História Guerra Interna - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Originais, Policial, Romance, Suspense
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Palavras 843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Mudança de Ritmo


5 dias antes da festa

Eu acordo, tomo meu maravilhoso café e estou de bom humor, mas ele só dura até eu ir lá para fora e ver um carro que não é o meu vindo em minha direção e então me lembro dos acontecimentos do dia anterior e meu estômago embrulha. Entro no carro e o meu motorista de hoje é Graham, ele olha para mim quando entro e só, alguns minutos depois Radra senta no banco de trás e Graham arranca com o carro. A viagem se passa em silêncio e depois que saio do carro, mais uma vez, ele arranca. Caminho lentamente e só até a minha sala abro a porta e está vazia, pego os casos de hoje. Quando entro no tribunal eu a vejo sentada com um caderno aberto e uma caneta pronta, sinto o seu olhar me acompanhar e fica assim até o fim do julgamento.

☆☆☆

Chegou o horário de almoço e felizmente Emily não está aqui hoje e logo depois de sentar Radra entrar falando ao telefone e quando me vê desliga imediatamente, depois de preparar o seu prato se aproxima.

- Posso...? - aponta para a cadeira vazia.

- Lógico.

Segue um silêncio desconfortável durante o almoço.

- Ainda temos um tempinho até dar a hora de voltar, quer dar uma volta ? - pergunto ao sair do restaurante.

Ela hesita.

- Você pretende dar essa volta mesmo que eu diga não ?

- Claro. - sorrio ao lembrar de uma coisa - "a cada passo que você der fora de casa". - repito uma de suas frases favoritas.

Ela suspira.

- Exatamente.

- Então... - começo a caminhar.

- Então... ?

- Graham será o nosso motorista todos os dias ?

- Não - diz e então sorri - algumas vezes eu serei a motorista e ele vai no ou no banco do passageiro ou no de trás.

Estamos caminhado em uma rua comercial, passamos por roupas caras, acessórios caros, livros caros (embora eu ache que nenhum livro seja caro), tudo caro.

- Eu sento no banco do passageiro, ele que se contente com o banco de trás.

Quando eu penso que o seu sorriso ficará maior ele desaparece 

- Depois do que aconteceu ontem eu preciso de alguém que cuide ou de sair o mais rápido o possível dali ou devolva os tiros ou os dois ao mesmo tempo.

Sinto o meu sorriso desaparecer também. Não me sinto confortável com o que aconteceu ontem, mas não deixo isso transparecer. Depois de um tempo digo: 

-Se você diz que acompanhará em cada passo  que dou por que me deixa sozinho quando chegamos no trabalho ?

- Bem, como eu disse antes todos os guardas que estão de postos lá são de minha confiança e tem algumas opções do que as pessoas pensariam de ver nois dois saindo do mesmo carro. Número 1: eles estão juntos ou... acho que é só essa mesmo.

- E ? 

-Não devemos ser íntimos de maneira alguma, aliás acabamos de nos conhecer e não tivemos nenhuma discussão. - sorrio com o seu sarcasmo.

- Você não acha que despertaria menos suspeitas se achassem que namoramos ?

Ela parece considerar a ideia.

- Na verdade já estávamos considerando isso, mas preferi não comentar nada até que tivéssemos certeza que essa é a melhor maneira de agirmos. E tem também o fato de sermos completos desconhecidos dentro e fora desse papel que interpretamos aqui.

- Então a minha opinião não importa ? - estou irritado.

- Já disse que não.

Eu me viro e estou prestes a começar uma discussão quando ela me encara com seus olhos sem emoções.

- Devemos voltar antes que o tempo acabe.

☆☆☆

Estou acabado, que dia cansativo e piora quando chego no carro. Radra abre a porta do lado do motorista e aponta para o banco de trás, Graham sai do carro e então entra novamente lá atrás. Radra sai em disparada exatamente como fazem quando me deixam no trabalho.

- Tenente ? - pergunta o Graham. 

- Estávamos sendo seguidos. 

- Vindo até o carro ? - Ele franze o cenho.

- Saímos para caminhar depois do almoço.

Ele a encara e ela se contorce com o olhar. "Ela está incomodada com o que ele pensa ? Que estranho, será que eles estão juntos ?"

- E você percebeu de imediato?

- Sim. - Isso me surpreende - mas ele não se aproximou muito e achei melhor que fosse melhor que ele não notasse que eu o tinha percebido então continuei agindo naturalmente até que ele começou a se aproximar mais, foi aí que eu fiz com que voltássemos.

Com a velocidade que ela segue já estamos próximos da minha casa e a conversa morre.

☆☆☆

Chegamos em casa e Radra e Graham seguem juntos e me deixam para trás e lógico que eu os sigo discretamente.

- Você saiu para passear com ele ? - o tom dele transborda deboche.

- Isso não é problema seu. - " Isso aí, mostra para ele como funciona essa parada" - agora vá fazer o que você foi contratado para fazer.

Ele sai da sala e quando estou preste a sair de trás da parede e ir embora escuto: 

-Senhor Carter, acho que temos algo para discutir.




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