o ruivo havia mudado.
    Ele havia se tornado alguém frio, e irritante pois oque aconteceu o havia machucado bastante, e todos os sentimentos bonitos que haviam dentro dele, foram substituídos por sentimentos ruins, conhecidos como Ódio e Amargura. Infelizmente foi assim que era passou a o ver depois de tudo isso.
    Aqueles sentimentos causavam um efeito nele, que o fazia não ligar pra nada do que os outros ao redor sentissem, ele simplesmente dizia oque queria, quando queria, e onde queria, fazendo isso ele acabava magoando as pessoas das piores formas, até mesmo as mais próximas dele, em relação as garotas, ela só se divertia com elas, e logo em seguida, as deixava, assim como Debrah fez com o ruivo, o único que sabia lhe dar verdadeiramente com toda essa situação era seu amigo, Lysandre.
    No fundo Rosalya sabia que existia algo bom nele, mais também sabia que Ivinny tinha pesos, que a muito tempo aquela garota sustentava, e que se houvesse algo a mais ela tropeçaria e cairia. E se fosse necessária alguma intervenção de Rosa pra o bem da garota, ela faria isso, não deixaria Ivinny cair.
    Os sentimentos de Castiel seriam despertados um dia por alguém, disso ela tinha certeza, mas e se ao tentar fazer isso Ivinny perdesse o equilíbrio?
    Rosalya tentaria avisa-la, e independente da escolha de sua amiga..
    Ela a ajudaria.
 


Notas Finais


Música 1: https://www.youtube.com/watch?v=5anLPw0Efmo (Evanescence - My Immortal)

Música 2: https://www.youtube.com/watch?v=UrIiLvg58SY (Extreme - More Than Words)

Aaaaaaa, espero que gostem, deixem suas opiniões, um comentário por mais simples que seja, anima o escritor a fazer mais e mais capítulos.


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